Sofonias 2
Pe. Antônio Pereira de Figueiredo
1Vinde todos, ajuntai-vos, povos indignos de ser amados: 2Antes que a ordem traga êste dia como o pó que arrebatado passa, antes que venha sobre vós a ira do furor do Senhor, antes que venha sôbre vós o dia da indignação do Senhor. 3Buscai o Senhor, todos vós os que sois mansos na terra, vós os que obrastes segundo os seus preceitos: Buscai a justiça, buscai a mansidão: Para ver se podeis achar algum asilo no dia do furor do Senhor. 4Porque Gaza será destruída, e Ascalon virá a ser um deserto; a Azot arruinarão ao ponto do meio-dia, e Acaron será arrancada pela raiz. 5Ai de vós, os que habitais o cordel do mar, povo de homens perdidos: Canaã, terra dos filisteus. a palavra do Senhor está a cair sôbre vós, e eu te exterminarei, sem que fique um só dos teus habitantes. 6E o cordel do mar seivirá de lugar de repouso para os pastôres, e de um aprisco para as ovelhas: 7E aquêle cordel será uma colheita para os que tiverem ficado da casa de Judá: Êles acharão lá pastagens, êles descansarão de tarde nas casas de Ascalon: Porque o Senhor seu Deus os visitará, e os fará tornar do lugar do seu cativeiro. 8Eu ouvi os opróbrios de Moab, e as blasfêmias dos filhos de Amon: Com que êles insultaram ao meu povo, e engrandeceram seu próprio reino apoderando-se das suas terras. 9Por isso eu juro por vida minha, diz o Senhor dos exércitos, o Deus de Israel, que Moab virá a ser como Sodoma, e os filhos de Amon como Gomorra; a sua terra tornar-se-á numa meda de espinhos sêcos, e num montão de sal, e numa solidão para sempre: As relíquias do meu povo os saquearão, e os que restarem da minha gente serão os donos da sua terra. 10Isto é o que lhes há de acontecer por causa da sua soberba: Porque eles blasfemaram, e se engrandeceram sôbre o povo do Senhor dos exércitos. 11O Senhor se mostrará terrível contra êles, e aniquilará a todos os deuses da terra: E adorá-lo-ão todos, cada um desde o seu país, tôdas as Ilhas das gentes. 12Mas também vós, ó etíopes, sereis mortos pela minha espada. 13E o Senhor estenderá a sua mão contra o Aquilão, e perderá a Assur: E reduzirá a formosa a uma solidão, e a um despovoado, e como a um ermo. 14E os rebanhos descansarão no meio desta cidade, tôdas as alimárias das gentes se retirarão a ela: E o onocrótalo, e o ouriço terão por morada os seus vestíbulos: Ouvir-se-á o canto das aves por cima das janelas, o corvo por cima das portas, porque eu debilitarei tôda a sua fôrça. 15Esta é a cidade gloriosa que habitava cheia de confiança: Que dizia no seu coração: Eu sou a única, e depois de mim não há outra: Como se mudou ela num deserto, num covil de feras? Todo o que passar por ela, insultá-la-á com assobiadas, e com gestos de mãos a desprezará.