Atos dos Apóstolos 6
Pe. Antônio Pereira de Figueiredo
1Naqueles dias porém, crescendo o número dos discípulos, se moveu uma murmuração dos gregos contra os hebreus, pelo motivo de que as 'suas viúvas eram desprezadas no serviço de cada dia. 2Pelo-que os doze, convocando a multidão dos discípulos, disseram: Não é justo que nós deixemos a palavra de Deus, e que sirvamos às mesas. 3Portanto, irmãos, escolhei dentre vós a sete varões de boa reputação, cheios do Espírito Santo, e de sabedoria, aos quais encarregucmos desta obra. 4E nós atenderemos de contínuo à oração, e à administração da palavra. 5E aprouve êste arrazoamento a tôda a Junta. E êles escolheram a Estêvão, homem cheio de fé e do Espirito Santo, e a Filipe, e a Prócoro, e a Nicanor, e a Ti-mão, e a Parmenas, e a Nicolau, prosélito de Antioquia. 6A êstes apresentaram diante dos Apóstolos, e orando puseram as mãos sôbre êles. 7E crescia a palavra do Senhor, e se multiplicava muito o número dos discípulos em Jerusalém; uma grande multidão de sacerdotes obedecia também à fé. 8Mas Estêvão, cheio de graça e de fortaleza, fazia grandes prodígios e milagres entre o povo. 9E alguns da Sinagoga, que se chama dos liber-tinos, e dos cirenenses, e dos alexandrinos, e dos que eram da. Cilícia, e da.Ásia, se levantaram a disputar com Estêvão. 10E não podiam resistir à sabedoria, e ao Espírito que nele falava. 11Então subornaram a alguns que dissessem que. êles lhe haviam ouvido dizer palavras de blasfêmia contra Moisés e contra Deus. 12Amotinaram enfim o povo, e os anciãos, e os escribas: E conjurados o arrebataram, e levaram ao conselho. 13E produziram falsas testemunhas, que dissessem: Êste homem não cessa de proferir palavras contra o lugar santo e contra a lei. 14Porque nós o ouvimos dizer Que êsse Jesus Na-' zareno há de destruir êsse lugar, e há de trocar as tradições que Moisés nos deixou. 15E fixando nele os olhos todos aqueles que estavam assentados no conselho viram o seu rosto como o rosto dum anjo.