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Bíblia em um ano Dia 32/365

Dia 32

Ex 22–24 · Mt 22,1-21 · Sl 20 (21) · cerca de 14 min

  1. Antigo TestamentoEx 22–24
  2. Novo TestamentoMt 22,1-21
  3. Salmos e ProvérbiosSl 20 (21)
Destaque da leitura de hoje“Senhor, o rei se alegrará na tua fortaleza: E na tua salvação se regozijará em grande maneira.”Salmo 20,2 (21)

Antigo TestamentoEx 22–24

Êxodo 22

1Se alguém furtar um boi, ou uma ovelha, e os matar, ou vender, restituirá cinco bois por um boi, e quatro ovelhas por uma ovelha 2Se um ladrão fôr achado arrombando a porta duma casa, ou escavando a parede para entrar, e sendo ferido, morreu da ferida: aquêle, que o feriu, não será culpado da sua morte. 3Se êle matou o ladrão já de dia, cometeu homicídio, e será punido de morte. Se o ladrão não tiver por donde pague o furto, será vendido. 4Se aquilo, que êle roubou, se acha ainda vivo em sua casa, quer seja boi, quer seja jumento, quer seja ovelha, restituirá o dôbro. 5Se algum homem danificou um campo, ou uma vinha, deixando lá entrar a sua bêsta a pastar o que não é seu, dará o melhor que houver no seu campo, ou na sua vinha, para satisfazer o prejuizo, segundo a avaliação, que se fizer dêle. 6Se o fogo prendendo em matérias secas, pegou nas medas de trigo, ou nos feixes que ainda' estavam no campo: Aquêle, que acendeu o fogo, pagará, a perda, que êle causou. 7Se alguém depositar algum dinheiro, ou puser em guarda qualquer móvel em casa de seu amigo, dado caso que o furtem ao depositário, e se ache o ladrão, pagará êste o dôbro: 8Se se não acha o ladrão, será obrigado o dono da casa a apresentar-se aos deuses, e a jurar que êle não tomou o que era de seu próximo, 9nem da sua parte houve fraude; ou a coisa fôsse um boi, ou fôsse um jumento, ou fôsse uma ovelha, ou outra qualquer coisa, que se perdesse. Os deuses examinarão a causa dum e doutro: E se êles condenarem o depositário, êste pagará o dôbro ao senhor do depósito. 10Se algum der a guardar a outro um jumento, ou boi, ou uma ovelha, ou outra qualquer coisa; e aquilo, que fôr pôsto em guarda, ou morre, ou se deteriora, ou é apanhado pelos inimigos, sem que ninguém o visse, 11jurará o guarda diante dos juízes, que êle não tomou o que não era seu; e o dono estará por êste juramento, sem que possa constranger o outro a lhe pagar a perda. 12Se o que êle tinha em guarda foi furtado, satisfará do seu ao dono. 13Mas se foi comido por alguma fera, levará ao proprietário o que ficar de resto, sem estar obrigado a dar-lhe mais nada. 14Se um pedir a. outro emprestada alguma destas coisas, e ela vier a padecer alguma lesão, ou a morrer em ausência do dono, será o tal obrigado a restituí-la. 15Se o dono se achou presente ao desastre, não restituirá o outro a coisa, principalmente se a tinha alugado para pagar o uso, que fizesse dela. 16Se um enganar uma donzela, que ainda não está ajustada para casar, e a corromper, êle a dotará, e êle mesmo casará com ela. 17Se o pai da donzela lha não quiser dar, dará o corruptor ao pai tanto em dinheiro. quanto é o que se costuma dar em dote a uma donzela. 18Tu castigarás de morte aquêles, que usarem de sortilégios, e de encantamentos. 19Aquêle, que tiver cópula com uma bêsta, será castigado de morte. 20Aquêle, que sacrificar a outros deuses, que não sejam o que só é o único e verdadeiro Senhor, será castigado de morte. 21Não entristecerás, nem afligirás o estrangeiro: porque também vós fôstes estrangeiros na terra, do Egito. 22Não farás mal algum à viúva, nem ao órfão. 23Se vós os ofenderdes em qualquer coisa, êles gritarão por mim, e eu ouvirei os seus gritos, 24e o meu furor se acenderá contra vós: eu vos farei morrer ao fio da espada, e as vossas mulheres ficarão viúvas, e qs vossos filhos órfãos. 25Se emprestares algum dinheiro aos do meu povo, que são pobres entre vós, não o apertes como exator. inexorável, nem o oprimas com usuras. 26Se o teu próximo te deu a sua capa em penhor, restitui-lhe antes cio sol pôsto. 27Porque êle não tem outra coisa, com que cubra o seu corpo nem com que se agazalhe, quando dorme. Se êle clamar a mim, eu o ouvirei, porque sou misericordioso. 28Não falarás mal dos deuses, nem amaldiçoarás o príncipe do teu povo. 29Não tardarás em pagar os dízimos, e as primícias dos teus bens: e tu me consagrarás o primogênito de teus filhos. 30O mesmo farás dos teus bois, e das tuas ovelhas. Deixá-los-ás estar sete dias com suas mães, e ao dia oitavo oferecer-mos-ás. 31Vós sereis uns homens santos, e particularmente consagrados ao meu serviço. Não comereis da carne, que as bêstas tenham provado, mas deitá-la-eis aos cães.

Êxodo 23

1Não receberás a palavra da mentira, nem darás: a mão ao ímpio, para dizeres um falso testemunho a seu favor. 2Não seguirás a multidão para fazeres o mal, nem em juízo te deixarás arrastar do sentimento do maior número, para te desviares da verdade. 3Não terás também compaixão do pobre nos teus Juízos. 4Se encontrares o boi do teu inimigo, ou o seu jumento, que andem desgarrados, leva-lhos. 5Se vires o jumento daquele, que te tem ódio, caído debaixo da carga, não passarás adiante; mas ajudá-lo-ás a levantá-lo. 6Não te alongarás da justiça no juízo do pobre. 7Fugirás à mentira. Não farás morrer o inocente, nem o justo: porque eu aborreço o ímpio. 8Não aceitarás donativos, porque êles cegam os mesmos sábios, e corrompem os juízos dos que eram justos. 9Não molestarás o peregrino: porque vós sabeis que coisa é ser peregrino; pois também vós o fostes na terra do Egito. 10Semearás a tua terra seis anos, e recolherás nêles os frutos, que ela der. 11Mas no sétimo ano não a cultivarás; deixá-la-ás descansar, para que os pobres, que houver no teu povo, achem que comer, ficando o resto para as alima-rias do campo. Isto mesmo praticarás tu com a tua vinha, e com o teu olival. 12Trabalharás seis dias; e ao sétimo dia não trabalharás, para que assim descanse o teu boi, e o teu jumento; e para que o filho da tua escrava e o estrangeiro tenha algum refrigério. 13Observai tudo o que vos tenho dito. Não jurareis por nome de deuses estrangeiros, nem o nome dêles se ouça de vossa bôca. 14Celebrar-me-eis festas três vêzes em cada ano. 15Guardarás a solenidade dos pães asmos. Comerás, como eu te mandei, pães asmos sete dias, no mês dos trigos novos, que foi o tempo, em que tu saíste do Egito. Não aparecerás em minha presença com as mãos. vazias. 16Celebrarás também a solenidade da ceifa, e das primícias do teu trabalho, das primícias de tudo o que tiveres semeado na terra: e a solenidade do fim da ano; quando tiveres recolhido todos os frutos dos teus campos. 17Todos os teus: machos virão apresentar-se três vêzes no ano diante do Senhor teu Deus. 18Não me oferecerás o sangue da minha vítima, enquanto na tua casa houver fermento; nem a gordura do que se me ofereceu na minha solenidade, ficará até amanhã, 19Trarás à casa do Senhor teu Deus as primícias dos frutos da tua terra. Não cozerás o cabrito no leite de sua mãe. 20Eis aí enviarei eu meu anjo, que vá adiante de ti, e te guarde pelo caminho, e te introduza no lugar que eu te tenho preparado. 21Respeita-o, e ouve a sua voz, e guarda-te não o desprezes: porque êle não te perdoará, quando pecares, e porque êle fala em meu nome. 22Se tu ouvires a sua voz e fizeres tudo o que eu te digo, eu serei inimigo dos teus inimigos, e afligirei os que te afligem. 23O meu anjo caminhará adiante de ti; e êle te introduzirá na terra dos amorreus, dos heteus, dos fereseus, dos cananeus, dos heveus, e dos jebuseus, os quais eu destruirei. 24Não adorarás os seus deuses, nem lhes darás culto algum. Não imitarás as suas obras, mas destruí-las-ás, e quebrarás as suas estátuas. 25Servirás ao Senhor teu Deus, para que eu abençoe o pão, que comeres, e a água, que beberes, e para que eu lance fora do meio de ti tôdas as enfermidades. 26Não haverá na tua terra mulher infecunda, e estéril: e eu encherei o número dos teus dias. 27Eu farei ir adiante de ti o terror do meu nome: exterminarei todo o povo, em cujas terras entrares, e farei fugir da tua vista todos os teus inimigos. 28Eu primeiro enviarei vespas, que porão em fugida os heveus, os cananeus, e os heteus, antes que tu entres. 29Não os lançarei fora de diante da tua face dentro de um ano, para que não suceda ficar a terra reduzida à solidão, e multiplicarem-se os animais contra ti. 30Lançá-los-ei fora pouco a pouco de diante de ti, até cjue tu cresças. e te faças senhor de todo o país. 31Os limites, que te assinarei, serão desde o Mar Vermelho até o Mar dos Palestinos. e desde o deserto até. ao rio. Eu vos entregarei nas mãos os habitantes desta terra, e os banirei da vossa vista. 32Não farás aliança alguma com êles, nem com os seus deuses. 33Êles não habitarão na tua terra, para que não suceda induzirem-te a me ofenderes, servindo aos seus deuses: o que certamente será para ti um tropêço.

Êxodo 24

1Disse também Deus a Moisés: Sobe ao Senhor, tu e Aarão, e Nadab. e Abiu, e setenta anciãos de Israel, e adorareis de longe. 2Só Moisés subirá onde está o Senhor: os outros não se lhe chegarão, nem o povo subirá com êle. 3Veio pois Moisés referir ao povo tôdas as palavras, e tôdas as ordenações do Senhor: e todo o povo respondeu a uma voz: Nós faremos tudo o que o Senhor disse. 4Escreveu Moisés tôdas as ordenações do Senhor: e tendo-se levantado de manhã, erigiu um altar ao sopé do monte, e doze padrões, conforme era o número das doze tribos de Israel. 5E tendo enviado alguns mancebos dentre os filhos de Israel, êstes ofereceram seus holocaustos, e imolaram suas vítimas pacíficas, que foram touros. 6Moisés tomou metade do sangue, e lançou-a numas taças: e derramou a outra sôbre o altar. 7Depois pegou no livro, onde estava escrito o concêrto, e leu-o diante do povo, o qual, depois de o ter ouvido, disse: Tudo o que o Senhor disse faremos, e em tudo lhe seremos obedientes. 8Então tomando o sangue, êle o derramou sôbre o povo, e disse: Eis-aqui o sangue do concêrto, que o Senhor celebrou convosco, debaixo das condições, que eu vos propus. 9Moisés, Aarão Nadab; Abiu, e os setenta anciãos de Israel, tendo subido, 10viram o senhor de Israel, e debaixo dos seus pés uma obra feita de safira, que se parecia com o céu quando está sereno. 11O Senhor não estendeu a sua mão para ferir êstes príncipes dos filhos de Israel, que se tinham adiantado até ficarem longe do campo; e, depois de terem visto a Deus, comeram, e beberam. 12E o Senhor disse a Moisés: Sobe ao alto do monte onde eu estou, e ficarás aí. Eu te darei umas tábuas de pedra, e a lei, e os mandamentos, que eu escrevi, para que instruas nêles o povo. 13Depois se levantou Moisés, e com êle Josué seu ministro; e subindo ao monte de Deus, disse Moisés aos anciãos: 14Esperai-nos aqui até que nós venhamos, vós tendes convosco a Aarão, e a H ur: se sobrevier alguma dificuldade, dar-lhe-eis conta dela. 15Tendo subido Moisés, cobriu a nuvem o monte; 16e a glória do Senhor descansou sôbre o Sinai, e cobriu-o de uma nuvem seis dias: e ao sétimo dia chamou Deus a Moisés do meio desta escuridade. 17O que aparecia desta glória do Senhor era como um fogo ardente no mais alto do monte, que se deixava ver de todos os filhos de Israel. 18E Moisés, atravessando a nuvem, subiu ao monte e ficou quarenta dias, e quarenta noites.

Novo TestamentoMt 22,1-21

Mateus 22

1E respondendo Jesus, lhes tornou a falar segunda vez em parábolas, dizendo: 2O reino dos Céus é semelhante a um homem rei. que fêz as bodas a seu filho. 3E mandou os seus servos a chamar os convidados para as bodas, mas êles recusaram ir. 4Enviou de novo outros servos, com êste recado: Dizei aos convidados: Eis aqui tenho preparado o meu banquete, os meus touros, e os animais cevados estão já mortos, e tudo pronto, vinde às bodas. 5Mas êles desprezaram o convite: E se foram, um para a sua casa de campo, e outro para o seu tráfico:. 6Outros porém lançaram mão dos servos que: êle enviara, e depois de os haverem ultrajado, os mataram. 7Mas o rei tendo ouvido isto, se irou: E tendo feito marchar os seus exércitos, acabou com aqueles homicidas, e pôs fogo à sua cidade. 8Então disse aos seus servos: As bodas com ef eito estão preparadas, mas Os que estavam convidados não foram dignos de se acharem no banquete: 9Ide pois às saídas das ruas, e a quantos achardes, convidai-os para as bodas. 10E tendo saído os seus servos pelas ruas, congregaram todos os que acharam, maus e bons: E ficou cheia de convidados a sala do banquete das bodas. 11Entrou depois o rei para ver os que estavam à mesa, e viu ali um homem que não estava vestido com veste nupcial. 12E disse-lhe: Amigo, como entraste aqui, não tendo vestido nupcial? Mas êle emudeceu. 13Então disse o rei aos seus ministros: Atai-o de pés e mãos, e lançai-o nas trevas exteriores: Aí haverá chôro e ranger dos dentes. 14Porque são muitos os chamados e poucos os escolhidos. 15Então retirando-se os fariseus, tonsultaram entre si como o surpreenderiam no que falasse. 16E enviaram-lhe seus discípulos juntamente com os herodianos, que lhe disseram: Mestre, nós sabemos que és verdadeiro, e que ensinas o caminho de Deus pela.verdade, e não se te dá de ninguém: Porque não fazes acepção de pessoas: 17Dize-nos pois qual é o teu sentimento: 18Porém Jesus conhecendo a sua malícia, disse-lhes: Por que me tentais, hipócritas? 19Mostrai-me cá a moeda do censo. E êles lhe apresentaram um dinheiro. 20E Jesus lhes disse: De quem é esta imagem e inscrição? 21Responderam-lhe êles: De Cesar. Então lhes disse Jesus: Pois dai a Cesar o que é de Cesar, e a Deus o que é de Deus.

Salmos e ProvérbiosSl 20 (21)

Salmo 20 (21)

Numeração da Vulgata. Nas Bíblias atuais: Salmo 21.

1Ao regente do côro, salmo de Davi. 2Senhor, o rei se alegrará na tua fortaleza: E na tua salvação se regozijará em grande maneira. 3Tu lhe cumpriste o desejo de seu coração: E não o defraudaste da vontade de seus lábios. 4Porque tu o preveniste de bênçãos de doçuras: E puseste sôbre a sua cabeça uma coroa de pedras preciosas. 5Vida te pediu a ti: E lhe concedeste diuturnidade de dias pelo século, e pelos séculos dos séculos. 6Grande é a sua glória na tua salvação: Glória e grande formosura porás sôbre êle. 7Porque tu o darás para bênção pelos séculos dos séculos: Enche-lo-ás de alegria com o teu rosto. 8Porquanto o rei espera no Senhor: E na misericórdia do Altíssimo não será comovido. 9Caia a tua mão sôbre todos os teus inimigos: Caia a tua destra sôbre todos os que te aborrecem. 10Tu os porás como um forno aceso ao mostrar-' -lhes teu rosto: O Senhor na sua ira os conturbará, e o fogo os devorará. 11Seu fruto exterminarás dà terra: E a sua descendência de entre os filhos dos homens. 12Porque urdiram contra mim males: Maquinaram conselhos que não puderam estabelecer. 13Porquanto os porás em fugida: Nos teus resíduos prepararás o rosto dêles. 14Exalta-te, Senhor, no teu poder: Cantaremos e louvaremos as tuas maravilhas.

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Texto bíblico da tradução do Pe. Antônio Pereira de Figueiredo (1725–1797), em domínio público, conforme a edição de 1950 da Editora das Américas (São Paulo), com Nihil Obstat e Imprimatur, na ortografia daquela edição. Numeração dos versículos segundo a Vulgata. Sem as notas de rodapé.

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