Dia 314
1Mc 9 · Jo 8,22-41 · Pr 18,9-16 · cerca de 13 min
Destaque da leitura de hoje“O espírito do homem sustém a sua debilidade: Mas quem poderá suster a um espírito que fàcilmente se deixa levar da ira?”Provérbios 18,14
Antigo Testamento1Mc 9
1 Macabeus 9
1Entretanto Demétrio, assim que ouviu que Nicanor tinha sido morto na batalha, e o seu exército rôto, mandou novamente a Baquides, e a Alcimo para a Judéia, e com êles a ala direita do seu exército. 2E marcharam pelo caminho, que vai ter a Galgala, e se acamparam em Masalot, que é em Arbelas: E tomaram a mesma cidade, e mataram grande número de pessoas. 3No primeiro mês do ano cento e cinquenta e dois chegaram com o exército a Jerusalém: 4E partiram e marcharam para Beréia vinte mil infantes, e dois mil cavalos. 5Ora Judas estava acampado em Laisa, e com êle três mil homens escolhidos: 6E quando viram a multidão do exército, que era numerosa, temeram por certo em grande maneira: E muitos se retiraram escondidamente do campo, e não ficaram dêles senão oitocentos homens. 7E viu Judas que se tinha diminuído o seu exército, e o apêrto em que o inimigo o punha para pelejar, e assim ficou descorçoado: Porque não tinha tempo de os ajuntar, e desmaiou;. 8Mas sempre disse aos que tinham ficado com êle: Vamos, e marchemos contra nossos inimigos, a ver se poderemos combater com eles. 9Os seus porém o desviavam disso, dizendo: Nós não poderemos tal fazer, antes por ora cuidemos em assegurar nossas vidas, e voltemos para nossos irmãos, e depois que assim o tivermos feito, então tornaremos a vir. pelejar contra êles: Por ora somos poucos. 10Então Judas lhes disse: Deus nos livre que tal façamos, fugindo à vista dêles: E se é chegada a nossa hora, morramos valorosamente por nossos irmãos, e não manchemos a nossa glória com esta nódoa. 11E o exército abalou do seu campo, e se vieram por diante deles: E a cavalaria se dividiu em dois corpos e os fundibulários e os frecheiros marchavam à testa do exército, e todos os que seguiam na primeira linha eram os mais valentes. 12Baquides porém estava na ala direita, e os esquadrões cerraram por ambos os lados e atroaram os ares com o som das suas trombetas: 13E os que eram da parte de Judas levantaram também êles mesmos igualmente as vozes num grito, e estremeceu a terra com o alarido dos exércitos: E durou o combate desde a manhã até à tarde. 14E observou Judas que a ala da parte direita do exército, onde estava Baquides, era a mais forte, e nesta conformidade a investiram juntamente com êle todos os que eram de ânimo mais intrépido. 15E com isto foi róta por êles a mesma ala direita. e Judas os foi perseguindo até o monte de Azot. 16Mas os que estavam na ala esquerda, quando viram que a ala direita tinha sido desfeita, logo foram seguindo por detrás a Judas, e aos que com êle se achavam: 17E travou-se uma renhida peleja, e foram muitos os que de uma e outra parte caíram feridos. 18E Judas caiu morto, e os mais fugiram. 19E Jônatas, e Simão levaram o corpo de seu irmão Judas, e o sepultaram no jazigo dos seus maiores, que era na cidade de Modin. 20E tódo o povo de Israel chorou com apertado luto a sua morte, e o pranteavam já havia muitos dias. 21E disseram: Como caiu êste esforçado guerreiro, que defendia o povo de Israel! 22E quanto às outras relações, que se podiam fazer, das guerras de Judas, e das façanhas que obrou, e da grandeza do seu espírito, elas se não acham aqui escritas: Porque eram muitas em grande número. 23E aconteceu isto: Depois da morte de Judas apareceram por todos os têrmos de Israel homens perversos, e se deram a conhecer todos os que obravam a iniquidade. 24Naqueles dias sobreveio uma fome muito grande, e todo o país dêles com os seus habitantes se rendeu a Baquides. 25E Baquides escolheu homens ímpios e os pôs por governadores daquele pais: 26E andavam em busca, e em pesquisa dos amigos de Judas, e os traziam a Baquides, o qual se vingava nêles, e os insultava. 27E levantou-se uma tão grande tribulação em Israel, que se não tinha visto outra tal, desde o tempo em que os profetas tinham desaparecido de Israel. 28Então se ajuntaram todos os amigos de Judas, e disseram a Jônatas: 29Desde que teu irmão Judas é falecido, não se acha homem semelhante a êle, que marche contra nossos inimigos, Baquides, e contra. os outros, que são inimigos da nossa gente. 30Portanto nós agora te temos elegido hoje para seres nosso príncipe, e nosso capitão em lugar dêle, a fim de administrar as nossas guerras. 31Jônatas pois naquele tempo recebeu o principado, e tomou o lugar de seu irmão Judas. 32E teve notícia disso Baquides, e andava vendo como o havia de matar. 33Mas Jônatas, e Simão seu irmão, e todos os que com êle estavam, souberam isto: E fugiram para o deserto de Técua e pararam junto às águas do lago de Asfar. 34Soube-o igualmente Baquides, e êle mesmo, e todo o seu exército num dia de sábado passou à banda de além do Jordão. 35Então enviou Jônatas a seu irmão, que comandava o povo, e rogou aos nabuteus, seus amigos, que lhe emprestassem o seu aparelho que era muito grande. 36Mas os filhos de Jambri saíram de Madaba, e apanharam a João, e tudo o que êle tinha, e se foram, levando tudo isso. 37Passado isto, vieram dizer a Jônatas. e a Simão seu irmão, que os filhos de Jambri celebravam umas grandes vodas, e traziam de Madaba com grande pompa a noiva, que era filha de um dos primeiros príncipes de Canaã. 38Lembraram-se êles então do sangue de seu irmão João: E subiram, e foram-se emboscar detrás de um monte que os cobria. 39E levantaram-se os seus olhos, e olharam: E eis-que vinha um grande tropel, ce um magnífico aparato: E o noivo, e seus amigos, e seus irmãos, vieram encontrar-se com esta comitiva, ao som de tambores e instrumentos músicos, escoltados de muita gente de armas. 40Ao mesmo tempo deram sôbre êles os da emboscada e os mataram, e caíram muitos feridos, e os que tinham escapado fugiram para os montes: E êles tomaram todos os seus despojos: 41Assim as vodas se trocaram em luto, e os seus concertos músicos em gritos de lamentação. 42E desta maneira tomaram êles vingança do sangue de seu irmão: E voltaram para a ribanceira do Jordão. 43E Baquides ouviu isto, e veio com um poderoso exército em dia de sábado até à ribanceira do Jordão. 44J ônatas porém disse aos seus: Vamos pelejar contra os nossos inimigos, porque hoje não é como ontem e anteontem: 45Vêde pois que temos o inimigo por diante, e as correntes do Jordão de uma e outra parte, e suas ribanceiras, e paúes, e bosques: E não há meio de escapar. 46Agora pois clamai ao céu, para que sejais livres da mão de vossos inimigos. E travou-se a batalha. 47E Jônatas estendeu a sua mão para ferir a Baquides, mas êle evitou o golpe, retirando-se: para trás: 48Enfim, Jônatas e os que eram com êle, deitaram-se ao Jordão, e o passaram. a nado, à vista dêles: 49E da parte de Baquides ficaram mortos naquele dia mil homens: E êle com a sua gente voltou para Jerusalém. 50E edificaram cidades fortes na Judéia, e fortificaram de altos muros, e de portas, e de fechaduras, as cidadelas que havia em Jericó, e em Amaus, e em Betoron, e em Betel, e em Tamnata, em Fará, e em Topo. 51E nelas pôs Baquides guarnições, para que fizessem suas correrias contra Israel: 52Fortificou também a cidade de Betsura, e Gá-zara, e a fortaleza, e pôs nelas gentes de guarda, e pro-visão de mantimentos: 53E tomou para reféns os filhos das primeiras personagens da terra, e pô-los em custódia na fortaleza de Jerusalém. 54E no ano cento e cinqüenta e três, no segundo mês, mandou Alcimo demolir as paredes da parte interior do templo, e destruir as obras dos profetas: E começou a deitá-las a baixo. 55Naquele tempo foi Alcimo ferido da mão de Deus: E se atalharam as suas obras e a bôca se lhe fechou, e êle ficou tolhido de uma paralisia, nem pôde mais falar palavra, nem fazer disposição alguma tocante à sua casa. 56Desta sorte morreu Alcimo naquele tempo atormentado de grandes dores. 57E viu Baquides que Alcimo era morto: E voltou para o rei, e a terra estêve calada por dois anos. 58Ao cabo dêste tempo todos os maus formaram entre si êste desígnio, dizendo: Reparai Jônatas, e os que com êle estão; vivem desassustadamente com descanso: Pois agora façamos vir a Baquides, e êle os apanhará a todos numa noite. 59Pelo que êles t foram buscar, e lhe deram êste conselho. 60Baquides pois se deu pressa a vir com um grande exército: E mandou em segrêdo cartas aos do seu partido, que estavam na Judéia, em que lhes advertia prendessem a Jônatas, e aos que eram com êle: Mas êles não o puderam fazer, porque chegou à notícia dêstes o seu desígnio. 61E dentre as pessoas da: terra prendeu Jônatas cinquenta homens, que eram os capatazes da velhacaria, e os mandou matar: 62E retirou-se Jônatas, e Simão, e os que com êle estavam a Betbessen, que é no deserto: E reparou as suas ruínas, e fizeram dela uma forte praça. 63E quando Baquides o soube, ajuntou logo tôdas as suas tropas: E do que passava fêz aviso àqueles que estavam na Judéia. 64E veio acampar-se acima de Betbessen: E a combateu por muitos dias, e fêz construir diversas máquinas de guerra. 65Porém Jônatas deixou a Simão seu irmão na cidade, e saiu à campanha, e marchou com um reforçado corpo de tropas. 66E desfez a Odaren, e a seus irmãos, e aos filhos de Faseron, dentro das suas mesmas tendas, e começou a dar rijo nos inimigos, e a fazer-se célebre pelos seus grandes feitos. 67Porém Simão, é os que com êle estavam, saíram da cidade, e queimaram os aproches. 68E pelejaram contra Baquides, e o desbarataram: E lhe causaram grande pesar, vendo que tinham saído frustrados os seus desígnios, e a sua emprêsa. 69E encolerizado contra aquêles homens iníquos, que lhe haviam dado o conselho de que viesse para a sua terra, matou a muitos deles: E resolveu de mesmo tornar para o seu país com todo o resto do exército. 70E soube isto Jônatas, e lhe mandou embaixadores para fazer pazes com êle, e oferecer-lhe que restituiria Os prisioneiros. 71E aceitou Baquides de boa vontade a oferta, e consentiu no que Jônatas queria, e jurou que em todos os dias da sua vida lhe não faria mal algum. 72E restituiu-lhe os prisioneiros, que antes fizera cativos na terra de Judá: E se foi na volta do seu pais, e não quis mais tornar à terra de Judá. 73Assim a guerra cessou em Israel: E Jônatas assistiu em Macmas, e ali começou o mesmo Jônatas a julgar o povo, e exterminou os ímpios do meio de Israel.
Novo TestamentoJo 8,22-41
João 8
22Diziam pois os judeus: Será que êle se mate a si mesmo, pois diz: Para onde eu vou, não podeis vós vir? 23Mas Jesus lhes respondia: Vós sois cá de baixo, e eu sou lá de cima. Vós sois dêste mundo, e eu não sou dêste mundo. 24Por isso eu vos disse, que morreríeis nos vossos pecados: Porque se não crerdes em quem eu sou, morre- Feis no: vosso pecado. 25Pergtintaram-lhe pois êles: Quem és tu? Respondeu-lhes Jesus: Eu sou o princípio, o mesmo -que vos falo. 26Muitas coisas são as que tenho que vos dizer, e de que vos condenar: Mas o que me enviou é verdadeiro: E eu o que digo no mundo é o que dele aprendi. 27E não conheceram os judeus que êle dizi: que Deus era seu Pai. 28Disse-lhes pois Jesus: Quando vós tiverdes levantado o Filho do homem, então conhecereis quem eu sou, e que nada faço de mim mesmo, mas que como o Pai me ensinou, assim falo: 29E o que me enviou, está comigo, e não me deixou só: Porque eu sempre faço o que é do seu agrado. 30Ao tempo que Jesus dizia estas palavras, creram muitos nele. 31Pelo que dizia Jesus aos judeus que nele creram: Se vós permanecerdes na minha palavra, sereis verdadeiramente meus discípulos 32E conhecereis a verdade, e a verdade vos livrará. 33Responderam-lhe êles: Nós somos descendentes de Abraão, e em nenhum tempo fomos escravos de alguém; como dizes tu: Que viremos a ser livres? 34Respondeu-lhes Jesus: Em verdade, em verdade vos digo: Que todo o que comete pecado, é escravo do pecado: 35Ora, o escravo não fica para sempre na casa, mas o Filho fica nela para sempre: 36Assim que se o Filho vos livrar, sereis verdadeiramente livres. 37Eu bem sei que sois filhos de Abraão, mas vós quereis me dar a morte, porque a minha palavra não cabe em vós. 38Eu falo o que vi em mew Pai: E vós fazeis o que vistes em vosso pai. 39Responderam êles, e disseram-lhe: Nosso pai é Abraão. Disse-lhes Jesus: Se sois filhos de Abraão, fazei obras de Abraão. 40Mas vós atualmente procurais tirar-me a vida, a mim que sou um homem que vos falei a verdade, que ouvi de Deus: Isto é o que Abraão nunca fêz. 41Vós fazeis as obras de vosso pai. E êles lhe disseram: Nós não somos nascidos da impureza; um pai temos que é Deus.
Salmos e ProvérbiosPr 18,9-16
Provérbios 18
9Aquêle que é mole e frouxo no seu trabalho, é irmão do que dissipa as suas obras. 10O nome do Senhor é uma tôrre fortíssima: A êle mesmo se acolhe o justo, e será exaltado. 11O cabedal do rico é a cidade da sua fortaleza, e uma como grossa muralha que o cerca. 12O coração do homem eleva-se antes de ser quebrantado: E humilha-se antes de ser glorificado. 13Aquêle que responde antes de ouvir, mostra ser um insensato, e digno de confusão. 14O espírito do homem sustém a sua debilidade: Mas quem poderá suster a um espírito que fàcilmente se deixa levar da ira? 15O coração prudente possuirá a ciência: E o ouvido dos sábios busca a doutrina. 16O presente que um homem faz abre-lhe um. dilatado caminho, e dá-lhe lugar diante dos príncipes.