Ester 11
Pe. Antônio Pereira de Figueiredo
1No ano quarto reinando Ptolomeu, e Cleópatra, Dositeu, que se dizia ser sacerdote, e da linhagem de Levi, e Ptolomeu seu filho trouxeram esta carta de furim, que disseram haver sido traduzida em Jerusalém por Lisímaco, filho de Ptolomeu. Êste princípio estava também na edição Vulgata, o qual não se acha nem no hebreu nem tampouco em algum dos intérpretes. 2No ano segundo, reinando o mui grande Artaxerxes, no primeiro dia do mês de Nisan, viu um sonho Mardoqueu filho de Jair, filho de Semei, filho de Cis, da tribo de Benjamim: 3Homem judeu, que morava na cidade de Susa, varão grande, e dos primeiros da côrte do rei. 4E era do número dos cativos que Nabucodonosor rei de Babilônia havia trazido de Jerusalém com Jeconias rei de Judá: 5E o seu sonho foi êste: Pareceu-lhc ouvir vozes, e estrondos, e trovões, e terremotos, e perturbação sôbre a terra: 6E eis que apareceram dois grandes dragões a ponto de combater: um contra outro. 7Ao estrépito dêles se moveram todas as nações, para fazer guerra contra a nação dos justos. 8E foi aquele um dia de trevas e de perigo, de tribulação e de angústia, e houve grande temor sôbre a terra. 9E conturbou-se a nação dos justos temendo os seus males, e preparada para morrer. 10E clamaram a Deus: E quando eles levantavam o grito, uma pequena fonte se fêz um rio muito grande, e derramou águas em grandíssima abundância. 11Nasceu a luz e o sol, e os humildes foram exaltados, e devoraram aos grandes. 12Quando Mardoqueu viu isto, levantou-se de seu leito, e andava considerando no que queria Deus fazer: E levava isto gravado no seu coração desejando saber que poderia significar o sonho.