Dia 46
Lv 14 · Mt 28 · Sl 29 (30) · cerca de 10 min
Destaque da leitura de hoje“Êle já aqui não está, porque ressuscitou como tinha dito: Vinde, e vêde o lugar onde o Senhor estava pôsto.”Mateus 28,6
Antigo TestamentoLv 14
Levítico 14
1Falou mais o Senhor a Moisés, e lhe disse: 2Eis-aqui o que vós deveis observar tocante ao leproso, quando êle deve ser declarado limpo. Será levado ao sacerdote: 3e o sacerdote tendo saído do campo, ao achar que a lepra está bem curada, 4ordenará ao que há de ser purificado, que ofereça por si dois pardais vivos, dos quais é lícito comer, e pau de cedro, e escarlata, e hissôpo. 5Ordenará outrossim, que um dos pardais seja imolado num vaso de barro sôbre águas vivas. 6O outro pardal, que está vivo, êle o ensopará com o pau de cedro, escarlata, e hissôpo no sangue do pardal imolado: 7e com êste sangue fará sete aspersões sôbre aquêle, que está para se purificar, a fim de que êle fique legitimamente purificado. Depois disto deitará o pardal vivo a voar para o campo. 8E o homem, depois de ter lavado os seus vestidos, rapará todo o pêlo do seu corpo, e lavar-se-á em água; e estando assim purificado, entrará no campo; debaixo da condição contudo, que êle estará sete dias fora da. sua tenda. 9Ao sétimo dia rapará todos os cabelos da cabeça, a barba e as sobrancelhas, e todo o pêlo do corpo. E tendo segunda vez lavado os seus vestidos, e o seu corpo. 10ao dia oitavo tomará dois cordeiros sem defeito, e uma ovelha dum ano também sem defeito, e três dizimas de flor de farinha borrifada de azeite, para se empregar em sacrifício, è separadanlerite um sextário de azeite. 11E quando o sacerdote, que purifica êste homem, o tiver apresentado com tôdas estas coisas diante do Senhor à porta do tabernáculo do testemunho, 12tomará um dos cordeiros, e o oferecerá pelo delito com o vaso do azeite: e tendo oferecido tôdas estas coisas diante do Senhor, 13degolará o cordeiro, onde se costumam imolar a hóstia pelo pecado, e o holocausto, isto é, no lugar santo. Porque a hóstia, que se oferece pelo delito, pertence ao sacerdote, bem como a que se oferece pelo pecado, e a carne fica sendo santíssima. 14Então o sacerdote tomando do sangue da hóstia, que foi imolada pelo delito, o porá sôbre a extremidade da orelha direita daquele, que se purifica, e sôbre os dedos polegares da sua mão direita, e do seu pé. 15Derramará também parte do vaso do azeite sôbre a sua mão esquerda, 16e untará no mesmo azeite o dedo da sua mão direita, e fará com êle sete aspersões diante do Senhor: 17e o que ficar do azeite na mão esquerda, derramá-lo-á sôbre a extremidade da orelha direita daquele, que se purifica, e sôbre os dedos polegares da mão, e pé direito, e sôbre o sangue, que foi derramado pelo delito, 18e sôbre a cabeça do homem. 19Ao mesmo tempo o sacerdote rogará por êle diante do Senhor, fará sacrifício pelo pecado: depois imolará o holocausto, 20e pô-lo-á sôbre o altar com as libações, que o devem acompanhar: e ficará o homem purificado segundo a lei. 21Sé é pobre, de sorte que não possa achar tudo o que está apontado, bastará que tome um cordeiro, que se ofereça pelo delito, para que o sacerdote rogue por êle, e um dízimo de flor de farinha borrifada de azeite, para ser oferecido em sacrifício com um sextário de azeite, 22e duas rôlas, ou dois pombinhos, um dos quais será pelo pecado, e outro para holocausto: 23e ao oitavo dia de sua purificação, oferecê-los-á ao sacerdote à porta do tabernáculo do testemunho diante do Senhor. 24Então o sacerdote recebendo o cordeiro pelo delito, e o sextário de azeite, levá-los-á juntos: 25e depois de ter imolado o cordeiro, tomará do seu sangue, e pô-lo-á sôbre a extremidade da orelha direita de aquêle, que se purificar, sôbre os dedos polegares da sua mão, e do seu pé direito. 26Derramará também parte do azeite em cima da sua mão esquerda; 27e untando no mesmo azeite o dedo da sua mão direita, fará com êle sete aspersões diante do Senhor. 28Tocará com o mesmo dedo a extremidade da orelha direita de aquêle, que se purifica, e os dedos polegares da sua mão, e do seu pé direito no mesmo lugar, que tinha sido borrifado do sangue pelo delito; 29e porá sôbre a cabeça de aquêle, que se purifica, o resto do azeite, que está na mão esquerda, para fazer que o Senhor lhe seja propício. 30Oferecerá outrossim uma rôla, ou uma pomba; 31um pelo delito, e outro para holocausto, com as libações, que o acompanham, 32Êste é o sacrifício do leproso, que não pode haver á mão para se purificar tudo o que foi ordenado. 33Tornou o Senhor a falar a Moisés, e a Aarão, dizendo-lhes: 34Depois que vós tiverdes entrado na terra de Canaã, que eu vos darei em possessão, se sc achar alguma casa ferida da praga da lepra, 35aquêle, cuja é a casa, irá dar parte disso ao sacerdote, e lhe dirá: Parece-me que na minha casa há praga de lepra. 36Então mandará o sacerdote que lhe tragam tudo o que há na casa, antes que êle lá entre, e antes que veja se ela está leprosa, para que não fique imundo tudo o que na casa se acha. Depois entrará na casa, para examinar se ela está iscada de lepra. 37E se êle vir nas paredes umas como covinhas, e uns lugares desfigurados por umas nódoas amarelas, ou vermelhas, e mais fundas do que o resto da superfície, 38sairá fora da porta da casa, e fechá-la-á logo para assim estar sete dias. 39Tornará a vir ao dia sétimo, e examiná-la-á. E se achar que a lepra se aumentou, 40mandará que se arranquem as pedras infecciona-das da lepra; que as botem fora da cidade num lugar imundo; 41que se raspem dentro as paredes da casa ao redor; que se sacuda para um lugar imundo fora da cidade tôda a poeira, que tenha caído da raspadura; 42E que se ponham outras pedras em lugar das que foram tiradas, e que a casa se reboque de novo. 43Mas se depois de tiradas as pedras, raspada a poeira, e rebocada de novo a casa, 44entrando nela o sacerdote, achar êle que a lepra tornou, e que as paredes estão salpicadas das mesmas nódoas: é sinal que isto é uma lepra arraigada, e que a casa está imunda. 45Sem demora pois será ela demolida, e se botarão fora da cidade num lugar imundo as pedras, as madeiras, e tôda a poeira. 46Aquêle, que entrar nesta casa, quando ela está fechada, ficará imundo até à tarde. 47O que nela dormir, e comer alguma coisa, lavará os seus vestidos. 48Se o sacerdote, entrando na casa, vir que a lepra não lavrou pelas paredes, então depois de as ter feito rebocar de novo, purificará a casa como tornada sã: 49e para a purificar, tomará dois pardais, um pouco de pau de cedro, escarlata, e hissôpo; 50e tendo imolado um dos pardais num vaso de barro sôbre águas vivas, 51ensopará no sangue do pardal, imolado, e nas águas vivas, o pau de cedro, o hissôpo, a escarlata, e o outro pardal, que está vivo. Fará sete aspersões pela casa, 52e a purificará tanto pelo sangue do pardal imolado, como pelas águas vivas, pardal vivo, pau de cedro, hissôpo, e escarlata. 53E depois que êle tiver deitado o pardal a voar livremente para o campo, fará oração pela casa, e ela será purificada segundo a lei. 54Esta é a lei acerca de tôdas as espécies de lepra, e de praga, que degenera em lepra; 55como também da lepra dos vestidos, e das casas, 56das cicatrizes, pústulas, manchas luzidias, e das diversas mudanças de côres, que sobrevém ao corpo: 57para se poder saber quando é que uma coisa está limpa, ou imunda.
Novo TestamentoMt 28
Mateus 28
1Mas na tarde do sábado, ao amanhecer o primeiro dia da semana, veio Maria Madalena, e outra Maria a ver o sepulcro. 2E eis que tinha havido um grande terremoto, porque um anjo do Senhor desceu do Céu: E chegando re-voltou a pedra, e estava assentado sôbre ela. 3Eo seu aspecto era como um relâmpago: E a sua vestidura como a neve. 4E de temor dele se assombraram os guardas, e ficaram como mortos. 5Mas o Anjo falando primeiro, disse às mulheres: Vós outras não tenhais mêdo: Porque sei que vindes buscar a Jesus, que foi crucificado: 6Êle já aqui não está, porque ressuscitou como tinha dito: Vinde, e vêde o lugar onde o Senhor estava pôsto. 7E ide logo, e dizei aos seus discípulos que êle ressuscitou: E ei-lo aí vai adiante de vós para Galiléia: Lá o vereis: Olhai, que eu vo-lo disse antes. 8E saíram logo do sepulcro com mêdo, e ao mesmo tempo com grande gozo, e foram correndo a dar a nova aos seus discípulos. 9E eis que lhes saiu Jesus ao encontro, dizendo: Deus vos salve. E elas se chegaram a êle, e se abraçaram com os seus pés, e o adoraram. 10E então lhes disse Jesus: Não temais, ide, dai as novas a meus irmãos para que vão a Galiléia, que lá me verão. 11Ao tempo que elas iam, eis que vieram à cidade alguns dos guardas, e noticiaram aos príncipes dos sacerdotes tudo o que havia sucedido. 12E tendo-se congregado com os anciãos, depois de tomarem conselho, deram uma grande soma de dinheiro aos soldados, 13intimando-lhes esta ordem: Dizei que vieram de noite os seus discípulos, e o levaram furtado enquanto nós estávamos dormindo. 14E se chegar isto aos ouvidos do governador, nós lho faremos crer, e atenderemos à vossa segurança. 15les porém depois de receberem e dinheiro, o fizeram conforme as instruções que tinham. E esta voz que se divulgou entre os judeus, dura até ao dia de hoje. 16Partiram pois os onze discípulos para Galiléia, para cima de um monte, onde Jesus lhes havia ordenado que se achassem. 17E vendo-o o adoraram: Ainda que alguns tiveram sua dúvida. 18E chegando Jesus lhes falou, dizendo: Tem-seme dado todo o poder no Céu e na terra. 19Ide pois e ensinai todas as gentes: Batizando-as em nome do Padre, e do Filho, e do Espírito Santo. 20Ensinando-as a observar tôdas as coisas que vos tenho mandado, e estai certos de que eu estou convosco todos os dias, até à consumação do século.
Salmos e ProvérbiosSl 29 (30)
Salmo 29 (30)
Numeração da Vulgata. Nas Bíblias atuais: Salmo 30.
1Salmo ou Cântico de Davi. Na dedicação da casa de Davi. 2Eu te glorificarei, Senhor, porque me recebeste: "E não comprazeste a meus inimigos em meu dano. 3Senhor meu Deus, eu clamei a ti, e tu me saraste. 4Senhor, tiraste do inferno a minha alma: Puseste-me a salvo dos que descem ao lago. 5Santos do Senhor, cantai-lhe hinos: E celebrai a memória da sua santidade. 6Porque êle nos fere na sua ira: E êle nos dá a vida na sua boa vontade. De tarde estaremos em lágrimas: E de manhã em alegria. 7Ora eu tinha dito na minha abundância: Não terei jamais mudança. 8Senhor, por teu querer deste firmeza à minha prosperidade. Apartaste de mim teu rosto, e eu fiquei conturbado. 9A ti, Senhor, clamarei: E ao meu Deus rogarei. 10Que proveito há no meu sangue, se desço à corrupção? Porventura dirá o pó o teu louvor, ou publicará êle a tua verdade? 11O Senhor me ouviu, e se compadeceu de mim: O Senhor se fêz meu ajudador. 12Tu converteste o meu pranto em gôzo: Tu rasgaste o meu saco, e todo me cercaste de alegria: 13Para que te cante na minha glória: E eu não tenha penas: Senhor Deus meu, eu te louvarei eternamente.