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Provérbios 11

Pe. Antônio Pereira de Figueiredo

1A balança enganosa é abominação diante do Senhor: E o pêso justo é a sua vontade. 2Onde houver soberba, aí haverá também ignomínia: Onde porém há humildade, aí há igualmente sabedoria. 3A simplicidade dos justos conduzi-los-á felizmente: E as sancadilhas dos perversos serão a sua ruína. 4As riquezas não servirão de nada no dia da vingança: Mas a justiça livrará da morte. 5A justiça do simples fará feliz o seu caminho: E pela sua impiedade se precipitará o ímpio. 6A justiça dos retos livrá-los-á: E em os seus mesmos laços serão apanhados os iníquos. 7Morto o homem ímpio, não restará mais esperança alguma: E a expectação dos ambiciosos perecerá. 8O justo foi livre da angústia: E o ímpio será entregue em lugar dêle. 9O fingidor com a bôca engana ao seu amigo: Mas os justos serão livres pela ciência. 10Nos bens dos justos exultará a cidade: E na perdição dos ímpios haverá ação de graças. 11A cidade será exaltada pela bênção dos justos: E destruída pela bôca dos ímpios. 12O que não tem senso, despreza ao seu amigo! Mas o homem prudente calar-se-á. 13O que anda com dobreza descobre os segredos: Mas o que é de coração leal, cala o que o amigo lhe confiou. 14Onde não há quem governe, perecerá o povo: Onde porém há muitos conselhos, aí haverá salvação. 15Aquêle que se faz responsável por um estranho, cairá na desventura: Mas o que evita os laços, estará em segurança. 16A mulher de engraçada compostura alcançará glória: E os robustos terão riquezas. 17O homem caritativo faz bem à sua alma: Mas o que é cruel, repele até os seus mesmos propínquos. 18O ímpio faz obra que não subsiste: Mas para o que semeia justiça, há fiel recompensa. 19A clemência abre o caminho para a vida: E o seguimento dos males conduz para a morte. 20Abominável é para o Senhor o coração corrompido: E o seu afeto é para os que andam em simplicidade. 21O mau não será inocente, ainda quando tiver uma mão sôbre a outra: Mas a linhagem dos justos será salva. 22A mulher formosa e insensata é como um anel de ouro na tromba duma porca. 23O desejo dos justos estende-se a todo o bem: A expectação dos ímpios é o furor. 24Uns repartem o que é seu, e ficam mais ricos: Outros arrebatam o que não é seu, e sempre estão em pobreza. 25A alma que faz bem será engrossada, o que embriaga, também êle mesmo será embriagado. 26O que esconde o trigo será amaldiçoado entre os povos: E a bênção virá sôbre a cabeça dos que o vendem. 27Aquêle que anda vendo como fará bem, é ditoso em se levantar ao romper da manhã: Aquêle porém que anda buscando como fará mal, será por êle oprimido. 28O que confia nas suas riquezas, cairá: Mas os justos crescerão como a árvore, que tem a fôlha sempre verde. 29O que traz a sua casa inquieta, não possuirá senão ventos: E o que é insensato servirá ao sábio. 30O fruto do justo é árvore de vida e o que ampara as almas é sábio. 31Se o justo é punido na terra, quanto mais o será o ímpio e o pecador?

Texto bíblico da tradução do Pe. Antônio Pereira de Figueiredo (1725–1797), em domínio público, conforme a edição de 1950 da Editora das Américas (São Paulo), com Nihil Obstat e Imprimatur, na ortografia daquela edição. Numeração dos versículos segundo a Vulgata. Sem as notas de rodapé.

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