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Bíblia em um ano Dia 45/365

Dia 45

Lv 12–13 · Mt 27,45-66 · Sl 28 (29) · cerca de 11 min

  1. Antigo TestamentoLv 12–13
  2. Novo TestamentoMt 27,45-66
  3. Salmos e ProvérbiosSl 28 (29)
Destaque da leitura de hoje“Voz do Senhor sôbre as águas, o Deus da majestade trovejou: O Senhor sôbre muitas águas.”Salmo 28,3 (29)

Antigo TestamentoLv 12–13

Levítico 12

1Tornou o Senhor a falar a Moisés, e lhe disse: 2Fala aos filhos de Israel, e diz-lhes: Se uma mulher, tendo usado do matrimônio, parir macho, será imunda sete dias, e estará separada da mesma sorte, que nas suas purgações menstruais. 3Ao oitavo dia será o menino circuncidado. 4E ela ficará ainda trinta e três dias a purificar-se das consequências do seu parto. Não tocará coisa alguma santa, nem entrará no santuário, até se acabarem os dias da sua purificação. 5Se ela parir fêmea, será imunda duas semanas, como nas suas purgações menstruais; e ficará sessenta e seis dias a purificar-se das consequências do seu parto. 6Completos que forem os dias da sua purificação, ou por filho, ou por filha, levará ela à porta do tabernáculo do testemunho um cordeiro dum ano, para ser oferecido em holocausto, e oferecerá pelo pecado um pombi-nho, ou uma rôla, que entregará ao sacerdote, 7o qual os oferecerá diante do Senhor, e rogará por ela. E assim será ela purificada das consequências do seu parto. Esta é a lei, que deve observar a que tenha parido macho, ou parido fêmea. 8Se ela, porém, não teve modo de poder oferecer um cordeiro, tomará duas rôlas, ou dois pombinhos, um para ser oferecido em holocausto, outro pelo pecado: e o sacerdote orará por ela, e ela será assim purificada.

Levítico 13

1Falou mais o Senhor a Moisés, e a Aarão, e lhes disse: 2O homem, em cuja pele, ou em cuja carne se formar alguma diversidade de côr, ou alguma bostela, ou qualquer coisa de luzente que pareça a praga da lepra, será levado ao sacerdote Aarão, ou a qualquer de seus filhos. 3Se êle vir que aparece lepra na sua pele; que o pêlo mudou de côr, e se fêz branco; que os lugares, onde aparece a lepra, estão mais encovados do que a pele, e do que a restante da carne; é sinal que aquilo é a praga da lepra; e o tal homem será separado da companhia dos outros por juízo do sacerdote. 4Se aparecer uma branquidão luzidia sôbre a pele, sem que êste lugar esteja mais encovado do que o restante da carne, e o pêlo está da côr, que sempre teve: o sacerdote o encerrará sete dias, 5e o examinará ao dia sétimo: e se a lepra não foi por diante, e não se entranhou mais pela pele dentro, torná-lo-á a encerrar outros sete dias. 6Ao sétimo dia examiná-lo-á: e se a lepra aparecer mais escura, e não tiver lavrado mais pela pele, declará-lo-á limpo, porque isto é sarna. Êste homem lavará os seus vestidos e será limpo. 7Se depois que êle foi visto pelo sacerdote, e declarado limpo, cresceu novamente a lepra, tornar-lho-ão a levar, 8e êle será condenado de imundo. 9Se a praga da lepra se achar num homem, será êle levado ao sacerdote, 10e êle o examinará. E quando na pele apareça uma branquidão, e os cabelos tenham mudado de côr, e a mesma carne apareça viva; 11julgar-se-á esta uma lepra muito inveterada. e muito arraigada-na pele. Por isso o sacerdote o declarará imundo, e não o encerrará, porque a sua imundície bem se está vendo. 12Se a lepra aparecer como em flor, de sorte que vá lavrando pela pele, e ela a cubra tôda desde a cabeça até os pés, quanto podem ver os olhos; 13o sacerdote o examinará, e julgará, que a lepra, que êle tem, é limpíssima, porque se tornou tôda branca. Assim o tal homem será declarado limpo. 14Mas quando nêle aparecer a carne viva, 15então será. êle declarado imundo por juízo do sacerdote, e será considerado na classe dos imundos. Porque a carne viva, se está salpicada de lepra, é imunda. 16Se ela se mudou, e de novo se tornou a fazer branca, e cobriu todo o homem, 17o sacerdote o considerará, e o declarará limpo. 18Quando tendo havido na carne, ou na pele de algum uma úlcera, que fôsse curada, 19aparecer no lugar da úlcera uma cicatriz branca, ou tirando a vermelho, será êste homem levado ao sacerdote, 20o qual vendo que o lugar da lepra está mais encovado do que tôda a mais carne, e que o pêlo se mudou, e se fêz branco, declará-lo-á imundo: porque isto é a praga da lepra, que se formou na úlcera. 21Se o pêlo está da côr que sempre teve, e a cicatriz algum tanto escura, sem estar mais encovada do que a carne vizinha, o sacerdote o terá recluso sete dias. 22E se o mal cresceu, declarará que isto é lepra. 23Mas se êle parou no mesmo lugar, não é outra coisa, senão a cicatriz da úlcera, e o homem será declarado limpo. 24Quando tendo-se queimado algum homem na carne, ou na pele, estando curada a queimadura, se tornou a cicatriz branca, ou vermelha, 25o sacerdote a considerará: e se vir que ela se fêz tôda branca, e que êste lugar está mais encovado do que o restante da pele, declará-lo-á imundo: porque isto é que a praga da lepra se formou na cicatriz. 26Se o pêlo não mudou de côr, e o lugar ferido não está mais encovado do que o resto da carne e a lepra aparece algum tanto escura, tê-lo-á fechado sete dias, 27e ao dia sétimo o examinará. Se a lepra cresceu por cima da pele, declará-lo-á imundo. 28Se esta mancha branca parou no mesmo lugar, e se fêz algum tanto escura, isto é somente a praga da queimadura; por isso êle será declarado limpo, porque esta cicatriz é efeito do fogo, que o queimou. 29Se nascer-lepra na cabeça dum homem, ou duma mulher, ou na barba dum homem, o sacerdote o examinará. 30E se êste lugar estiver mais encovado do que o resto da carne, e o cabelo tirar para amarelo, e estiver mais delgado do ordinário: êle os declarará imundos, porque isto é lepra da cabeça, e da barba. 31Mas se êle vir que o lugar da mancha está igual com a carne vizinha, e que o cabelo está negro, tê-lo-á fechado sete dias, 32e examiná-lo-á no dia sétimo. Se a mancha não cresceu, e o cabelo conservou a sua côr; e o lugar da praga está igual com a mais carne; 33será o homem rapado, menos no lugar desta mancha e tê-lo-ão recluso outros sete dias. 34Se ao dia sétimo se achar que a praga parou no mesmo. lugar, e êste não está mais envocado do que a mais carne, o sacerdote o declarará limpo: e êle, lavados os seus vestidos, será limpo. 35Se depois de êle julgado limpo tornar ainda esta mancha a crescer sôbre a pele, 36não inquirirá, mas se o pêlo se mudou para amarelo: Porque a olhos vistos está imundo o homem. 37Mas se a mancha perseverar no mesmo estado e os cabelos estiverem negros, deve o sacerdote conhecer que o homem está são, e afoitamente o pronuncie limpo. 38Se aparecer alguma branquidão na pele dum homem, ou duma mulher, 39o sacerdote os considerará. Se êle achar que esta branquidão, que aparece sôbre a pele, é um tanto parda, saiba que isto não é lepra, mas somente uma mancha de côr branca, e que o homem está puro. 40Quando a um homem lhe caem os cabelos da cabeça, fica êle calvo, e é limpo. 41Se os cabelos lhe caem de diante da cabeça, fica êle antecalvo, e é limpo. 42Se sôbre a pele da cabeça, ou de diante da cabeça, que está sem cabelos, se formar uma malha branca, ou vermelha, 43o sacerdote tendo-o visto, o condenará indubi-tàvelmente, como ferido de lepra, que lhe nasceu no lugar da calva. 44Todo o homem pois, que estiver iscado de lepra, e que foi separado por juízo do sacerdote, 45terá os seus vestidos descosidos, a cabeça descoberta, o rosto tapado com o seu vestido, e gritará, dizendo, que êle está imundo, e sujo. 46Por todo o tempo que êle estiver leproso, e imundo habitará só fora do campo. 47Se um vestido de lã, ou de linho fôr infecto de lepra, 48na cadeia, ou na trama; ou se uma pele, ou qualquer coisa feita de pele: 49dado caso que nêle se vejam umas manchas brancas, ou vermelhas, julgar-se-á que isto é lepra, e os tais vestidos, ou peles mostrar-se-ão ao sacerdote, 50o qual depois de os examinar, tê-los-á fechados sete dias. 51Ao dia sétimo torná-los-á a ver: e se êle achar que as manchas cresceram, será isto uma lepra arraigada, e êle julgará que êstes vestidos, e tôdas as outras coisas, onde se acham as nódoas, estão imundas: 52e por isso fá-las-á queimar no fogo. 53Se êle vir que as manchas não cresceram, 54ordenará que se lave o que aparece infecto de lepra, e tê-lo-á fechado outros sete dias. 55E vendo que o pano, ou pele não recobrou a sua. primeira côr, dado que a lepra não se aumentasse, julgará imundo o tal vestido, e queimá-lo-á no fogo: porque a lepra se difundiu pela superfície, ou o repassou todo. 56Mas se depois de lavado o vestido, está o lugar da lepra mais escuro, rasgá-lo-á, e separá-lo-á do resto. 57Se depois disto aparecer ainda uma lepra vaga, e volante nos lugares, que antes estavam sem mancha, deve tudo ser queimado. 58Se as manchas desaparecerem, lavar-se-á outra vez em água o que está limpo, e êle ficará purificado. 59Esta é a lei tocante à lepra dum vestido de lã, ou de linho, da cadeia, ou da trama, e de tudo o que é feito de pele, para se saber como o tal vestido se deve julgar limpo, ou imundo.

Novo TestamentoMt 27,45-66

Mateus 27

45Mas desde a hora sexta até à hora nona se difundiram trevas sôbre tôda a terra. 46E perto ela hora nona deu Jesus um grande brado, dizendo: Eli, Eli, lamma sabachthani? isto é: Deus meu, Deus meu, por que me desamparaste? 47Alguns porém dos que ali estavam, e que ouviram isto, diziam: Êste'chama por Elias. 48E logo correndo.um dêles, tendo tomado uma esponja, a ensopou em vinagre, e a pôs sôbre uma cana e lha dava a beber. 49Porém os mais diziam: Deixa, vejamos se vem Elias a livrá-lo. 50E Jesus tornando a dar outro grande brado, rendeu o espírito. 51E eis que se rasgou o véu do templo em duas partes dalto abaixo: E tremeu a terra, e partiram-se as pedras. 52E abriram-se as sepulturas: E muitos corpos de santos, que eram mortos, ressurgiram. 53E saindo das sepulturas depois da ressurreição de Jesus, vieram à cidade santa, e apareceram a muitos. 54Mas o centurião, e os que com êle estavam de guarda a Jesus, tendo presenciado o terremoto, e os sucessos que aconteciam, tiveram grande mêdo, e diziam: Na verdade, êste homem era Filho de Deus. 55Achavam-se também ali, vindo de longe, muitas' mulheres, que desde a Galiléia tinham seguido a Jesus, subministrando-lhe o necessário: 56Entre as quais estavam Maria Madalena, e Ma-bedeu. 57E quando foi lá pela tarde, veio um homem rico de Arimatéia, por nome José, que também era discípulo de Jesus: 58Este chegou a Pilatos, e lhe pediu o corpo de Jesus. Pilatos mandou então que se lhe desse o corpo. 59Tomando, pois, o corpo, amortalhou-o José num asseado lençol. 60E depositou-o no seu sepulcro, que ainda não tinha servido, o qual êle tinha aberto numa rocha. E tapou a bôca do sepulcro com uma grande pedra que para ali re-volveu, e retirou-se. 61E Maria Madalena, e outra Maria estavam ali sentadas defronte do sepulcro. 62E no outro dia, que é o seguinte ao Parasceve, os príncipes dos sacerdotes, e os fariseus acudiram juntos à casa de Pilatos, 63dizendo: Senhor, lembramo-nos de que aquele embusteiro, vivendo ainda, disse: Eu hei de ressurgir depois de três dias. 64Dá logo ordem que se guarde o sepulcro até ao dia terceiro: Por não suceder que venham seus discípulos, e o furtem, e digam à plebe: Ressurgin dos mortos: E desta sorte virá o último embuste a ser pior do que o primeiro. 65Pilatos lhes rspeondeu: Vós aí tendes guardas; ide, guardai-o como entendeis. 66Êles, porém, retirando-se, trabalharam por ficar seguro o sepulcro, selando a campa, e pondo-lhe guardas.

Salmos e ProvérbiosSl 28 (29)

Salmo 28 (29)

Numeração da Vulgata. Nas Bíblias atuais: Salmo 29.

1Salmo de Davi. Na consumação do Tabernáculo. Trazei ao Senhor, ó filhos de Deus: Trazei ao Se nhor tenros cordeiros. 2Rendei ao Senhor glória e honra. Rendei ao Senhor a glória devida ao Senhor: Adorai ao Senhor, no átrio do seu Santuário. 3Voz do Senhor sôbre as águas, o Deus da majestade trovejou: O Senhor sôbre muitas águas. 4Voz do Senhor em poder: Voz do Senhor em magnificência, 5Voz do Senhor que quebra os cedros: E o Senhor quebrará os cedros do Líbano: 6E os fará em pequenos pedaços como a um be-' zerro do Líbano: E ao filho amado do unicórnio. 7Voz do Senhor que divide a chama do fogo: 8Voz do Senhor que abala o deserto: Porque o Senhor fará tremer o deserto de Cades. 9Voz do Senhor que prepara os veados, e descobrirá as espessuras: E no seu templo todos anunciarão a sua glória. 10O Senhor faz habitar no dilúvio: E o Senhor sentar-se-á como rei para sempre. 11O Senhor dará fortaleza ao seu povo: O Senhor bendirá ao seu povo em paz.

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Texto bíblico da tradução do Pe. Antônio Pereira de Figueiredo (1725–1797), em domínio público, conforme a edição de 1950 da Editora das Américas (São Paulo), com Nihil Obstat e Imprimatur, na ortografia daquela edição. Numeração dos versículos segundo a Vulgata. Sem as notas de rodapé.

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