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Bíblia em um ano Dia 52/365

Dia 52

Lv 26–27 · Mc 4,22-40 · Sl 32,16-22 (33); Sl 33,1-8 (34) · cerca de 14 min

  1. Antigo TestamentoLv 26–27
  2. Novo TestamentoMc 4,22-40
  3. Salmos e ProvérbiosSl 32,16-22 (33); Sl 33,1-8 (34)
Destaque da leitura de hoje“Êste pobre levantou o grito, e o Senhor o ouviu: E êle o salvou de tôdas as suas tribulações.”Salmo 33,7 (34)

Antigo TestamentoLv 26–27

Levítico 26

1Eu sou o Senhor vosso Deus. Não fareis para vós ídolo algum, nem imagem esculturada; não levantareis na vossa terra colunas, nem pedra alguma insigne, para adorardes. Porque eu sou o Senhor vosso Deus. 2Guardai os meus sábados, e tremei diante do meu santuário. Eu sou o Senhor. 3Se vós andardes conforme os meus preceitos, se guardardes, e praticardes os meus mandamentos, eu vos darei as chuvas a seus tempos. 4A terra produzirá o seu grão, e as árvores darão os seus pomos. 5Ainda bem não tereis feito a debulha da messe, quando vos apressará a vindima; e ainda bem não estará feita a vindima, quando vos apressará o tempo das sementeiras: vós comereis o vosso pão em fartura, e habitareis na vossa terra sem temor algum. 6Eu darei paz dentro dos vossos limites: vós dormireis descansados, sem haver quem vos inquiete. Eu alongarei de vós as alimárias nocivas, e não passará espada pelas vossas terras. 7Vós perseguireis os vossos inimigos, e êles cairão diante de vós. 8Cinco dos vossos perseguirão um cento dos estranhos, e cem dos vossos perseguirão dez mil dêles: vossos inimigos cairão debaixo da espada à vista dos vossos olhos. 9Eu olharei para vós, e vos farei crescer: vós vos multiplicareis, e eu ratificarei o meu pacto convosco. 10Vós comereis os frutos da terra, que de muito tempo tínheis guardado; e botareis fora os velhos, pela grande abundância dos novos. 11Eu estabelecerei a minha morada no meio de vós, e não vos rejeitarei. 12Eu andarei entre vós, e serei o vosso Deus, e vós sereis O meu povo. 13Eu sou o Senhor vosso Deus, que vos tirei da: terra dos egípcios, para que vós os não servísseis; e eu o que esmigalhei as cadeias, que vos traziam encurvado o pescoço, para vos fazer andar com a cabeça erguida. 14Porém se vós me não ouvirdes, e não executardes todos os meus mandamentos: 15se vós vos dedignardes de observar as minhas leis, e desprezardes as minhas ordenações, de sorte que não façais o que por mim vos foi prescrito, e torneis irrito o meu pacto: 16eis-aqui de que maneira me haverei eu também convosco. Castigar-vos-ei bem depressa com a indigência, com um ardor, que vos seque os olhos, e vos consuma. Em vão semeareis o vosso grão, porque êle será destruído por vossos inimigos. 17Eu porei sôbre vós o ôlho da minha ira: vós caíreis diante dos vossos inimigos, e vivereis sujeitos aos que vos aborrecem, e fugireis sem ninguém vos perseguir. 18Se ainda depois disto me não obedecerdes, eu vos castigarei sete vêzes mais, por causa dos vossos pecados: 19quebrarei a dureza da vossa soberba, e farei que o céu seja para vós de ferro, e a terra de bronze. 20Todos os vossos trabalhos serão baldados: a terra não produzirá os seus frutos; nem as árvores darão Os seus pomos. 21Se ainda assim vos opuserdes a mim, e não qui-: serdes ouvir-me, eu multiplicarei sete vêzes mais as vossas pragas, por causa dos vossos pecados. 22Mandarei contra vós as feras do campo, que vos consumam a vós, e aos vossos gados; que vos reduzam a um pequeno número, e que tornem os vossos caminhos uns desertos. 23Se vós ainda depois disto não quiserdes tomar o ensino, mas continuardes a andar contra mim; 24também eu andarei contra vós, e vos ferirei sete vêzes mais, por causa dos vossos pecados. 25Eu farei vir sôbre vós a espada, que vos castigará, como violadores do meu pacto. E quando vós vos refugiardes nas cidades, mandarei eu que a peste se ponha no meio de vós, e vós sereis entregues nas mãos de vossos inimigos, 26depois de eu ter quebrado o vosso cajado, que é o pão, em forma que dez mulheres cozam o pão num só forno, e o distribuam por pêso, e vós comendo-o não fiqueis satisfeitos. 27Se até depois disto ainda me não ouvirdes, mas teimardes a andar contra mim; 28também eu andarei contra vós. Eu oporei o meu furor ao vosso, e eu vos castigarei com sete novas pragas, por causa dos vossos pecados, 29até o ponto de vos reduzir a comer a carne de vossos filhos, e de vossas filhas. 30Eu destruirei os vossos altos, e desfarei as vossas estátuas. Vós caireis entre as ruínas dos vossos ídolos, e a minha alma vos terá em tal abominação, 31que eu converterei as vossas cidades em ermos: Farei dos vossos santuários uns desertos, e não tornarei a receber mais de vós o suavíssimo cheiro. 32Eu assolarei o vosso país: Reduzi-lo-ei a ser o espanto dos vossos mesmos inimigos, quando êstes se fizerem senhores, e o habitarem. 33Eu vos espalharei pelas nações: desembainharei a espada atrás de vós: o vosso país ficará deserto, e as vossas casas demolidas. (S) 34Então agradarão à terra os dias do seu descanso, por todo o tempo que ela estiver deserta. 35Quando vós estiverdes numa terra inimiga, ela descansará, e ela achará o seu repouso, estando só, e desamparada; pois que ela o não achou nos vossos dias de sábado, quando vós a habitáveis. 36Quanto aos que dentre vós restarem, eu ferirei os seus corações de pavor no meio de seus inimigos: o ruído de uma fôlha, que voa, os fará tremer: Êles fugirão, como se vissem uma espada; e êles cairão sem ninguém os perseguir: 37Cairão cada um dêles em cima de seus irmãos, como se fugissem da batalha. Nenhum de vós poderá resistir a vossos inimigos. 38Vós perecereis no meio das nações, e morrereis numa terra inimiga. 39Se dentre êstes ficarem ainda alguns, êles se mirrarão entre as suas iniquidades na terra de seus inimigos; e êles serão oprimidos de aflições, por causa dos pecados de seus pais, e dos seus: 40Até que confessem as suas iniquidades, e as de seus maiores, pelas quais violaram as minhas ordenações, e andaram contra mim. 41Eu pois também andarei contra êles, e os farei ir para uma terra inimiga, até que a sua alma incircun-cidada se envergonhe. Então é que êles orarão pelas suas impiedades. 42E eu me lembrarei do concêrto, que fiz com Jacó, Isaac, e Abraão. Eu me lembrarei também da terra, 43que sendo deixada por êles. terá complacência com os dias de sábado. levando gôsto a achar-se só, e desamparada por causa dêles. Êles. porém, rogarão pelos seus pecados, por terem rejeitado as minhas ordenações, e desprezado as minhas leis. 44Assim ainda quando êles estavam numa terra inimiga, eu os não rejeitei de todo, nem os desprezei de sorte, que os deixasse perecer inteiramente. e tornasse vão o pacto, que com êles tinha feito. Porque eu sou o Senhor seu Deus, 45e eu me lembrarei dêste antigo pacto, que fiz com êles. quando os tirei do Egito à vista das nações, para eu ser o seu Deus. Estas são as ordenações, preceitos, e leis, que o Senhor deu por Moisés sôbre o monte Sinai, entre êle, e os filhos de Israel.

Levítico 27

1Falou mais o Senhor a Moisés, dizendo: 2Fala aos filhos de Israel, e dize-lhes: O homem, que tiver feito voto, e que tiver prometido a Deus consagrar-lhe a sua vida, pagará um certo preço, segundo a estimação seguinte. 3Se fôr varão, desde os vinte anos até aos sessenta, dará cinquenta siclos de prata, segundo o pêso do santuário. 4Se fôr mulher, dará trinta. 5Desde os cinco anos, até os vinte, o homem dará vinte siclos, a mulher dez. 6Dum mês até cinco anos, dar-se-ão cinco siclos pelo varão, e três pela fêmea. 7O que tiver sessenta anos, e daí para cima, sendo homem, dará quinze siclos; sendo mulher, dez. 8Se fôr um pobre, que não possa pagar o preço do seu voto, segundo a avaliação, apresentar-se-á diante do sacerdote, que o julgará; e êle dará tanto, quanto o sacerdote vir que êle pode pagar. 9Se algum votou dar ao Senhor um animal, que possa ser imolado, êsse animal será santo, 10e não poderá ser trocado; isto é, não se poderá dar nem um melhor por outro mau, nem um pior por outro bom. Se quem o votou fêz troca dêle, tanto o trocado, como o substituído em seu lugar, será consagrado ao Senhor. 11Se algum votou dar ao Senhor um animai imundo, que não pode imolar-se-lhe, será êle trazido ao sacerdote, 12o qual julgará se êle é bom, ou mau, e determinará o preço. 13Se aquêle, que ofereceu o animal quiser pagar o seu preço, ajuntará por cima da avaliação uma quinta parte. 14Se um homem votou dar, e consagrar ao Senhor a sua casa, o sacerdote verá se ela é boa ou má, e ela será vendida pelo preço, que êle lhe tiver pôsto. 15Se o que fêz o voto quiser remi-la, dará a quinta parte sôbre a avaliação, e ficará com a casa. 16Se êle votou dar, e consagrar ao Senhor um campo que possui, assinar-se-lhe-á o preço à proporção da semeadura, que êle pode levar. Se êle leva trinta alqueires de cevada, será vendido por cinquenta siclos de prata. 17Se um homem fêz voto de dar o seu campo logo desde o princípio do ano do jubileu, será êle avaliado em tanto, quanto pode valer. 18Se êle fêz o voto algum tempo depois, o sacerdote contará o dinheiro segundo o número dos anos, que restam até o jubileu; e por aqui regulará o abatimento do preço. 19Se aquêle, que tinha votado dar o seu campo, quiser remi-lo, ajuntará uma quinta parte sôbre a avaliação, que se tiver feito, e possuí-lo-á de novo. 20Se o não quiser remir, e o campo foi vendido a outro, não poderá quem o votou tornar a remi-lo: 21porque quando chegar o ano do jubileu, será êle consagrado ao Senhor, e porque uma fazenda consagrada ao Senhor pertence aos sacerdotes. 22Se o campo, que foi consagrado ao Senhor, foi comprado, e quem o deu não o houve por herança de seus maiores; 23o sacerdote fixará o preço, contando os anos, que restam até o jubileu; e aquêle que tinha feito voto clêle, dará êste preço ao Senhor. 24Mas no ano do jubileu tornará o campo para o seu antigo dono, que o tinha vendido, e que o tinha possuído como uma fazenda própria. 25Tôda a avaliação será feita pelo pêso do santuário. O siclo tem vinte óbulos. 26Ninguém poderá consagrar, nem votar os primogênitos, porque êstes pertencem ao Senhor: quer êles sejam bois, quer sejam ovelhas, êles são do Senhor. 27Se o animai é imundo, aquêle que o ofereceu, o remirá, segundo a tua avaliação, e dará em cima a quinta parto do preço. Se êle o não remir, será vendido a outro pelo preço em que tu o tiveres avaliado. 28Tudo o que é consagrado ao Senhor, ou seja homem, ou animal, ou campo, não se venderá, nem se poderá, remir. Tudo o que uma vez foi consagrado ao Senhor será duma santidade inviolável. 29Tudo o que foi oferecido por algum homem, e consagrado ao Senhor, não se remirá, mas será necessário que morra, 30Todos os dízimos da terra, ou sejam de grão, ou de frutas das árvores, são do Senhor, e a êle se consagram. 31Mas se algum quiser remir os seus dízimos, dará uma quinta parte por cima do preço, em que êles foram avaliados. 32Todos os dízimos de bois, ovelhas, e cabras, e de tudo o que passa por baixo do cajado do pastor, serão oferecidos ao Senhor. 33Não se escolherá nem o bom, nem o mau, nem um se trocará por outro. Se alguém o trocar, tanto o trocado, como o substituído será consagrado ao Senhor, e não poderá remir-se. 34Êstes são os preceitos, que o Senhor deu a Moisés para os filhos de Israel no monte Sinai.

Novo TestamentoMc 4,22-40

Marcos 4

22Porque não há coisa alguma escondida, que não venha a ser manifesta: Nem coisa alguma feita em oculto, que não venha a ser pública. 23Se algum tem ouvidos de ouvir, oiça. 24Também lhes dizia: Atendei ao que ides agora a ouvir. Com a medida com que medirdes aos mais, vos medirão a vós, e ainda se vos acrescentará. 25Porque ao que já tem, dar-se-lhe-à: E ao que não tem, ainda o que tem se lhe tirará. 26Dizia também: Tal é o reino de Deus, como um homem que lança a semente sôbre a terra. 27Êle que dorme, e se levanta de noite e de dia, e a semente brota, e cresce sem êle saber como. 28Porque a terra por si mesma produz, primeiramente a erva, depois a espiga, e por último o grão grado na espiga. 29TE quando produzir os frutos, mete logo a foice, porque está chegado o tempo da ceifa. 30Ainda dizia: A que coisa assemelharemos nós o reino de Deus? 'ou com que parábola o compararemos? 31É como um grão de mostarda, que quando se semeia na terra, é a menor de tôdas as sementes que há na terra: 32Mas depois de semeado, cresce, e faz-se mais alto que tôdas as hortaliças, e cria grandes ramos, de modo que as aves do Céu podem vir pousar debaixo da sua sombra. 33E assim lhes propunha a palavra com muitas parábolas, tais como estas, conforme o permitia a capacidade dos ouvintes: 34E não lhes falava sem usar. de parábolas: Mas tudo explicava depois em particular a seus discípulos. 35E naquele dia, já sôbre a tarde, lhes disse: Passemos à banda dalém. 36E despedindo a gente, o levaram consigo assim mesmo como estava na barca: É outras embarcações, que com êle estavam, o seguiram. 37Então se levantou uma grande tormenta de vento que metia as ondas na barca, de sorte que ela se encheu dágua. 38Entretanto estava Jesus dormindo na pópa sôbre um travesseiro: Então êles o acordam, e lhe dizem: Mestre, a ti não se te dá que pereçamos? 39E levantando-se ameaçou o vento, e disse para o mar: Cala-te, emudece. E cessou o vento, e seguiu-se uma grande bonança. 40Então lhes disse Jesus: Por que sois vós assim tímidos? Ainda não tendes fé? Ficaram êles sobremaneira penetrados de temor, e uns para os outros diziam: Quem julgas que é êste, que até o vento, e o mar lhe obedecem?

Salmos e ProvérbiosSl 32,16-22 (33); Sl 33,1-8 (34)

Salmo 32 (33)

Numeração da Vulgata. Nas Bíblias atuais: Salmo 33.

16Não se salva o rei por grande exército: Nem o gigante se salvará pela sua fôrça. 17Enganoso o cavalo para a salvação: E em a sua grande fôrça não se salvará. 18Eis-aqui os olhos do Senhor sôbre os que o temem: E em aqueles que esperam sôbre a sua misericórdia. 19Para livrar da morte as suas almas: E para os sustentar na sua fome. 20A nossa alma espera ao Senhor: Porque é nosso favorecedor e protetor. 21Porque nêle se alegrará o nosso coração: E no seu santo Nome temos esperado. 22Faça-se, Senhor, sôbre nós a tua misericórdia: Da maneira que em ti temos esperado.

Salmo 33 (34)

Numeração da Vulgata. Nas Bíblias atuais: Salmo 34.

1Salmo de Davi, quando mudou o seu rosto diante de Aquimelec, que o despediu, e êle se foi. 2Bendirei o Senhor em todo o tempo: Seu louvor será sempre na minha bôca. 3No Senhor se gloriará a minha alma: Ouçam-no os humildes, e alegrem-se. 4Engrandecei comigo ao Senhor: E exaltemos o seu nome todos à uma. 5Busquei ao Senhor, e me ouviu: E me livrou de tôdas as minhas tribulações. 6Chegai-vos a êle, e sereis iluminados: E vossos rostos não serão confundidos. 7Êste pobre levantou o grito, e o Senhor o ouviu: E êle o salvou de tôdas as suas tribulações. 8O anjo do Senhor andará à roda dos que o temem: E os livrará.

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Texto bíblico da tradução do Pe. Antônio Pereira de Figueiredo (1725–1797), em domínio público, conforme a edição de 1950 da Editora das Américas (São Paulo), com Nihil Obstat e Imprimatur, na ortografia daquela edição. Numeração dos versículos segundo a Vulgata. Sem as notas de rodapé.

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