Dia 147
Ecl 12; 2Rs 1–2 · At 7,42-59 · Sl 84 (85) · cerca de 12 min
Destaque da leitura de hoje“Mostra-nos, Senhor, a tua misericórdia: E dá-nos o teu Salvador.”Salmo 84,8 (85)
Antigo TestamentoEcl 12; 2Rs 1–2
Eclesiastes 12
1Lembra-te do teu criador nos dias da tua mocidade, antes que venha o tempo da aflição e cheguem os anos, de que tu digas: Esta idade não me agrada: 2Antes que se escureça o sol, e a luz, e a lua, e as estrêlas, e tornem a vir as nuvens depois da chuva: 3Quando os guardas de tua casa começarem a tremer e os homens mais fortes a vergar e estiverem ociosos em apoucado número os que moem e os que vêem pelos buracos principiarem a cobrir-sé de trevas: 4E quando se fecharem as portas na rua, pela voz baixa do que moi e se levantarem ao canto da ave e tôdas as filhas da harmonia ensurdecerem. 5Eles terão mêdo também dos lugares altos e temerão no caminho. A amendoeira florescerá, o gafanhoto engordará, e a alcaparra se extinguirá; Porque o homem irá para a casa da sua eternidade carpindo ao redor dêle, o irão acompanhando pelas ruas. 6Antes que se rompa o cordão de prata e se retire a fita de ouro e se quebre a cântara sôbre a fonte e se desfaça a roda sôbre a cisterna, 7eo pó se tórie na sua terra de onde era, e o espirito volte para Deus, que o deu. 8Vaidade de vaidades, disse o Eclesiastes, e tudo vaidade. 9O Eclesiastes como era muito sábio ensinou o povo e contou o que tinha feito, e investigando compôs muitas parábolas. 10Êle buscou palavras úteis, e escreveu discursos ajustadíssimos, e cheios de verdade. 11As palavras dos sábios são como uns estímulos, e como uns cravos profundamente pregados, que por meio do conselho dos mestres nos foram comunicadas pelo único pastor. 12Não busques pois, meu filho, mais coisa alguma fora destas. Não se põe têrmo em multiplicar livros: E a meditação frequente é aflição da carne. 13Ouçamos todos juntos o fim dêste discurso. Teme a Deus, e observa os seus mandamentos: Porque isto é o tudo do homem: 14E de tudo quanto se comete fará Deus dar conta no seu juízo em atenção de todo o êrro, seja boa ou má essa coisa.
4 Reis 1
1Depois da morte cie Acab, sacudiu Moab o jugo de Israel. 2E Ocozias caiu pelas gracles dum quarto alto. que tinha em Samaria, e adoeceu: E enviou mensageiros, dizendo-lhes: Ide, consultai a Belzebu, deus de Acaron, se poderei eu convalescer desta minha moléstia. 3O anjo porém do Senhor falou a Elias tesbita, dizendo: Levanta-te, e vai sair ao encontro dos mensageiros do rei de Samaria, e lhes dirás: Acaso não há um Deus em Israel, para vós irdes consultar a Belzebu, deus de Acaron?, 4Por isso eis-aqui o que diz o Senhor: Tu te não levantarás da cama, em que jazes mas certissimamente morrerás. E Elias partiu. 5E os mensageiros voltaram para Ocozias, o qual lhes disse: Por que voltastes? 6Êles porém lhe responderam: Um homem nos saiu ao encontro, e nos disse: Ide, e tornai para o vosso rei, que vos mandou, e lhe direis: Eis-aqui o que diz o Senhor: Acaso, porque não há um Deus em Israel, mandas a consultar a Belzebu. deus de Acaron? Pois por isso te não levantarás tu da cama em que jazes, mas certissi-mamentc morrerás. 7E êle lhes disse: Que figura, e que hábito é o dêsse homem, que se encontrou convosco, e vos disse essas palavras? 8E êles responderam: E” um homem coberto de cabelos, e que anda cingido sôbre os rins com uma cinta de couro. Êle disse: E' Elias tesbita. 9E logo lhe enviou um capitão de cinquenta homens, e os cinquenta soldados que estavam debaixo do seu mando. O qual foi ter com Elias: E estando êle assentado no cume dum monte, lhe disse: Homem de Deus, o rei mandou que venhas. 10E respondendo Elias, disse ao capitão dos cinquenta soldados: Se eu sou homem de Deus, desça fogo do céu, e te devore a ti, e aos teus cinquenta homens. Desceu pois fogo do céu, e o devorou, e aos cinquenta homens que estavam com êle. 11E enviou outra vez Ocozias segundo capitão de cinquenta soldados, e os seus cinquenta com êle. O qual lhe disse: Homem de Deus, o rei diz isto: Apressa-te, e vem, 12Respondendo Elias, disse: Se eu sou homem de Deus, desça fogo do céu, e te devore a ti, e os teus cinquenta homens. Desceu pois fogo do céu, e o devorou e os seus cinquenta homens. 13Enviou outra vez Ocozias terceiro capitão de cinquenta homens, e os cinquenta homens, que estavam com êle. O qual tendo chegado, se pôs de joelhos diante de Elias e lhe suplicou, e disse: Homem de Deus, não desprezes a minha alma, nem as almas dos teus servos que estão comigo. 14Eis-aí desceu o fogo do céu, e devorou os dois primeiros capitães dos cinquenta homens, e os cinquenta que estavam com êles:Mas agora eu te suplico que te compadeças da minha alma. 15E o anjo do Senhor falou a Elias, dizendo: Desce com êle, não temas. Levantou-se pois, e desceu com este capitão a buscar o rei, 16e lhe disse: Eis-aqui o que diz o Senhor: Porque tu enviaste mensageiros a consultar a Belzebu, deus de Acaron, como se não houvesse um Deus em Israel, que tu pudesses consultar, por isso tu te não levantarás da cama, em que jazes, mas certissimamente morrerás. 17Morreu pois Ocozias conforme a palavra do Senhor, que pronunciou Elias, e em seu lugar reinou Jorão, seu irmão, no segundo ano de Jorão, filho de Josafat rei de Judá: Porque Ocozias não tinha filho. 18O resto porém das ações de Ocozias está escrito no Livro dos Anais dos reis de Israel.
4 Reis 2
1Aconteceu pois que quando o Senhor quis arrebatar Elias ao Céu por um remoinho, vinham Elias e Eliseu de Galgala. 2E Elias disse a Eliseu: Fica aqui, porque o Senhor me mandou a Betei. Eliseu lhe respondeu: Viva o Senhor. e viva a tua alma, que eu não te deixarei. E indo para Betei, 3saíram os filhos dos profetas que estavam em Betei, a receber Eliseu, e disseram-lhe: Acaso sabes tu que o Senhor te há de levar hoje teu amo? Êlc respondeu: Eu também o sei: Calai-vos. 4Disse pois Elias a Eliseu: Fica aqui, porque o Senhor me mandou a Jericó. E êle respondeu: Viva o Senhor, e viva a tua alma, que eu te não hei de deixar. E tendo chegado a Jericó, 5vieram os filhos dos profetas, que estavam em Jericó, ter com Eliseu, e disseram-lhe: Acaso sabes tu que o Senhor há de tirar hoje teu amo? E êle disse: Eu também o sei: Calai-vos. 6Disse-lhe pois Elias: Fica aqui, porque o Senhor me mandou até ao Jordão. E êle respondeu: Viva o Senhor, e viva a tua alma, que eu te não hei de deixar. Foram pois ambos juntos, 7e cinquenta dos filhos dos profetas os seguiram, os quais também pararam defronte dêle, de longe: E êles ambos se puseram à borda do Jordão. 8E tomou Elias a sua capa, e dobrou-a, e feriu as águas, as quais se dividiram para as duas bandas, e passaram ambos a pé enxuto. 9E tendo passado, disse Elias a Eliseu: Pede-me o que queres que eu te alcance, antes que eu seja arrebatado de ti. E Eliseu respondeu: Peço que seja dobrado em mim o teu espírito. 10Elias respondeu: Dificultosa coisa pediste: Todavia se tu me vires, quando me arrebatarem de ti, terás o que pediste: Mas se me não vires, não o terás. 11E continuando o seu caminho, e caminhando a conversar entre si, eis-que um carro de fogo, e uns cavalos de fogo os separaram um do outro: E Elias subiu ao céu por meio de um remoinho, 12e Eliseu o via, e clamava: Meu pai, meu pai, meu pai. carro de Israel, e seu condutor. E não o viu mais: E tomou os seus vestidos e os rasgou em duas partes. 13E levantou do chão a capa, que Elias lhe tinha deixado cair: E voltando parou à borda do Jordão, 14e pegando na capa, que Elias lhe tinha deixado cair, feriu as águas, e elas não se dividiram: E disse: Onde está ainda agora o Deus de Elias? E feriu as águas, e elas se dividiram duma, e doutra parte, e Eliseu as passou. 15Vendo pois os filhos dos profetas, que estavam em Jericó defronte, disseram: O espírito de Elias repousou sôbre Eliseu. E vindo sair-lhe ao encontro, se prostraram por terra a seus pés com profundo respeito, 16e disseram-lhe: Sabe que entre os teus servos há cinquenta homens fortes, que podem ir a buscar teu amo,porque talvez que o espírito do Senhor o levasse, e atirasse com êle para algum monte, ou para algum vale. Eliseu respondeu: Não mandeis. 17E o constrangeram, até que êle condescendeu, e disse: Mandai. Mandaram êles pois cinquenta homens,os quais tendo-o buscado três dias, o não acharam. 18E voltaram para Eliseu: E êle estava em Jericó, e lhes disse: Não vos disse eu: Não mandeis? 19Disseram também a Eliseu os habitantes desta cidade: A habitação desta cidade é muito cômoda, como tu mesmo, Senhor, vês: Mas as águas são péssimas, e a terra estéril. 20E êle respondeu: Trazei-me um vaso novo, e deitai-lhe sal. Como lho tivessem trazido, 21saiu êle à fonte das águas, e deitou o sal nela, e disse: Eis-aqui o que diz o Senhor: Eu serei estas águas, e elas não causarão mais nem morte, nem esterilidade. 22Tornaram-se pois sadias as águas até ao dia de hoje conforme a palavra que disse Eliseu. 23E dali veio para Betei: e indo pelo caminho, uns meninos pequenos saíram da cidade, e zombavam dêle, dizendo: Sobe, calvo, sobe, calvo. 24Ei isca virando-se para eles, os viu, e os amaldiçoou em nome do Senhor: E saíram dois ursos do bosque, «e despedaçaram deles quarenta e dois meninos. 25Retirou-se pois dali para o monte Carmelo, e de lá voltou para Samaria.
Novo TestamentoAt 7,42-59
Atos dos Apóstolos 7
42Mas Deus se apartou, e os abandonou a que servissem a milícia do Céu como está escrito no Livro dos Profetas. Porventura oferecestes-me vós, Casa de Israel, algumas vítimas, e sacrifícios pelo.espaço de quarenta anos no deserto? 43E recebestes a tenda de Moloque, e a estrêla do vosso deus Renfam, figuras que vós fizestes para as adorar. Pois eu vos fareiir para lá de Babilônia. 44O tabernáculo do testemunho esteve com os nossos pais no deserto, assim como Deus lho ordenou, dizendo a Moisés que o-fizesse conforme o modêlo que tinha visto. 45E nossos pais, depois de o terem recebido, o levaram debaixo da conduta de Josué à possessão dos gentios, aos quais lançou Deus fora da presença de nossos pais, até aos dias de Davi. 46O qual achou graça diante de Deus, e pediu o achar tabernáculo para o Deus de Jacó. 47Mas Salomão lhe edificou a casa. 48Porém o Excelso não habita em feitura de mãos, como diz o profeta: 49O Céu é o meu trono, e a terra o estrado dos meus pés. Que casa me edificareis vós? diz o Senhor; ou qual é o lugar do meu repouso? 50Não fêz porventura a minha mão tôdas estas coisas? 51Homens de dura cerviz, de corações e ouvidos incircuncisos, vós sempre resistis ao Espirito Santo; assim como obraram vossos pais, assim o fazeis vós também. 52A qual dos profetas não perseguiram vossos pais? E mataram êles aos que de antemão anunciavam a vinda do Justo, do qual vós agora fostes traidores e homicidas: 53Vós, que recebestes a lei por ministério dos anJos, e não a guardastes. 54Ao ouvir, porém, tais palavras, enraiveciam-se dentro nos seus corações, e rangiam com os dentes contra êle, 55Mas como êle estava cheio. do Espirito Santo, olhando para o Céu, viu a glória de Deus e a Jesus que estava em pé à destra de Deus. E disse: Eis estou eu vendo os Céus abertos, e-o Filho do homem que está em pé à mão direita de Deus. 56Então êles, levantando uma grande grita, taparam os seus ouvidos, e todos juntos arremeteram a êle com fúria. 57E tendo-o lançado para fora da cidade, o apedrejaram: E as testemunhas depuseram os seus vestidos aos pés de um moço que se chamava Saulo. 58E apedrejavam a Estêvão, que invocava a Jesus, e dizia: Senhor Jesus, recebe o meu espirito. 59E pôsto de joelhos, clamou em voz alta, dizendo: Senhor, não lhes imputes êste pecado. E tendo dito isto, dormiu no Senhor. E Saulo era.consentidor na sua morte. CAPfTULO
Salmos e ProvérbiosSl 84 (85)
Salmo 84 (85)
Numeração da Vulgata. Nas Bíblias atuais: Salmo 85.
1Ao regente do côro, salmo dos filhos de Coré. 2Abençoaste, Senhor, a tua terra: Apartaste o cativeiro. de Jacó. 3Perdoaste a maldade do teu povo: Cobriste todos os pecados dêles. 4Mitigaste tôda a tua ira: Suspendeste o furor da tua indignação. 5Converte-nos, ó Deus Salvador nosso: E aparta de nós a tua ira. 6Porventura estarás para sempre irado contra nós Ou estenderás a tua ira de geração em geração? 7O' Deus, tu voltado para nós nos darás vida: E o tèu povo se alegrará em ti. 8Mostra-nos, Senhor, a tua misericórdia: E dá-nos o teu Salvador. 9Eu ouvirei o que o Senhor Deus me falar: Porque êle me anunciará a paz para o seu povo. E para os seus santos: E para aqueles que se voltam para o coração. 10Certamente a salvação dêle está perto dos que o temem: Para que habite a glória lia nossa terra. 11A misericórdia, e a verdade se encontraram: A justiça, e a paz se deram ósculo. 12A verdade nasceu da terra: E a justiça olhou desde o céu. 13Porque o Senhor dará a sua benignidade: E a nossa terra produzirá o seu fruto. 14A justiça irá diante dêle: E porá no caminho os seus passos.