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Bíblia em um ano Dia 123/365

Dia 123

2Sm 13–14 · Lc 19,1-16 · Sl 73,1-7 (74) · cerca de 14 min

  1. Antigo Testamento2Sm 13–14
  2. Novo TestamentoLc 19,1-16
  3. Salmos e ProvérbiosSl 73,1-7 (74)
Destaque da leitura de hoje“Tamar porém lançando cinza sôbre a sua cabeça, e rasgando a túnica talar, e postas as mãos na cabeça, se foi dali dando gritos.”2 Reis 13,19

Antigo Testamento2Sm 13–14

2 Reis 13

1Aconteceu depois disto que Amon, filho de Davi, se namorou de Tamar, irmã de Absalão, filho de Davi, a qual era duma rara beleza: 2E se apaixonou de sorte por ela, que por causa do seu amor caiu doente: Porque sendo ela virgem, parecia difícil a Amon fazer com ela coisa alguma contra a honestidade. 3Tinha porém Amon um amigo, homem muito sagaz, chamado Jonadab, filho de Semaa, irmão de Davi. 4Êste disse a Amon: Como assim de dia em dia vais emagrecendo, ó filho do rei? Por que te não descobres tu comigo? E Amon lhe respondeu: Eu amo a Tamar, irmã de meu irmão Absalão. 5Respondeu-lhe Jonadab: Deita-te na tua cama, e finge que estás doente: E quando teu pai te vier visitar,dize-lhe: Peço-te que tragas aqui minha irmã Tamar, para que me dê de comer, e me guise algum prato que eu possa comer da sua mão. 6Deitou-se pois Amon na cama, e começou a dar-se por doente: E tendo vindo o rei visitá-lo, disse Amon ao rei: Peço-te que mandes vir a minha irmã Tamar, para que faça à minha vista dois pratinhos, que eu coma da sua mão. 7Mandou pois Davi a casa de Tamar, a dizer-lhe: Vem à casa de teu irmão Amon, e faze-lhe alguma coisa de comer. 8È veio Tamar à casa de seu irmão Amon, que estava na cama: E tomando uma pouca de farinha a misturou: E adelgaçando-a, cozeu à sua vista uns caldinhos. 9E tomando o que tinha cozido, lançou-o num prato, e pôs-lhe diante, e Amon não quis comer, e disse: Façam sair todos para fora. E tendo feito sair todos para fora, 10disse Amon para Tamar: Chega-me cá à alcova essa vianda, para que eu a coma da tua mão. Tomou pois Tamar o que tinha cozido, e levou-o a seu irmão Amon à alcova. 11E logo que lhe pôs diante o manjar, pegou dela. e disse: Vem, minha irmã, deita-te comigo. 12Ela ihe respondeu: Não, meu irmão, não me faças esta violência, pois que isto não é lícito em Israel: Não faças tal loucura. 13Porque cu não poderei sofrer o meu opróbrio, e tu passarás em Israel por um insensato: Mais vale que fales ao rei e êle não me negará a ti. 14Porém Amon não quis ceder a seus rogos, mas podendo mais do que ela a forçou, e a desflorou. 15E Amon lhe cobrou uma muito estranha aversão: De sorte que o ódio que concebeu contra ela excedia muito ao amor que antes lhe tivera. E Amon lhe disse: Levanta-te e vai-te. 16E ela lhe respondeu: Êste ultraje que tu agora obras para comigo, lançando-me fora, ainda é maior do que o que primeiro me fizeste. E Amon não a quis ouvir. 17Antes chamando a um criado que o servia lhe disse: Deita-a fora, e fecha logo a porta nas suas costas. 18Ia Tamar vestida duma túnica talar: Porque êstè era o trajo que costumavam trazer as donzelas fi-lhas do rei. E o criado de Amon a deitou fora: E fechou a porta após ela. 19Tamar porém lançando cinza sôbre a sua cabeça, e rasgando a túnica talar, e postas as mãos na cabeça, se foi dali dando gritos. 20E Absalão, seu irmão, lhe disse: Acaso teu irmão Amon abusou de ti? Agora porém, ó minha irmã, cala-te: E” teu irmão: Nem se angustie o teu coração por isso. Ficou pois Tamar em casa de seu irmão Absalão definhando-se de pena. 21E o rei Davi tendo ouvido estas coisas. se apaixonou muito, mas não quis contristar o ânimo de Amon, seu filho primogênito. 22E Absalão não falou a Amon nem mal, nem bem: Porque Absalão aborrecia a Amon, por ter violado a sua irmã Tamar. 23Dois anos depois aconteceu tosquiarem-se as ovelhas de Absalão em Baalhasor, que é ao pé de Etraim: E Absalão convidou a todos os filhos do rei, 24e foi ter com o rei, e lhe disse:. Dou-te parte, que se tosquiam as ovelhas de teu servo: Rogo pois que venha o rei com os seus príncipes a casa de seu servo. 25E o rei disse a Absalão: Não. meu filho. não nos peças que vamos todos, e te sejamos pesados. Ins-tando-lhe porém Absalão, e não condescendendo Davi, deu-lhe a sua bênção. 26E Absalão lhe disse: Se tu não queres vir, suplico-te que ao menos venha conosco meu irmão Amon. E o rei lhe respondeu: Não é necessário que êle vá contigo. 27Finalmente instou-lhe mais Absalão, e Davi deixo ir com êle a Amon e a todos os mais filhos do rei. E Absalão tinha preparado um banquete como um banquete real. 28Absalão porém tinha dado ordem aos seus criados, dizendo: Estai com sentido quando Amon começar a estar turbado do vinho, e eu vos der sinal, dai nele, e matai-o: Não tenhais mêdo: Porque eu sou quem vo-lo mando: Tende ânimo, e sede homens de valor. 29Executaram pois os criados de Absalão a respeito de Amon, o que seu amo lhes havia ordenado. E todos os filhos do rei, levantando-se da mesa, montaram cada um na sua mula, e fugiram. 30Indo eles ainda no caminho, chegou aos ouvidos de Davi o rumor, dizendo: Absalão matou a todos os filhos do rei, e não ficou dêles nem um só. 31Levantou-se então o rei, e rasgou os seus vestidos: E lançou-se por terra, e todos os seus criados, que assistiam, rasgaram os seus vestidos. 32Mas respondendo Jonadab, filho de Semaa, irmão de Davi, disse: Não imagine o rei, meu senhor, que foram mortos todos os seus filhos: Só morreu Amon, porque assim o tinha resoluto fazer Absalão desde o dia que Amon forçara a sua irmã Tamar. 33Não se lhe meta pois na cabeça ao rei meu senhor tal notícia, que diz: Todos os filhos do rei foram mortos: Porque só: morreu Amon. 34Fugiu porém Absalão: E eis que levantando os olhos o criado, que estava de sentinela, viu uma grande tropa de gente, que vinha por um caminho escuso ao lado do monte. 35E Jonadab disse ao rei: Eis lá vêm os filhos do rei: Sucedeu o caso como o disse teu servo. 36E acabando êle de falar, apareceram os filhos do rei: E entrando levantaram a voz e choraram: E o rei e todos os seus servos também choraram com pranto mui amargo. 37Porém Absalão fugindo, foi para casa de To-lomai, filho de Amiud, rei de Gessur. E Davi chorou a seu filho todos os dias. 38E Absalão tendo fugido e refugiando-se em Gessur, esteve ali três anos. 39E o rei Davi deixou de perseguir a Absalão porque já se tinha consolado da morte de Amon.

2 Reis 14

1Joab, filho de Sarvia, conhecendo que o coração do rei estava inclinado para Absalão, 2enviou a Técua, fêz trazer de lá uma mulher mui sabida: E lhe disse: Finge que estás de nojo. e toma um vestido de dó, e não te unjas com óleo, para pareceres como uma mulher que há muito tempo que chora a um morto: 3e entrando junto do rei, dir-lhe-ás tais e tais palavras. E Joab lhe pôs na bôca tudo o que havia de dizer. 4Tendo-se pois apresentado ao rei esta mulher de Técua, deitou-se por terra diante dele, e o adorou, e disse: Salva-me, ó rei. 5E o rei lhe disse: Que tens? Ela respondeu: Ai! eu sou uma mulher viúva: Morreu meu marido. 6E a tua serva tinha dois filhos: Os quais tiveram uma briga no campo entre si, e não havia ninguém que os pudesse apartar: E um feriu o outro, e o matou. 7E eis que agora tôda a parentela levantando-se contra a tua serva, diz: Dá-nos para cá a êsse que matou a seu irmão, para o matarmos em castigo do sangue de seu irmão, a quem matou, e tirarmos do mundo ao herdeiro: E assim pretendem extinguir a única faísca, que me ficou, para que não se conserve o nome de meu marido, nem resto algum sôbre a terra. 8E o rei disse à mulher: Vai para tua casa, eu darei ordem em teu favor. 9E a mulher de Técua disse ao rei: Sôbre mim, ó rei meu senhor, recaia a culpa, e sôbre a casa de meu pai: Mas o rei, e o seu trono seja inocente. 10E disse o rei: Se alguém te contradisser, traze-o à minha presença, e está certa que êle te não inquietará mais. 11E ela disse: Recorde-se o rei do Senhor seu Deus, para que se não multipliquem os parentes de sangue para tomarem vingança, e de modo algum matem a meu filho. Êle respondeu: Viva o Senhor, que não há de cair no chão nem um cabelo de teu filho. 12Disse porém a mulher: Permite que a tua serva diga uma palavra ao rei meu senhor. E êle disse: Fala. 13E disse a mulher: Por que pensaste tu uma tal coisa contra o povo de Deus, e por que tem o rei determinado fazer este mal, e não faz antes voltar o seu desterrado? 14Nós morremos todos, e corremos pela terra bem como as águas, que não tornam mais: Nem Deus quer que alguma alma pereça; mas pensadamente suspende o castigo, para que se não perca de todo o que foi rejeitado. 15Por isso é pois que eu vim dizer esta palavra ao rei meu senhor, diante do povo. E a tua serva disse: Falarei ao rei, a ver se de algum modo consigo dêle a graça que lhe peço. 16E o rei me ouviu, para livrar a sua serva da mão de todos os que me queriam exterminar da herança de Deus, e a meu filho também. 17Permite pois à tua serva dizer que a palavra do rei meu senhor se execute como um sacrifício. Porque o rei meu senhor é como um anjo de Deus, que se não move nem de bênçãos, nem de maldições: E por isso. também o Senhor teu Deus está contigo. 18E respondendo o rei, disse à mulher: Não me encubras o que te vou a perguntar. E a mulher lhe respondeu: Fala, ó rei meu senhor. 19E disse o rei: Não é verdade que a mão de Joab anda contigo em tudo isto? Respondeu a mulher, e disse: Por tua vida, ó rei meu senhor, em nada se aparta de tudo o que disse o rei meu senhor, nem para a direita, riem para a esquerda: Porque com efeito o teu servo Joab é quem me deu esta ordem, e quem pôs tôdas estas palavras na bôca da tua serva. 20Teu servo Joab me mandou que te falasse eu assim em parábola: Mas tu, ó rei meu senhor, és sábio como o é um anjo de Deus, para entenderes tudo o que se passa sôbre a terra. 21E o rei disse a Joab: Eis-aí eu aplacado te concedo o que pedes: Vai pois, e faze voltar o moço Absalão. 22E Joab prostrando-se por terra sôbre o seu rosto adorou e felicitou ao rei: E disse Joab: Hoje, ó rei meu senhor, conheceu o teu servo, que eu achei graça diante de teus olhos: Porque deferiste à suplica de teu servo. 23Partiu pois Joab e foi a Gessur, e conduziu Absalão para Jerusalém. 24Mas o rei disse: Torne para sua casa, e não veja a minha face. Voltou pois Absalão para sua casa, e não viu a face do rei. 25Mas em todo o Israel não havia homem tão bem feito, nem tão gentil, como Absalão: Da planta do pc até à cabeça não havia nele defeito algum. 26E quando cortava o cabelo (o que êle fazia, uma vez cada ano, porque lhe carregava o cabelo) o cabelo da sua cabeça pesava duzentos siclos, pelo peso ordinário. 27Teve porém Absalão três filhos: E uma filha chamada Tamar, de elegante parecer. 28E esteve Absalão em Jerusalém dois anos, e não viu a face do rei. 29Mandou pois chamar a Joab, para o enviar ao rei: O qual não quis vir a êle. E como o mandasse chamar segunda vez, e êle não quisesse ainda vir ter com êle, 30disse aos seus servos: Vós sabeis que Joab tem um campo ao pé do meu, que está semeado de cevada: Ide pois, e lançai-lhe o fogo. Os servos pois de Absalão puseram fogo à seara. E vindo os servos de Joab ter com seu amo, rasgados os seus vestidos, lhe disseram: Os servos de Absalão queimaram parte do teu campo. 31E Joab se levantou, e foi a casa de Absalão, e disse: Por que puseram os teus servos fogo à minha seara? 32E respondeu Absalão a Joab: Eu mandei-te chamar, pedindo-te que 'viesses ter comigo, para te enviar ao rei, e lhe dizeres: Por que vim eu de Gessur? melhor me era estar lá: Peço pois a graça de ver a face do rei; e se êle está lembrado da minha iniquidade, mande-me matar. 33Joab porém apresentando-se ao rei, contou-lhe tudo: E foi chamado Absalão, e entrou à presença do rei, e o adorou prostrado o seu rosto em terra em sua presença: E ò rei deu o ósculo a Absalão.

Novo TestamentoLc 19,1-16

Lucas 19

1E tendo entrado em Jericó, atravessava Jesus a cidade. 2E vivia nela um homem chamado Zaqueu: E era êle um dos principais entre os publicanos, e pessoa rica: 3E procurava ver a Jesus, para saber quem era: E não o podia conseguir por causa da muita gente, porque era pequeno de estatura. 4E correndo adiante, subiu. a um sicômoro para o ver: Porque por ali havia de passar. 5E quando Jesus chegou àquele lugar, levantando os olhos, ali o viu, e lhe disse: Zaqueu, desce depressa: Porque importa que eu fique hoje em tua casa. 6E desceu êle a tôda a pressa, e recebeu-o gostoso. 7E vendo isto todos, murmuravam, dizendo que tinha ido hospedar-se em casa de um homem pecador. 8Entretanto Zaqueu, pôsto na presença do Senhor, disse-lhe: Senhor: Eu estou para dar aos pobres a metade dos meus bens: E naquilo em que eu tiver defraudado a alguém, pagar-lho-ei quadruplicado. 9Sôbre o que lhe disse Jesus: Hoje entrou a salvação nesta casa: Porque êste também é filho de Abraão: 10Porque o Filho do homem. veio buscar e salvar o que tinha perecido. 11Ouvindo êles isto, continuando Jesus a falar, lhes propôs uma parábola, por ocasião de estar êle perto de Jerusalém: E porque cuidavam que o Reino de Deus se havia de manifestar cedo. 12Disse pois: Um homem de grande nascimento foi para um país muito distante a tomar posse de um reino, para depois voltar. 13E chamando dez servos seus, deu-lhes dez marcos de prata, e disse-lhes: Negociai até eu vir. 14Mas os do seu país o aborreciam, e enviaram nas suas costas deputados que fizessem êste protesto: Não queremos que êste seja nosso rei. 15E com efeito voltou êle com a posse do reino tomada: E mandou chamar aqueles servos, a quem dera o seu dinheiro, a fim de saber quanto cada um tinha negociado. 16Veio pois o primeiro dizendo: Senhor, o teu março adquiriu dez.

Salmos e ProvérbiosSl 73,1-7 (74)

Salmo 73 (74)

Numeração da Vulgata. Nas Bíblias atuais: Salmo 74.

1Salmo didático composto por Asaf. Por que razão, ó Deus, nos hás desamparado para sempre? Incendido está o teu furor sôbre as ovelhas do teu pasto? 2Lembra-te da tua congregação, que possuíste desde o princípio. Tu remediaste a porção da tua herança: O monte de Sião em que te aprouve habitar. 3Levanta as tuas mãos contra as soberbas dêles até ao fim: Quantas maldades tem cometido o inimigo no Santuário! 4E os que te aborreceram, gloriaram-se: No meio da tua solenidade. Puseram os seus estandartes, em grande número, 5e não os conheceram, bem como nas portas sôbre o mais alto. Como em um bosque de árvores com machados, 6destroçaram à uma as suas portas: Com machado e camartelo a derribaram. 7Abrasaram em fogo ao teu Santuário: Na terra profanaram o tabernáculo do teu nome.

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Texto bíblico da tradução do Pe. Antônio Pereira de Figueiredo (1725–1797), em domínio público, conforme a edição de 1950 da Editora das Américas (São Paulo), com Nihil Obstat e Imprimatur, na ortografia daquela edição. Numeração dos versículos segundo a Vulgata. Sem as notas de rodapé.

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