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Bíblia em um ano Dia 148/365

Dia 148

2Rs 3–4 · At 8,1-21 · Sl 85,1-10 (86) · cerca de 13 min

  1. Antigo Testamento2Rs 3–4
  2. Novo TestamentoAt 8,1-21
  3. Salmos e ProvérbiosSl 85,1-10 (86)
Destaque da leitura de hoje“Não há semelhante a ti entre os deuses, Senhor: E não há' quem se te assemelhe nas tuas obras.”Salmo 85,8 (86)

Antigo Testamento2Rs 3–4

4 Reis 3

1Jorão porém, filho de Acab, reinou sôbre Israel em Samaria no décimo oitavo ano de Josafat rei de Judá. E reinou doze anos. 2E êle obrou o mal diante do Senhor, mas não tanto como seu pai, e sua mãe: Porque tirou as estátuas de Baal. que seu pai tinha feito. 3Perseverou todavia sempre nos pecados de Jeroboão, filho de Nabat, que fêz pecar a Israel e se não apartou deles. 4Ora Mesa, rei de Moab, sustentava muitos gados, e pagava ao rei de Israel cem mil cordeiros, e cem mil carneiros com os seus velos. 5Porém depois da morte de Acab, quebrou o ajuste que tinha feito com o rei de Israel. 6Por isso o rei Jorão saiu naquele dia de Samaria, e fêz revista de todo o Israel. 7E mandou dizer a Josafat, rei de Judá: O rei de Moab se sublevou contra mim, vem tu comigo a pelejar contra êle. Josafat respondeu: Eu irei. O que é meu é teu: O meu povo é teu povo: E os meus cavalos são teus cavalos. 8E disse: Por que caminho iremos? E Jorão respondeu: Pelo deserto da Iduméia. 9Marcharam pois o rei de Israel, e o rei de Judá, e o rei de Edom, e andaram rodeando com uma marcha de sete dias, e não havia água para o exército, nem para as bestas, que os seguiam. 10E disse o rei de Israel: Ai, ai, ai! O Senhor nos ajuntou três reis, para nos entregar nas mãos de Moab. 11E disse Josafat: Aqui não há nenhum profeta do Senhor, para implorarmos por êle o Senhor? E um dos servos do rei de Israel respondeu: Aqui está Eliseu, filho de Safat, que dava água às mãos a Elias. 12E disse Josafat: A palavra do Senhor está nêle. E foram ter com êle o rei de Israel, e Josafat. rei de Judá. e o rei de Edom. 13E Eliseu disse ao rei de Israel: Que tenho eu contigo? Vai ter com os profetas de teu pai, e de tua mãe. E o rei de Israel lhe disse: Por que ajuntou o Senhor êstes três reis, para os entregar nas mãos de Moab? 14E Eliseu lhe respondeu: Viva o Senhor dos exércitos em cuja presença estou, que se não fôsse por respeitar a pessoa de Josafat rei de Judá, eu sem dúvida te não atenderia, nem poria em ti os olhos. 15Mas agora mandai-me cá um harpista. E quando êste cantava ao som da harpa, foi a mão do Senhor sôbre Eliseu, e disse: 16Eis-aqui o que diz o Senhor: Fazei várias poças pela madre desta torrente. 17Porque eis-aqui o que diz o Senhor: Vós não vereis vento, nem chuva: Mas esta madre se encherá de água, e bebereis vós e os vossos servos, e as vossas bêstas. 18E isto é pouco na presença do Senhor: Ainda mais êle entregará também Moab nas vossas mãos. 19E vós destruireis tôdas as cidades fortes, e tôdas as praças as mais importantes, e cortareis pelo pé tôdas as árvores frutíferas, e entupireis tôdas as fontes de água, e cobrireis de pedras todos os campos mais férteis. 20Sucedeu pois pela manhã, quando se costuma oferecer o sacrifício, e eis que desceram as águas pelo caminho de Edom, e a terra se encheu de água. 21Todos os moabitas porém sabendo que eram vindos os reis para pelejarem contra êles, ajuntaram todos os que pegavam em armas, e os esperaram nas fronteiras. 22E levantando-se ao romper da manhã, e raiando já o sol sôbre as águas, viram os moabitas defronte de si as águas vermelhas como sangue, 23e disseram: É sangue derramado pela espada: Os reis pelejaram contra si, e de parte a parte se mataram: Marcha agora, ó Moab, à prêsa. 24E vieram ao campo de Israel: Mas os israelitas levantando-se bateram os moabitas: Êstes fugiram à sua vista. Os vencedores vieram em seu alcance, e mataram os moabitas, 25e destruíram as cidades: E encheram todos os campos os mais férteis de pedras, que cada um lançou: E entupiram tôdas as fontes de água: Deitaram abaixo tôdas as árvores frutíferas de modo que ficaram só em pé os muros feitos de barro: E a cidade foi cercada pelos que atiravam com funda, e em uma grande parte ficou demolida. 26Vendo o rei de Moab que os inimigos prevaleciam, tomou consigo setecentos homens de guerra, que investissem o rei de Edom: Mas êles não puderam. 27E pegando em seu filho primogênito, que havia de reinar depois dêle, o ofereceu em holocausto sôbre o muro, e os israelitas se indignaram em extremo, e logo se retiraram dêle, e voltaram para o seu país.

4 Reis 4

1Mas uma mulher que o era de um dos profetas gritou a Eliseu, dizendo: Teu servo meu marido morreu, e tu sabes que teu servo era temente ao Senhor: E agora eis vem o credor levar-me os meus dois filhos para serem seus escravos. 2Eliseu lhe disse: Que queres que eu te faça? Dize-me, que tens em tua casa? E ela respondeu: Eu tua serva não tenho em minha casa outra coisa senão um pouco de azeite, para me ungir. 3Disse-lhe Eliseu: Vai, pede emprestadas às tuas vizinhas bastantes vasilhas despejadas. 4E entra, e fecha a tua porta, depois que estiveres de dentro tu, e teus filhos: E deita do azeite em tôdas estas vasilhas: E estando cheias, tirá-las-ás. 5Foi pois a mulher, e fechou a porta sôbre si, e sôbre seus filhos: Os filhos lhe chegavam as vasilhas, e ela as enchia. 6Cheias que foram as vasilhas, disse ela a um de seus filhos: Chega-me cá ainda alguma outra vasilha. E êle lhe respondeu: Não a tenho. E o azeite parou. 7Veio pois ela, e o declarou ao homem de Deus. E êle disse: Vai, vende o azeite, e paga ao teu credor: E tu, e teus filhos vivei do resto. 8Aconteceu também que Eli seu um dia passava por Sunam: E havia ali uma mulher grave, a qual teve mão nele para comer o pão: E como êle passava fre-qúentemente por ali, ia pousar em sua casa para tomar a sua refeição. 9A qual disse a seu marido: Tenho observado que este homem, que passa tantas vezes por nossa casa, é um homem de Deus, e um santo. 10Façamos-lhe pois um pequeno quarto, e ponhamos nêle uma cama, e uma mesa, e uma cadeira, e um candeeiro, para que quando vier a nossa casa, se acomode ali. 11Aconteceu pois que um dia veio, e se alojou no quarto, e descansou nêle. 12E disse a Giezi, seu criado: Chama esta sunamita. E tendo-a êle chamado, e estando ela em pé diante dêle, 13disse ao seu criado: Dize-lhe: Tu nos tens tratado com todo o desvêlo, que queres que eu te faça? Acaso tens algum negócio, e queres que fale ao rei, ou ao general dos seus exércitos? Ela respondeu: Eu vivo no meio do meu povo. 14E disse: Que quer pois que eu lhe faça? E Giezi respondeu: E” escusado perguntar-lho: Porque ela não tem filhos, e seu marido é já velho. 15Mandou-lhe pois que a chamasse: E chamada que ela foi, e tendo-se pôsto diante da porta, 16Eliseu lhe disse: Neste tempo e nesta mesma hora, se Deus te conservar com vida, terás um filho no teu ventre. E ela respondeu: Não meu senhor, homem de Deus, não enganes, te peço, a tua escrava. 17E a mulher concebeu, e pariu um filho no mesmo tempo, e à mesma hora, que Eliseu lhe dissera. 18E o menino cresceu. E tendo ido um dia buscar a seu pai, que estava com os ceifeiros, 19disse a seu pai: Dói-me a cabeça, dói-me a cabeça. E êle disse a um servo: Toma êste menino e leva-o a sua mãe. 20E tendo o servo pegado nele, e levado a sua mãe, ela o pôs sôbre os seus joelhos, até o meio-dia, e morreu. 21Mas a mãe subiu, e pôs o menino em cima da cama do homem de Deus, e fechou a porta: E saindo, 22chamou a seu marido, e lhe disse: Manda comigo, te peço, um dos teus servos, e uma jumenta, para eu ir à pressa até o homem de Deus, e voltarei. 23O marido lhe disse: Por que vais ter com êle? Hoje não são Calendas, nem Sábado. Ela respondeu: Eu irei. 24E fêz aparelhar a jumenta, e disse ao servo: Guia-me, e apressa-te, não me demores no caminho: E faze o que te ordeno. 25Partiu pois, e foi ter com o homem de Deus ao monte Carmelo: E o homem de Deus tendo-a visto vir para êle, disse para o seu criado Giezi: Eis-aí vem aquela sunamita. 26Vai pois a recebê-la, e dize-lhe: Vai-te bem a ti, e a teu marido e a teu filho? Respondeu-lhe ela: Muito bem. 27É tendo vindo ter com o homem de Deus ao monte, se deitou a seu pés: E Giezi se chegou para a retirar. Mas o homem de Deus lhe disse: Deixa-a: Porque a sua alma está em amargura, e o Senhor mo encobriu, e não mo manifestou. 28Ela lhe disse: Acaso pedi-te eu algum filho, meu senhor? Não te disse eu: Não me enganes? 29E Eliseu disse a Giezi: Cinge os teus rins, e toma o meu bordão na mão, e parte. Se encontrares alguém não o saúdes: E se alguém te saudar, não lhe respondas: E porás o meu bordão sôbre o rosto do menino. 30Porém a mãe do menino disse: Viva o Senhor, e viva a tua alma, que eu não te largarei. Partiu êle pois e a seguiu. 31Giezi porém tinha ido adiante deles, e tinha pôsto o bordão de Eliseu sôbre o rosto do menino, mas êle não tinha nem fala, nem sentidos: E voltou a encontrar-se com êle, e lho noticiou, dizendo: O menino não ressuscitou. 32Entrou pois Eliseu na casa, e o menino estava morto em cima da sua cama: 33E tendo entrado cerrou a porta sôbre si, e sôbre o menino: E fêz oração ao Senhor. 34E subiu à cama, e deitou-se sôbre o menino: E pôs a sua bôca sôbre a bôca dêle, e os seus olhos sôbre os olhos dêle, e as suas mãos sôbre as mãos dêle: E encurvou-se sôbre êle, e cobrou calor a carne do menino. 35E êle descendo deu duas voltas pela casa: E subiu e estendeu-se sôbre êle: E o menino bocejou sete vêzes, e abriu os olhos. 36Então êle chamou a Giezi, e lhe disse: Chama essa sunamita: A qual sendo chamada entrou no quarto onde êle estava. E Eliseu lhe disse: Toma o teu filho. 37Chegou-se ela, lançou-se a seus pés, e o adorou prostrada em terra: E tomou seu filho, e saiu, 38e Eliseu voltou para Galgala. E neste país havia fome, e os filhos dos profetas habitavam com êle: E disse a um dos seus criados: Pega numa panela grande, e faze de comer para os filhos dos profetas. 39E saiu um ao campo para apanhar umas ervas bravas: E achou uma como parra silvestre, e colheu dela as coloquintidas do campo, e encheu a sua capa, e tendo voltado, as cortou em pedaços dentro da panela das papas mas não conhecia o que era. 40Deram pois delas aos companheiros para comerem: E tendo provado do guisado, gritaram, dizendo: Homem de Deus, a panela tem coisa mortífera. E não puderam comer. 41Mas êle lhes disse: Trazei-me farinha. E tendo-lha trazido, a lançou na panela, e disse: Deita à gente, para que coma. E não houve mais amargor algum na panela. 42Veio também um homem de Baalsalisa que trazia ao homem de Deus uns pães das primícias, vinte pães de cevada, e trigo novo no seu alforje. E Eliseu disse: Dá ao povo para que coma. 43E o seu criado lhe respondeu: Que é isto, para eu o pôr diante a cem pessoas? Êle disse outra vez: Dá ao povo para que coma: Porque eis-aqui o que diz o Senhor: Comerão e sobejará. 44Pôs-lhos pois diante: Comeram, e ainda sobrou, conforme a palavra do Senhor.

Novo TestamentoAt 8,1-21

Atos dos Apóstolos 8

1Naquele dia pois se moveu uma grande perseguição na igreja que estava em Jerusalém, e foram todos dispersos pelas províncias da Judéia, e de Samaria, excetuando os Apóstolos. 2E uns homens timoratos trataram de enterrar a Estêvão e fizeram um grande pranto sobre êle. 3Mas Saulo assolava a igreja, entrando pelas casas, e tirando com violência homens e mulheres, os fazia meter no cárcere. 4Portanto, os que haviam sido dispersos iam de uma parte para a outra, anunciando a palavra de Deus. 5E Filipe, descendo a uma cidade de Samaria, lhes pregava a Cristo. 6E os povos estavam atentos ao que Filipe lhes dizia, escutando-o com um mesmo ardor, e vendo os prodígios que fazia. 7Porque os espíritos imundos de muitos possessos saiam dando grandes gritos. 8E muitos paralíticos e côxos foram curados. 9Pelo que se originou uma grande alegria naquela cidade. Havia porém nela um homem, por nome Simão, o qual antes tinha ali exercitado a mágica, enganando ao povo samaritano, dizendo que êle era um grande homem. 10A quem todos davam ouvidos desde o menor até ao maior, dizendo: Êste é a virtude de Deus, a qual se chama grande. 11E êles o atendiam: Porque, com as suas artes mágicas, por muito tempo os havia dementado. 12Porém, depois que creram o que Filipe lhes anunciava do reino de Deus, iam-se batizando homens e mulheres em nome de Jesus Cristo. 13Então creu também o mesmo Simão: E depois que foi batizado, andava unido a Filipe. Vendo também os prodígios e grandíssimos milagres que se faziam, todo cheio de pasmo se admirava. 14Os Apóstolos, porém, que se achavam em Jerusalém, tendo ouvido que a Samaria recebera a palavra de Deus, mandaram-lhes lá a Pedro e a João. 15Os quais, como chegaram, fizeram oração por êles, a fim de receberem o Espirito Santo. 16Porque êle ainda não tinha descido sôbre nenhum, mas somente tinham sido batizados em nome do Senhor Jesus. 17Então punham as mãos sôbre êles, e recebiam o Espirito Santo. 18E quando Simão viu que se dava o Espirito Santo por meio da imposição da mão dos Apóstolos, lhes ofereceu dinheiro, 19dizendo: Dai-me também a mim êste poder, que qualquer a quem eu impuser as mãos, receba o Espírito Santo. Mas Pedro lhe disse: 20O teu dinheiro pereça contigo: Uma vez que tu te persuadiste que o dom de Deus se podia adquirir com dinheiro, 21tu não tens parte, nem sorte alguma, que pretender neste ministério: Porque o teu coração não é reto diante de Deus.

Salmos e ProvérbiosSl 85,1-10 (86)

Salmo 85 (86)

Numeração da Vulgata. Nas Bíblias atuais: Salmo 86.

1Oração do mesmo Davi Inclina, Senhor, o teu ouvido, e ouve-me: Porque eu sou desvalido, e pobre. 2Guarda a minha alma, porque sou santo: Salva-me, Deus meu, a mim teu servo, que espero em ti. 3Senhor, tem misericórdia de mim, por que a ti clamei todo o dia: 4Alegra a alma do teu servo, porque a ti, Senhor, levantei a minha alma. 5Porque tu, Senhor, és suave, e brando: E de muita misericórdia para todos os que te invocam. 6Percebe, Senhor, nos teus ouvidos a minha oração: E atende à voz do meu humilde rogo. 7No dia da minha tribulação clamei a ti: Porque me escutaste. 8Não há semelhante a ti entre os deuses, Senhor: E não há' quem se te assemelhe nas tuas obras. 9Tôdas as gentes quantas fizeste, virão, e prostradas te adorarão, Senhor: E glorificarão o teu nome. 10Porquanto tu és grande, e fazedor de maravilhas: Tu só és Deus.

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Texto bíblico da tradução do Pe. Antônio Pereira de Figueiredo (1725–1797), em domínio público, conforme a edição de 1950 da Editora das Américas (São Paulo), com Nihil Obstat e Imprimatur, na ortografia daquela edição. Numeração dos versículos segundo a Vulgata. Sem as notas de rodapé.

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