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Bíblia em um ano Dia 116/365

Dia 116

1Sm 26–28 · Lc 15 · Sl 70,1-9 (71) · cerca de 15 min

  1. Antigo Testamento1Sm 26–28
  2. Novo TestamentoLc 15
  3. Salmos e ProvérbiosSl 70,1-9 (71)
Destaque da leitura de hoje“Porque tu, Senhor, és a minha paciência. Senhor, tu és a minha esperança desde a minha mocidade.”Salmo 70,5 (71)

Antigo Testamento1Sm 26–28

1 Reis 26

1E vieram ter os de Zif com Saul a Gabaa, dizendo: Sabe que Davi está escondido no outeiro de Haquila, que é defronte do deserto. 2E levantou-se Saul, e desceu ao deserto de Zif, e tomou consigo três mil homens escolhidos de todo o Israel, para buscar a Davi no deserto de Zif. 3E acampou-se Saul em Gabaa no outeiro de Haquila, que é defronte do deserto sôbre o caminho: Davi pois morava no deserto. E vendo que Saul o tinha vindo buscar pelo deserto, 4enviou uns espias, e soube certissimamente que Saul era chegado ali. 5E partiu Davi caladamente, e veio ao lugar onde estava Saul: e tendo reconhecido o lugar onde dormia Saul, e Abner, filho de Ner, general. das suas tropas, e que Saul dormia na sua tenda, e ao redor dêle tôda a mais gente, 6disse Davi para Aquimelec heteu, e para Abisai, filho de Sarvia, irmão de Joab: Quem descerá comigo ao campo de Saul? E respondeu Abisai: Eu descerei contigo. 7Vieram pois Davi e Abisai de noite meter-se entre aquela gente, e acharam a Saul deitado e dormindo na sua tenda, e a sua lança pregada na terra à sua cabeceira, Abner e tôda a sua gente dormindo ao redor dêle. 8E disse Abisai a Davi: Deus te entregou hoje nas mãos o teu inimigo: Agora pois eu o atravessarei com a lança até o chão dum só golpe, e não será necessário segundo. 9Mas Davi disse a Abisai: Não o mates: Pois quem estenderá a sua mão contra o ungido do Senhor, e será inocente? 10E disse Davi: Viva o Senhor, que menos que o Senhor o não mate, ou chegue o dia da sua morte, ou estando em batalha pereça: 11Não permita o Senhor que eu estenda a minha mão contra o ungido do Senhor. Agora pois toma a lança, que está à sua cabeceira, e o copo dágua, e vamo-nos. 12Tomou pois Davi a lança, e o copo dágua, que estava à" cabeceira de Saul, e foram-se: E não houve ninguém, que os visse, nem que se percebesse, nem que acordasse, mas todos dormiam, porque um profundo sono do Senhor se tinha apoderado deles. 13E como Davi tivesse passado à parte contrária, e parasse ao longe no alto do monte, e havendo entre eles grande distância, 14bradou Davi à gente, e a Abner, filho de Ner, dizendo: Pois que, Abner, não me responderás? E respondendo Abner, disse: Quem és tu que estás gritando, e desassossegas O rei? 15E disse Davi a Abner: Não és tu êsse valente homem? e quem há em Israel tal como tu? como pois não guardaste tu o rei, teu senhor? porque aí veio um do povo para matar o rei, teu senhor. 16Não é bom isto, que fizeste: Viva o Senhor, que vós mereceis a morte, vós outros que tão mal guardastes a vosso amo, ao ungido do Senhor: Vêde pois agora onde está a lança do rei, e onde está o copo dágua, que estava à sua cabeceira. 17Conheceu pois Saul a voz de Davi, e disse: Não é esta a tua voz, meu filho Davi, e Davi disse: Minha voz é, ó rei meu senhor. 18E disse: Por que persegue o meu senhor o seu servo? que fiz eu? ou que maldade se acha na minha mão? 19Ouve pois agora, te rogo, rei meu senhor, as palavras de teu servo: Se o Senhor te incita contra mim, receba êle o cheiro do sacrifício: Se porém são os filhos dos homens, malditos são diante do Senhor: Porque me arrojaram hoje, para que eu não habite na herança do Senhor. dizendo: Vai, serve a deuses estranhos. 20Agora pois não se derrame o meu sangue na terra diante do Senhor: Porque saiu o rei de Israel em busca de uma pulga, assim como se persegue uma perdiz nos montes. 21E Saul disse: Pequei, vem tu, meu filho Davi: Em verdade não te tornarei a fazer mal daqui em diante, pois que a minha vida foi hoje preciosa diante dos teus olhos; porque bem se vê que tenho obrado nèsciá-mente, e que ignorei muitas e muitas coisas. 22E respondendo Davi, disse: Eis-aqui a lança do rei: Venha cá um de seus criados, e leve-a. 23O Senhor pois retribuirá a cada um conforme a sua justiça, e fidelidade: Porque o Senhor te entregou hoje na minha mão, e eu não quis estender a minha mão contra o ungido do Senhor. 24E assim como foi a tua alma hoje preciosa, diante de meus olhos, assim a minha alma seja preciosa diante dos olhos do Senhor, e êle me livre de tôda a tribulação. 25Disse pois Saul a Davi: Bendito sejas tu, meu filho Davi: e certamente serás bem sucedido nas tuas emprêsas, e o teu poder será grande. Com isto se foi Davi ao seu caminho, e Saul voltou para sua casa.

1 Reis 27

1E disse Davi no seu coração: Por fim em algum dia virei a cair nas mãos de Saul: Não é logo melhor que eu fuja, e me salve no país dos filisteus, para que Saul perca de todo as esperanças, e cesse de me buscar por tôdas as terras de Israel? Fugirei portanto das suas mãos. 2E partiu Davi, e se foi com os seus seiscentos homens, para Aquis, filho de Maoc, rei de Get. 3E habitou Davi com Aquis em Get, êle e os seus;. cada um com as suas famílias; e Davi com as suas duas mulheres, Aquinoão de Jezrael, e Abigail, mulher que foi de Nabal do Carmelo. 4E foi Saul avisado de que Davi se tinha retirado a Get, e não cuidou mais em o buscar. 5Davi porém disse a Aquis: Se eu achei graça diante dos teus olhos, dá-me lugar em uma das cidades deste país, onde eu habite: Pois a que fim assistirá o teu servo contigo na cidade real? 6Aquis pois lhe deu naquele dia a Siceleg: E dêste modo veio Siceleg aos reis de Judá, até ao dia de hoje. 7E o tempo que morou Davi nas terras dos filisteus, foi o de quatro meses. 8E Davi saía com a sua gente, e faziam presas sobre Gessuri, e Gerzi, e sôbre os amalecitas: Porque estas aldeias eram antigamente habitadas naquela terra, desde o caminho de Sur até à terra do Egito. 9E Davi matava tudo quanto encontrava no país, sem deixar com vida nem homem nem mulher: E tirando as ovelhas, e os bois, e os vestidos, voltava, e vinha para Aquis. 10E Aquis lhe perguntava: Para que parte fizeste tu hoje a correria? Respondia-lhe Davi: Para o meio-dia de Judá, e para o meio-dia de Jerameel, e para o meio-dia de Ceni. 11Não deixava Davi com vida nem homem, nem mulher, nem trazia nenhum a Get, dizendo: Não suceda que falem contra nós: Assim é que Davi se portava: E esta foi a sua determinação por todo o tempo que habitou entre os filisteus. 12Aquis pois se confiava de Davi, dizendo: Êle tem feito grandes males a Israel seu povo: Por isso estará sempre a meu serviço.

1 Reis 28

1Sucedeu pois naquele tempo, ajuntarem os filisteus as suas tropas, para se prepararem. para combater contra Israel: E disse Aquis a Davi: Tem por certíssimo, que tu hás de vir comigo à campanha, tu, e a tua gente. 2E Davi disse a Aquis: Tu verás agora o que há de fazer o teu servo. E disse Aquis a Davi: E eu te terei para sempre por guarda da minha pessoa. 3Samuel porém era falecido, e todo o Israel o tinha chorado, e o enterraram em Ramata, sua pátria. E Saul tinha lançado fora da terra os mágicos, e adivinhos. 4E ajuntaram-se os filisteus, e vieram acampar-se a Sunam: Saul porém ajuntou também todas as tropas de Israel, e veio a Gelboé. 5E vendo Saul o exército dos filisteus, penetrou-se de mêdo, e seu coração se intimidou sobremaneira. 6E consultou ao Senhor, e não lhe respondeu nem por sonhos, nem por sacerdotes, nem por profetas. 7E disse Saul para os seus servos: Buscai-me uma mulher que tenha o espírito de Piton, e eu irei ter com ela, e a consultarei. E os seus servos lhe disseram: Em Endor há uma mulher que tem o espírito de Piton. 8Mudou pois Saul seus hábitos: E tomou outros vestidos, e partiu êle, e dois homens o acompanhavam, e chegaram de noite a casa da mulher, e disse-lhe: Adivinha-me pelo espírito de Piton, e faze-me aparecer quem eu te disser. 9E a mulher lhe respondeu: Tu bem sabes tudo o que fêz Saul, e como êle exterminou da terra os mágicos e os adivinhos: Por que me armas tu logo um laço. à minha vida, para me matarem? 10E Saul lhe jurou. pelo Senhor, dizendo: Viva o Senhor, que disto não te virá mal algum. 11E disse-lhe a mulher: Quem queres tu que te apareça? Disse Saul: Faze-me aparecer a Samuel. 12E a mulher tendo visto Samuel aparecer deu um grande grito: E disse a Saul: Por que me enganaste tu? Tu pois és Saul. 13E o rei lhe disse: Não temas: Que viste tu? E disse a mulher a Saul: Vi deuses que subiam da terra 14E disse-lhe Saul: Como é a sua figura? Respondeu a mulher: Subiu um homem ancião, e êsse coberto com uma capa. E entendeu Saul que era Samuel, e fêz-lhe uma profunda reverência, e prostrou-se por terra. 15Disse pois Samuel a Saul: Por que me inquietaste fazendo-me vir cá? E Saul lhe respondeu: Eu acho-me no último aperto: Porque os filisteus me fazem guerra, e Deus se retirou de mim, e não me quis ouvir nem por profetas, nem por sonhos: Por essa razão te chamei, para que me declarasses o que devo fazer. 16E disse Samuel: Para que me perguntas, quando o Senhor te tem desamparado, e se passou para o teu rival? 17Porque o Senhor te tratará, como eu to disse da sua parte, e dividirá o teu reino da tua mão, e o dará a Davi, teu parente mais próximo: 18Já que não obedeceste à lei do Senhor, nem executaste o decreto da sua ira contra os amalecitas: Por isso te fêz hoje o Senhor isso que padeces. 19E o Senhor até entregará contigo Israel nas mãos dos filisteus: Amanhã pois tu, e teus filhos sereis comigo: E até o Senhor entregará também nas mãos dos filisteus o campo de Israel. 20E imediatamente caiu Saul estendido por terra:Porque se espantou com as palavras de Samuel, e lhe faltaram as forças, porque não tinha comido nada todo aquele dia. 21Estando Saul assim turbado, veio aquela mulher a êle, e lhe disse: Bem vês que a tua escrava obedeceu a tua voz, e que eu expus a minha vida por ti: E ouvi as palavras que me disseste. 22Ouve pois agora também a tua escrava, e pôr-te-ei diante um bocado de pão, para que, comendo-o, recobres forças, e possas fazer jornada. 23Êle o recusou, e disse: Não comerei. Porém os seus servos e aquela mulher o constrangeram a isso, e tendo enfim cedido a seus rogos se levantou do chão, e se assentou num leito. 24A mulher porém tinha em sua casa um gordo novilho, e apressou-se, e matou-o: E tomando farinha, a amassou e cozeu uns pães asmos, 25e pôs tudo diante a Saul, e aos seus servos. E tendo comido, se levantaram, e caminharam tôda aquela noite.

Novo TestamentoLc 15

Lucas 15

1Chegavam-se pois a Jesus os publicanos, e os pecadores para o ouvirem. 2E os fariseus, e os escribas murmuravam, dizendo: Êste recebe os pecadores, e come com êles. 3E êle lhes propôs esta parábola, dizendo: 4Qual de vós outros é o homem que tem cem ovelhas: E se perde uma delas, não é assim que deixa as noventa e nove no deserto, e vai a buscar a que se havia perdido, até que a ache? 5E que depois de a achar, a põe sôbre seus ombros cheio de gôsto: 6E vindo à casa chama a seus amigos, e vizinhos, dizendo-lhes: Congratulai-vos comigo, porque achei a minha ovelha, que se havia perdido? 7Digo-vos que assim haverá maior júbilo no Céu, sobre um pecador que fizer penitência, que sôbre noventa e nove justos, que não hão mister de penitência. 8Ou que mulher há que, tendo dez dracmas, e perdendo uma, não acende a candeia, não varra a casa, e não a busque com muito sentido, até que a ache? 9E que, depois de a achar, hão convoque as suas amigas, e vizinhas, para lhes dizer: Congratulai-vos comigo, porque achei a dracma que tinha perdido? 10Assim vos digo eu, que haverá júbilo entre os anjos de Deus por um pecador que faz penitência. 11Disse-lhes mais: Um homem teve dois filhos: 12E disse o mais moço deles a seu pai: Pai, dá-me a parte da fazenda que me toca. E êle repart: u entre ambos a fazenda. 13E passados não muitos dias, entrouxando tudo o que era seu, partiu o filho mas moço para uma terra muito distante num país estranho, e lá dissipou tôda a sua fazenda vivendo dissolutamente. 14E depois de ter consumido tudo, sucedeu haver naquele pais uma grande fome, e êle começou a neces-sitar. 15Retirou-se pois dali, e acomodou-se com um dos cidadãos da tal' terra. Êste porém o mandou para um ca-sal seu a guardar os porcos. 16Aqui desejava êle encher a sua barriga de landes, das que comiam os porcos: Mas ninguém lhas dava. 17Até que tendo entrado em si, disse: Quantos jornaleiros há em casa de meu pai, que têm pão em abun 18Levantar-me-ei, e irei buscar a meu pai, e dir-lhe-ei: Pai, pequei contra o Céu, e diante de ti: 19Já não sou digno de ser chamado teu filho: Faze de mim como de um dos teus jornaleiros. 20Levantou-se pois, e foi buscar a seu pai. E quando êle ainda vinha longe, viu o seu pai, que ficou movido de compaixão, e correndo lhe lançou os braços ao pescoço para o abraçar, eo beijou. 21E o filho lhe disse: Pai, pequei contra o Céu, e diante de ti; já não sou digno de ser chamado teu filho. 22Então disse o pai aos seus servos: Tirai depressa o set primeiro vestido, e vesti-lho, e metei-lhe um anel no dedo, e os sapatos nos pés: 23Trazei também um vitelo bem gordo, matai-o, para comermos e para nos regalarmos: 24Porque êste meu filho era morto, e reviveu: Tinha-se perdido, e achou-se. E começaram a banquetear-se. 25E o seu filho mais velho estava no campo e quando veio, e foi chegando a casa, ouviu a sinfonia, e o côro: 26E chamou um dos servos, e perguntou-lhe que era aquilo. 27E êste lhe disse: E” chegado teu irmão, e teu pai mandou matar um novilho cevado, porque veio com saúde. 28Êle então se indignou, e não queria entrar. Mas, saindo o pai, começou a rogá-lo que entrasse. 29Êle porém deu esta resposta a seu pai: Há tantos anos que te sirvo, sem nunca transgredir mandamento algum teu e tu nunca me deste um cabrito, para me regalar com os meus amigos: 30Mas tanto que veio este teu filho, que gastou tudo quanto tinha com prostitutas, logo lhe mandaste matar o novilho gordo. 31Então lhe disse o pai: Filho, tu sempre estás comigo, e tudo o que é meu é teu: 32Era porém necessário que houvesse banquete, e festim, pois que este teu irmão era morto, e reviveu: Tinha-se perdido, e achou-se.

Salmos e ProvérbiosSl 70,1-9 (71)

Salmo 70 (71)

Numeração da Vulgata. Nas Bíblias atuais: Salmo 71.

1Salmo de Davi, Dos filhos de Jonadab, e dos primeiros cativos. Em ti, Senhor, tenho esperado, não seja eu jamais confundido: 2Na tua justiça livra-me, e põe-me a salvo. Inclina para mim o teu ouvido, e salva-me. 3Sejas para mim um Deus protetor, e um asilo seguro: Para me fazer salvo. Porquanto a minha firmeza, e o meu refúgio és tu. 4Deus meu, livra-me da mão do pecador e da mão do que procede contra a lei, e do iníquo: 5Porque tu, Senhor, és a minha paciência. Senhor, tu és a minha esperança desde a minha mocidade. 6Em ti tenho sido confirmado desde antes de nascer: Desde o ventre de minha mãe tu és o meu protetor. Tu fòste sempre o assunto dos meus cânticos; 7como portento tenho sido para muitos: E tu favorecedor forte. 8Encha-se a minha bôca de louvor, para cantar a tua glória: Todo o dia para celebrar a tua grandeza. 9Não me desampares no tempo da velhice: Quando faltar a minha fortaleza, não me desampares.

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Texto bíblico da tradução do Pe. Antônio Pereira de Figueiredo (1725–1797), em domínio público, conforme a edição de 1950 da Editora das Américas (São Paulo), com Nihil Obstat e Imprimatur, na ortografia daquela edição. Numeração dos versículos segundo a Vulgata. Sem as notas de rodapé.

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