Dia 125
2Sm 17–18 · Lc 20,1-21 · Sl 73,17-23 (74) · cerca de 13 min
Destaque da leitura de hoje“Não entregues às feras as almas que te louvam, e não ponhas em esquecimento para sempre as almas dos teus pobres.”Salmo 73,19 (74)
Antigo Testamento2Sm 17–18
2 Reis 17
1Disse pois Aquitofel a Absalão: Farei para mim escolha de doze mil homens, e sairei em busca de Davi esta noite. 2E dando sôbre êle (pois que está cansado e frouxo das mãos) o destroçarei: E logo que fugir todo o povo, que vem com êle, matarei o rei abandonado. 3E reconduzirei todo o povo, bem como costuma voltar um só homem: Pois que tu a um só homem buscas: E todo o povo ficará em paz. 4E agradou o seu parecer a Absalão, e a todos os anciãos de Israel. 5Todavia Absalão disse: Chamai a Cusai de Arac, e ouçamos também que é o que êle diz. 6E chegando Cusai à presença de Absalão, Absa-Jão lhe disse: Eis-aqui o conselho, que Aquitofel nos deu: Devemo-lo nós seguir ou não? Que nos aconselhas tu? 7E Cusai respondeu a Absalão: Não é bom o conselho, que Aquitofel deu esta vez. 8E acrescentou mais Cusai: Tu conheces bem que teu pai, e que a gente, que está com êle, são uns homens valentíssimos e que estão com o coração amargurado, como uma ursa,. que discorre enfurecida pelo bosque por lhe terem roubado os seus cachorros: E também teu pai é homem guerreiro e não se demorará com a sua gente. 9Talvez agora está êle escondido nalguma caverna, ou outro qualquer lugar, que tenha escolhido: Se nos princípios perecer alguns dos teus, publicar-se-á isto, e quem o ouvir, dirá: Foi destroçado o povo que seguia a Absalão. 10E os mais fortes, cujos corações são como leões, desfalecerão de pavor: Porque todo o povo de Israel sabe que teu pai é valente, e que todos que estão com êle são esforçados. 11Mas o conselho que me parece acertado: é êste: Ajunte-se a ti todo o Israel, desde Dan até Bersabée, que será inumerável como a areia do m ar: E tu estarás no meio dêles. 12E daremos sôbre êle em qualquer lugar em que fôr achado: E cobri-lo-emos, como costuma cair o orvalho sôbre a terra: E não deixaremos nem um só homem dos que estão com êle. 13Porém se êle se retirar para alguma cidade, todo o Israel cingirá aquela cidade com cordas, e trazê-la-emos arrastando até um ribeiro para cjue não apareça dela nem a mais pequena pedrinha. 14E disse Absalão, e todos os magnates de Israel: O conselho de Cusai de Arac é melhor do que o conselho de Aquitofel: Mas por disposição do Senhor foi dissipado o útil conselho de Aquitofel, para que o Senhor fizesse cair o mal sôbre Absalão. 15E disse Cusai aos pontífices Sadoc e Abiatar: Deste e deste modo aconselhou Aquitofel a Absalão, e aos anciãos de Israel: E eu o aconselhei assim e assim. 16Agora pois mandai a tôda a diligência avisar a Davi, dizendo-lhe: Não fiques esta noite nas planícies do deserto, mas passa sem dilação à outra banda: Não seja que fique absorvido o rei, e todo o povo que com êle está. 17Jônatas porém e Aquimaas estavam esperando junto à fonte de Rogel: E uma escrava lhe foi dar o aviso: E êles partiram a dar parte ao rei Davi: Porque não deviam ser vistos, nem entrar na cidade. 18Viu-os todavia um rapaz, e avisou a Absalão: Mas êles apertando o passo entraram em casa de um homem de Baurim, que tinha um poço à entrada da casa ao qual desceram. 19E a mulher tomou uma coberta, e a estendeu sôbre o bocal do poço. como quem queria secar cevada pilada: E assim ficou a coisa oculta. 20E tendo chegado ã casa os servos de Absalão, disseram à mulher: Onde estão Aquimaas e Jônatas? E a mulher lhes respondeu: Foram-se apressadamente, depois de beberem uma pouca de água. E os que os buscavam, como os não achassem, voltaram para Jerusalém. 21E logo que se retiraram, saíram Aquimaas e Jônatas do poço, e continuando o seu caminho avisaram ao rei Davi e lhe disseram: Marchai, e passai depressa o rio: Porque Aquitofel deu este conselho contra vós. 22Marchou pois Davi, e tôda a sua gente que estava com êle e passaram o Jordão antes de amanhecer: E não ficou nem só um que não passasse o rio. 23Aquitofel porém vendo que se não tinha seguido o seu conselho, aparelhou o seu jumento, e levantou-se e foi para a suã cidade: E tendo disposto todos os negócios da sua casa, se enforcou, e morreu, e foi sepultado no jazigo de seu pai. 24Depois chegou Davi ao arraial, e Absalão passou o Jordão, êle e na sua companhia todo o Israel. 25E Absalão deu o mando do exército a Amasa em lugar de Joab: Amasa porém era filho dum homem de Jezrael chamado Jetra, que era casado com Abigail, filha de Naas, irmã de Sarvia, que foi mãe de Joab. 26E Israel se acampou com Absalão no país de Galaad. 27E tendo Davi chegado ao arraial, Sobi, filho de Naas de Rabat dos amonitas, e Maquir, filho de Amiel de Lodabar, e Berzelai galaadita de Rogelim, 28lhe trouxeram um presente de camas, e de tapetes, e louça de barro, trigo, e cevada, e farinha, e cevada torrada. e favas, e lentilhas, e grãos fritos, 29e mel, e manteiga, ovelhas, e novilhos gordos: E deram tudo isto a Davi, e ao povo que com êle estava, para que comessem: Porque creram que o povo estaria quebrantado de fome, e de sede no deserto.
2 Reis 18
1Davi pois tendo feito resenha da sua gente no-meòu para eles tribunos e centuriões, 2e deu um terço das suas tropas ao mando de Joab, e outro terço ao mando de Abisai, filho de Sarvia, irmão de Joab, e outro terço ao mando de Etai de Get: E disse o rei à sua gente: Eu sairei também convosco. 3E a sua gente lhe respondeu: Não sairás: Porque quando os inimigos nos ponham em fugida não terão isto por uma grande coisa: E quando a metade das nossas tropas fique derrotada, não lhes dará isso maior cuidado: Porque tu só és considerado como dez mil: Logo é melhor que fiques na cidade para nos dares socorro. 4O rei lhes disse: Farei o que vos parecer ajustado. E pôs-se o rei junto à porta: E o povo ia desfilando formado em seus esquadrões de cento em cento, e de mil em mil. 5E o rei ordenou a Joab, e a Abisai, e a Etai, dizendo: Salvai-me com vida o moço Absalão. E todo o povo ouviu a ordem que o rei dava a todos os seus generais para salvarem a vida de Absalão. 6Assim saiu o povo à campanha contra Israel, e deu-se a batalha no bosque de Efraim. 7E ali foi o povo de Israel desbaratado pelo exército de Davi, e naquele dia houve uma grande mortandade de vinte mil homens. 8E os que ali combateram foram dispersos por tôda a face da terra, e foram muitos mais os que do povo consumiu o bosque, do que aqueles que pereceram à espada naquele dia. 9Aconteceu pois que indo Absalão montado num macho se encontrou com a gente de Davi: E tendo entrado o macho por baixo dum espesso e grande carvalho, se lhe embaraçou a cabeça no carvalho: E passando adiante o macho em que ia montado, ficou pendurado entre o Céu e a terra. 10Vendo porém isto um homem, avisou a Joab, dizendo: Eu vi Absalão pendurado dum carvalho. 11E Joab disse ao homem, que lhe tinha dado a notícia: Se o viste, por que o não atravessaste com a terra. e eu teria dado dez siclos de prata, e um boldrié? 12Êle respondeu a Joab: Ainda quando pusesses nas minhas mãos mil siclos de prata, de nenhuma sorte estenderia eu a minha mão contra o filho do rei: Porque todos nós ouvimos a ordem que o rei te deu a ti, e a Abisai, e a Etai, dizendo: Guardai-me o moço Absalão. 13Mas também se eu com risco da minha vida tivesse obrado tão temeràriamente, de nenhum modo isto se poderia ocultar ao rei, e tu mesmo te oporias. 14E disse Joab: Não será assim como tu queres, mas à tua mesma vista o matarei. Tomou pois na mão três lanças, e traspassou com elas o coração de Absalão: E quando êle ainda palpitava pendurado no carvalho, 15correram dez mancebos escudeiros de Joab, e a golpes o acabaram de matar. 16Deu pois Joab sinal com a trombeta, e querendo perdoar à multidão, impediu que a sua gente não fôsse no alcance dos israelitas que fugiam. 17E levaram a Absalão, e o lançaram numa grande cova em o bosque, e arremessaram sôbre êle um muito grande montão de pedras: E todos os israelitas fugiram para as suas tendas. 18Ora Absalão, quando ainda vivia, se tinha feito levantar uma coluna no vale do rei: Porque tinha dito: Eu não tenho filhos, e êste será um monumento do meu nome. E deu o seu nome a esta coluna, e ainda hoje se chama ela a Mão de Absalão. 19Aquimaas porém, filho de Sadoc, disse: Eu irei correndo, e darei por notícia ao rei, que o Senhor lhe fêz Justiça vingando-o do poder de seus inimigos. 20Joab lhe disse: Não lhe levarás hoje a notícia, mas noutro dia: Não quero que dês hoje a notícia porque é morto o filho do rei. 21E disse Joab a Cusi: Parte e vai anunciar ao rei o que viste. Cusi lhe fêz uma profunda reverência, e partiu a correr. 22E tornou Aquimaas, filho de Sadoc, a dizer: a Joab: Que embaraço há para que eu não vá também correndo depois de Cusi? E Joab lhe respondeu: Por que queres tu correr, ó meu filho? Não serás portador de boa nova. 23Aquimaas respondeu: Que importa pois se eu correr? E Joab lhe disse: Corre. Correndo pois Aquimaas por um atalho, passou a Cusi. 24Davi porém estava assentado entre as duas portas: E a sentinela, que estava em cima da muralha no alto da porta, levantando os olhos, viu vir um homem correndo só. 25E clamando o disse ao rei, e o rei respondeu: Se êle vem só, traz alguma boa nova. Vindo êle a grã pressa, e estando já próximo, 26descobriu a sentinela outro homem, que corria, e gritando de cima, disse: Eu vejo lá vir correndo outro homem só. E o rei disse: Êste também traz alguma boa nova. 27Mas a sentinela disse: Observo que o modo de correr do primeiro me parece ser o correr de Aquimaas, filho de Sadoc. E disse o rei: É um honrado homem: E êle vem trazer alguma boa nova. 28E gritando Aquimaas, disse ao rei: Deus te guarde, ó rei. E prostrado em terra adorando o rei em sua presença. disse: Bendito seja o Senhor teu Deus, que destroçou os homens que se tinham sublevado contra o rei meu senhor. 29E o rei disse: Está vivo o moço Absalão? e respondeu-lhe Aquimaas: Quando teu servo Joab me enviou a ti que sou teu servo, ó rei, vi eu um grande tumulto: Não sei outra coisa. 30O rei lhe disse: Passa, e espera aqui. Tendo êle passado, e estando pôsto no seu lugar, 31apareceu Cusi: E chegando disse: O' rei meu senhor, trago-te uma boa nova: Porque o Senhor julgou hoje em teu favor vingando-te da mão de todos aqueles que se sublevaram contra ti. 32E o rei disse a Cusi: É vivo o moço Absalão? Cusi respondendo-lhe, disse: Assim suceda aos inimigos do rei meu senhor, e a todos os que se sublevam contra êle.para o perderem, como sucedeu àquele mancebo. 33O rei pois cheio de tristeza, subiu a uma sala que estava por cima da porta e se pôs a chorar. E andando dizia assim: Meu filho Absalão. Absalão meu filho. Quem me dera que eu morrera por ti, Absalão, meu filho, filho meu Absalão?
Novo TestamentoLc 20,1-21
Lucas 20
1E aconteceu um daqueles dias que, estando Jesus no templo ensinando ao povo, e anunciando o Evangelho, se ajuntaram os príncipes dos sacerdotes, e os escriizas com os anciãos. 2E falaram-lhe nestes têrmos: Dize-nos, rom que autoridade fazes tu estas coisas? ou: Quem é que te deu êste poder? 3E respondendo Jesus, lhes disse: Também eu vos farei uma pergunta. Respondei-me: 4O batismo de João era do Céu ou era dos homens? 5Mas êles discorriam dentro de si, dizendo. Se dissermos que era do Céu, dirá: Por que razão logo não crestes nele? 6E se dissermos que era dos homens, todo o povo nos apedrejará: Porque êles têm por certo que João era um profeta. 7Responderam pois que não sabiam donde era. 8Disse-lhes então Jesus: Pois nem eu vos direi com que autoridade faço estas coisas. 9E começou a dizer ao povo esta parábola: Um homem plantou uma vinha, e arrendou-a a uns fazendeiros: E êle estêve ausente por muitos tempos. 10E em uma ocasião enviou um dos, seus servos aos fazendeiros, para que lhe dessem do fruto da vinha. Eles, depois de o ferirem, recambiaram-no sem coisa alguma. 11E tornou a enviar outro servo. Mas êles, ferindo também a êste, e carregando-o de afrontas, o despediram vazio. 12Tornou a enviar ainda terceiro: Êles, ferindo também a êste, o deitaram fora. 13Disse então o senhor da vinha: Que hei de fazer? Mandarei meu filho amado: Sem dúvida que quando o virem, lhe guardarão: respeito. 14Quando os fazendeiros o viram, discorreram entre si, dizendo: Êste é o herdeiro, matemo-lo, para fazer nossa a herança. 15E lançando-o fora da vinha, o mataram. Que lhes fará pois o senhor da vinha? 16Virá e acabará de todo com aqueles fazendeiros, e dará a vinha a outros. O que ouvindo eles, lhe disseram: Deus tal não permita. 17E êle olhando para êles, disse: Pois que quer dizer isto que está escrito: A pedra, que desprezaram os edificadores, esta veio a ser a principal do ângulo? 18Todo o que cair sôbre aquela pedra, ficará quebrantado: E sôbre quem ela cair, será feito em migalhas. 19E os príncipes dos sacerdotes, e os escribas lhe desejavam lançar as mãos naquela hora: Mas temeram ao povo: E isto porque entenderam que contra êles havia proposto esta parábola. 20Com o ôlho pois nele mandaram espias, que se disfarçassem em homens de bem, para o apanharem no que dizia, a fim de o entregarem à jurisdição e poder do governador. 21Estes pois lhe fizeram uma pergunta, dizendo: Mestre, sabemos que falas e ensinas retamente: E que não fazes acepção de pessoas, mas que ensinas o caminho de Deus em verdade:
Salmos e ProvérbiosSl 73,17-23 (74)
Salmo 73 (74)
Numeração da Vulgata. Nas Bíblias atuais: Salmo 74.
17Tu fizeste todos os limites da terra: o estio e a primavera tu os formaste. 18Lembra-te disto: O inimigo improperou ao Senhor: E um povo néscio irritou o teu nome. 19Não entregues às feras as almas que te louvam, e não ponhas em esquecimento para sempre as almas dos teus pobres. 20Olha para o teu testamento: Porque os obscurecidos da terra são os que estão cheios de casas de iniquidade. 21Não se volte confundido o humilde: O pobre, e o desvalido louvarão o teu Nome. 22Levanta-te, ó Deus, julga a tua causa: Lembra-te dos impropérios feitos contra ti, daqueles com quem um povo néscio te injuria todo o dia. 23Não te esqueças das vozes de teus inimigos: A soberba daqueles que te aborrecem, sobe continuamente.