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Bíblia em um ano Dia 31/365

Dia 31

Ex 20–21 · Mt 21,17-46 · Sl 19 (20) · cerca de 12 min

  1. Antigo TestamentoEx 20–21
  2. Novo TestamentoMt 21,17-46
  3. Salmos e ProvérbiosSl 19 (20)
Destaque da leitura de hoje“Êstes confiam nas suas carroças, e aqueles nos seus cavalos: Mas nós invocaremos o nome do Senhor nosso Deus.”Salmo 19,8 (20)

Antigo TestamentoEx 20–21

Êxodo 20

1Depois falou o Senhor nêstes têrmos. 2Eu sou o Senhor teu Deus, que te tirei dó Egito, da casa da servidão. 3Não terás deuses estrangeiros diante de mim. 4Não farás para ti imagem de escultura, nem figura alguma de tudo o que há em cima no céu, e do que há em baixo na terra, nem de coisa, que haja nas águas debaixo da terra. 5Não as adorarás, nem lhes darás culto: porque eu sou o senhor teu Deus, o Deus forte, e zelozo, que vinga a iniquidade dos pais nos filhos até à terceira, e quarta geração daqueles, que me aborrecem; 6e que faz misericórdia até mil gerações àqueles, que me amam, e que guardam os meus preceitos. 7Não tomarás em vão o nome do Senhor teu Deus: Porque o Senhor não terá por inocente aquêle, que toma em vão o nome do Senhor seu Deus. 8Lembra-te de santificar o dia de sábado. 9Trabalharás seis dias, e farás nêles tudo o que tens para fazer. 10O sétimo dia porém é o dia do descanso consagrado ao Senhor teu Deus. Não farás nesse dia obra alguma, nem tu, nem teu filho, nem tua filha, nem o teu escravo, nem a tua escrava, nem a tua besta, nem o peregrino, que vive das tuas portas para dentro. 11Porque o Senhor fêz em seis dias o céu, e a terra, e tudo o que nêles há, e descansou ao sétimo dia. Por isso o Senhor abençoou o dia sétimo, e o santificou. 12Honrarás a teu pai, e tua mãe, para teres uma vida dilatada sôbre a terra, que o Senhor teu Deus te há de dar. 13Não matarás. 14Não cometerás adultério. 15Não furtarás.: 16Não dirás falso testemunho contra o teu próximo. 17Não cobiçarás a casa de teu próximo. jarás a sua mulher, nem o seu servo, nem a sua serva, nem o seu boi, nem o seu jumento, nem coisa alguma, que lhe pertencer. 18Ora o povo ouvia os trovões, e o som da trombeta, e via os relâmpagos. e o monte coberto de fumo: e como estavam passados de mêdo, e de pavor, deixaram-se estar de longe. 19E êles disseram a Moisés: Fala-nos tu, que nós te ouviremos; e não nos fale o Senhor, não suceda: que morramos. 20Respondeu Moisés ao povo: Não temais. Porque o Senhor veio para vos provar, e para imprimir em vós o seu temor, a fim de vós não pecardes. 21O povo pois ficou longe. e Moisés se chegou à escuridade, em que Deus estava. 22Disse outrossim o Senhor a Moisés: Dirás mais aos filhos de Israel: Vós bem vistes que eu vos falei do: céu. 23Não fareis para vós nem deuses de prata, nem deuses de ouro. 24Far-me-eis um altar de terra, e oferecereis em cima dêle os vossos holocaustos, as vossas hóstias pacíficas, as vossas ovelhas, e os vossos bois em todos os lugares, onde o meu nome fôr lembrado. Eu virei a ti, e eu te abençoarei. 25Se tu me edificares algum altar de pedra, não o edificarás de pedras cortadas: porque êle ficará poluto, se vós empregardes na sua fábrica o cinzel. 26Não subirás por degraus ao meu altar, para que se não revele a tua torpeza.

Êxodo 21

1Eis-aqui as ordenações de justiça, que tu proporás ao povo. 2Se tu comprares um escravo hebreu, êle te servirá seis anos, e ao sétimo sairá fòrro de graça. 3Êle se irá de tua casa com o mesmo vestido, com que tinha entrado nela. Se tiver mulher, também a mulher sairá com êle. 4Mas se o senhor lhe deu mulher, e êle teve dela filhos, e filhas; a mulher, e os filhos serão de seu senhor, e êle escravo sairá com o seu vestido. 5Se o escravo disser: Eu tenho amor a meu Senhor, a minha mulher, e a meus filhos; não quero sair a troco de ficar fôrro, 6seu senhor o fará comparecer diante dos deuses; e depois tendo-o chegado à porta, e às umbreiras, lhe furará a orelha com uma sovela, e êle ficará seu escravo para sempre. 7Se alguém vender sua filha para ser criada de servir, esta não sairá, como costumam sair as escravas. 8Se ela desagradar aos olhos do amo, a quem fôra entregue, êle a porá em liberdade: Mas uma vez que a não quis ter consigo, não a poderá vender a algum povo estrangeiro. 9Se o amo a casou com seu filho, tratá-la-á, como de ordinário se tratam as filhas. 10Mas se êle depois casou seu filho com outra. dará à primeira o necessário para o seu casamento, e para o seu vestido, e não lhe negará o prêmio da sua virgindade, 11Se êle não fizer estas três coisas, sairá a moça de graça, sem se lhe pedir dinheiro algum. 12Todo o que matar de caso pensado um homem, será também morto. 13Mas se êle o matou, sem lhe ter armado traição mas porque Deus o fêz cair entre as suas mãos, eu vos apontarei um lugar onde êle se poderá refugiar. 14Todo o que matar um homem de caso pensado, e depois de lhe ter armado traição, vós o arrancareis do meu altar, para que morra. 15Todo o que ferir a seu pai, ou a sua mãe, morra. 16Aquêle que furtar um homem hebreu, e o vender para escravo, convencido que fôr dêste crime, morra. 17O que amaldiçoar a seu pai ou a sua mãe, morra. 18Se dois homens se travarem de razoes, e um ferir o outro com pedra, ou punhada, e o ferido não morrer, mas ficar precisado a estar de cama: 19se depois êle se levanta, e anda por fora firmando-se no seu bordão: Aquêle, que o feriu, será dado por inocente; mas ficará obrigado a lhe pagar perdas, e danos à medida do tempo que o ferido não pôde trabalhar, e a dar-lhe tudo o que êle despendeu com’ os médicos. 20Se algum ferir o seu escravo, ou a sua escrava com uma vara, e êles lhe morrerem nas mãos, será tratado como culpável dêste crime. 21Mas se êles sobreviverem um, ou dois dias, não ficará sujeito à pena, porque o seu escravo e preço do seu dinheiro. 22Se dois homens brigarem um com outro, e um dêles ferir uma mulher pejada, que veio a parir a sua criança morta, ficando ela: viva; será condenado a pagar quanto o marido da mulher quiser, e quanto ordenarem os árbitros. 23Mas se a mãe morreu da ferida, dará vida por vida, 24ôlho por ôlho, dente por dente, mão por mão, pé por pé, 25queimadura por queimadura, ferida por ferida, nódoa negra por nódoa negra. 26Se um ferir no ôlho ao seu escravo, ou a sua escrava, e os deixar gázeos, dar-lhes-á carta de alforria pelo ôlho, que lhes tirou. 27Se lhes fêz cair um dente, também os porá livres. 28Se um touro ferir com as suas pontas um homem, ou uma mulher, e êles morrerem disso, apedrejar-se-á o touro, e não se lhe comerá a carne; mas o senhor do touro será inocente. 29Se o touro é já de tempos avezado a marrar, e o dono, tendo sido disso advertido, não o mandou estar encurralado; se êste animai matar um homem, ou uma mulher, o touro será apedrejado, e o dono matá-lo-ão. 30Se se lhe permitir que rima a' sua vida a preço de dinheiro, estará obrigado a dar por ela tudo o que sc lhe pedir. 31Se êste touro ferir com as suas pontas um rapaz, ou uma rapariga, o dono estará sujeito à mesma pena. 32Se ferir um escravo, ou uma escrava, o dono do touro pagará ao dono do escravo trinta siclos de prata, e o touro será apedrejado. 33Se alguém abrir, ou cavar uma cisterna, sem lhe deixar o bocal tapado, e nela cair um boi, ou um jumento; 34o dono desta cisterna pagará o valor destas bêstas, e as bêstas serão para êle. 35Se o boi dum homem escornar o boi doutro, e êste morrer da pontada, vender-se-á o boi vivo, e os dois donos repartirão entre si o preço; e também repartirão igualmente entre ambos o boi morto. 36Se o dono do boi, que deu a marrada, sabia que êle de tempos era avezado a isso, e não o encurralou, dará boi por boi, e tôda a carne do boi morto será sua.

Novo TestamentoMt 21,17-46

Mateus 21

17E tendo-os deixado, retirou-se Jesus para fora da cidade passando a Betânia, e ali ficou. 18Mas pela manhã quando voltava para a cidade teve fome. 19E vendo uma figueira junto do caminho, se chegou a ela: E não achou nela senão ùnicamente folhas, e lhe disse: Nunca jamais nasça fruto de ti. E no mesmo ponto se secou a figueira. 20E vendo isto os discípulos, se admiraram, dizendo: Como se secou para logo? 21E respondendo Jesus, lhes disse: Na. verdade vos digo que, se tiverdes fé, e não duvidardes, não só fareis o que eu acabo de fazer à figueira, mas ainda se disserdes a êste monte, tira-te, e lança-te no mar, assim se fará. 22E todas as coisas que pedirdes, fazendo oração com fé, haveis de conseguir. 23E tendo ido ao. Templo, os príncipes dos sacerdotes, e os anciãos do povo se chegaram a êle quando estava ensinando, e lhe disseram: Com que autoridade fazes estas coisas? E quem te deu este poder? 24Respondendo Jesus, lhes disse: Também eu tenho que vos fazer uma pergunta; se me responderdes a ela, então eu vos direi com que autoridade faço estas coisas. 25Donde era o batismo de João? do Céu, ou dos homens? Mas êles faziam entre si êste discurso, dizendo: 26Se nós lhe dissermos que do Céu, dir-nos-á êle: Pois por que não crestes nele? E se lhe dissermos que dos homens, tememos as gentes, porque todos tinham a João na conta dum profeta. 27E respondendo a Jesus, disseram: Não o sabemos. Disse-lhes também êle: Pois nem eu vos digo com que poder faço estas coisas. 28Mas que vos parece? Um homem tinha dois filhos e chegando ao primeiro lhe disse: Filho, vai hoje, trabalha na minha vinha. 29E respondendo êle, lhe disse: Não quero. Mas depois tocado de arrependimento, foi. 30E chegando ao outro, lhe disse do mesmo modo. E respondendo, êle disse: Eu vou, Senhor, e não foi: 31Qual dos dois fêz a vontade do pai? Responderam êles: O primeiro. Jesus lhes disse: Na verdade vos digo, que os publicanos e as neretrizes vos levarão a dianteira para o reino de Deus. 32Porque veio João a vós no caminho da justiça, e não o crestes, e os publicanos, e as prostitutas o creram, e vós outros, vendo isto, nem ainda fizestes penitência depois, para o crerdes. 33Ouvi outra parábola: Era um homem pai de família, que plantou uma vinha, e a cercou com uma sebe, e cavando fêz nela um lagar, e edificou uma torre e depois a arrendou a uns lavradores, e ausentou-se para longe. 34E estando próximo o tempo dos frutos, enviou os seus servos aos lavradores, para receberem os seus frutos. 35Mas os lavradores, lançando a mão aos servos dele, feriram um, mataram outro, e a outro apedreja 36Enviou ainda outros servos em maior número, do que os primeiros, e fizeram-lhes ó mesmo. 37E por último enviou-lhes seu filho. dizendo: Hãc.de ter respeito a meu filho. 38Porém os lavradores vendo o filho, disseram entre si: Êste é o herdeiro, vinde, matemo-lo, e ficarzmos senhores da sua herança. 39E, lançando-lhe as mãos, puseram-no fora da vinha e mataram-no. 40Quando pois vier o senhor da vinha, que fará êle àqueles lavradores? 41Responderam-lhe: Aos maus destruirá rigorosamente: E arrendará a sua vinha a outros lavradores que lhe paguem o fruto a seus tempos devidos. 42Tesus lhes disse: Nunca lestes nas Escrituras: A pedra que fôra rejeitada pelos que edificavam, essa tornou-se o vértice do ângulo? Pelo Senhor foi feito isto, e é coisa maravilhosa nos nossos olhos: 43Por isso é que eu vos declaro, que tirado vos-será o reino de Deus, e será dado a um povo que faça. os frutos dêle. 44O que cair sôbre esta pedra far-se-á em pedaços: E aquêle sôbre que esta pedra cair, ficará esmagado. 45E os príncipes dos sacerdotes, e os fariseus, de pois de ouvirem as suas parábolas, conheceram que dêles é que falava Jesus. 46E quando procuravam. prendê-lo, tiveram mêdo do povo, porque êste o tinha na estimação de um profeta.

Salmos e ProvérbiosSl 19 (20)

Salmo 19 (20)

Numeração da Vulgata. Nas Bíblias atuais: Salmo 20.

1Ao regente do côro, salmo de Davi. 2O Senhor te ouça no dia da tribulação: O nome de Deus de Jacó te proteja. 3Envie-te socorro desde o santuário: E desde Sião te proteja. 4Êle se lembre de todos os teus sacrifícios: E o holocausto que tu lhe ofereces lhe seja agradável. 5Reparta contigo segundo o teu coração: E cumpre todos os teus desígnios. 6Alegrar-nos-emos na tua salvação: E em nome do nosso Deus seremos engrandecidos. 7Cumpra o Senhor tôdas as tuas petições: Agora tenho conhecido que o Senhor salvou o seu CRISTO: Êle o ouvirá desde o seu santo céu: Nos potentados a salvação é da sua direita. 8Êstes confiam nas suas carroças, e aqueles nos seus cavalos: Mas nós invocaremos o nome do Senhor nosso Deus. 9Êles ficaram atados, e caíram: Mas nós nos levantamos e fomos sustidos. 10Senhor, salva ao rei: E ouve-nos no dia em que te invocarmos.

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Texto bíblico da tradução do Pe. Antônio Pereira de Figueiredo (1725–1797), em domínio público, conforme a edição de 1950 da Editora das Américas (São Paulo), com Nihil Obstat e Imprimatur, na ortografia daquela edição. Numeração dos versículos segundo a Vulgata. Sem as notas de rodapé.

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