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Bíblia em um ano Dia 12/365

Dia 12

Gn 29–30 · Mt 9,19-38 · Sl 9,18-25 (9–10) · cerca de 13 min

  1. Antigo TestamentoGn 29–30
  2. Novo TestamentoMt 9,19-38
  3. Salmos e ProvérbiosSl 9,18-25 (9–10)
Destaque da leitura de hoje“Levanta-te, Senhor, não se fortifique o homem: Sejam julgadas as nações em tua presença.”Salmo 9,20 (9–10)

Antigo TestamentoGn 29–30

Gênesis 29

1Partido pois daquele lugar, chegou Jacó à terra do Oriente. 2E tendo entrado num campo, onde havia um poço viu descansando ao pé dêle, três rebanhos de ovelhas porque dêle é que se dava de beber aos rebanhos: e o bocal do poço estava tapado com uma grande pedra. 3E o costume era não tirar a pedra, senão depois de terem chegado todos os rebanhos: e depois que êles tinham bebido, torná-la a pôr sôbre o bocal do poço. 4Disse pois Jacó aos pastores: Irmãos, donde sois vós? Responderam êles: Somos de Haran. 5Perguntou-lhes Jacó: Conheceis vós porventura a Labão, filho de Nacor? Disseram êles: Conhecemos. 6Está êle bom? ajuntou Jacó. Está bom, responderam êles: e eis acolá vem vindo Raquel, sua filha, com o seu rebanho. 7Continuou Jacó: Êle é ainda muito dia, e ainda não é tempo de se recolherem os rebanhos aos currais. Fazei logo beber primeiro os rebanhos, e depois tornai-os a mandar ao pasto. 8Não o podemos fazer, responderam êles. E” necessário que todos os rebanhos se ajuntem, e que nós tiremos a pedra que tapa o poço, para lhes darmos de beber a todos juntos. 9Ainda êles estavam falando, quando chegou Raquel com as ovelhas de seu pai: Porque ela era a que pastoreava o seu rebanho. 10Jacó tanto que a viu, como quem sabia que ela era sua prima co-irmã, e que as ovelhas eram de Labão seu tio, tirou a pedra, que cobria o bocal do poço: 11Deu a beber ao seu rebanho, e beijou a Raquel, desfeito em altos choros, 12e lhe disse que êle era irmão de seu pai, e filho de Rebeca. O que tendo ouvido Raquel, foi correndo dizê-lo a seu pai: 13o qual como soube que Jacó, filho de sua irmã era vindo, correu a encontrar-se com êle; e abraçou-o, beijou-o muitas vêzes, e levou-o a sua casa; e depois que soube os motivos da sua jornada, 14e lhe disse: Tu és osso do meu osso, è carne da minha carne. E passado que foi um mês, 15disse Labão a Jacó: Acaso, porque tu és meu irmão, deves tu servir-me de graça? Dize-me pois que paga queres? 16Ora Labão tinha duas filhas, das quais a mais velha se chamava Lia, e a mais moça Raquel. 17Mas Lia tinha os olhos remelosos, e Raquel era bela de cara, e muito agradável. 18Jacó como lhe tinha amor, disse a Labão: Eu te servirei sete anos por ter a Raquel, tua filha mais moça. 19Respondeu-lhe Labão: Melhor é que eu te dê a ti, do que a outro: fica comigo. 20Serviu pois Jacó a Labão sete anos por ter a Raquel: e êste tempo lhe pareceu muito curto, de grande que era o amor, que lhe tinha. 21Depois disse Jacó a Labão: Dá-me minha mulher, para eu dormir com ela, pois que o meu tempo está cumprido. 22Então fêz Labão as bodas, tendo convidado para o banquete a seus amigos, que eram em grande número;. 23e à tarde introduziu a Lia na câmara de Ja 24e deu a sua filha uma escrava, por nome Zelfa. Tendo Jacó dormido com a que Labão lhe dera, pela manhã conheceu que era Lia. 25E disse Jacó a seu sogro: Que é isto que tu me quisestes fazer? Porventura não te servi eu por ter a Raquel? Por que me enganaste tu? 26Labão lhe respondeu: No nosso lugar não é costume casarmos as filhas mais moças antes das mais velhas. 27Acaba a semana dêste primeiro matrimônio, e depois dar-te-ei a Raquel pelo trabalho doutros sete anos, que me servirás. 28Acomodou-se Jacó ao que êle queria: e passada a semana, casou com Raquel, 29à qual tinha dado seu pai uma escrava, chamada Bala. 30E Jacó tendo enfim logrado aquela, que desejava, a preferiu à mais velha no amor, que lhe tinha, e continuou em servir Labão outros sete anos. 31Mas o senhor vendo que Jacó desprezava a Lia, fêz fecunda a está ao mesmo tempo que Raquel era estéril, 32Concebeu, pois Lia, e pariu um filho, a quem chamou Rúben, dizendo: O Senhor olhou para a minha humilhação: agora me amará meu marido. 33Tendo outra vez concebido, pariu um filho, e disse: Porque o Senhor viu que eu era tratada com desprezo, êle me deu êste segundo filho: e ela lhe pôs o nome de Simeão. 34Concebeu, e pariu terceiro filho, e disse: Agora se unirá ainda mais meu marido a mim porque lhe dei três filhos; e por isso chamou ela a êste Levi. 35Concebeu Lia quarta vez, e pariu um filho, a quem pôs o nome de Judá, dizendo: Agora louvarei eu o Senhor. E cessou por então de ter filhos.

Gênesis 30

1Ora Raquel vendo que ela era infecunda, teve inveja a sua irmã, e disse a seu marido: Dá-me filhos senão morrerei. 2Jacó enfadado dêste modo de falar, respondeu-lhe: Acaso tens-me tu por Deus, para cuidares que eu sou quem te privei do fruto do teu ventre? 3Mas Raquel prosseguiu: Eu tenho minha criada Bala: entra tu a ela, para que ela me dê filhos, e eu os apare sôbre os meus joelhos. 4Deu-lhe pois a Bala por mulher. 5E tendo Jacó entrado a ela concebeu Bala e pariu um filho. 6Então disse Raquel: O Senhor julgou a meu favor, e ouviu a minha voz, dando-me um filho: por isso o chamou ela Dan. 7Concebeu Bala segunda vez, e pariu um filho, 8em cujo nascimento disse Raquel estas palavras: O Senhor me fêz entrar em competência com minha irmã, e eu prevaleci: por isso ela o chamou Neftali. 9Lia vendo que ela tinha cessado de ter filhos, deu também a seu marido Zelfa sua escrava. 10a qual concebeu, e deu à luz um filho. 11E Lia disse: Que felicidade! por isso o chamou Gad. 12E teve Zelfa ainda outro filho, 13e Lia disse: Isto é para felicidade minha: Porque as mulheres me chamarão ditosa. Por isso lhe pôs o nome de Aser. 14Ora Rúben tendo saído ao campo em tempo da ceifa do trigo, achou umas mandrágoras, as quais trouxe a Lia sua mãe. E Raquel disse a Lia: Dá-me as mandrágoras de teu filho. 15Porém Lia lhe respondeu: Acaso parece-te pouco teres-me tu roubado meu marido, para ainda em cima quereres tirar-me as mandrágoras de meu filho? Raquel lhe disse: A mim não se me dá que êle durma esta noite contigo, contanto que tu me dês essas mandrágoras de teu filho. 16Foi Lia pois encontrar-se com Jacó, quando êle sôbre a tarde voltava do campo, e lhe disse: Tu serás comigo: Porque eu te comprei, dando a minha irmã as mandrágoras dé meu filhó. E Jacó dormiu aquela noite com ela. 17E Deus ouviu os seus rogos: E ela concebeu, e teve um quinto filho, e disse: 18Deus me recompensou, por eu ter dado a minha escrava a meu marido. E pôs a êste filho o nome de Issacar. 19Concebeu ainda Lia, e nasceu um sexto filho, e disse: 20Deus me deu um excelente dote. Meu marido será comigo ainda esta vez, porque eu lhe dei seis filhos: e ela o chamou Zabulon. 21Depois deste filho deu à luz uma filha chamada, Dina. 22Ora o Senhor se lembrou também de Raquel: ouviu-a, e deu-lhe virtude de conceber. 23Concebeu ela pois, e pariu um filho, dizendo: Tirou Deus o meu opróbrio. 24E ela pôs a seu filho o nome de José, dizendo: O Senhor me dê outro filho. 25Depois do nascimento de José disse Jacó a seu sogro: Deixa-me tornar para a minha pátria, e para a terra onde nasci. 26Dá-me as minhas mulheres, e os meus filhos, pelos quais eu te tenho servido, para me ir daqui. Tu sabes a servidão, com que te servi. 27Labão lhe respondeu: Ache eu graça diante de teus olhos. Eu tenho experiência que Deus me abençoou por causa de ti. 28Aponta-me que paga é a que queres de mim. 29Disse-lhe Jacó: Tu sabes de que modo eu te ser vi, e quanto os teus bens se aumentaram nas minhas mãos. 30Tu tinhas pouco, antes que eu viesse para ti; agora, estás rico. Deus te abençoou tanto que eu entrei em tua casa. E” justo que enfim cuide eu também em estabelecer a minha. 31Disse-lhe Labão: Que queres tu que eu te dê? Jacó lhe respondeu: Eu não quero pedir nada. Mas eu obrigo-me a continuar a guardar os teus rebanhos, se tu quiseres fazer o que te direi. 32Faze revista de todos os teus rebanhos e põe à parte tôdas as tuas ovelhas de velo malhado, e de diversas côres. E tudo o que nascer escuro, malhado e vário, tanto nas ovelhas, como nas cabras, será a minha recompensa. 33E quando chegar o tempo de fazer esta separação, segundo o nosso ajuste, a minha inocência me dará testemunho diante de ti. E tudo o que não fôr malhado, de diversas côres, ou dum escuro misturado com o branco, assim nas ovelhas, como nas cabras, me convencerá de furto. 34Labão lhe respondeu: Eu venho no que tu me propões. 35E no mesmo dia separou Labão as cabras e as ovelhas, os bodes, e os carneiros, que eram malhados e de diversas côres: e deu a guardar a seus filhos todos os rebanhos, que eram duma só côr; isto é, que eram ou todos brancos, ou todos negros, 36E pôs o espaço de três jornadas de caminho entre si, e seu -genro, o qual apascentava os outros rebanhos. 37Jacó pois tomando umas varas verdes de choupo, de amendoeira, e de plátano, tirou-lhes parte da casca: com o que os lugares, de que se tinha tirado a: casca, apareceram brancos; e os que se tinham deixado com ela, ficaram verdes; o que causou nas varas uma variedade de côres. 38Depois pô-las nos canos, onde se lançava água: para que vindo ali beber os rebanhos, tivessem êles estas varas diante dos olhos, e concebessem olhándo para elas. 39Com efeito sucedeu, que estando as ovelhas no fervor do coito, e olhando para estas varas, conceberam uns cordeiros malhados, vários, e de diversas côres. 40Dividiu Jacó o seu rebanho, e pôs estas varas nos canos diante dos olhos dos carneiros. E feito isto, estando separados os rebanhos, o que era todo branco, ou todo negro, pertencia a Labão; o resto era de Jacó. 41Quando pois as ovelhas haviam de conceber na primavera, punha Jacó estas varas nos canos, onde se lançava água, diante dos olhos dos carneiros, e das ovelhas, para que elas concebessem olhando para as varas. 42Mas quando elas haviam de conceber no outono, não lhas punha diante. Assim o que fôra concebido no outono, foi para Labão: e o'que concebido na primavera, para Jacó. 43Desta sorte veio Jacó a ser sobremaneira rico: Teve muitos rebanhos, um grande número de escravos, e de escravas, camelos, e jumentos.

Novo TestamentoMt 9,19-38

Mateus 9

19E Jesus levantando-se o foi seguindo com seu discípulos. 20E eis-que uma mulher, que havia doze anos padecia um fluxo de sangue, se chegou por detrás dêle, e lhe tocou a ourela do vestido. 21Porque ia dizendo dentro de si: Se eu tocar, ainda que seja somente o seu vestido, serei curada. 22E voltando-se Jesus, e vendo-a, disse: Tem confiança, filha, a tua fé te sarou. E ficou sã a mulher, desde aquela hora. 23E depois que Jesus chegou à casa daquele príncipe, e viu os tocadores de flautas, e uma multidão de gente, que fazia reboliço, 24Retirai-vos: Porque a menina não está morta, mas dorme. E êles o escarneciam. 25E tendo saído a gente, entrou Jesus: E a tomou pela mão. E a menina se levantou. 26E correu esta fama por tôda aquela terra. 27Passando Jesus daquele lugar, o seguiram dois cegos, gritando, e dizendo: Tem misericórdia de nós, filho de Davi. 28E chegando à casa vieram a êle os cegos. E Jesus lhes disse: Credes que vos posso fazer isto a vós outros? Disseram êles: Sim, Senhor. 29Então lhes tocou os olhos, dizendo: Faça-se-vos segundo a vossa fé. 30Imediatamente foram abertos os seus olhos: E Jesus os ameaçou, dizendo: Vêde lá que o não saiba alguém. 31Mas êles, saindo dali, divulgaram por tôda aquela terra o seu nome. 32Depois que saíram, lhe apresentaram um homem mudo, possuído do demônio. 33E depois que foi expelido o demônio, falou « mudo, e se admiraram as gentes, dizendo: Nunca tal se viu em Israel. 34Porém os fariseus diziam: Êle em virtude do príncipe dos demônios lança fora os demônios. 35Entretanto ia Jesus dando volta por tôdas as cidades, e aldeias, ensinando nas sinagogas deles, e pregando o evangelho do reino, e curando tôda a doença, e tôda a enfermidade. 36E olhando para aquelas gentes, se compadeceu delas: Porque estavam fatigadas, e quebrantadas como ovelhas que não têm pastor. 37Então disse a seus discipulos: A seara verdadeiramente é grande, mas os obreiros poucos. 38Rogai pois ao Senhor da seara, que envie obreiros à sua seara.

Salmos e ProvérbiosSl 9,18-25 (9–10)

Salmo 9 (9–10)

Numeração da Vulgata. Nas Bíblias atuais: Salmo 9–10.

18Sejam precipitados todos os pecadores no inferno, tôdas as nações que se esquecem de Deus. 19Porque nem para sempre haverá esquecimento do pobre: Nem a paciência dos pobres será para sempre frustrada. 20Levanta-te, Senhor, não se fortifique o homem: Sejam julgadas as nações em tua presença. 21Senhor, estabelece sôbre êles um legislador: Para que as nações conheçam que são homens. 22Porque te apartaste, tu, Senhor, para longe, desamparas-nos nas necessidades, na tribulação? 23Entretanto que o ímpio se ensoberbece, é abrasado o pobre: Êles são apanhados nos pensamentos de que o seu espírito está ocupado. 24Porque o pecador tira louvor nos desejos da sua alma: E o iníquo é abençoado. 25O pecador irritou ao Senhor, não o buscará segundo a grandeza da sua indignação.

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Texto bíblico da tradução do Pe. Antônio Pereira de Figueiredo (1725–1797), em domínio público, conforme a edição de 1950 da Editora das Américas (São Paulo), com Nihil Obstat e Imprimatur, na ortografia daquela edição. Numeração dos versículos segundo a Vulgata. Sem as notas de rodapé.

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