Provérbios 9
Pe. Antônio Pereira de Figueiredo
1A sabedoria edificou para si uma casa, cortou sete colunas. 2Imolou as suas vítimas, preparou o vinho, e dispôs a sua mesa. 3Enviou as suas escravas a chamar à fortaleza, e às muralhas da cidade: 4Todo o que é simples, venha a mim. E aos insensatos disse: 5Vinde, comei o pão que eu vos dou e bebei o vinho que vos preparei. 6Deixai a infância, e vivei, e andai pelos caminhos da prudência. 7Aquêle que instrui ao mofador a si mesmo se faz injúria: E aquêle que repreende ao ímpio, a si mesmo se desonra. 8Não repreendas ao mofador, para que êle te não aborreça. Repreende ao sábio, êle te amará. 9Dá ocasião ao sábio, e se lhe acrescentará sabedoria: Ensina ao justo, e se apressará em aprender. 10O princípio da sabedoria é o temor do Senhor: E a ciência dos Santos é a prudência. 11Porque por mim se aumentará o número dos téus dias, e acrescentados serão novos anos à tua vida. 12Se fôres sábio, para ti mesmo o serás: E se fores mofador, tu só experimentarás o mal. 13A mulher insensata e gritadeira, e cheia de atrativos, e que de todo não sabe nada, 14assentou-se à porta de sua casa sôbre uma cadeira, num lugar alto da cidade, 15para chamar aos que passavam pela estrada, e que iam andando o seu caminho, dizendo: 16O que é simples, decline para mim. E ao insensato disse ela: 17As águas furtivas são mais doces, e o pão tomado às escondidas é mais gostoso. 18Mas êle ignorou que os gigantes estão com ela, e que os seus convidados se acham nas profundezas do inferno.