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Bíblia em um ano Dia 318/365

Dia 318

1Mc 13 · Jo 10,1-21 · Pr 19,15-22 · cerca de 10 min

  1. Antigo Testamento1Mc 13
  2. Novo TestamentoJo 10,1-21
  3. Salmos e ProvérbiosPr 19,15-22
Destaque da leitura de hoje“Eu sou o bom pastor. O bom pastor dá a própria vida pelas suas ovelhas.”João 10,11

Antigo Testamento1Mc 13

1 Macabeus 13

1Entretanto ouviu dizer Simão, que Triftão tinha levantado um grande exército, para vir à terra de Judá, e assolá-la. 2Vendo que o povo estava todo amedrontado, e espavorido, subiu a Jerusalém, e fêz ajuntar o povo: 3E para os animar, lhes disse: Vós sabeis quanto havemos pelejado, eu e meus irmãos, e a casa de meu pai pelas nossas leis, e pelo Santo Templo, e em que apertos nos temos visto: 4Por esta causa são mortos todos os meus irmãos, por quererem salvar a Israel, e fiquei cu só. 5Mas não permita Deus agora que queira eu perdoar à minha vida, enquanto durarem as nossas tribulações: Porque eu não sou melhor do que meus irmãos. 6Eu pois vingarei a minha gente, e o Santuário: Também os nossos filhos, e mulheres: Porque tôdas as nações se têm ajuntado para nos oprimir, somente pelo ódio que nos têm. 7E o espírito do povo, assim que ouviu estas palavras, ficou todo inflamado. 8E responderam em alta voz, dizendo: Tu és o nosso capitão em lugar de Judas e de Jônatas teu irmão: 9Dirige as nossas batalhas: E nós faremos tudo o que nos disseres. 10E ajuntando todos os homens de guerra, fêz acabar com presteza todos os muros de Jerusalém, e fortificou-a tôda em roda. 11E enviou a Jônatas, filho de Absalomi, e com êle um novo exército a Jope, e tendo deitado fora os que estavam dentro dela, êle se deixou lá ficar. 12Trifão, entretanto, abalou de Ptolemaida com um grande exército, para vir para a terra de Judá, e trazia consigo a Jônatas, que êle tinha retido prisioneiro. 13E Simão acampou-se perto de Adus, defronte da planície. 14E Trifão tanto que soube que Simão entrara em lugar de seu irmão Jônatas: E que se dispunha a lhe dar batalha, mandou-lhe' embaixadores, 15dizendo: Pelo dinheiro que teu irmão Jônatas devia à fazenda real, por causa dos negócios que mane-Jjou, nós o temos retido. 16Mas envia-me tu agora cem talentos de prata, e os seus dois filhos em reféns, para que êle, sendo pôsto em liberdade, não fuja do nosso partido, e nós to remeteremos. 17Simão, ainda que conheceu que Trifão lhe falava assim para o enganar, mandou todavia que se lhe levasse: o dinheiro com os meninos: Temendo não mover contra si o Ódio do povo de Israel, que poderia dizer: 18Porque não lhe enviou o dinheiro, e os meninos,. por isso é que Jônatas pereceu. 19Êle pois-lhe mandou os meninos, e os cem talentos: E Trifão faltou à palavra, e não remeteu a Jônatas. 20E depois disto veio Trifão à terra para a assolar: E deram volta pelo caminho que vai a Ador: Mas Simão e o seu exército marchavam para tôda a parte, para onde quer que êles iam. 21Então os que estavam na fortaleza, mandaram por uns mensageiros dizer a Trifão, que se desse pressa em vir pelo deserto, e que lhes enviasse víveres. 22E pôs Trifão tôda a cavalaria pronta, para partir aquela mesma noite: Mas tinha caído muita neve em grande cópia, e não pôde ir ao território de Galaad. 23E estando perto de Bascaman, matou ali a Jônatas, e a seus filhos. 24Depois voltou Trifão, e foi para a sua terra. 25Então mandou Simão buscar os ossos de seu irmão Jônatas, e os sepultou em Modin, que era a cidade de seus pais. 26E todo Israel tomou grande dó da sua morte, e o pranteou por muitos dias. 27E Simão levantou sobre o sepulcro de seu pai e de seus irmãos um alto edifício, que se via de longe, cujas pedras eram polidas por detrás e por diante. 28E pôs sete pirâmides em correspondência umas das outras, uma a seu pai, outra a sua mãe, e quatro a seus irmãos: 29E pôs-lhe à roda umas grandes colunas: E sôbre estas colunas armas, que subissem de um monumento eterno, e ao pé das armas navios de escultura, que fôssem vistos de longe por todos os que navegavam pelo mar: 30Êste é o sepulcro, que êle fêz em Modin, que até o presente ainda dura. 31Ora Trifão indo em jornada com o moço rei Antíoco, matou-o à traição. 32E reinou em lugar dêle, e pôs sôbre a cabeça o diadema da Ásia, e fêz grande estragos na terra. 33Simão entretanto reparou as praças da Judéia, fortificando-as de altas tôrres, e de grandes muros e de portas, e fechaduras: E meteu víveres nas praças fortes. 34Escolheu também Simão certos homens, e os enviou ao rei Demétrio, pedindo-lhe que restabelecesse a Judéia nas suas liberdades: Porque todo o procedimento de Trifão tinha sido fundado em rapina. (S) 35E veio o rei Demétrio no que êle lhe tinha pedido, e lhe respondeu por escrito nestes têrmos: 36O rei Demétrio a Simão, sumo sacerdote, e amigo dos reis, e aos anciãos, e ao povo dos judeus, saúde. 37Nós recebemos a coroa, e a palma de ouro, que vós nos mandastes: E estamos prontos a fazer convosco uma paz sólida, e a escrever aos governadores do rei que vos remitam o que nós vos temos concedido. 38Porque tudo o que nós temos ordenado a nosso favor, fica para vós valioso. As praças, que edificastes, sejam vossas. 39Também vos perdoamos as ignorâncias, e as faltas, em que podeis ter caído até o dia de hoje, e a coroa que devíeis: E se acaso se nos pagava qualquer outro impôsto em Jerusalém, não se torne êle mais a pagar. 40E se entre vós alguns há que sejam capazes de se alistarem nas nossas tropas, alistem-sc e haja entre nós paz. 41No ano cento e setenta foi tirado o jugo dos gentios a Israel. 42E o povo de Israel começou a pôr nas Tábuas e registros públicos a Era desde o primeiro ano sob Simão, sumo pontífice, grande capitão. e príncipe dos judeus. 43Naqueles dias foi Simão sitiar Gaza, e bloqueou-a com o seu exército, e fêz máquinas, e chegou-se à cidade, e atacou uma das suas tôrres, e a levou. 44E os que estavam numa destas máquinas haviam já entrado de golpe na cidade: E levantou-se um grande motim na cidade. 45E os que estavam na cidade subiram acima dos muros com suas mulheres e filhos, rasgados os seus vestidos, e clamaram a grandes gritos, pedindo a Simão que lhes desse a sua mão direita. 46E disseram: Não nos trates segundo a nossa muita malícia, mas segundo a tua grande clemência. 47E ainda que movido Simão de piedade, lhes não fêz sentir o rigor da guerra: Contudo lançou-os fora da cidade, e purificou as casas em que tinham estado os ídolos, e então é que entrou nela bendizendo com hinos ao Senhor. 48E depois de tiradas da cidade tôdas as imundícies, pôs nela homens que observassem a lei: E fortificou-a, e fêz nela habitação para si. 49Os que porém estavam na fortaleza de Jerusalém não podiam, tolhidos disso, nem sair dela nem entrar pelo país, nem comprar nada, ou vender: E viram-se reduzidos a uma grande fome, e muitos dêles morreram à mingua. 50E gritaram a Simão, pedindo-lhe composição: E êle lha outorgou: E lançou-os fora da fortaleza, e limpou-a de tôdas as contaminações. 51E entraram depois nela em o dia vinte e três do segundo mês, ano cento e setenta e um, entoando louvores, e levando ramos de palmas na mão, e ao toque de harpas e de tímbales, e de liras, e cantando hinos, e cânticos, por ter sido exterminado de Israel um grande inimigo. 52E ordenou Simão que todos os anos se celebrassem êstes dias com alegria. 53Fortificou outrossim o monte do templo, que era perto da fortaleza, e habitou ali êle mesmo, e os que com êle estavam. 54Ao depois viu Simão que João, seu filho, era um homem de guerra mui valente: E fê-lo general de tôdas as tropas: E João habitou em Gazara.

Novo TestamentoJo 10,1-21

João 10

1Em verdade, em verdade vos digo: Que o que não entra pela porta no aprisco das ovelhas, mas sobe por outra parte: Êsse é ladrão e roubador. 2Ó que porém entra pela porta, êsse é pastor das ovelhas. 3A êste abre o porteiro, e as ovelhas ouvem a sua -voz, e às ovelhas próprias chama pelo seu nome, e as tira para fora. 4E depois que tirou para fora as próprias ovelhas, vai adiante delas: E as ovelhas o seguem, porque não co-. nhecém a sua voz. 5E não seguem o estranho, antes fogem dêle: Porque não conhecem a voz dos estranhos. 6E Jesus lhes disse esta parábola. Mas êles não entenderam que era o que lhes dizia. 7Tornou pois Jesus a dizer-lhes: Em verdade, em verdade vos digo, que eu sou a porta das ovelhas. 8Todos quantos têm vindo são ladrões e roubadores, e as ovelhas não lhes deram ouvidos. 9Eusoua porta. Se alguém entrar por mim, será salvo: E êle entrará, e sairá, e achará pastagens. 10O ladrão -não vem senão a furtar, e a matar, e a perder. Mas eu vim para elas terem vida, e para a terem em maior abundância. 11Eu sou o bom pastor. O bom pastor dá a própria vida pelas suas ovelhas. 12Porém o mercenário, e o que não é pastor, de quem não são próprias as ovelhas, vê vir o lobo, e deixa as ovelhas, e foge: E o lobo arrebata e faz desgarrar as ovelhas: 13E o mercenário foge, porque é mercenário, e porque lhe não tocam as ovelhas. 14Eu sou o bom pastor: E eu conheço as minhas ovelhas, e as que são minhas me conhecem a mim. 15Assim como meu Pai me conhece, também eu conheço a meu Pai: E ponho a minha vida pelas minhas ovelhas. 16Tenho também outras ovelhas, que não são dêste aprisco: E importa que eu as traga, e elas ouvirão a minha voz, e haverá um aprisco e um pastor. 17Por isso meu Pai me ama: Porque eu ponho a minha vida, para outra vez a assumir. 18Ninguém a tira de mim, mas eu de mim mesmo a ponho, e tenho poder de a pôr, e tenho. poder de a reas-sumir. Êste mandamento recebi de meu Pai. 19Originou-se por causa dêstes discursos uma nova dissensão entre os judeus. 20Porque muitos dêles diziam: Êle está possesse do demônio, e perdeu o juízo; por que o estais vós ouvindo? 21Diziam outros: Estas palavras não são de quem está possesso do demônio; acaso pode o demônio abrir os olhos aos cegos?

Salmos e ProvérbiosPr 19,15-22

Provérbios 19

15A preguiça dá de si sono, e a alma frouxa terá fome. 16Aquêle que guarda o mandamento guarda a sua alma: O que porém não faz caso do seu caminho, padecerá a morte. 17O que se compadece do pobre, dá o seu dinheiro a juro ao Senhor: E êste lhe tornará com onzena o que êle tiver emprestado. 18Castiga a teu filho enquanto há esperança da emenda: Mas não chegue a tua severidade ao excesso de lhe dares a morte. 19O que é impaciente suportará o dano: E quando o deixar, acrescentará outro. 20Ouve o conselho, e recebe a correção, para que sejas sábio no fim da tua vida. 21No coração do homem se forjam muitos pensamentos: Mas a vontade do Senhor permanecerá. 22O homem necessitado é compassivo: E melhor é o pobre do que o homem mentiroso.

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Texto bíblico da tradução do Pe. Antônio Pereira de Figueiredo (1725–1797), em domínio público, conforme a edição de 1950 da Editora das Américas (São Paulo), com Nihil Obstat e Imprimatur, na ortografia daquela edição. Numeração dos versículos segundo a Vulgata. Sem as notas de rodapé.

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