Provérbios 21
Pe. Antônio Pereira de Figueiredo
1Assim. como se fazem os repartimentos das águas, assim o coração do rei se acha na mão do Senhor: Êle o inclinará para qualquer parte que quiser. 2Todo o caminho do homem lhe parece a êle direito: Mas o Senhor pesa os corações. 3Fazer misericórdia e justiça é mais agradável ao Senhor do que as vítimas. 4A soberba do coração faz altivos os olhos: A candeia dos ímpios é o pecado. 5Os pensamentos do homem robusto produzem sempre abundância: Mas todo o preguiçoso está sempre em: pobreza. 6Aquêle que ajunta tesouros com uma língua de mentira, é vão e sem juízo, e dará consigo nos laços da morte. 7As rapinas dos ímpios levá-los-ão à sua ruína, porque não quiseram obrar segundo a justiça. 8O caminho perverso do homem é um caminho estranho: Mas quando o homem é puro, são retas as suas. obras. 9Melhor é estar assentado no terraço, do que habitar com uma mulher litigiosa, e numa casa comum. 10A alma do ímpio deseja o mal, não se compadecerá do seu próximo. 11Quando o homem pestilento fôr castigado, o simples ficará daí mais sábio: E se êle aderir ao homem sábio, adquirirá a ciência. 12O justo considera com aplicação a casa do ímpio, para retrair os ímpios do mal. 13Aquele que tapa os seus ouvidos ao clamor do pobre, êsse mesmo também clamará, e não será ouvido. 14O presente secreto extingue as iras: E a dádiva que sc mete no seio de outrem, a maior indignação. 15O justo acha a sua alegria na prática da justiça: Mas os que cometem a iniquidade estão em pavor. 16O homem, que se extraviar do caminho da dou-. trina, terá por morada.a assembléia elos gigantes. 17Aquêle que ama os banquetes, viverá na indigência: O que ama o vinho, e a mesa esplêndida, não enriquecerá. 18O ímpio é entregue em lugar do justo. E o iníquo em lugar dos retos. 19Melhor é habitar numa terra erma, do que com uma mulher rixosa e iracunda. 20Na casa do justo há um tesouro apetecível, e há azeite: Mas -o homem imprudente dissipará tudo. 21Aquêle que exercita a justiça e a misericórdia,. achará vida, justiça e glória. 22O sábio fêz-se senhor da cidade dos valentes e destruiu a fôrça em que ela confiava. 23Aquêle que guarda a sua bôca, e a sua língua, guarda a sua alma de grandes apertos. 24O soberbo, e o presumido é chamado ignorante, porque, estando irado, faz ações insolentes. 25Os desejos matam ao preguiçoso: Porque as suas mãos não quiseram fazer nada. 26Êle passa todo o dia a cobiçar, e a desejar: Mas o que é justo, dará e não cessará: 27As vítimas dos ímpios são abomináveis, porque o que oferecem é dos seus crimes. 28A testemunha mentirosa perecerá: O homem obediente cantará a vitória. 29O homem ímpio mostra no seu rosto uma segurança desavergonhada: Mas o que é reto, emenda o seu caminho. 30Não há sabedoria, não há prudência, não há conselho contra o Senhor. 31O cavalo prepara-se para o dia da batalha: Mas o Senhor é o que dá a vitória.