Dia 150
2Rs 7–8 · At 9,1-29 · Sl 86 (87); Sl 87,1-7 (88) · cerca de 13 min
Destaque da leitura de hoje“Senhor Deus da minha salvação, de dia e de noite clamei diante de ti.”Salmo 87,2 (88)
Antigo Testamento2Rs 7–8
4 Reis 7
1E Eliseu lhe respondeu: Ouvi a palavra do Senhor: Eis-aqui o que diz o Senhor: Amanhã a esta hora dar-se-á um módio de pura farinha, por um estáter, e se darão módios de cevada, por um estáter na porta de Samaria. 2Respondendo um dos grandes, a cujo braço estava o rei encostado, ao homem de Deus, disse: Ainda quando o Senhor faça chover víveres do céu, poderá acaso ser o que tu dizes? Êle lhe disse: Tu o verás com os teus olhos, e não comerás daí. 3Estavam pois quatro homens leprosos à entrada da porta: Os quais disseram entre si: Para que estamos nós aqui até morrermos? 4Se quisermos entrar na cidade, morreremos de fome: Se ficarmos aqui, morreremos também: Vamo-nos pois, e passemo-nos para o campo dos siros. Se êles se compadecerem de nós, viveremos, e se nos quiserem matar, sem dúvida morreremos. 5Partiram pois à tarde, para darem consigo no campo dos siros. E tendo chegado à entrada do campo dos siros, não acharam ali ninguém. 6Porque o Senhor tinha feito ouvir no campo dos siros um estrondo de carroças, e de cavalos, e de um exército muito numeroso: E os siros disseram entre si: Sem dúvida cjue o rei de Israel fêz assoldadar contra nós os reis dos heteus, e dos egípcios, e ei-los aí vêm sobre nós. 7Abalaram pois, e fugiram de noite, e deixaram no campo as suas tendas, e os seus cavalos, e jumentos, e fugiram cuidando somente de salvar as suas vidas. 8Tendo pois chegado aqueles leprosos à entrada do campo, entraram numa barraca; e comeram, e beberam: E levaram dali prata e ouro, e vestidos, e retiraram-se, e os esconderam: E tornaram outra vez a outra barraca, e tirando da mesma sorte o esconderam. 9E disseram um para o outro: Não fazemos bem: Porque este é um dia de boa nova. Se nós nos calarmos, e não quisermos avisar até amanhã seremos arguidos de um crime: Vamos, e avisemos em a côrte do rei. 10E tendo chegado à porta da cidade, contaram-lhes, dizendo: Nós fomos ao campo dos siros, e não achamos lá homem algum, mas somente cavalos, e jumentos presos, e as suas tendas armadas. 11Foram pois os guardas da porta, e deram aviso aos de dentro no palácio do rei. 12Êle se levantou de noite, e disse aos seus oficiais: Vede em que deram os siros contra nós: Como sabem que a fome nos aperta, e por isso saíram do seu arraial, e estão escondidos pelos campos, dizendo: Logo que saírem da cidade, nós os apanharemos vivos, e então poderemos entrar na cidade. 13Mas um dos servos do rei respondeu: Tomemos os cinco cavalos, que ficaram na cidade (porque só estes restaram de tão grande número que havia em Israel, porque os outros foram consumidos) e mandando estes, poderemos descobrir o que vai. 14Tomaram pois dois cavalos, e o rei mandou ao campo dos siros, dizendo: Ide, e vede. 15Êles foram em seu seguimento até o Jordão: E acharam que todo o caminho estava cheio de vestidos, e de armas, que os siros tinham arrojado com a sua turbação: e voltando os mensageiros deram conta ao rei. 16E tendo saído o povo esbulhou o campo dos siros: E um módio de pura farinha foi vendido por um estáter, e dois módios de cevada por um estáter, conforme a palavra do Senhor. 17E o rei pôs à porta aquele oficial, no braço do -qual êle se segurava: Ao qual atropelou o concurso do povo à entrada da porta, e morreu, conforme lho tinha predito o homem de Deus, quando o rei o veio buscar. 18E assim se cumpriu segundo a palavra que o homem de Deus tinha predito ao rei, quando lhe disse: Amanhã a esta mesma hora darão à porta de Samaria por um estáter dois módios de cevada, e um módio de pura farinha por um estáter: 19Quando aquele oficial tinha respondido ao homem de Deus, e tinha dito: Ainda quando o Senhor faça chover víveres do céu, poderá acaso ser o que tu dizes? E lhe disse: Tu o verás com os teus olhos, e não comerás daí. 20Como Eliseu lhe tinha predito, assim lhe sucedeu, e o povo o atropelou na porta, e morreu.
4 Reis 8
1Eliseu porém falou àquela mulher, cujo filho êle ressuscitara, dizendo: Levanta-te, vai tu e a tua família, e sai do teu país por onde quer que puderes: Porque o Senhor chamou a fome, e ela virá sôbre a terra por sete anos. 2Levantou-se ela, e fêz conforme o que o homem de Deus lhe tinha dito: E indo com tôda a sua família, peregrinou largo tempo na terra dos filisteus. 3Passados que foram os sete anos, voltou a mulher da terra dos filisteus: E foi ter com o rei a reclamar pela sua casa, e pelas suas fazendas. 4Falava pois o rei com Giezi, criado do homem de Deus, dizendo: Conta-me tôdas as maravilhas que Eliseu tem feito. 5E referindo êle ao rei como Eliseu tinha ressuscitado um morto, apareceu a mulher, cujo filho êle tinha ressuscitado reclamando ao rei pela casa, e pelas suas fazendas. E disse Giezi: O" rei meu senhor, esta é a mulher, e êste é o seu filho, que Eliseu ressuscitou. 6E perguntou o rei à mulher: E ela lho contou. E o rei lhe deu um eunuco, dizendo: Faze-lhe restituir tudo o que é seu, e todos os réditos de suas fazendas desde o dia em que ela deixou a terra até o presente. 7Veio também Eliseu a Damasco, e Benadad, rei da Síria, estava doente: E avisaram-no, dizendo: O homem de Deus é chegado aqui. 8E disse o rei a Hazael: Toma contigo presentes, e vai ao encontro do homem de Deus, e consulta por êle o Senhor, dizendo: Se eu poderei escapar desta minha doença. 9Foi pois Hazael encontrar-se com o homem de Deus, levando consigo presentes, e tudo o mais precioso de Damasco, que faziam as cargas de quarenta camelos. E tendo-se apresentado a Eliseu, disse: Teu filho Benadad, rei da Síria, me enviou a ti, dizendo: Se poderei sarar desta minha doença? 10E Eliseu respondeu: Vai, dize-lhe: Sararás: Mas o Senhor me mostrou que êle morrerá certamente. 11E ficou parado com Hazael, e se turbou até corar pelo rosto: E o homem de Deus chorou. 12E Hazael lhe disse: Por que choras meu senhor? E Eliseu lhe respondeu: Porque sei quantos males virás tu a fazer aos filhos de Israel. Queimarás as suas cidades fortes, e passarás à espada-os seus mancebos: E machucarás as suas crianças, e rasgarás pelo meio o ventre das prenhadas. 13E Hazael lhe disse: Ouem sou eu teu servo, senão um cão para fazer tão grandes coisas? E Eliseu respondeu: O Senhor me mostrou que tu serás rei da Síria. 14Êle, depois de deixar Eliseu, voltou para seu amo, o qual lhe disse: Que te disse Eliseu? E êle lhe respondeu: Disse-me: Que recobrarás a saúde. 15E ao outro dia, pegou Hazael num pano, e molhou-o em água, e o estendeu sôbre o rosto do rei: E morto êle, reinou Hazael em seu lugar. 16No ano quinto de Jorão, filho de Acab, rei de Israel, e de Josafat, rei de Judá, reinou Jorão, filho de Josafat, rei de Judá. 17Tinha trinta e dois anos, quando começou a reinar, e reinou oito anos em Jerusalém. 18Êle andou pelos caminhos dos reis de Israel, como tinha andado a casa de Acab: Porque a filha de Acab era sua mulher: E êle obrou o mal diante do Senhor. 19Mas o Senhor não quis perder inteiramente a Judá, por causa de Davi seu servo, conforme a promessa que lhe tinha feito, que lhe daria uma lâmpada luzente a êle, e a seus filhos para sempre. 20Em tempo do seu reinado se rebelou Edom para não estar debaixo do jugo de Judá, e constituiu para si um rei. 21E veio Jorão a Seir com tôdas as suas carroças: E saiu de noite, e bateu os idumeus, que o tinham cercado, e aos comandantes das carroças, mas o povo fugiu para as suas tendas. 22Separou-se pois Edom para não estar sujeito a Judá até ao dia de hoje. Então se rebelou também Lobna. 23O resto das ações de Jorão, e tudo o que êle fêz, se acha escrito no Livro dos Anais dos reis de Judá. 24E Jorão adormeceu com seus pais, e foi sepultado com êles na cidade de Davi, e em seu lugar reinou seu filho Ocozias. 25No ano duodécimo de Jorão, filho de Acab, rei de Israel, subiu ao trono Ocozias, filho de Jorão, rei de Judá. 26Tinha Ocozias vinte e dois anos, quando começou a reinar, e reinou um ano em Jerusalém: Sua mãe chamava-se Atália, filha de Amri, rei de Israel. 27E êle andou nos caminhos da casa de Acab: E obrou o mal diante do Senhor como a casa de Acab: Porque era genro da casa de Acab. 28Êle marchou também com Jorão, filho de Acab, a pelejar contra Hazael, rei da Síria, em Ramot de Galaad, e os siros feriram a Jorão: 29O qual voltou a Jezrael, para se curar: Porque os siros o tinham ferido em Ramot, pelejando contra Hazael rei da Síria. E Ocozias, filho de Jorão, rei de Judá, veio a Jezrael para visitar a Jorão, filho de Acab, porque estava lá doente.
Novo TestamentoAt 9,1-29
Atos dos Apóstolos 9
1Saulo, pois, respirando ainda ameaças e morte contra os discípulos do Senhor, se apresentou ao príncipe dos sacerdotes. 2E lhe pediu cartas para as Sinagogas de Damasco: Com o fim de levar presos a Jerusalém quantos achasse desta profissão, homens e mulheres. 3E indo êle seu caminho, foi coisa fatível que se avizinhasse a Damasco: E sùbitamente o cercou ali uma luz vinda do Céu. 4E caindo em terra ouviu uma voz que lhe dizia: Saulo, Saulo, por que me persegues? 5Êle disse: Quem és tu, Senhor? E êle lhe respondeu: Eu sou Jesus, a quem tu persegues: Dura coisa é para ti recalcitrar contra o aguilhão. 6Então, tremente e atônito, disse: Senhor, que queres tu que eu faça?. 7E o Senhor lhe respondeu: Levanta-te, e entra na cidade, e aí se te dirá o que convém fazer. A êsse tempo aqueles homens, que o acompanhavam, estavam espantados, ouvindo sim a voz, mas sem ver ninguém. 8Levantou-se pois Saulo da terra, e tendo os olhos abertos, não via nada. les porém levando-o pela mão o introduziram em Damasco. 9E esteve ali três dias sem ver, e não comeu, nem bebeu. 10Ora, em Damasco havia um discípulo, que tinha por nome Ananias: E o Senhor numa visão lhe disse: Ananias. Êle acudiu dizendo: Eis-me aqui, Senhor. 11Eo Senhor lhe tornou: Levanta-te e vai ao bairro que se chama Direito: E busca em casa de Judas a um de Tarso chamado Saulo: Porque ei-lo aí está orando. 12(E viu um homem por nome Ananias, que entrava e que lhe impunha as mãos para recobrar a vista). 13Respondeu pois Ananias: Senhor, eu tenho ouvido dizer a muitos a respeito dêste homem, quantos males fêz aos teus Santos em Jerusalém: 14E êste tem poder dos príncipes dos sacerdotes de prender todos aqueles que invocam o teu nome. 15Mas o Senhor lhe disse: Vai, porque êste é para mim um vaso escolhido para levar o meu nome diante das gentes, e dos reis, e dos filhos de Israel. 16Porque eu lhe mostrarei quantas coisas lhe é necessário padecer pelo meu nome. 17E foi Ananias, e entrou na casa: E pondo as mãos sôbre êle, disse: Saulo irmão, o Senhor Jesus, que te apareceu no caminho por onde vinhas, me enviou para que recobres a vista e fiques cheio do Espírito Santo. 18E no mesmo ponto lhe caíram dos olhos umas como escamas, e assim recuperou a vista: E levantando-se foi batizado. 19E depois que tomou alimento, ficou então cont as fôrças recobradas. Alguns dias porém esteve com os discípulos, que se achavam em Damasco. 20E logo pregava nas Sinagogas a Jesus, que êste era o Filho de Deus. 21E pasmavam todos os que o ouviam, e diziam: Pois não é êste o. que perseguia em Jerusalém aos que invocavam êsse nome? E ao que veio cá não foi para os levar presos aos príncipes dos sacerdotes? 22Porém Saulo muito mais se esforçava, e con-fundia aos judeus que habitavam em Damasco, afirmando que êste era o Cristo. 23E passando muitos dias, os judeus juntos tiveram conselho para matá-lo. 24Porém Saulo foi advertido das suas ciladas. Guardavam pois até as portas de dia e de. noite, para ó matarem. 25E tomando conta dêle os discípulos de noite, o deslizaram pela muralha, metendo-o numa alcôfa. 26Tendo porém chegado a Jerusalém, procurava Saulo ajuntar-se com os discípulos, mas todos o temiam, não crendo que êle fôsse discípulo. 27Então Barnabé levando-o consigo, o apresentou aos Apóstolos: E lhes contou como havia visto ao Senhor no caminho e que lhe havia falado, e como depois em Damasco êle se portara com tôda a liberdade em nome de Jesus. 28E estava com êles em Jerusalém entrando, e saindo, e portando-se com liberdade em nome do Senhor. 29Falava também com os gentios, e disputava com os gregos: Mas êles tratavam de o matar.
Salmos e ProvérbiosSl 86 (87); Sl 87,1-7 (88)
Salmo 86 (87)
Numeração da Vulgata. Nas Bíblias atuais: Salmo 87.
1Salmo dos filhos de Coré. Os fundamentos dela estão sôbre os montes Santos: 2Ama o Senhor as portas de Sião sôbre todos os Tabernáculos de Jacó. 3Coisas gloriosas se têm dito de ti, ó cidade de Deus. 4Lembrar-me-ei de Raab, e de Babilônia, que me conhecem. Eis-aqui os estrangeiros, e Tiro, e o povo dos etíopes, êstes estiveram ali. 5Porventura não se dirá a Sião: Homem e homem nasceu nela: E o mesmo 'Altíssimo a fundou? 6O Senhor nas descrições dos povos, e dos príncipes dirá o número daqueles que estiverem nela. 7Alegram-se todos os que habitam em ti.
Salmo 87 (88)
Numeração da Vulgata. Nas Bíblias atuais: Salmo 88.
1regente do côro. Dos filhos de Coré, sôbre Makhalath para cantar-se alternativamente, para entendimento de Eman ezraita. 2Senhor Deus da minha salvação, de dia e de noite clamei diante de ti. 3Entre à tua presença a minha oração: Inclina o teu ouvido ao meu rogo: 4Porquanto a minha alma está repleta de males: E a minha vida está perto do sepulcro. 5Tenho sido contado com os que descem: ao lago: Cheguei a ser como homem sem socorro, 6livre entre os mortós. Assim como os feridos que dormem nos sepulcros, de quem jamais te não lembras: E êles são desamparados da tua mão. 7Puseram-me em um fôsso profundo. Em lugares tenebrosos, e na sombra da morte.