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Bíblia em um ano Dia 319/365

Dia 319

1Mc 14 · Jo 10,22-42 · Pr 19,23-29 · cerca de 10 min

  1. Antigo Testamento1Mc 14
  2. Novo TestamentoJo 10,22-42
  3. Salmos e ProvérbiosPr 19,23-29
Destaque da leitura de hoje“Aquêle que aflige a seu pai, e que faz fugir a sua mãe, é infame e desgraçado.”Provérbios 19,26

Antigo Testamento1Mc 14

1 Macabeus 14

1No ano cento e setenta e dois ajuntou o rei Demétrio o seu exército, e foi para a Média, para tirar dali socorros, e fazer guerra a Trifão. 2Ora Arsaces, rei da Pérsia, e da Média, como ouviu que Demétrio tinha entrado nas suas terras, despachou logo um dos seus generais para que o tomasse vivo, e lho levasse. 3Marchou êle pois, e desbaratou o exército de Demétrio: I o apanhou, e o levou a Arsaces, o qual o fêz meter numa prisão. 4E todo o pais de Judá estêve sossegado por todo o tempo que Simão governou, e procurou fazer bem à sua nação: E o seu poder e a sua glória foram do agrado dos judeus enquanto êle viveu. 5E além de tôdas as outras ações gloriosas que fêz, tomou a Jope para lhe servir de pôrto, e fêz que ela fôsse uma passagem para as ilhas do mar. 6E estendeu os limites da sua nação, e se fêz senhor de todo o país. 7E ajuntou um grande número de prisioneiros, e apoderou-se de Gazara, e de Betsura, e da fortaleza: E tirou dela tôdas as imundicies, e não havia quem lhe resistisse. 8E cada um cultivava a sua fazenda em paz: E a terra de Judá produzia as suas novidades, e as árvores do campo os seus frutos. 9Os velhos estavam assentados pelas praças e se entretinham na abundância dos bens da terra, e os moços se enfeitavam com vestidos magníficos, e com hábitos de guerra. 10E êle distribuía mantimentos às cidades, e as ordenava em forma que ficassem sendo praças de armas, de maneira que a nomeada da sua glória se fêz célebre até às extremidades da terra. 11£le firmou a paz nos seus estados, e Israel se regozijou com grande alegria. 12É cada um se punha assentado debaixo da sua parreira, e debaixo da sua figueira: E não havia quem lhes fizesse o menor mêdo. 13Não se achou sôbre a terra quem os atacasse: Os reis ficaram abatidos por aquêles dias: 14E protegeu todos os pobres do seu povo, e zelou a observância da lei, e exterminou todos os iníquos, e todos os maus: 15Restabeleceu a glória do santuário, e multiplicou os vasos santos. 16E soou em Roma a notícia de que Jônatas era falecido: E chegou ela até aos lacedemônios: E todos o sentiram em extremo. 17Mas quando ouviram dizer que Simão, seu irmão, tinha sido feito sumo pontífice em seu lugar, e que êle estava senhor de todo o país, e de tôdas as cidades dêle: 18Escreveram-lhe em tábuas de metal, para renovarem a amizade, é a aliança que haviam feito com Judas, e com Jônatas seus irmãos. 19Estas cartas pois foram lidas em Jerusalém diante de todo o povo. E êste é o teor das cartas que mandaram os lacedemônios: 20OS PRÍNCIPES, e as cidades dos lacedemônios, a Simão, sumo sacerdote, e aos anciãos, e aos sacerdotes, e a todo o povo dos judeus, seus irmãos, saúde. 21Os embaixadores, que foram enviados ao nosso povo, nos informaram da glória, e da honra, e da alegria, em que vós presentemente vos achais: E nós nos regozijamos com a sua chegada. 22E o que êles nos disseram nas juntas do povo escrevemos nós nos registros públicos, pelo teor seguinte: Numenio, filho de Antíoco, e Antípatro, filho de Jasão, deputados dos judeus, vieram ter conosco, para renovar a nossa antiga amizade. 23E pareceu bem ao povo receber a êstes homens honorificamente, e pôr o treslado de suas palavras nos livros reservados do povo, para que ficasse em lembrança aos povos dos lacedemônios. Ora nós mandamos uma cópia de tudo isto a Simão, sumo pontífice. 24E depois disto enviou Simão a Roma a Numenio com um grande escudo de ouro, que pesava mil minas, a fim de renovar a aliança com êles, E tendo ouvido os do povo: romano 25estas razões, disseram: Que ação de graças renderemos nós a Simão, e a seus filhos? 26Porque êle restabeleceu seus irmãos, e exterminou no meio de Israel os seus inimigos, e êles lhe deram o privilégio de uma inteira liberdade, e gravaram isto numas tábuas de metal, e o puseram numa inscrição pública sôbre o monte Sião. 27E isto é o que continha a inscrição: AOS DEZOITO dias do mês de Elul, ano cento e setenta e dois, o terceiro ano sob Simão, sumo sacerdote em Asara-mel. 28Foi feita esta declaração no grande ajuntamento dos sacerdotes, e do povo, e dos príncipes da nação, e dos anciãos do país. Todos sabem que no nosso país têm havido frequentes guerras. 29E Simão, filho de Matatias, da prosápia de Jarib, e seus irmãos se expuseram ao perigo, e resistiram aos inimigos da sua nação, para susterem o seu santo templo, e a sua lei: E levaram o seu povo a uma grande glória. 30E Jônatas congregou os da sua nação, e foi feito sumo sacerdote dêles: E foi-se unir ao seu povo. 31E os inimigos dos judeus quiseram espezinhar, e destruir o seu país e alçar as mãos contra o seu santo templo. 32Então lhes resistiu Simão, e pelejou pelo seu povo, e distribuiu muito dinheiro, e armou os mais valentes da sua nação, e lhes deu sôldo: 33E fortificou as cidades da Judéia ce a de Betsura, que era na fronteira da Judéia, onde seus inimigos tinham feito antes sua praça de armas: E pôs nela uma guarnição de judeus. 34E fortificou a Jope, que estava sôbre a costa do mar: E a Gazara, que está na fronteira de Azot, onde antes habitavam os inimigos, e pôs nelas judeus que as guardassem: E as proveu de tôdas as coisas necessárias para a sua defensa. 35E viu o povo os feitos de Simão, e o que êle fazia por exaltar a glória da sua nação, e êles o constituíram seu chefe, e príncipe dos sacerdotes, pelo motivo de ter êle obrado tudo isto, e pela justiça e fidelidade, que tinha guardado à sua nação, e por ter procurado por todos os meios exaltar O seu povo. 36E em seus dias tudo foi próspero nas suas mãos, de maneira que os estrangeiros foram banidos do seu país, e também os que estavam em Jerusalém, na cidade de Davi na fortaleza, da qual faziam as suas sortidas, e profanavam tudo o que há no contôrno do Santuário, e faziam um grande ultraje a sua santidade: 37E pôs ali soldados judeus para segurança do país, e da cidade, e levantou os muros de Jerusalém. 38E o rei Demétrio o confirmou no sumo pontificado. 39Depois disto lhe deu o título de seu amigo, e o elevou a uma grande glória. 40Porque ouviu dizer que os romanos tinham chamado aos judeus seus amigos, e aliados, e irmãos, e que tinham recebido os embaixadores de Simão com grande honra: 41E que os judeus, e os seus sacerdotes tinham consentido que êle fôsse seu chefe, e sumo sacerdote para sempre, até que se levantasse um profeta fiel: 42E que tivesse sobre êles autoridade de chefe, e que tomasse sôbre si o cuidado das coisas santas, e que designasse quais haviam de ter a intendência sôbre as obras públicas. e sôbre a província, e sôbre as armas, e sôbre os presídios: 43Vigiasse outrossim na guarda dos santos lugares: É que a êle obedecessem todos, e em nome dele fôssem escritos todos os instrumentos públicos do país: E que andasse vestido de púrpura, e ouro: 44E que a nenhum do povo, nem dos sacerdotes fôsse permitido violar alguma destas coisas, nem contradizer a nada do que êle ordenasse, nem colocar junta alguma na província sem a sua autoridade, nem vestir púrpura, nem usar fivela de ouro: 45E o que obrasse contra esta ordenança, ou violasse qualquer parte dela, ficaria réu. 46Aprouve pois a todo o povo constituir a Simão nesta grande autoridade, e executar todo o conteúdo nesta declaração. 47E aceitou Simão o govêrno, e consentiu em fazer as funções do sumo pontificado e em ser chefe, e príncipe da nação dos judeus, e dos sacerdotes, e em ter o comando de tôdas as coisas. 48E acordaram pôr esta declaração em pranchas de metal, e colocá-las na galeria do santuário, em lugar público: 49E guardar no erário uma cópia de tudo isto, para que tivessem ali êste título Simão, e seus filhos.

Novo TestamentoJo 10,22-42

João 10

22Ora, em Jerusalém celebrava-se a festa da Dedicação: E era inverno. 23E Jesus andava passeando no Templo, no alpen-dre de Salomão. 24Rodearam-no pois os judeus, e disseram-lhe: Até quando nos terás tu perplexos? se tu és o Cristo, dize-no-lo claramente. 25Respondeu-lhes Jesus: Eu digo-vo-lo, e vós não me credes: As obras, que eu faço em nome de Meu Pai, elas dão testemunho de mim. 26Porém vós não credes, porque não sois das minhas ovelhas. 27As minhas ovelhas ouvem a minha voz, e eu conheço-as, e elas me seguem. 28E eu lhes dou a vida eterna, e elas nunca jamais hão de perecer, e ninguém as há de arrebatar da minha mão. 29O que meu Pai me deu, é maior do que-tôdas as coisas, e ninguém as pode arrebatar da mão de meu Pai. 30Eue o Pai somos uma mesma coisa, 31Então pegaram os judeus em pedras para lhe atirarem. 32Disse-lhes Jesus: Eu tenho-vos mostrado muitas obras boas, que fiz em virtude de meu Pai: Por qual destas obras me quereis vós apedrejar? 33Responderam-lhe os judeus: Não é por causa de alguma boa obra, que nós te apedrejamos, mas sim porque dizes blasfêmias, e porque sendo tu homem, te fazes Deus a ti mesmo. 34Replicou-lhes Jesus: Não é assim que está escrito na vossa Lei: Eu disse, vós sois deuses? 35Se ela chama deuses àqueles a quem a palavra de Deus foi dirigida, e a Escritura não pode falhar, 36a mim, a quem o Pai santificou, e enviou ao mundo, porque dizeis vós: Tu blasfemas, por eu ter dito que sou Filho de Deus? 37Se eu não faço as obras de meu Pai, não me creiais. 38Porém se eu as faço: E quando não queirais crer em mim, crede as minhas obras, para que conheçais, e creiais que o Pai está em mim, e eu no Pai, 39Então procuravam os judeus prendê-lo: Mas êle se escapou das suas mãos. 40E retirou-se outra vez para a banda dalém do Jordão, para o lugar em que João batizava no princípio: E deixou-se lá ficar: 41E vieram a êle muitos, e diziam: Por certo que João não fêz milagre algum. 42E tôdas as coisas, que João disse dêste, eram verdadeiras. E muitos creram nele,

Salmos e ProvérbiosPr 19,23-29

Provérbios 19

23O temor do Senhor conduz à vida: E na abundância nadará sem a visita péssima. 24O preguiçoso esconde a sua mão debaixo do sovaco, e não quer ter o trabalho de a levar à bôca. 25Castigado o pernicioso, far-se-á mais sábio o insensato: Mas se repreenderes ao sábio, êle entenderá o aviso. 26Aquêle que aflige a seu pai, e que faz fugir a sua mãe, é infame e desgraçado. 27Não cesses, filho, de ouvir a doutrina, nem ignores as palavras da ciência. 28A testemunha iníqua faz zombaria da justiça: E a bôca dos ímpios devora a iniquidade. 29Prontos estão os juízos para os mofadores: E os martelos batentes para os corpos dos insensatos.

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Texto bíblico da tradução do Pe. Antônio Pereira de Figueiredo (1725–1797), em domínio público, conforme a edição de 1950 da Editora das Américas (São Paulo), com Nihil Obstat e Imprimatur, na ortografia daquela edição. Numeração dos versículos segundo a Vulgata. Sem as notas de rodapé.

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