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Salmo 62 (63)

Pe. Antônio Pereira de Figueiredo

Numeração da Vulgata. Nas Bíblias atuais este é o Salmo 63.

1Salmo de Davi, Quando estava no deserto da Iduméia. 2O' Deus, ó meu Deus, em ti estou vigilante desde o raiar da luz. De ti tem sêde a minha alma, a minha carne por ti suspira. 3Nesta terra deserta, e sem caminho, e sem água: Porque em teu santuário te contemplei, vi o teu poder, e a tua glória. 4Porque a tua misericórdia é melhor que a mesma vida: Os meus lábios te louvarão. 5Assim te bendirei em minha vida: E invocando o teu nome levantarei as minhas mãos. 6Como de banha e de gordura será farta a minha alma: E com lábios de júbilo te louvará a minha bôca, 7quando me tenho lembrado de ti sôbre o meu leito passo as minhas madrugadas meditando em ti: 8Porque fôste meu defensor. E à sombra das tuas asas exultei, 9a minha alma vai unida após de ti: A tua destra me fortalece. 10Mas êles em vão procuram tirar-me a vida, entrarão nas profundidades da terra: 11Serão entregues nas mãos da espada, presa serão das rapôsas. 12Mas o rei se alegrará em Deus, louvados serão todos os que juram por êle: Pois se fechou a bôca aos que falam coisas iníquas.

Texto bíblico da tradução do Pe. Antônio Pereira de Figueiredo (1725–1797), em domínio público, conforme a edição de 1950 da Editora das Américas (São Paulo), com Nihil Obstat e Imprimatur, na ortografia daquela edição. Numeração dos versículos segundo a Vulgata. Sem as notas de rodapé.

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