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Bíblia em um ano Dia 76/365

Dia 76

Dt 19–21 · Mc 14,55-72 · Sl 45 (46) · cerca de 13 min

  1. Antigo TestamentoDt 19–21
  2. Novo TestamentoMc 14,55-72
  3. Salmos e ProvérbiosSl 45 (46)
Destaque da leitura de hoje“O nosso Deus é refúgio, e esforço: Favorecedor nas tribulações, que com excesso nos tem compreendido.”Salmo 45,2 (46)

Antigo TestamentoDt 19–21

Deuteronômio 19

1Quando o Senhor teu Deus tiver exterminado os povos, cuja terra êle te há de dar, e a possuíres, e habitares nas suas cidades e casas: 2Destinarás para ti três cidades no meio da terra, que o Senhor teu Deus te há de dar em possessão, 3aplainando com cuidado o caminho: e dividirás em três porções iguais todo o distrito da tua terra: para que o que está fugitivo por homicídio, tenha um lugar vizinho a que se acolha. 4Esta será a lei do homicida fugitivo, cuja vida se deve conservar: o que ferir a seu próximo sem o cuidar, e não se prova que tivesse inimizade com êle nem ontem nem anteontem: 5Senão que indo com êle simplesmente fazer lenha a uma mata, e ao tempo que cortava a lenha lhe escapou o machado da mão, e saindo o ferro fora do cabo, feriu a seu amigo, e o matou: êle se acolherá a uma dás sobreditas cidades, e viverá: 6Por não suceder que algum parente daquele, cujo sangue foi derramado, estimulado da sua dor, o siga e o prenda, se o caminho fôr muito comprido, e mate a um homem, que não merece a morte: visto não se provar que tivesse antes tido inimizade com o que foi morto. 7Y Portanto te mando, que ponhas estas três cidades em igual distância uma da outra. 8E quando o Senhor teu Deus tiver alargado os teus limites, segundo êle o assegurou a teus pais, e te tiver dado tôda a terra, que lhes prometeu, 9(se contudo guardares os seus mandamentos, e cumprires o que eu hoje te prescrevo, que é, que ames o Senhor teu Deus, e andes em todo o tempo pelos seus caminhos) ajuntarás outras três cidades, e dobrarás assim o seu número: 10Para que se não derrame o sangue inocente no meio da terra, que o Senhor teu Deus te fará possuir, e tu não fiques réu do homicídio. 11Mas se algum tendo inimizade com seu próximo, armar traições à sua vida, e atacando-o o ferir, e matar, e se acolher a uma das sobreditas cidades, 12os anciãos daquela cidade mandarão buscá-lo, e o tirarão do lugar do refúgio, e o entregarão nas mãos do parente daquele cujo sangue foi derramado, e êle morrerá. 13Não terás compaixão dêle, e tirarás de Israel o Sangue inocente, para que te suceda bem. 14Não tomarás, nem transporás os marcos de teu próximo, que teus predecessores fixaram na tua herança, que o Senhor teu Deus te há de dar na terra, que tiveres de possuir. 15Não valerá contra alguém uma só testemunha, seja qual fôr o delito, ou crime: mas tudo passará por constante sôbre o depoimento de duas ou três testemunhas. 16Se se apresentar uma testemunha falsa contra um homem, para O acusar de prevaricação. 17ambos os que entre si têm esta diferença, comparecerão diante do Senhor, presentes os sacerdotes e juízes que forem naqueles dias. 18E quando depois duma exatíssima averiguação tiverem conhecido que a testemunha falsa se arrojou a dizer uma mentira contra seu irmão: 19Tratá-lo-ão como êle tinha intento de tratar a seu irmão, e assim tirarás o mal do meio de ti: 20Para que os outros ouvindo isto tenham mêdo, e de nenhuma sorte se atrevam a fazer semelhantes coisas. 21Não terás misericórdia com êle, mas far-lhe-ás pagar vida por vida, ôlho por ôlho, dente por dente, mão por mão, pé por pé.

Deuteronômio 20

1Se saindo a fazer guerra contra os teus inimigos, e tendo visto a sua cavalaria, e as suas carroças, achares que o exército contrário é mais numeroso do que o teu, não os temerás: Porque contigo está o Senhor teu Deus, que te tirou da terra do Egito. 2E quando estiver perto de se dar a batalha, o pontífice se porá na frente do exército, e falará assim ao povo: 3Ouve, ó Israel, vós estais hoje para combater contra os vossos inimigos: não se atemorize o vosso coração, não temais, não recueis, nem lhes tenhais mêdo: 4Porque o Senhor vosso Deus está no meio de vós, e êle pelejará por vós contra os vossos inimigos, para vos livrar do perigo. 5Os oficiais também cada um na frente do seu corpo dirão gritando, ouvindo o exército: Há algum homem que tenha edificado uma casa nova, e a não tenha ainda dedicado? vá-se, e torne para sua casa: não suceda que êle morra no combate, e outro a estréie. 6Há algum homem que tenha plantado uma vinha, e ainda a não tenha feito comum, para que todos possam comer dela? vá-se, e torne para sua casa: não suceda que êle morra na peleja, e faça outro o que a êle lhe tocava. 7Há. alguém que se tenha desposado com uma mulher e todavia a não tenha ainda em seu poder? vá-se^ e torne para sua casa, não 'suceda que êle morra na batalha, e algum outro a tome. 8Ditas estas coisas, acrescentarão êles, e dirão ao povo o seguinte: Há algum medroso, e de coração ti-mido? vá-se, e volte para sua casa, para não fazer desmaiar o coração de seus irmãos, assim como êle está assustado de mêdo. 9E logo que os oficiais do exército se calarem, e acabarem de falar, cada um preparará os seus esquadrões para a batalha. 10Quando te chegares para combater uma cidade, primeiramente lhe oferecerás a paz. 11Se ela a aceitar, e te abrir as portas, todo o povo, que houver nela, será salvo, e te ficará sujeito pagando tributo. 12Mas se não quiser aceitar as condições, e começar a fazer guerra contra ti, atacá-la-ás. 13E quando o Senhor teu Deus ta houver entregado às mãos, passarás ao fio da espada todos os varões que nela haja, 14reservando as mulheres e os meninos, os animais e tudo o mais, que se achar na cidade. Distribuirás o esbulho todo pelo exército, e sustentar-te-ás dos despojos de teus inimigos, que o Senhor teu Deus te tiver dado. 15Assim é que hás de fazer a todas as cidades, que estiverem muito longe de ti, e que não são daquelas, que hás de receber em possessão. 16Quanto àquelas cidades porém, que te hão de ser dadas, nenhum absolutamente deixarás com vida: 17Mas passá-los-ás todos ao fio da espada; convém a saber; aos heteus, e aos amorreUs, aos cananeus, aos fereseus, e aos heveus, e aos.jebuseus, assim como o Senhor teu Deus te mandou: 18Para que não suceda que vos ensinem a cometer todas as abominações, que êles mesmos fizeram a seus deuses, e venhais a pecar contra o Senhor vosso Deus. 19Quando te detiveres muito tempo no sítio de uma cidade, e a tiveres cercado com máquinas para a tomares, não cortarás as árvores de cujo fruto se pode comer, nem deves deitar abaixo a golpes de machado òs arvoredos do país circunvizinho: porque isto são paus, e não homens, nem podem aumentar o número dos teus inimigos. 20Mas se houver algumas árvores, que não sejam frutíferas, mas silvestres, e boas para outros usos, corta-as, e engenha delas máquinas, até que tomes a cidade, que peleja contra ti.

Deuteronômio 21

1Quando no país, que o Senhor teu Deus te há de dar, fôr achado o cadáver de um homem, que foi morto, sem que se saiba quem foi o matador, 2sairão os anciãos, e os teus juízes, e medirão o espaço que vai desde onde está o cadáver até cada cidade do contorno: 3E tendo conhecido qual é a mais vizinha de tôdas, os anciãos desta cidade tomarão da manada uma novilha, que não tenha ainda carregado com o jugo, nem fendido. a terra com a relha do arado, 4e levá-la-ão a um vale áspero e pedregoso, que nunca tivesse sido lavrado, nem semeado: e ali cortarão o pescoço à novilha: 5E se chegarão os sacerdotes filhos de Levi, que o Senhor teu Deus tiver escolhido para serem seus ministros, e para darem a bênção em seu nome, e por sentença dêlés se determine tôda a causa, e o que é limpo, ou imundo. 6E virão os anciãos daquela cidade junto onde está o morto, e lavarão as suas mãos sôbre a novilha, que foi degolada no vale, 7e dirão: As nossas mãos não foram as que derramaram êste sangue, nem os nossos olhos viram: 8Senhor, sê propício ao teu povo de Israel, que tu remiste, não lhe imputes o sangue inocente no meio do teu povo de Israel. Assim se tirará dêles o reató dêste sangue: 9E tu não ficarás responsável pelo sangue do inocente, que foi derramado, quando tiveres feito o que o Senhor mandou. 10Se saíres a pelejar contra os teus inimigos, e o Senhor teu Deus os entregar nas tuas mãos, e os levares cativos, 11e vires entre o número dos prisioneiros uma mulher formosa, e te namorares dela, e a queiras ter por espôsa,(l) 12introduzi-la-ás em tua casa: ela rapará os cabelos, e cortará as unhas, 13e despirá o vestido com que foi aprisionada: e ficando assentada em tua casa, chorará a seu pai e a sua mãe um mês: e depois disto a tomarás para ti, e dormirás com ela, e ficará sendo tua mulher. 14Se porém depois ela te não agradar, deixá-la-ás ir livre, nem a poderás vender por dinheiro, nem oprimir com alguma violência: pois que a humilhaste. 15Se um homem tiver duas mulheres, uma a quem ama, outra a quem aborrece, e tendo ambas tido filhos dêle, e o filho da que êle aborrece. fôr o primogênito, 16e quiser repartir os seus bens entre os seus filhos: não poderá fazer seu primogênito o filho daquela, que êle ama, nem preferi-lo ao filho da outra, que aborrece, 17mas reconhecerá por primogênito o filho daquela, a quem aborrece, e dar-lhe-á dobrada: porção de tudo o que possui: porque este é o primogênito de seus filhos, e a quem é devida a primogenitura. 18Se um homem tiver um filho contumaz, e insolente, que não está pelo que seu pai e sua mãe lhe or-.denam, e castigado recusar com desprêzo obedecer-lhes: 19Pegarão nêle, e o levarão aos anciãos daquela cidade, e à porta onde se fazem os juízos, 20e lhes dirão: êste nosso filho é um rebelde e contumaz, despreza ouvir as nossas admoestações, passa a vida em comesainas, e dissoluções e banquetes: 21O povo da cidade o apedrejará, e êle morrerá, para que assim tireis o mal do meio de vós, e todo o Israel ouvindo-o tema. 22Quando um homem tiver cometido um crime digno de morte, e tendo sido condenado à morte, fôr pendurado num patíbulo: 23o seu cadáver não ficará no lenho, mas no mesmo dia será sepultado: Porque maldito é de Deus aquêle que está pendente dum lenho: e tu de nenhuma sor-, te contaminarás a terra, que o Senhor teu Deus te der em possessão.

Novo TestamentoMc 14,55-72

Marcos 14

55E os príncipes dos sacerdotes, e todo o conselho buscavam algum testemunho contra Jesus, para o fazerem morrer, e não o achavam. 56Porque muitos, sim, depunham falsamente contra êle: Mas não concordavam os seus depoimentos. 57E levantando-se uns, atestavam falsamente contra êle, dizendo: 58Nós outros lhe ouvimos dizer: Eu destruirei êste templo, obra de mãos, e em três dias edificarei outro, que não será obra de mãos. 59Mas esta sua mesma deposição não era coerente. 60Então levantando-se no meio do conselho o sumo sacerdote, perguntou a Jesus, dizendo: Não respondes alguma coisa ao que estes atestam contra ti? 61Mas êle estava em silêncio, e nada respondeu. Tornou a perguntar-lhe o sumo sacerdote, e lhe disse: E's tu o Cristo, Filho de Deus bendito? 62é Jesus lhe disse: Eu o sou: E vós vereis o Fi-: ho do homem assentado à destra do poder de Deus, e vir sobre as nuvens do Céu. 63Então o sumo sacerdote, rasgando as suas vestiduras, disse: Para que desejamos nós ainda mais teste-'. munhas? 64Vós acabais de ouvir a blasfêmia: Que vos parece? À sentença que todos eles deram foi que era réu de morte. 65Então começaram alguns a cuspir nele e a tepar-lhe o rosto, e a dar-lhe punhadas, e a dizer-lhe: Adivinha: É os oficiais lhe davam bofetadas. 66IE estando Pedro em baixo no páteo, chegou uma. das criadas elo sumo sacerdote: 67E quando viu a Pedro, que se aquentava, enca-rando nele, disse-lhe: Tu também estavas com Jesus. Nazareno. 68Mas êle o negou, dizendo: Nem o conheço, nem sei o que dizes. E saiu fora onde era a entrada do páteo, e neste tempo cantou o galo. 69E tendo-o visto outra vez a criada, começou a dizer aos que estavam presentes: Este é lá daqueles. 70Mas êle o negou segunda vez. E pouco depois ainda os que ali estavam, diziam a Pedro: Verdadeiramente tu és daqueles; porque és também galileu. 71E êle começou a praguejar-se, e a jurar: Não conheço êsse homem de quem falais. 72E no mesmo ponto cailtou o galo a segunda vez. E então se lembrou Pedro da palavra que. Jesus lhe havis dito: Antes que o galo cante duas vezes, me negarás três vezes. E começou a chorar.

Salmos e ProvérbiosSl 45 (46)

Salmo 45 (46)

Numeração da Vulgata. Nas Bíblias atuais: Salmo 46.

1Ao regente do côro, dos filhos de Coré. Para voz de soprano. Salmo 2O nosso Deus é refúgio, e esforço: Favorecedor nas tribulações, que com excesso nos tem compreendido. 3Por isso não temeremos ainda que seja comovida a terra: E trasladados os montes ao meio do mar. 4Bramaram, e turbaram-se as suas águas: Estremeceram os montes pela sua fortaleza. 5O ímpeto do rio alegra a cidade de Deus: Santificou o seu Tabernáculo o Altíssimo. 6Deus está no meio dela, ela não será comovida: Deus a ajudará desde o raiar da manhã. 7As nações se conturbaram, e os reinos se humilharam: Deu a sua voz, moveu-se a terra. 8O Senhor dos exércitos é conosco: Nosso amparador o Deus de Jacó: 9Vinde, e vêde as obras do Senhor, as maravilhas, que pôs sôbre a terra: 10Que aparta as guerras até à extremidade da terra. Quebrará o arco, e romperá as armas: E queimará ao fogo os escudos. 11Cessai, e vêde que eu sou o Deus: Serei exaltado entre as gentes, e serei exaltado na terra. 12O Senhor dos exércitos é conosco: Nosso amparador o Deus de Jacó.

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Texto bíblico da tradução do Pe. Antônio Pereira de Figueiredo (1725–1797), em domínio público, conforme a edição de 1950 da Editora das Américas (São Paulo), com Nihil Obstat e Imprimatur, na ortografia daquela edição. Numeração dos versículos segundo a Vulgata. Sem as notas de rodapé.

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