Salmo 38 (39)
Pe. Antônio Pereira de Figueiredo
Numeração da Vulgata. Nas Bíblias atuais este é o Salmo 39.
1Ao regente do côro, a Iditum, Cântico de Davi. 2Disse: Guardarei os meus caminhos: Para não delinquir com a minha língua. Pus guarda à minha bôca, quando o pecador estava em frente contra mim. 3Emudeci, e me humilhei, e nem ainda falei de coisas boas: E a minha dor se renovou. 4O meu coração se escandeceu dentro de mim: E na minha meditação se incenderá fogo. 5Falei com a minha língua: Faze-me conhecer, Senhor, o meu fim, E o número dos meus dias qual é: Para que eu saiba o que me resta. 6Eis-aqui puseste os meus dias em medida: E a minha subsistência é como nada diante de ti. « Todavia é pura vaidade todo o homem que vive. 7Pois certamente o homem passa como em sombra: E assim em vão se conturba. Entesoura, e não sabe para quem ajunta aquelas coisas. 8E agora qual é a minha esperança? porventura não é o Senhor? pois em ti está a minha subsistência. 9Livra-me de tôdas as minhas iniquidades: Tu me fizeste um objeto de opróbrio para o insensato. 10Emudeci, e não abri a minha bôca, porque tu o fizeste: 11Aparta de mim os teus flagelos. 12Debaixo da fôrça da tua mão eu desfaleci quando. me repreendeste: Tu por causa da iniquidade castigaste ao homem. E fizeste que a sua alma se consumisse como aranha Certamente em vão se conturba todo o homem. 13Ouve, Senhor, a minha oração e a minha suplica: Recebe em teus ouvidos as minhas lágrimas. Não te cales: Porque adventício sou adiante de ti, e peregrino como todos os meus pais. 14Deixa que tome algum alento, antes que me vá, e não exista mais.