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Provérbios 10

Pe. Antônio Pereira de Figueiredo

1O filho sábio a seu pai dá alegria: Porém o filho insensato é a tristeza de sua mãe. 2Os tesouros da impiedade de nada servirão: Mas a justiça livrará da morte. 3O Senhor não afligirá com fome a alma do justo, e desfará as traições dos ímpios. 4A mão remissa tem produzido indigência: Mas a mão dos fortes adquire riqueza. O que se estriba em mentiras, êste se sustenta de ventos: E êle mesmo corre atrás dos pássaros que voam. 5Aquêle que ajunta no tempo da messe é filho sábio: Mas o que dorme tranquilo no estio é filho da confusão. 6A bênção do Senhor é sôbre a cabeça do justo: Mas a iniquidade dos ímpios cobre-lhes o rosto. 7A memória do justo será acompanhada de louvores: E o nome dos ímpios apodrecerá. 8O que é sábio de coração recebe os avisos: O insensato é ferido pelos lábios. 9Aquêle que anda em simplicidade, anda afouta-mente: Aquêle porém que perverte os seus caminhos, será descoberto. 10Ô O que faz sinais causará dor: E o insensato será estimulado pelos lábios. 11A bôca do justo é veia da vida: -E a bôca dos ímpios esconde a iniquidade. 12O ódio excita rixas: E a caridade cobre todos os delitos. 13Nos lábios do sábio se acha a sabedoria: E a vara sôbre as costas daquele que não tem senso. 14Os sábios escondem a ciência: Mas a bôca do insensato está próxima à confusão. 15O cabedal do rico é a cidade da sua fortaleza: A indigência dos pobres os enche de pavor. 16A obra do justo conduz à vida: Mas o fruto do ímpio tende ao pecado. 17O que guarda a disciplina está no caminho da vida: O que porém não faz caso das repreensões, anda errado. 18Os lábios mentirosos escondem o ódio: Aquêle que abertamente ultraja, é um insensato. 19No muito falar não faltará pecado: Mas o que modera os seus lábios é prudentíssimo. 20A língua do justo é uma prata depurada: Mas o coração dos ímpios é de nenhum preço. 21Os lábios do justo ensinam a muitíssimos: Mas os que são ignorantes morrerão na indigência de coração. 22A bênção do Senhor faz os ricos, e não se achará com êles a aflição. 23O insensato comete o crime como por galhofa: Mas a sabedoria é para o homem prudência. 24O que o ímpio teme, isso virá sôbre êle: Aos justos se lhes concederá o seu desejo. 25O ímpio desaparecerá como uma tempestade que passa: Mas o justo será como um fundamento eterno. 26Qual o vinagre para os dentes, e o fumo para o$ olhos, tal é o preguiçoso para aquêles que o mandaram. 27O temor do Senhor prolongará os dias: E os anos dos ímpios serão abreviados. 28A expectação dos justos é alegria: Mas a esperança dos ímpios perecerá. 29O caminho do Senhor é a fortaleza do inocente: E pavor para os que obram mal. 30O justo não será nunca abalado: Porém os im-pios não habitarão sôbre a terra. 31A bôca do justo frutificará sabedoria: A língua dos depravados perecerá. 32Os lábios do justo consideram o que pode agradar: E a bôca dos ímpios coisas perversas.

Texto bíblico da tradução do Pe. Antônio Pereira de Figueiredo (1725–1797), em domínio público, conforme a edição de 1950 da Editora das Américas (São Paulo), com Nihil Obstat e Imprimatur, na ortografia daquela edição. Numeração dos versículos segundo a Vulgata. Sem as notas de rodapé.

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