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Provérbios 20

Pe. Antônio Pereira de Figueiredo

1O vinho é uma coisa luxuriosa, e a embriaguez é cheia de desordens: Todo aquêle que nisto põe o seu gôsto, não será sábio. 2Assim como sobressalta o rugido do leão, assim também o terror que infunde o rei: Aquêle que o irrita, contra a sua alma peca. 3O homem que se separa de contendas, tem esta glória, mas todos os imprudentes se envolvem no que lhes traz a sua confusão. 4O preguiçoso não quis lavrar por causa. do frio: Êle mendigará pois no verão, e não se lhe dará coisa alguma. 5O conselho é no coração do homem como a água profunda: Mas o homem sábio dai o tirará. 6Muitos homens se chamam compassivos: Mas quem achará um homem fiel? 7O justo, que anda na sua simplicidade, deixará depois de si bem-aventurados a seus filhos. 8O rei, que está assentado no seu trono de justiça, dissipa todo o mal só com o olhar. 9Quem pode dizer: O meu coração está puro, eu estou isento de pecado? 10Um pêso, e outro pêso, uma medida e outra medida: São duas coisas abomináveis diante de Deus. 11Pelas suas inclinações se conhece no menino se as suas obras haverão de ser puras e retas. 12O ouvido que ouve, e o ôlho que vê, ambas estas coisas fêz o Senhor. 13Não queiras ser amigo do sono, para que a pobreza te não oprima: Abre os teus olhos, e sê farto de pão. 14Isto não vale nada, isto não vale nada, diz todo o comprador: E depois de se retirar, êle então se gloriará. 15Há ouro e grande quantidade de pedras preciosas: E os lábios da ciência são um vaso pi ecioso. 16Tira o vestido àquele que ficou por fiador dum desconhecido, e leva-lhe de casa o penhor, pois êle se obri-góu por estranhos. 17O pão da mentira é gostoso ao homem: Porém ao depois a sua bôca será cheia de areia. 18Os pensamentos roboram-se pelos conselhos: E as guerras devem ser governadas com os lemes. 19Não te familiarizes com aquêle que revela os segredos, e que anda com fingimento, e que abre muito os seus lábios. 20Aquêle que amaldiçoa a seu pai, e a sua mãe, apagar-se-lhe-á a sua candeia no meio das trevas. 21A herança, que um se apressa a adquirir no princípio, carecerá de bênção no fim. 22Não digas: Darei mal por mal: Espera pelo Senhor, e êle te livrará. 23Ter um pêso e outro peso, é abominação diante de Deus: À balança enganosa não é boa. 24Os passos do homem são dirigidos pelo Senhor Mas que homem pode compreender o seu mesmo caminho? 25É uma ruína para o homem devorar os Santos e depois retratar os votos. 26O rei sábio dissipa os ímpios, curva sôbre eles um arco de triunfo. 27O sôpro do homem é uma luz do Senhor, a qual perscruta todos os segredos do seu íntimo. 28A misericórdia e a verdade guardam ao rei, e o seu trono se firma com a clemência. 29A exaltação dos mancebos é a fôrça dêles: E a dignidade dos velhos são as suas cãs. 30Os males alimpar-se-ão pelo livido das feridas: E pelas chagas no mais secreto do ventre.

Texto bíblico da tradução do Pe. Antônio Pereira de Figueiredo (1725–1797), em domínio público, conforme a edição de 1950 da Editora das Américas (São Paulo), com Nihil Obstat e Imprimatur, na ortografia daquela edição. Numeração dos versículos segundo a Vulgata. Sem as notas de rodapé.

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