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Bíblia em um ano Dia 48/365

Dia 48

Lv 17–19 · Mc 1,23-45 · Sl 30,9-14 (31) · cerca de 13 min

  1. Antigo TestamentoLv 17–19
  2. Novo TestamentoMc 1,23-45
  3. Salmos e ProvérbiosSl 30,9-14 (31)
Destaque da leitura de hoje“Não aborrecerás teu irmão no teu coração: mas repreende-o publicamente, para que não peques a seu respeito.”Levítico 19,17

Antigo TestamentoLv 17–19

Levítico 17

1Falou mais o Senhor a Moisés, dizendo-lhe: 2Fala a Aarão, e a seus filhos, e a todos os filhos de Israel, e dize-lhes: Eis-aqui o que o Senhor ordenou, eis-aqui o que êle disse: 3Todo o homem da casa de Israel, que matar um boi, ou uma ovelha, ou uma cabra no campo, ou fora do campo, 4e a não oferecer à porta do tabernáculo, como uma oblação feita ao Senhor, será réu de morte e perecerá do meio do seu povo, como se êle tivesse derramado sangue. 5Por isso os filhos de Israel devem apresentar ao sacerdote as hóstias, que até agora imolavam nos campos, para elas serem consagradas ao Senhor diante da porta do tabernáculo do testemunho, e para êles as imolarem ao Senhor como hóstias pacíficas. 6O sacerdote derramará o seu sangue sôbre o altar do Senhor à porta do tabernáculo do testemunho, e queimará a gordura delas, como um cheiro muito agradável ao Senhor. 7E assim êles não tornem mais a imolar as suas hóstias aos demônios, a cujo culto se entregaram. Esta será uma lei eterna para êles, e para os seus descendentes. 8Dir-lhes-ás outrossim: Se qualquer homem da casa de Israel, ou daqueles, que vieram de fora, e que são estrangeiros entre êles, oferecer um holocausto, ou uma vítima, 9sem a imolar à porta do tabernáculo do testemunho, para ser oferecida ao Senhor, o tal homem perecerá do meio do seu povo. 10Se um homem, quem quer que êle fôr, da casa de Israel, ou dos estrangeiros, que vieram morar entre êles, comer sangue, eu pregarei nêle os olhos da minha indignação, e o perderei do meio do seu povo; 11porque a vida da carne está no sangue, e eu dei-vo-lo, para que vós sôbre o altar expiásseis com êles as vossas almas, e para que a alma fôsse expiada pelo sangue. 12Por isso eu disse aos filhos de Israel: Nenhum de vós, nem dos estrangeiros, que vieram morar entre vós, comerá sangue. 13Se qualquer homem dentre os filhos de Israel, ou dentre os estrangeiros, que vieram morar entre vós, tomou à caça qualquer fera, ou ao laço qualquer ave, de que é lícito comer, derrame o seu sangue, e cubra-o de terra. 14Porque a vida de tôda a carne está no sangue. Por isso é que eu disse aos filhos de Israel: Vós não comereis sangue de qualquer carne que seja, porque a vida de tôda a carne está no sangue: e todo o que comer dêle será punido de morte. 15Se algum ou do povo de Israel, ou dos estrangeiros, comer dalguma bêsta morta de si mesma, ou tomada por outra bêsta, lavará os seus vestidos, e a si mesmo em água, e ficará contaminado até à tarde, e desta maneira tornará a ficar limpo. 16Se êle não lavar os seus vestidos, e o seu corpo, levará a pena da sua iniquidade.

Levítico 18

1Falou o Senhor a Moisés, dizendo: 2Fala-aos filhos de Israel e dize-lhes: Eu sou o Senhor vosso Deus. 3Não vos conduzireis conforme os costumes da terra do Egito, nem vos portareis conforme os costumes da terra dos cananeus, na qual eu vos hei de introduzir, nem seguireis as suas leis, e máximas. 4Executareis as minhas ordenações, observareis os meus preceitos, e andareis conforme êles vos prescrevem. Eu sou o Senhor vosso Deus. 5Guardai as minhas leis, e as minhas ordenações. O homem, que as guardar, achará nelas a vida. Eu sou o Senhor. 6Nenhum homem se chegará àquela, que com êle tenha proximidade de sangue, para descobrir a sua fealdade. Eu sou o Senhor. 7Não descobrirás a fealdade de teu pai, e a fealdade da tua mãe. Ela é tua mãe: não descobrirás a sua fealdade. 8Não descobrirás a fealdade da mulher de teu pai, porque isso seria descobrir a vergonha de teu pai. 9Não descobrirás a fealdade de tua irmã, tanto. por parte do pai, como por parte da mãe, que nasceu, ou dentro de casa, ou fora dela. 10Não descobrirás a fealdade da filha de teu filho, nem da filha de tua filha, porque isso seria descobrir a tua própria vergonha. 11Não descobrirás a fealdade da filha da mulher de teu pai, que ela pariu a teu pai, e que é tua irmã. 12Não descobrirás a fealdade da irmã de teu pai, por que é carne de teu pai. 13Não descobrirás a fealdade da irmã de tua mãe, porque é carne de tua mãe. 14Não descobrirás a fealdade de teu tio paterno, nem te chegarás à sua mulher, que te é conjunta por afinidade. 15Não descobrirás a fealdade de tua nora, porque é mulher de teu filho, e deixarás coberta a sua fealdade. 16Não descobrirás a fealdade da mulher de teu irmão, porque isso seria descobrir a vergonha de teu irmão. 17Não descobrirás a fealdade duma mulher, e a de sua filha. Não tomarás a filha de seu filho, nem a filha de sua filha, para descobrires a sua fealdade, porque são carne de tua mulher, e esta cópula é um incesto. 18Não tomarás a irmã de tua mulher, para a fazeres sua rival; nem descobrirás a sua fealdade, vivendo ainda tua mulher. 19Não terás acesso à mulher, que padece o seu menstruo, e não descobrirás nela as suas imundícias. 20Não terás cópula com a mulher de teu próximo, nem te deixarás manchar com esta vergonhosa, e ilegítima união. 21Não darás nenhum de teus filhos para ser consagrado ao ídolo de Moloc, nem mancharás o nome do teu Deus. Eu sou o Senhor, 22Não usarás do macho, como se fôsse fêmea, porque isto é uma abominação. 23Não te ajuntarás com bêsta alguma, nem te mancharás com ela. A mulher não se prostituirá dêste modo a algum animal, porque isto é um crime da última fealdade. 24Não vos manchareis com nenhuma dessas torpezas, com que se tem contaminado tôdas essas gentes, que eu expulsarei à vossa vista, 25e que tem desonrado esta terra, cujos detestáveis crimes eu castigarei de sorte, que ela vomite para fora de si os seus habitantes. 26Guardai as minhas leis, e as minhas ordenanças; e nem os que sois israelitas, nem os estrangeiros, que vieram morar entre vós, cometam alguma de tôdas estas abominações. 27Porque tôdas estas execráveis infâmias cometeram os habitantes desta terra antes de vós, e com elas a contaminaram. 28Vede pois não suceda que cometendo vós os mesmos crimes que êles cometeram, vos vomite esta terra do seu seio, como vomitou todos êstes povos, que a habitaram antes de vós. 29Todo o homem, que cometer alguma destas abominações, perecerá do meio do seu povo. 30Guardai os meus mandamentos. Não façais o que fizeram os que foram antes de vós, e não vos mancheis com estas infâmias. Eu sou o Senhor vosso Deus.

Levítico 19

1Falou o Senhor a Moisés, dizendo: 2Fala aos filhos de Israel, e dize-lhes: Sêdes santos, porque eu sou santo, eu, que sou o Senhor vosso Deus. 3Cada um respeite com temor a seu pai, e a sua mãe. Guardai os meus sábados. Eu sou o Senhor vosso Deus. 4Não vos volvais para os ídolos, nem façais para vós deuses fundidos. Eu sou o Senhor vosso Deus. 5Se imolardes ao Senhor alguma hóstia pacífica, "para que êle vós seja favorável; 6comê-la-eis no mesmo dia. e no seguinte. em que ela tiver sido imolada, e consumireis ao fogo no dia terceiro tudo o que dela ficar. 7Se algum comer dela, passados os dois dias, será profano, e será réu de impiedade. 8Êle amargará a sua iniquidade. porque manchou o Santo do Senhor, e o tal homem perecerá do meio do seu povo. 9Quando tu segares a seara dos teus campos. não cortarás rés do chão o que tiver crescido sôbre a terra; nem enfeixarás as espigas, que tiverem ficado. 10Não recolherás também na tua vinha os cachos, que ficaram na vindima, nem os bagos, que caíram; mas deixá-los-ás tomar aos pobres, e aos peregrinos. Eu sou o Senhor vosso Deus. 11Não fareis furtos; não mentireis; e nenhum enganará a seu próximo. 12Não jurarás falso em meu nome, nem mancharás o nome de teu Deus. Eu sou o Senhor. 13Não caluniarás o teu próximo, nem o oprima-rás com violências. O jornal do que trabalhou em teu serviço não ficará em teu poder até pela manhã. 14Não falarás mal do surdo, nem porás tropeço diante do cego: Mas temerás o teu Deus, porque eu sou o Senhor. 15Não farás nada contra a equidade, nem julgarás contra a justiça. Não consideres a pessoa do pobre, nem temas a presença do poderoso. Julga o teu próximo conforme a justiça. 16Não serás no teu povo nem delator de crimes, nem maldizente secreto. Não te porás contra o sangue de teu próximo. Eu sou o Senhor. 17Não aborrecerás teu irmão no teu coração: mas repreende-o publicamente, para que não peques a seu respeito. 18Não busques ocasião de te vingares, nem te lembres da injúria de teus concidadãos. Amarás o teu amigo, como a ti mesmo. Eu sou o Senhor. 19Guardai as minhas leis. Não lançarás a tua bêsta doméstica a ter cópula com animais doutra espécie. Não semearás o teu campo de sementes diversas. Não usarás de vestido. que seja tecido de fios diferentes. 20Se um homem dormir com uma mulher, e abusar da que era escrava. e em idade de casar. mas oue não foi resgatada a preço de dinheiro, nem estava ainda fôrra, serão ambos acoitados: mas não morrerão, porque ela não é mulher livre. 21Por êste seu delito oferecerá o homem ao Senhor um carneiro. à porta do tabernáculo do testemunho. 22O sacerdote rogará por êle, e pelo seu pecado diante do Senhor, e êle lhe tornará a ser propício, e o seu pecado lhe será perdoado. 23Quando vós tiverdes entrado naquela terra, e tiverdes plantado nela árvores frutíferas; tereis cuidado de tirar dela os primeiros frutos por uma espécie de circuncisão. Êstes primeiros frutos vós os havereis como imundos, e não comereis dêles. 24No quarto ano porém todo o seu fruto será santificado, e consagrado em honra do Senhor. 25No quinto ano comereis vós os frutos, colhendo os pomos, que cada uma árvore tiver produzido. Eu sou o Senhor vosso Deus. 26Não comereis nada, que leve sangue. Não usareis de agouros, nem observareis sonhos. 27Não cortareis os vossos cabelos em redondo, nem rapareis a barba. 28Não fareis golpes na vossa carne, pranteando os mortos; nem fareis figuras algumas, nem marcas sôbre O vosso corpo. 29Não prostituas tua filha, para que a terra não seja contaminada e não se encha de impiedade. 30Guardai os meus sábados, e tremei diante do meu santuário. Eu sou o Senhor. 31Não vos dirijais aos mágicos, nem consulteis os adivinhos, para que não suceda que êste comércio vos corrompa. Eu sou o Senhor, vosso Deus. 32Levanta-te diante dos que têm cãs na cabeça: honra a pessoa do velho, e teme o Senhor teu Deus. Eli sou o Senhor. 33Se algum forasteiro habitar na vossa terra, e morar entre vós, não lhe façais vitupério. 34Mas êle seja entre vós, como se fôsse um natural; e vós o amareis, como a vós mesmos. Porque também vós fôstes estrangeiros no Egito. Eu sou o Senhor vosso Deus. 35Não façais nada contra a equidade, nem no juízo, nem na regra, nem no peso, nem na medida. 36Seja justa a balança, e justos os pesos: Seja justo o alqueire, e justa a medida. Eu sou o Senhor vosso Deus, que vos tirei do Egito. 37Guardai todos os meus preceitos, e tôdas as minhas ordenanças, e executai-as. Eu sou o Senhor.

Novo TestamentoMc 1,23-45

Marcos 1

23Ora na sinagoga deles achava-se um homem. possesso do espírito imundo, que gritou, 24dizendo: Que tens tu conosco, Jesus Nazareno? Vieste a perder-nos? bem sei quem és, que és o Santo Deus. 25Mas Jesus o ameaçou, dizendo: Cala-te e sai dêsse homem. 26Então o espírito imundo agitando-o com violentas convulsões, e dando um grande grito, saiu dele. 27E ficaram todos tão espantados, que uns a outros se perguntavam, dizendo: Que é isto? que nova doutrina é esta? porque êle põe preceito com império até aos espíritos imundos, e obedecem-lhe. 28E correu logo sua fama por tôda a terra de Galiléia. 29E êles saindo logo da sinagoga, foram à casa de Simão, e de André, juntamente com Tiago, e João. 30E a sogra de Simão estava de cama com febre: E lhe falaram logo a respeito dela. 31E chegando-se Jesus ao pé dela, depois de a tomar pela mão, a fêz levantar: E imediatamente a deixou a febre, e ela se pôs a servi-los. 32E de tarde, sendo já sol pôsto, trouxeram-lhe todos os enfermos e possessos: 33E tôda a cidade se tinha ajuntado à porta. 34E curou a muitos, que se achavam oprimidos de diversas doenças, e expeliu muitos demônios, aos quais não permitia que dissessem quie o conheciam. 35E levantando-se muito de madrugada. srin, e foi a um lugar deserto, e fazia ali oração. 36E foram-no seguindo Simão, e os que com êle estavam. 37E depois de darem com êle disseram-lhe: Todos andam em busca de ti. 38E respondeu-lhe Jesus: Vamos para as aldeias, e cidades circunvizinhas, porque também quero lá pregar, que a isso é que vim. 39Pregava pois nas suas sinagogas, e em tôda: a Galiléia, e expelia os demônios. 40E veio a êle um leproso, fazendo-lhe suas rogativas. E pondo-se de joelhos, lhe disse: Se queres. podes limpar-me. 41E Jesus, compadecido dele, estendeu a sua mão: E tocando-lhe, disse-lhe: Quero: Sê limpo. 42E tendo dito estas palavras, em um momento desapareceu dele a lepra, e ficou limpo. 43E Jesus o ameaçou, e logo o fêz retirar: 44E lhe disse: Guarde-te, não o contes a alguém: Mas vai, mostra-te ao príncipe dos sacerdotes, e oferece pela tua purificação o que Moisés ordenou, para lhes servir de testemunho. 45Porém o homem tanto que saiu, começou a contar, ce a publicar o sucedido, de sorte que Jesus não podia já entrar descobertamente numa cidade, mas ficava fora nos lugares desertos, e de tôdas as partes vinham ter com êle.

Salmos e ProvérbiosSl 30,9-14 (31)

Salmo 30 (31)

Numeração da Vulgata. Nas Bíblias atuais: Salmo 31.

9E não me encerraste nas mãos do inimigo: Puseste os meus pés em lugar espaçoso. 10Tem misericórdia de mim, Senhor, que estou atribulado: Conturbado com o pesar está o meu ôlho, a minha alma, e as minhas entranhas: 11Porque a minha vicia tem desfalecido com a dor: E os meus anos com os gemidos. Tem-se debilitado pela pobreza a minha fôrça: E os meus ossos estão conturbados. 12Estou feito o opróbrio para todos os meus inimigos, e muito mais para os meus vizinhos: E o horror para os meus conhecidos. Os que me viam, fugiam para longe de mim: 13Fui pôsto em esquecimento. no coração dêles como morto. Fiquei sendo como vaso quebrado: 14Porque tenho ouvido as injúrias de muitos no meio dos quais eu estava. Quando deliberavam juntos contra mim. resolveram tirar-me a vida.

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Texto bíblico da tradução do Pe. Antônio Pereira de Figueiredo (1725–1797), em domínio público, conforme a edição de 1950 da Editora das Américas (São Paulo), com Nihil Obstat e Imprimatur, na ortografia daquela edição. Numeração dos versículos segundo a Vulgata. Sem as notas de rodapé.

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