Salmo 16 (17)
Pe. Antônio Pereira de Figueiredo
Numeração da Vulgata. Nas Bíblias atuais este é o Salmo 17.
1Oração de Davi. Ouve, Senhor, a minha justiça: Atende ao meu humilde rogo. Chegue aos teus ouvidos a oração que te faço, não com lábios enganosos. 2Do teu rosto saia o meu juízo: Vejam teus olhos a equidade. 3Provaste o meu coração, e o visitaste de noite: No fogo me examinaste, e não se achou em mim a iniquidade. 4Para que a minha bôca não fale as obras dos ho-meus: Por amor às palavras de teus lábios tenho guardado caminhos penosos. 5Firma os meus passos nas tuas veredas: Para que os meus pés não vacilem. 6Eu clamei, porque tu me tens ouvido, ó Deus: Inclina para mim a tua orelha, e ouve as minhas palavras. 7Faze que sejam maravilhosas as tuas misericórdias tu que salvas aos que esperam em ti. 8Guarda-me dos que resistem à tua direita, como à menina do ôlho. Debaixo da sombra das tuas asas defende-me 9da face dos ímpios que me afligiram. Os meus inimigos cercaram a minha alma, 10cerraram as suas entranhas: A sua bôca falou com soberba. 11Depois de me terem lançado fora me cercam agora: E resolveram abaixar os seus olhos para a terra. 12Êles me receberam como leão preparado à presa: E como um cachorro do leão, que habita nos lugares ocultos. 13Levanta-te, Senhor, vem antes dêle, e prostra-o: Livra a minha alma do ímpio, tua espada, 14dos inimigos da tua destra. Separa-os, Senhor, em vida dêles, dos que são poucos sôbre a terra: De tuas coisas escondidas sc tem re-pleto o seu ventre. Fartaram-se de filhos: Deixaram suas sobras aos seus pequeninos. 15Mas eu com justiça comparecerei na tua presença: Saciar-me-ei quando aparecer a tua glória.