Dia 115
1Sm 24–25 · Lc 14,18-35 · Sl 68,30-37 (69); Sl 69 (70) · cerca de 14 min
Destaque da leitura de hoje“Regozijem-se, e alegrem-se em ti todos os que te buscam, e os que amam a tua salvação digam sempre: Engrandecido seja o Senhor.”Salmo 69,5 (70)
Antigo Testamento1Sm 24–25
1 Reis 24
1Saiu pois Davi dali: E habitou nos lugares mais seguros de Engadi. 2E tendo voltado Saul de perseguir os filisteus, noticiaram-lhe, dizendo: Adverte, que Davi está no deserto de Engadi. 3Tomando Saul pois consigo três mil homens escolhidos de todo o Israel, saiu a buscar a Davi e à sua gente, até sôbre os rochedos mais escarpados onde só podem subir as cabras montesas. 4E chegou a uns currais de ovelhas, que encontrou no caminho: E havia lá uma cova onde entrou Saul, a fazer as suas necessidades: Mas Davi é os seus estavam escondidos no interior da mesma cova. 5E disseram a Davi os seus criados: Eis-aqui o dia, do qual o Senhor te disse: Eu te entregarei o teu inimigo, para fazeres dêle o que bem te parecer. Chegou-se pois Davi, e cortou muito de mansinho a orla do manto de Saul. 6E logo depois bateu o coração de Davi. por ter -cortado a orla do manto de Saul. 7E disse para a sua gente: Deus me guarde de que eu faça uma tal coisa ao que é meu amo, ao ungido do Senhor, nem que eu. estenda a mão contra êle, pois é o Cristo do Senhor. 8E com estas palavras conteve Davi os seus, e impediu que êles se lançassem sôbre Saul: Pelo que Saul, saindo da caverna. prosseguia o seu caminho. 9Levantou-se também Davi depois dêle: E tendo saído da caverna, gritou por detrás das costas de Saul, dizendo: Rei, meu senhor. E olhou Saul para trás: e Davi, abaixando-se até o chão, lhe fêz uma profunda reverência, 10e disse a Saul: Por que dás tu ouvidos às palavras dos que te dizem: Davi intenta fazer-te mal? 11Eis-aqui viste tu hoje com os teus olhos que o Senhor te entregou nas minhas mãos na caverna: e eu mesmo tive pensamentos de te matar, mas não o quis fazer: Porque disse: Não estenderei a mão sôbre meu amo, porque é o ungido do Senhor. 12Antes vê, meu pai, e reconhece se é a orla do teu manto esta que tenho na minha mão: pois cortando a extremidade do teu vestido não quis estender a minha mão contra ti: adverte pois, e olha, que eu não sou -culpável de algum mal, nem de alguma injustiça, e que não pequei contra ti: Mas tu andas buscando os meios de me tirares a vida. 13O Senhor seja o juiz entre mim e ti, e o Senhor me vingue de ti: mas nunca a minha mão seja contra ti. 14E assim como se diz em antigo provérbio: Dos ímpios sairá a impiedade: Mas nunca a minha mão seja contra ti. 15A quem persegues tu, ó rei de Israel? a quem persegues? Persegues a um cão morto, e a uma pulga. 16Seja o Senhor juiz, e julgue entre mim e ti: e veja, e julgue a minha causa, e me livre das tuas mãos. 17Como pois tivesse Davi acabado de dizer a Saul estas palavras, disse Saul: Porventura é esta a tua voz, ó meu filho Davi? E levantou Saul a sua voz, e chorou: 18E disse a Davi: Tu és mais justo do que eu: Porque tu só me tens feito bem: e eu só te tenho feito mal. 19E tu mostraste hoje os bens que me tens feito: Pois que tendo-me o Senhor entregue nas tuas mãos, tu me não tiraste a vida. 20Porque quem há que achando a seu inimigo, o deixe ir sem lhe fazer mal? Mas o Senhor te pague esta benevolência, pelo que hoje obraste para comigo. 21E agora porque sei que certissimamente hás-de reinar, e que hás-de ter em tua mão o reino de Israel: 22Jura-me pelo Senhor, que não hás-de aniquilar a minha geração depois de mim, nem hás-de extinguir o meu nome da casa de meu pai. 23E assim o jurou Davi a Saul. Voltou pois Saul para sua casa: e Davi, e a sua gente se retirou a lugares "mais seguros.
1 Reis 25
1E faleceu Samuel, e todo o Israel se juntou a chorá-lo, e o enterraram na sua casa em Ramata. E Davi se retirou para o deserto de Faran. 2Havia porém no deserto de Maon um homem, que tinha as suas possessões no Carmelo, e êste homem era muito rico, e tinha três mil ovelhas, e mil cabras: E sucedeu fazer-se a tosquia do seu gado no Carmelo. 3Chamava-se pois o tal homem Nabal, e sua mulher chamava-se Abigail: E era esta uma mulher prudentíssima e formosíssima: Seu marido porém era um homem duro, e péssimo, e malicioso: E vinha da linhagem de Caleb. 4Como pois Davi tivesse sabido no deserto que Nabal fazia a tosquia do seu rebanho, 5enviou lá dez mancebos, -e disse-lhes: Subi ao Carmelo, e ide a casa de Nabal e saudai-o da minha parte cortêsmente. 6E dir-lhe-eis: Paz seja a meus irmãos, e a ti, e a paz seja à tua casa, e paz seja a tudo o que tens. 7Eu ouvi dizer, que os teus pastores, que viviam conosco no deserto, estão na tosquia: Nós nunca os molestamos, nem a êles lhes faltou nunca coisa alguma do rebanho, por todo o tempo que estiveram conosco no Carmelo. 8Pergunta-o aos teus criados, e eles to dirão. Agora pois achem teus servos graça diante de teus olhos: Pois. viemos em tão bom dia: Dá a teus servos, e a Davi teu filho, qualquer coisa que tiveres à mão. 9E chegando os criados de Davi, disseram a Nabal tôdas estas coisas da parte cie Davi: e ficaram calados. 10Respondendo pois Nabal aos criados de Davi, disse: Quem é Davi? e quem é o filho de Isai? Hoje não se vê outra coisa senão servos que fogem a seus amos. 11Pegarei eu portanto no meu pão, e na minha água, e na carne das reses, que matei para os que tosquiam as minhas ovelhas; dá-las-ei a uns homens, que eu não sei de onde são? 12Voltaram pois os criados de Davi a tomar o seu caminho, e tendo chegado, lhe contaram tôdas as palavras que Nabal lhes tinha dite. 13Então disse Davi à gente: Tome cada um a sua espada. E cingiram todos as suas espadas, e cingiu também Davi a sua: E foram seguindo a Davi perto de quatrocentos homens: E ficaram duzentos com a equipagem. 14E um dos criados de Nabal noticiou a Abigail, sua mulher, dizendo: Sabe que Davi enviou do deserto mensageiros, para cumprimentarem a nosso amo: e êle os repeliu muito vilãmente: 15Êstes homens têm-nos sido muito úteis, e nunca nos foram molestos: E enquanto nós vivemos com eles no deserto, nada se perdeu: 16Êles nos serviam como de muro, assim de noite como de dia, por todo o tempo que nós apascentamos entre êles os rebanhos. 17Portanto considera, e vê o que deves fazer: porque o mal está de todo decretado contra teu marido, e contra a tua casa, e êle é um filho de Belial, de maneira que ninguém é ousado a falar-lhe. 18Apressou-se pois Abigail, e tomou duzentos pães, e dois odres de vinho, e cinco carneiros cozidos, e cinco alqueires de farinha, e cem cachos de passas de uvas, e duzentas pastas de figos secos, e pôs tudo em cima de jumentos: 19E disse aos seus criados: Ide adiante de mim: Que cu vos seguirei logo: E não disse nada disto a Nabal, seu marido. 20Montada pois num jumento, a tempo que descia pelas faldas do monte, descia também Davi com a sua gente para ela: e Abigail se encontrou com êles: 21E disse Davi: Em verdade que de nada me serviu ter eu conservado no deserto tudo o que era dêste homem, sem que se lhe perdesse nunca coisa alguma: E êle me tornou mal por bem. 22Deus trate com todo o seu rigor os inimigos de Davi, se eu até amanhã deixar viva coisa que seja dêle, ainda a um dos que urinam à parede. 23Mas Abigail tanto que viu Davi, apressou-se, e desceu do jumento, e prostrou-se diante de Davi sobre o seu rosto, e fêz-lhe uma profunda reverência, 24e lançou-se a seus pés, e disse: Sôbre mim caia, meu senhor, esta iniquidade: Peço-te que permitas à tua escrava falar-te: E ouve o que te diz a tua serva. 25Não faça abalo, te peço no coração de meu senhor, e de meu rei a injustiça de Nabal: Porque como o denota o seu nome, é um insensato, e a loucura está com êle: Mas eu, tua escrava, não vi os criados que tu, meu senhor, enviaste. 26Agora pois, meu senhor, viva o Senhor, e viva a tua alma, pois que o Senhor te impediu que não viesses derramar sangue, nem te vingasses pela tua mão: E sejam agora como Nabal os teus inimigos, e os que buscam fazer mal a meu senhor. 27Portanto aceita esta bênção, que a tua escrava te trouxe a ti, meu senhor, e reparte dela com os que te seguem, meu senhor. 28Perdoa a tua escrava êste pecado: Porque certissimamente o Senhor estabelecerá em ti, meu senhor, uma casa permanente, pois que por êle combates, meu senhor: Não se ache pois culpa em ti por todos os dias da tua vida. 29Porque se em algum tempo se levantar alguém para te perseguir, e buscar a tua alma, será a alma do meu senhor guardada como no ramalhete dos que vivem no Senhor teu Deus: E a alma de teus inimigos será arrojada, como com giro e ímpeto de funda. 30Quando o Senhor pois te tiver feito a ti, meu senhor, todos os bens que êle predisse de ti, e te tiver estabelecido por general sôbre Israel, 31não terás no coração êste pesar, nem êste remorso, meu senhor, de que derramaste o sangue inocente, e de que te vingaste a ti mesmo: E quando o Senhor tiver feito a meu senhor estes bens, lembrar-te-ás da tua escrava. 32E Davi respondeu a Abigail: Bendito seja o Senhor Deus de Israel, que te enviou hoje a meu encontro, e bendita a tua palavra, 33e bendita tu, que me tolheste hoje o derramar sangue, e vingar-me pela minha mão. 34De outro modo juro pelo Senhor Deus de Israel, que me impediu que te não fizesse mal: Que se tu não vieras logo ao meu encontro não teria ficado nada com vida até amanhã em casa de Nabal, ainda um dos que urinam à parede. 35Aceitou pois Davi da sua mão tudo o que Abigail lhe tinha trazido, e disse-lhe: Vai-te em paz para tua casa, bem vês que fiz o que me pediste, e que honrei a tua presença. 36E voltou Abigail para Nabal, e eis que achou que êle fazia em sua casa um banquete, como um banquete de rei, e que o seu coração nadava em alegria: Porque tinha bebido vinho com excesso: E não lhe quis falar nem pouco nem muito até pela manhã. 37Ao outro dia muito cedo quando Nabal tinha já digerido o vinho, contou-lhe sua mulher tudo o que se tinha passado, e o seu coração ficou como morto interiormente, imóvel como uma pedra. 38E passados dez dias, feriu o Senhor a Nabal, e êste morreu. 39E tendo Davi ouvido a morte de Nabal, disse: Bendito seja o Senhor, que me vingou do avilanado modo cem que Nabal se houvera comigo, e preservou a seu servo do mal, e fêz que a iniquidade de Nabal recaísse sobre a sua cabeça. Entretanto enviou Davi mensageiros a Abigail, que lhe falassem, que êle a queria tomar por sua mulher. 40E vieram os mensageiros de Davi ter com Abigail ao Carmelo, e lhe falaram, dizendo: Davi nos en viou a ti, para te significar que êle deseja casar contigo. 41No mesmo ponto se lançou Abigail por terra, e disse: Eis-aqui a tua criada, que será uma escrava. para lavar os pés aos criados de meu senhor. 42E levantando-se depressa Abigail, montou num jumento, e foram com ela cinco moças, criadas suas, e seguiu os mensageiros de Davi: E êle casou com ela. 43E Davi se desposou também com Aquinoão, que era de Jezrael: E foi uma e outra sua mulher. 44Saul porém tinha dado Micol, sua filha, mulher de Davi, a Falti, filho de Lais, que era de Galim.
Novo TestamentoLc 14,18-35
Lucas 14
18Porém todos à uma começaram a escusar-se. Disse-lhe o primeiro: Eu comprei uma quinta, e é-me necessário ir vê-la: Rogo-te que me dês por escusado. 19E disse outro: Eu comprei cinco juntas de bois, e vou fazer prova dêles: Rogo-te que me dês por escusado. 20Disse também outro: Eu casei, e por isso não posso ir lá. 21E voltando o servo deu conta a seu Senhor de tudo isto. Então irado o pai de família, disse ao seu servo: Sai logo às praças, e às ruas da cidade: E traze-me cá quantos pobres, e aleijados, e cegos, e coxos achares. 22E disse o servo: Senhor, feito está, como o mandaste, e ainda há lugar para outros mais. 23E respondeu o Senhor ao servo: Sai por-êsses caminhos, e cercos: E fôrça-os a entrar, para que fique, cheia a minha casa. 24Porque eu vos declaro que nenhum daqueles homens, que foram convidados, provará a minha ceia. 25E muitas gentes iam com êle: E voltando Jesus para todos lhes disse:, 26Se algum vem a mim, e não aborrece a seu pai, e mãe, e mulher, e filhos, e irmãos, e irmãs, e ainda a sua mesma vida, não pode ser meu discípulo. 27E o que não leva a sua cruz, e vem em meu seguimento, não pode ser meu discípulo. 28Porque qual de vós, querendo edificar uma torre, não se põe primeiro muito de seu vagar a fazer contas dos gastos que são necessários, para ver se tem com que a acabar. 29Para se não expor a que, depois que tiver assentado o fundamento, e não a puder acabar, todos os que a virem, comecem a fazer zombaria dele, 30dizendo: Êste homem principiou o edifício, e não o pôde acabar? 31Ou que rei ha que, estando para ir para a campanha contra outro rei, não tome primeiro muito de assento as suas medidas, a ver se com dez mil homens poderá ir a encontrar-se com o que traz contra êle vinte mil? 32Doutra maneira, ainda quando o outro está longe, enviando sua embaixada, lhe pede tratados de paz. 33Assim pois qualquer de vós que não dá de mão a tudo o que possui, não pode ser meu discípulo. 34O sal é bom. Porém se o sal perder a fôrça, com que outra coisa se há de temperar? 35Ficará sem servir nem para a terra, nem para o monturo, mas lançar-se-á fora. O que tem ouvidos de ouvir, ouça.
Salmos e ProvérbiosSl 68,30-37 (69); Sl 69 (70)
Salmo 68 (69)
Numeração da Vulgata. Nas Bíblias atuais: Salmo 69.
30Eu sou pobre e dolorido; na tua salvação, ó Deus, me acolhe. 31Glorificarei o nome de Deus com cântico: E o engrandecerei com louvor. 32E isto agradará a Deus mais que o tenro novilho, quando lhe saem as pontas e as unhas. 33Vejam-no os pobres e alegrem-se: Buscai a Deus, e viverá a vossa alma: 34Porquanto ouviu aos pobres o Senhor: E não desprezou aos que por êle estão em cadeias. 35Louvem-no os céus e a terra, o mar, e todos os animais que nêles se encerram. 36Porquanto Deus fará salva a Sião: E edificar-se-ão as cidades de Judá. E morarão ali, e ganhá-la-ão como sua herança. 37E a linhagem de seus servos a possuirá, e os que animam o seu nome, habitarão nela.
Salmo 69 (70)
Numeração da Vulgata. Nas Bíblias atuais: Salmo 70.
1Ao regente do côro, salmo de Davi. Em memória do que o Senhor o havia salvado. 2O” Deus, atende ao meu socorro: Senhor, vinde logo para ajudar-me. 3Confundidos sejam, e envergonhados, os que buscam a minha alma. 4Voltem-se atrás, e sejam envergonhados os que me desejam males: Voltem-se logo cheios de confusão os que me dizem: Bem, bem. 5Regozijem-se, e alegrem-se em ti todos os que te buscam, e os que amam a tua salvação digam sempre: Engrandecido seja o Senhor. 6Mas eu sou necessitado e pobre: O” Deus, socorre-me. O meu favorecedor, e o meu libertador és tu: Senhor, não te demores.