Dia 11
Gn 27–28 · Mt 9,1-18 · Sl 9,10-17 (9–10) · cerca de 12 min
Destaque da leitura de hoje“Em ti pois esperem os que conhecem o teu nome: Porque tu, Senhor, não desamparaste aos que te buscam.”Salmo 9,11 (9–10)
Antigo TestamentoGn 27–28
Gênesis 27
1Isaac estava velho, e a sua vista se tinha de tal sorte enfraquecido, que êle não podia ver nada. Chamou pois a Esaú seu filho primogênito, e disse-lhe: Meu filho. Esaú lhe respondeu: Eis-aqui me tens. 2Ajuntou Isaac: Tu bem vês que estou velho, e que ignoro o dia da minha morte. 3Toma as tuas armas, a tua aljava, e o teu arco, e sai ao monte; e depois que tiveres apanhado alguma, coisa de caça, 4faze-me preparar dela, um pratinho como tu sabes que eu gosto, e traze-mo para eu comer dêle, e para eu te abençoar antes que morra. 5Ouviu Rebeca esta prática; e depois que Esaú foi para a caça, a satisfazer o desejo de seu pai, 6disse ela a seu filho Jacó: Eu ouvi estar falando teu pai Isaac com teu irmão Esaú, e dizer-lhe: 7Traze-me alguma coisa do que tiveres apanhado à caça; e faze-me preparar dela um pratinho para eu comer, e para eu te abençoar na presença do Senhor antes da minha morte. 8Agora pois, filho meu segue o conselho, que te vou dizer. 9Vai ao rebanho, e traze-me dois cabritos dos melhores, para eu preparar dêles a teu pai uma iguaria, de que eu sei que êle gosta; 10e para que depois que tu lha tiveres apresentado, e que êle tiver comido dela, te dê a sua bênção antes que morra. 11Jacó lhe respondeu: Tu sabes que meu irmão Esaú tem o corpo cheio de pêlo, e que eu sou todo liso. 12Se meu pai me fôr a tocar com a mão, e me apalpar, temo não cuide que eu o quis enganar, e não chame eu para mim a sua maldição, em vez da sua bênção. 13Rebeca lhe replicou: Sôbre mim caia essa maldição, meu filho. O ponto está que tu me ouças, e que vás buscar-me o que eu te disse. 14Foi êle, trouxe-o e deu-o a sua mãe, a qual preparou disso uma iguaria para Isaac, como ela sabia que êle gostava. 15Depois vestiu a Jacó dos mais preciosos vestidos de Esaú, os quais ela tinha em seu poder: 16E cobriu-lhe as mãos, e o pescoço com as peles dos cabritos. 17Depois deu-lhe a iguaria, que tinha preparado, e os pães, que tinha cozido. 18O que tudo pôsto diante ao pai, disse Jacó. Meu pai. Bem te ouço, respondeu Isaac. Quem és tu, meu filho? 19Respondeu Jacó: Eu sou Esaú teu primogênito: Fiz o que me ordenaste. Levanta-te, assenta-te, e come da minha caça, para me deitares a tua bênção. 20Disse Isaac a seu filho: Como pudeste tu, meu filho, encontrar tão depressa o que eu pedia? Respondeu êle: Quis Deus que me aparecesse logo o que eu buscava. 21Continuou: Chega-te a mim, meu filho, para eu te tocar, e para me certificar se tu és meu filho Esaú, ou não. 22Chegou-se Jacó a seu pai; e tendo-o apalpado Isaac com a mão, disse: Quanto à voz, ela é a voz de Jacó; porém as mãos são as mãos de Esaú. 23E êle o não conheceu; porque como as suas estavam cobertas de pêlo, pareceram-lhe tôdas semelhantes às do mais velho. Isaac pois dando-lhe a sua bênção, lhe disse: 24E’s tu meu filho Esaú? Eu o sou, respondeu Jacó. 25Prosseguiu Isaac: Dá-me cá da tua caça, para eu te abençoar. Apresentou-lhe Jacó de comer; e depois que comeu, deu-lhe também vinho, o qual bebido, 26disse-lhe Isaac: Chega-te a mim, meu filho, e dá-me um beijo. 27Chegou-se Jacó, e beijou-o: E no mesmo ponto, tendo Isaac sentido o bom cheiro dos seus vestidos, o abençoou, e lhe disse: Eis-aqui o cheiro de meu filho, que é como o cheiro de um campo bem cheio, ao qual o Senhor abençoou. 28Deus te dê do orvalho do céu e da gordura da terra, abundância de pão, e de vinho. 29Os povos te estejam sujeitos, e êles se prostrem diante de ti: Tu sejas o Senhor de teus irmãos; e os filhos de tua mãe se inclinem profundamente na tua presença. Aquêle, que te amaldiçoar, êsse seja amaldi-diçoado, e aquêle, que te bem disser, seja cheio de bênçãos. 30Apenas Isaac tinha acabado de dizer estas palavras, e Jacó saído para fora, quando chegou Esaú: 31Que tendo apresentado a seu pai o que fizera cozer da sua caça, lhe disse: Levanta-te, meu pai, e come da caça de teu filho, para tu me dares a tua bênção. 32Disse-lhe Isaac: Pois quem és tu? Esaú lhe respondeu: Eu sou teu filho primogênito. 33Isaac todo sobressaltado, e cheio duma admiração maior, do que quanto se pode crer, lhe disse: Quem é logo aquêle, que me trouxe já do que tinha apanhado à caça? Eu comi de tudo o que êle me apresentou antes de tu chegares; e eu lhe dei a minha bênção, e êle será bendito. 34Esaú ouvidas estas palavras do pai, rompeu nuns grandes bramidos como de um leão que ruge; e todo consternado, disse: Dá-me também a mim a tua bênção, meu pai. 35Isaac lhe respondeu: Teu irmão me veio surpreender, e êle recebeu a bênção, que era para ti. 36Prosseguiu Esaú: Com razão lhe foi pôsto a êle o nome de Jacó; porque esta é a segunda vez, que êle me suplantou. Êle me levou o meu direito de primogenitura; e eis agora veio êle ainda roubar-me a bênção, que me era devida. E tornando a falar com o pai: E tu, lhe disse êle, não reservaste também para mim alguma bênção? 37Respondeu-lhe Isaac: Eu o constitui a êle teu senhor; sujeitei-lhe todos os seus irmãos; dei-lhe para sustento pão, e vinho: e depois disto, meu filho, que te posso eu fazer? 38Replicou Esaú: Logo tu não tens senão uma bênção? Eu te conjuro, que me abençoes também a mim. E como êle chorava, dando grandes gritos, 39Isaac movido de compaixão, lhe disse: A tua bênção será na gordura da terra, e no orvalho do céu, que cai lá do alto. 40Tu viverás da tua espada, e serás sujeito a teu irmão: e lá virá tempo, que tu sacudas o seu jugo da tua cerviz, e te livres dêle. 41Conservou pois Esaú sempre um rancor contra Jacó por causa desta bênção, que êle recebera de seu pai; e o mesmo Esaú dizia no seu coração: Lá virá o tempo do nojo pela morte de meu pai: e então eu me desfarei de Jacó meu irmão. 42Como estas coisas fôssem contadas a Rebeca, mandou ela chamar a seu filho Jacó e lhe disse: Sabe que teu irmão Esaú te ameaça, que te há de matar. 43Pelo que, meu filho, crê-me, retira-te logo para meu irmão Labão, que assiste em Haran. 44Deixa-te lá estar alguns dias, até que se aplaque a ira de teu irmão, 45e a sua indignação passe, e êle se esqueça do mal, que tu lhe fizeste. Pois por que serei eu privada de ambos os meus filhos num dia? 46Depois disse Rebeca a Isaac: Eu estou aborrecida da minha vida, por causa das filhas de Het. Se Jacó tomar para mulher alguma das filhas dêste país, não quero mais viver.
Gênesis 28
1Isaac pois tendo feito chamar a Jacó abençoou-o, e lhe pôs êste preceito: Não tomes, lhe disse êle, para tua mulher alguma das filhas de Canaã. 2Mas vai a Mesopotâmia na Síria, a casa de Batuel, pai de tua mãe, e desposa-te com uma das: filhas de teu tio Labão. 3O Deus Onipotente te encha das suas bênçãos: êle te faça crescer, e multiplicar de sorte, que venhas a ser pai de muitos povos. 4Êle te dê a ti, e à tua posteridade depois de ti, as bênçãos, que êle prometeu a Abraão; para que tu possuas a terra, onde hoje vives como estrangeiro, e que êle prometeu a teu avô. 5Despedido assim de Isaac, partiu Jacó para Mesopotâmia na Síria a buscar Labão, filho de Batuel Siro, e irmão de Rebeca sua mãe. 6Mas Esaú vendo que seu pai Isaac tinhá abençoado. a Jacó, e que o tinha mandado a Mesopotâmia na Síria, para lá tomar mulher do mesmo país; e que depois de lhe ter dado a bênção, lhe dissera: Tu não tomarás mulher, que seja das filhas de Canaã; 7e que Jacó por obedecer a seus pais tinha partido. para a Síria: 8Tendo também alcançado por experiência, que seu pai não levara a bem que êle tivesse casado com cananéias: 9Foi buscar a casa de Ismael, e afora as mulheres, que já tinha, casou com Maelete, filha de Ismael, filho de Abraão, e irmã de Nabajot. 10Jacó pois tendo partido de Bersabé, ia para Haran. 11E como chegasse depois do sol pôsto a um certo lugar, onde êle queria passar a noite, pegou numa das pedras, que ali havia; e tendo-a pôsto por baixo da sua cabeça, dormiu ali mesmo. 12Então viu êle em sonhos uma escada, cujos pés estavam fincados sôbre a terra, e o cimo tocava no céu; e os anjos de Deus subindo, e descendo por esta escada. 13Viu também ao Senhor firmado no cimo da escada, que lhe dizia: Eu sou o Senhor Deus de Abraão teu pai, e o Deus de Isaac. Eu te darei a ti, e a teus descendentes, a terra, em que tu dormes. 14A tua posteridade será numerosa, como o pó da terra; e tu te estenderás ao Ocidente, e ao Oriente, e ao Setentrião, e ao Meio-Dia; e tôdas as tribos da terra serão benditas em ti, e naquele, que sairá de ti. 15Eu serei o teu condutor por tôda a parte, por onde fores; e eu te tornarei a trazer a êste país; e não te deixarei, menos que não tenha executado tudo o que te prometi. 16Jacó tendo despertado depois do sono, disse: Em verdade que o Senhor está neste lugar, e eu não o sabia. 17E cheio de medo prosseguiu: Que terrível é êste lugar! Verdadeiramente não é isto outra coisa, que a casa de Deus, e a porta do céu. 18Tendo-se pois levantado logo ao amanhecer, tomou a pedra, que tinha pôsto por baixo da sua cabeça, e a erigiu em padrão, lançando-lhe azeite por cima. 19E pôs o nome de Betei à cidade, que antes se chamava Luza. 20Ao mesmo tempo fêz êle Jacó êste voto a Deus, dizendo: Se Deus fôr comigo, e me guardar no caminho, por que eu ando, e me der pão para comer, e pano para me cobrir, 21e eu voltar felizmente para a casa de meu pai: o Senhor será o meu Deus. 22E esta Pedra, que erigi em Título, será chamada Casa de Deus: e de tôdas as coisas que vós me derdes, vos oferecerei o dízimo.
Novo TestamentoMt 9,1-18
Mateus 9
1Entrando em uma barca, passou à outra banda, e foi à sua cidade. 2E eis-que lhe apresentaram um paralítico, que jazia em um leito. E vendo Jesus a fé dêles, disse ao paralítico: Filho, tem confiança, perdoados te são teus pecados. 3E logo alguns dos escribas disseram dentro de si: Êste blasfema. 4E como visse Jesus os pensamentos: dêles, disse: Por que cogitais mal nos vossos corações? 5Que coisa é mais fácil dizer: Perdoados te são teus pecados, ou dizer: Levanta-te, e anda? 6Pois para que saibais que o Filho do homem tem poder sôbre a terra de perdoar pecados, disse êle então ao paralítico: Levanta-te, toma o teu leito, e vai para tua casa. 7E êle se levantou, e foi para sua casa. 8E vendo isto as gentes, temeram, e glorificaram a Deus, que deu tal poder aos homens. 9E passando Jesus dali, viu um homem que estava sentado no Telônio, chamado Mateus. E lhe disse: Segue-me. E levantando-se êle, o seguiu. 10E aconteceu que estando Jesus sentado à mesa numa casa, eis-que vindo muitos publicanos, e pecadores, se sentaram a comer com êle, e com os seus discípulos. 11E vendo isto os fariseús diziam aos seus discipulos: Por que come o vosso mestre com os publicanos, e pecadores?, 12Mas ouvindo-os Jesus, disse: Os sãos não têm necessidade de médico, mas sim os enfermos. 13Ide pois e aprendei o que quer dizer:. Misericórdia quero, e não sacrifício. Porquanto eu não vim a chamar os justos, mas os pecadores. 14Então vieram ter com êle os discípulos de João, dizendo: Qual é a razão por que nós, e Os fariseus jejuamos com fregiiência, k os teus discípulos não jejuam? 15E Jesus lhes disse: Porventura podem estar tris tes os filhos do espôso? mas virão dias em que lhes ser tirado o espôso: E então êles jejuarão. 16E ninguém deita remendo de pano novo em ves tido velho: Porque leva quanto alcança do vestido: Es faz maior a ruptura. 17Nem deitam vinho novo em odres velhos: D outra maneira rebentam os odres, e se vai O vinho, e s perdem os odres: Mas deitam vinho novo em odres nc vos: E assim ambas as coisas se conservam. 18Dizendo-lhes êle estas coisas, eis-que um yprir cipe se chegou a êle, e o adorou, dizendo: Senhor, agor acaba de expirar minha filha: Mas vem tu, põe a tu mão sôbre ela, e viverá.
Salmos e ProvérbiosSl 9,10-17 (9–10)
Salmo 9 (9–10)
Numeração da Vulgata. Nas Bíblias atuais: Salmo 9–10.
10O Senhor se fêz o refúgio para o pobre: Socor-rendo-o oportunamente na angústia. 11Em ti pois esperem os que conhecem o teu nome: Porque tu, Senhor, não desamparaste aos que te buscam. 12Cantai ao Senhor, que habita em Sião: Anunciai entre as nações os seus conselhos: 13Porque demandando o sangue dêles os teve presentes: Não se esqueceu do clamor dos pobres. 14Tem compaixão de mim, Senhor: Vê a humilhação a que meus inimigos me reduziram. 15Tu que me retiras das portas da morte, para que publique todos os teus louvores nas portas da filha de Sião. 16Exultarei na tua salvação: Cravaram-se as gentes na ruína, que me haviam preparado. No mesmo laço que esconderam, ficou preso o pc dêles. 17Conhecido será o Senhor que faz justiça: Nas obras das suas mãos foi preso o pecador.