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Bíblia em um ano Dia 85/365

Dia 85

Js 8–9 · Lc 2,20-52 · Sl 51 (52) · cerca de 15 min

  1. Antigo TestamentoJs 8–9
  2. Novo TestamentoLc 2,20-52
  3. Salmos e ProvérbiosSl 51 (52)
Destaque da leitura de hoje“Entretanto o menino crescia, e se fortificava, estando cheio de sabedoria: E a graça de Deus era com êle.”Lucas 2,40

Antigo TestamentoJs 8–9

Josué 8

1E disse o Senhor a Josué: Não temas, nem te acobardes: Leva contigo todos os combatentes, e levantando-te sobe à cidade de Hai: Eis-aí te entreguei eu na tua mão o seu rei, e o povo, e a cidade e a terra. 2E farás à cidade de Hai, e ao seu rei, como fizeste a Jericó, e ao seu rei: Mas repartireis entre vós a presa e todos os animais: Põe uma emboscada à cidade por detrás dela. 3Levantou-se pois Josué, e com êle tôda a gente de guerra, para marcharem contra Hai: E mandou de noite trinta mil homens escolhidos dos mais valentes, 4e lhes ordenou, dizendo: Disponde uma emboscada por detrás'da cidade: Não vos alongueis muito: E estareis apercebidos todos: 5Mas eu, e tôda a gente, que está comigo, marcharemos pela parte oposta contra a cidade. E quando êles saírem contra nós, fugiremos, e dar-lhes-emos as costas, como primeiro fizemos: 6Até que seguindo-nos se tenham pôsto longe da cidade: Porque hão-de cuidar que fugimos como a primeira vez. 7Fugindo pois nós, e êles seguindo-nos, saireis vós da emboscada, e destruireis a cidade: E o Senhor vosso Deus vo-la entregará nas mãos. 8E depois que a tiverdes tomado, ponde-ihe fogo, e fareis tudo assim, como eu o mandei. 9E desped(iu-os, e êles foram para o lugar da emboscada, e sc puseram entre Betei e Hai, ao poente da cidade de Hai: E Josué ficou aquela noite no meio do povo, 10e levantando-se de madrugada fêz revista dos que o acompanhavam, e marchou com os anciãos na fren te do exército, sustido dum corpo de bons soldados. 11E tendo chegado e subido fronteiros à cidade, fizeram alto no lado setentrional da cidade, entre a qual e êles mediava um vale. 12Mas Josué tinha escolhido cinco mil homens, e os tinha pôsto de emboscada entre Betei e Hai, ao poente da mesma cidade: 13E todo o mais resto do exército marchava em batalha para o setentrião, de sorte que os últimos daquela multidão alcançavam até o poente da cidade. Marchou pois Josué aquela noite, e ficou no meio do vale. 14O que tendo visto o rei de Hai, saiu a grã pressa ao amanhecer com todo o exército, que havia na cidade e encaminhou as suas tropas para a banda do deserto, não sabendo que lhe ficava atrás uma emboscada. 15Josué porém e todo o Israel se foram retirando, fingindo mêdo, e fugindo pelo caminho do deserto. 16E os de Hai levantando, ao mesmo tempo, uma grande grita, e animando-se mutuamente, os foram perseguindo. E quando já estavam longe da cidade, 17sem que tivesse ficado nem sequer um em Hai e em Betei, que não saísse em alcance de Israel: (Deixando as suas cidades abertas de onde tinham saído de tropel), 18disse o Senhor a Josué: Levanta contra a cidade de Hai o escudo, que tens na mão, porque eu ta entregarei. 19E tendo êle levantado o seu escudo contra a cidade, no mesmo ponto saíram os que estavam escondidos na emboscada: e encaminhando-se à cidade, a tomaram, e lhe puseram fogo. 20Os da cidade porém, que perseguiram a Josué olhando para trás, e vendo o fumo da cidade que subia até o céu, não puderam já fugir nem para cá nim para lá: Principalmente quando os que davam mostra de fugir, e que caminhavam para o deserto, atacaram com o maior esforço aos que os tinham perseguido. 21E vendo Josué e todo o Israel que a cidade estava tomada, e que dela subia o fumo, voltando-se contra os de Hai os passou a cutelo. 22Porque os que tinham tomado e queimado a cidade, saindo dela para se unir com os seus, começaram a dar nos inimigos que estavam no meio. E como fôssem feridos por uma e por outra parte os adversários, de modo que nem sequer um se salvou de tão grande número, 23tomaram também vivo o rei da cidade de Hai, e o apresentaram a Josué. 24Mortos pois todos aquêles, que tinham perseguido a Israel ao fugir para o deserto, e feito no mesmo lugar um destroço, voltaram os filhos de Israel e destruíram a cidade. 25Os que morreram neste dia, homens e mulheres, foram doze mil, e todos da cidade de Hai. 26E Josué não retirou a mão, que tinha levantada, tendo o escudo, até que foram mortos todos os habitadores de Hai. 27Mas os animais e o despojo da cidade o repartiram entre si os filhos de Israel, como o Senhor tinha mandado a Josué. 28O qual pôs fogo à cidade, e a reduziu para sempre a um montão de ruínas. 29Fêz também suspender dum patíbulo o rei de Hai até à tarde e ao pôr do sol. E mandou Josué, que descessem o seu cadáver da cruz: e êles o lançaram na mesma entrada da cidade, pôsto sôbre êle um grande montão de pedras que ali permanece até o presente dia. 30Então edificou Josué um altar ao Senhor Deus de Israel sôbre ó monte Hebal: 31Conforme o que Moisés, servo do Senhor, tinha ordenado aos filhos de Israel, e está escrito no livro da lei de Moisés: o altar porém era de pedras toscas, nas quais não tocou ferro: e ofereceu sôbre êle holocaustos ao Senhor, e imolou vítimas pacíficas. 32Escreveu também Josué sôbre as pedras o Deuteronômio da lei de Moisés, que êle tinha explicado diante dos filhos de Israel, 33Todo o povo porém, e os anciãos, e os capitães, e os juízes estavam em pé a um e outro lado da arca, diante dos sacerdotes que levavam a arca do concerto do Senhor, como os estrangeiros assim também os naturais. A metade deles ao pé do monte Garizim, e a outra metade ao pé do monte Hebal, como o tinha mandado Moisés servo do Senhor. E primeiramente abençoou Josué o povo de Israel. 34Depois disto leu tôdas as palavras da bênção e da maldição, e tudo o que estava escrito no livro da lei. 35Não omitiu nada de quantas coisas Moisés tinha mandado, mas repetiu tudo diante de tôda a multidão de Israel, às mulheres e aos meninos e aos estrangeiros, que moravam entre êles.

Josué 9

1Tanto que estas coisas soaram, todos os reis de aquém do Jordão, que moravam nos montes e nas planícies, nos lugares marítimos e nas praias do mar grande, e também os que moravam ào pé do Líbano, o heteu e o amorreu, O cananeu, o fereseu, e o heveu, e o jebuseu, 2fizeram liga entre si, para combater contra Josué e contra Israel de comum acordo, e com um mesmo desígnio. 3Porém os habitantes de Gabaon, ouvindo tudo o que Josué havia feito a Jericó e a H ai: 4e usando de astúcia, tomaram consigo víveres, carregando sôbre 'os seus jumentos uns costais velhos, e uns odres de vinho rotos e recosidos, 5e sapatos muito velhos, que em sinal de muito uso, estavam cheios de tombas: Êles vestidos de trapos, e até os pães, que levavam para o caminho, eram duros, e desfeitos em pedaços, 6e assim vieram apresentar-se a Josué, que então assistia no acampamento de Galgala, e lhe disseram a êle, e juntamente a todo o Israel: Nós viemos duma terra mui distante, com o desejo de fazer pazes convosco. E os filhos de Israel lhes responderam, e disseram: 7Não sejais vós talvez moradores da terra, que nos é devida por sorte; e assim não possamos fazer aliança convosco. 8Mas êles disseram a Josué: Nós somos teus ser-vos. Aos quais Josué disse: Quem sois vós? e donde viestes? 9Êles responderam: Os teus servos vieram duma terra mui distante em nome do Senhor teu Deus. Porque ouvimos a fama do seu poder, tudo o que obrou no Egito, 10e como tratou os dois reis dos amorreus que estavam da outra banda do Jordão, a Seon rei de Hesebon, e a Og rei de Basan, que estava em Astarot: 11e os anciãos, e todos os habitantes da nossa terra nos disseram: Tomai convosco mantimentos para uma tão larga jornada, e ide apresentar-vos a êles, e dizei-lhes: Nós somos vossos, fazei aliança conosco. 12Eis-aqui os pães, que tomamos quando partimos de nossas casas, para virmos ter convosco, e agora estão todos secos e desfeitos, por demasiadamente antigos. 13Êstes odres eram todos novos. quando nós os enchemos de vinho; e agora estão rotos e desfeitos: Os hábitos que nos cobrem, e os sapatos que trazemos nos pés, se safaram com um tão longo caminho, e quase estão acabados. 14Tomaram pois os israelitas dos víveres deles, e não consultarám o Oráculo do Senhor. 15E Josué os tratou como amigos: e fazendo aliança com êles lhes deu palavra de lhes salvar a vida: o que também os príncipes do povo lhes juraram. 16Mas três dias depois de se ter feito a aliança, ouviram que êles habitavam perto, e que haviam de viver entre êles. 17E os filhos de Israel abalaram do campo, e vieram três djás depois às -cidades dêles, cujos nomes são êstes: Gabaon, e Cafira, e Berot, e Cariatiarim. 18E não os mataram, porque os príncipes do povo lhes tinham dado juramento em nome do Senhor Deus de Israel. Pelo que todo o povo murmurou contra os príncipes. 19Os quais lhe responderam: Nós demos-lhes juramento em nome do Senhor Deus de Israel, e por isso não os podemos tocar nas suas pessoas. 20Mas tratá-los-emos assim. Fiquem embora sal-vos com vida, para que não se levante contra nós a ira do Senhor, se faltarmos ao juramento: 21Mas vivam de modo que cortem a lenha, e tragam a água, para O serviço de todo o povo: Estando êles djzendo isto: 22Chamou Josué os gabaonitas, e lhes disse: Por que quisestes vós surpreender-nos com a vossa mentira. dizendo: Nós habitamos muito longe de vós, sendo que viveis no meio de nós? 23Por isso pois estareis debaixo de maldição, e não faltará da vossa linhagem quem corte lenha, e traga água para casa de meu Deus. 24Êles responderam: A nós teus servos veio-nos a' notícia, que o Senhor teu Deus tinha prometido a Moisés seu servo, que vos havia de dar tôda a terra, e extinguir todos os seus habitantes. Tivemos pois muito mêdo, e obrigados do terror, que vós metíeis, tomamos êste expediente para segurarmos as nossas vidas. 25Mas agora estamos nas luas mãos: faze de nós o que julgares que é bom e justo. 26Fêz pois Josué o que tinha dito, e livrou-os das mãos dos filhos de Israel, não permitindo que os matassem. 27E determinou naquele dia que fossem empregados no serviço de todo o povo, e do altar do Senhor, cortando lenha, e trazendo água ao lugar, que o Senhor escolhesse, como até o presente fazem.

Novo TestamentoLc 2,20-52

Lucas 2

20E os pastores voltaram glorificando, e louvando a Deus, por tudo o que tinham ouvido e visto, qué era conforme ao que se lhes tinha dito. 21E depois que foram cumpridos os oito dias para ser circuncidado o menino: Foi-lhe pôsto o nome de Jesus, como lhe tinha chamado o anjo, antes que fôsse concebido no ventre de sua mãe. 22E depois que foram concluidos os dias da purificação de Maria, segundo a lei de Moisés, o levaram a Jerusalém, para o apresentarem ao Senhor, 23segundo o que está escrito na lei do Senhor: Todo o filho macho, que fôr primogênito, será consagrado ao Senhor: 24E para oferecerem em sacrifício, conforme ao, que está mandado na lei do Senhor: Um par de rôlas ou dois pombinhos. 25E havia então em Jerusalém um homem chamado Simeão, e êste homem justo e timorato esperava a consolação de Israel, e o Espírito Santo estava nele. 26E havia recebido resposta do Espirito Santo, que êle não veria a morte sem ver primeiro ao Cristo do Senhor. 27E veio por espirito ao templo. E trazendo os pais ao menino Jesus, para cumprirem com o preceito, segundo o costume da lei por êle: 28Então o tomou em seus braços Simeão, e louvou a Deus, e disse: 29Agora é, Senhor, que tu despedes ao teu servo em paz, segundo a tua palavra: 30Porque já os meus olhos viram o Salvador «que tu nos deste. 31O qual aparelhaste ante a face de todos os povos: 32Como lume para ser revelado aos gentios, e para glória do: teu povo de Israel. 33E seu pai, e mãe estavam admirados daquelas, coisas que dele diziam.: 34E.Simeão os abençoou, e: disse para Maria sua mãe: Eis aqui está pôsto êste menino para ruína, e para, salvação de muitos em Israel: E para ser o alvo, a que atire a contradição: 35E será esta uma espada que traspassará a tua mesma alma, a fim de se descobrirem os pensamentos. que muitos terão escondidos nos corações. 36E havia uma profetisa chamada Ana, filha de Fanuel, da tribo de Aser: Esta havia já chegado a uma idade muito avançada, e tinha vivido sete anos com seu marido, 37Achava-se esta então viúva, de idade de oitenta e quatro anos: Ela não se apartava do templo, onde servia a Deus de dia, e de noite, em jejuns, e orações. 38Ela pois sobrevindo nesta mesma ocasião, dava graças a Deus: E falava dele a todos os que esperavam a redenção de Israel. 39E depois que êles deram fim a tudo, segundo o que mandava a Lei do Senhor, voltaram a Galiléia para a sua cidade de Nazaré. 40Entretanto o menino crescia, e se fortificava, estando cheio de sabedoria: E a graça de Deus era com êle. 41E seus pais iam todos os anos a Jerusalém no dia solene da Páscoa. 42E quando teve doze anos, subindo êles a Jerusalém, segundo o costume do dia da festa, 43e acabados os dias que ela durava, quando voltaram para casa, ficou o menino Jesus em Jerusalém, sem que seus pais o advertissem. 44E crendo que êle viria com os da comitiva, andaram caminho de um dia, e o buscavam entre os parentes, e conhecidos. 45E como o não achassem, voltaram a Jerusalém em busca dêle. 46E aconteceu que três dias depois o acharam no templo, assentado no meio dos doutores, ouvindo-os, e fazendo-lhes perguntas. 47E todos os que o ouviam, estavam pasmados da sua inteligência, e das suas respostas. 48E quando o viram se admiraram. E sua mãe lhe disse: Filho, por que usaste assim conosco? Sabe que teu pai e eu te andávamos buscando cheios de aflição. 49E êle lhes respondeu: Para que me buscáveis? não sabíeis que importa ocupar-me nas coisas que são do serviço de meu Pai? 50Mas êles não entenderam a palavra que lhes disse. 51E desceu com êles, e veio a Nazaré, e' obedecia-lhes. E sua mãe conservava tôdas estas palavras no seu coração. 52E Jesus crescia em sabedoria, e em idade, e em graça diante de Deus e dos homens.

Salmos e ProvérbiosSl 51 (52)

Salmo 51 (52)

Numeração da Vulgata. Nas Bíblias atuais: Salmo 52.

1Ao regente do côro. Por instrumentos de Davi. 2Quando veio Doeg idumeu, e noticiou a Saul: Davi veio para casa de Aquimelec. 3Por que te glorias na malícia tu, que és poderoso em iniquidades? 4Todo o dia excogitou injustiça a tua língua: Como navalha aguda fizeste engano. 5Quiseste mais o mal que o bem: A linguagem da iniquidade mais que a da justiça. 6Amas tôdas as palavras de ruína, ó língua enganadora. 7Por isso Deus te destruirá para sempre. arrancar-te-á e transplantar-te-á a ti da tua morada: E à tua estirpe da terra dos viventes. 8Vê-lo-ão os justos. e temerão, e dêles se rirão, e dirão: 9Eis-aqui o homem que não tomou a Deus por seu protetor: Mas que esperou na multidão das suas riquezas: E prevaleceu na sua vaidade. 10Mas eu, como oliveira frutífera na casa do Deus, esperei na misericórdia de Deus para sempre: E pelos séculos dos séculos. 11MN Louvar-te-ei para sempre por que fizeste: E esperarei no teu Nome. porque e bom diante dos teus Santos.

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Texto bíblico da tradução do Pe. Antônio Pereira de Figueiredo (1725–1797), em domínio público, conforme a edição de 1950 da Editora das Américas (São Paulo), com Nihil Obstat e Imprimatur, na ortografia daquela edição. Numeração dos versículos segundo a Vulgata. Sem as notas de rodapé.

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