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Jeremias 21

Pe. Antônio Pereira de Figueiredo

1Palavra, que foi dirigida pelo Senhor a Jeremias, quando o rei Sedecias lhe enviou a Fassur, filho de Melquias e a Sofonias, filho de Maasias sacerdote, a qual dizia: 2Consulta ao Senhor por nós, porque Nabucodonosor, rei de Babilônia, faz guerra contra nós: Se porventura obrará o Senhor conosco segundo tôdas as suas maravilhas, e se aquêle inimigo se retirará de nós. 3E respondeu-lhes Jeremias: Assim direis a Sedecias: 4Isto diz o Senhor Deus de Israel: Eis-aqui estou eu que voltarei os instrumentos de guerra, que tendes nas vossas mãos, e com os quais combateis contra.o rei de Babilônia, e contra os caldeus, que vos têm cercados ao redor dos muros: E ajuntá-los-ei no meio desta cidade. 5E eu vos debelarei com mão alçada, e com braço forte, e com furor, e com indignação, e com grande ira. 6E ferirei aos moradores desta cidade, os homens, e os animais morrerão de uma grande peste. 7E depois disto disse o Senhor: Darei Sedecias, rei de Judá, e seus servos, e seu povo, e quantos nesta cidade têm escapado da peste, e da espada, e da fome, na mão de Nabucodonosor, rei de Babilônia, e na mão de seus inimigos, na mão dos que procuram a alma dêles, e passá-los-á ao fio da espada, e não se dobrará, nem perdoará, nem se compadecerá. 8E dirás a êste povo: Isto diz o Senhor: Eis-aqui estou eu que ponho diante de vós o caminho da vida, e o caminho da morte. 9O que ficar nesta cidade morrerá à espada, e de fome, e de peste: E o que sair dela, e fôr para os caldeus, que vos cercam, viverá, e a sua alma será para êle como um despôjo. 10Porque eu encarei para esta cidade para mal, e não para bem, diz o Senhor: Ela será entregue nas mãos do rei de Babilônia, e êste a consumirá pelo fogo. 11Dirás também à casa do rei de Judá: Ouvi a palavra do Senhor. 12Casa de Davi: Eis-aqui o que diz o Senhor: Fazei Justiça desde a manhã, e livrai das mãos do caluniador aquêle que está oprimido pela violência: Para que não suceda sair a minha indignação como um fogo, e acender-se, e não haja quem o apague por causa da. malignidade dos vossos desígnios. 13Eis-me aqui contra ti, moradora do Vale forte e de campinas, diz o Senhor: Contra os que dizeis: Quem nos ferirá? e quem entrará em nossas casas? 14E irei com a minha visita sôbre vós segundo o fruto dos vossos desígnios, diz o Senhor: E acenderei fogo no bosque dela: E tudo devorará em roda dela.

Texto bíblico da tradução do Pe. Antônio Pereira de Figueiredo (1725–1797), em domínio público, conforme a edição de 1950 da Editora das Américas (São Paulo), com Nihil Obstat e Imprimatur, na ortografia daquela edição. Numeração dos versículos segundo a Vulgata. Sem as notas de rodapé.

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