Habacuc 3
Pe. Antônio Pereira de Figueiredo
1Oração do profeta Habacuc, pelas ignorâncias. 2Senhor, eu ouvi a tua palavra e temi. Senhor, pelo que toca à tua obra, vivifica-a cumprindo-a no meio dos anos. No meio dos anos, tu a farás notória: Quando estiveres irado, tu te lembrarãs da tua misericórdia. 3Deus virá do meio-dia, ce o Santo aparecerá do monte de Faran: ( A sua glória cobriu os céus: E do seu louvor está cheia a terra. 4O seu resplendor será como a luz: Das suas mãos sairão raios de glória: 5Aí é que a sua fortaleza está escondida: A morte irá diante da sua face. E o diabo sairá diante dos seus pés. 6Êle parou, e mediu a terra. Olhou, e corrompe as gentes: E foram reduzidos em pó os montes do século. Os outeiros do mundo se encurvaram pelos caminhos da sua eternidade. 7Lu vi as tendas da Etiópia destruídas por causa da iniqüidade, os pavilhões da terra de Madian se verão turbados. 8Acaso é contra os rios, Senhor, que tu estás irado? Ou é contra os rios, Senhor, que tu estás ira-a tua indignação? Tu que montarás sôbre os teus cavalos: E as tuas carroças são a nossa salvação. 9Tu infalivelmente suscitarás o teu arco: Tu cumprirás as promessas com juramento que fizeste às tribos. Tu dividirás os rios da terra: 10Os montes te viram, e ficaram traspassados de dor: O tragadoiro das águas passou. O abismo fêz ouvir a sua voz: Levantou para o alto as suas mãos. 11O sol e a lua pararam no seu curso, êles marcharão à luz das tuas setas, ao resplendor da tua fulgu-rante lança. 12Tu no teu bramir pisarás aos pés a terra: No teu furor espantarás as gentes. 13Tu saíste para salvação do teu povo: para o salvar com o teu Cristo. Tu feriste o chefe da família do ímpio: Tu fizeste aparecer os fundamentos da sua casa até o pescoço. 14Tu amaldiçoaste os seus ceptros, o chefe dos seus guerreiros, que vinham como um torvelhinho para me destruírem. A exultação daqueles é como a do que devora o pobre em segrêdo. 15Tu abriste um caminho aos teus cavalos no mar, aó través do lôdo que se acha no fundo das grandes águas. 16Eu ouvi, e as minhas entranhas se comoveram: Os meus lábios tremeram à tua voz. Entre a podridão até os meus ossos, e ela me consuma por dentro. Para que eu descanse no dia da tribulação: Para que eu suba ao nosso povo apercebido. 17Porque a figueira não florescerá: E as vinhas não deitarão os seus gomos. Faltará o fruto da oliveira: E os campos não darão de comer. As ovelhas serão apartadas do aprisco: E não haverá bois nos presépios. 18Eu porém me gozarei no Senhor: E exultarei no Deus meu Salvador. 19O Senhor Deus é a minha fortaleza: E êle fará os meus pés como os dos veados. E êle vencedor me conduzirá sôbre os meus altos, cantando eu salmos em seu obséquio.