Sofonias 1
Pe. Antônio Pereira de Figueiredo
1Palavra do Senhor que foi dirigida a Sofonias, filho de Cusi, filho de Godolias, filho de Amarias, filho de Ezccias, em tempo de Josias, filho de Amon, rei de Judá. 2Eu infalivelmente congregarei tudo o que se achar sobre a face da terra, diz o Senhor: 3Congregando os homens e o gado, congregando as aves do céu, e os peixes do mar: E sobrevirão as ruínas dos ímpios: E exterminarei os homens de cima da terra, diz o Senhor. 4E estenderei a mão sôbre Judá e sôbre todos os habitantes de Jerusalém: E exterminarei dêste lugar as relíquias de Baal, e os nomes dos seus sacristães com os sacerdotes: 5E os que adoram a milícia do céu sobre os telhados, e os que adoram o Senhor e juram pelo seu nome, e ao mesmo tempo juram pelo nome de Melcom. 6E os que se desviam de andar em seguimento do Senhor, e cs que não buscaram ao Senhor, nem trabalharam pelo achar. 7Estai em silêncio diante da face do Senhor Deus: Porque o dia do Senhor está perto, porque o Senhor preparou a vitima, êle santificou os seus chamados. 8E acontecerá isto: No dia da vitima do Senhor virei eu com a minha visita sôbre os príncipes, e sôbre os filhos dos reis, e sôbre todos os que se vestem de tra-jes estrangeiros. 9E virei com a minha visita naquele dia sôbre todo o que entra com arrogância por cima do limiar: Sobre os que enchem de iniqüidade, e dolo, a casa do Senhor seu Deus. 10E haverá naquele dia, diz o Senhor, uma algazarra de alaridos desde a porta dos peixes, e uivos desde a Segunda, e grande quebrantamento desde os outeiros. 11Uivai, habitantes de Pila: Todo o povo de Canaã foi reduzido a silêncio, todos os que estavam envolvidos na prata, pereceram. 12E naquele tempo acontecerá isto: Eu esquadri-nharei a Jerusalém com muitas luzes: E virei com a minha visita sôbre os homens que estão encravados nas suas fezes: Que dizem nos seus corações: O Senhor não nos há-de fazer nem bem, nem fará mal. 13E tôda a fortaleza dêles será roubada, e as suas casas se tornarão num deserto: E êles edificarão casas, e não as habitarão: E plantarão vinhas e não lhes beberão o vinho: 14O dia grande do Senhor está próximo, está próximo e êle se vem chegando a grandes passos: Amarga é a voz do dia do Senhor, o forte se verá nêle em grande apêrto. 15Esse dia será um dia de ira, um dia de tribulação e angústia, um dia de calamidade e miséria, um dia de névoas e remoinhos. 16Um dia em que soará a trombeta e a algazarra sôbre as cidades fortificadas e sôbre as altas tôrres. 17E eu atribularei os homens, e êles andarão como cegos, porque pecaram contra o Senhor: E o seu sangue será derramado como a poeira, e os seus corpos pisados como o estêrco. 18Mas nem ainda a sua prata e o seu ouro os não poderá livrar no dia da ira do Senhor: No fogo do seu zêlo será devorada tôda a terra, porque êle se dará pressa por exterminar todos os habitantes da mesma terra.