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Bíblia em um ano Dia 155/365

Dia 155

2Rs 18–19 · At 13,1-17 · Sl 88,26-35 (89) · cerca de 14 min

  1. Antigo Testamento2Rs 18–19
  2. Novo TestamentoAt 13,1-17
  3. Salmos e ProvérbiosSl 88,26-35 (89)
Destaque da leitura de hoje“Salva-nos pois agora, Senhor nosso Deus, das suas mãos, para que todos os reinos da terra saibam que só tu és o Senhor Deus.”4 Reis 19,19

Antigo Testamento2Rs 18–19

4 Reis 18

1No ano terceiro de Oséias, filho de Ela, rei de Israel, reinou Ezequias, filho de Acaz, rei de Judá. 2Tinha vinte e cinco anos, quando começou a reinar: E reinou vinte e nove anos em Jerusalém: Sua mãe chamava-se Abi, filha de Zacarias. 3E êle fêz o que era bom na presença do Senhor, segundo tudo o que tinha feito Davi seu pai. 4Êle destruiu os altos, e esmigalhou as estátuas e deitou abaixo os bosques, e fêz em pedaços a serpente de metal, que Moisés tinha fabricado: Porque os filhos de Israel até então lhe haviam queimado incenso: E a chamou Noestan. 5Pôs a sua esperança no Senhor Deus de Israel: Portanto depois dêle não houve dentre todos os reis de Judá quem lhe fôsse semelhante, bem assim como o não tinha havido entre aqueles que foram antes dêle: 6E se chegou ao Senhor, e não se apartou dos seus caminhos, e observou os seus mandamentos, que o Senhor tinha dado a Moisés. 7E por isso o Senhor era com êle, e se conduzia com sabedoria em tôdas as coisas, que empreendia. Sacudiu também o jugo do rei dos assírios, e não lhe estêve sujeito. 8Êle destruiu aos filisteus até Gaza, e tôdas as suas terras desde a tôrre dos guardas até à cidade fortificada. 9No ano quarto do rei Ezequias, que era o sétimo áno de Oséias, filho de Ela, rei de Israel, veio Salmanasar, rei dos assírios, a Samaria, e sitiou-a, 10e tomou-a. Porque foi tomada Samaria ao cabo de três anos, no sexto ano de Ezequias que é o ano no-veno de Oséias, rei de Israel: 11E o rei dos assírios transportou os israelitas para a Assíria, e os fêz habitar em Haia, e em Habor, cidades dos medos perto do rio Gozan: 12Porque êles não tinham ouvido a voz do Senhor seu Deus, mas tinham violado a sua aliança: E não tinham nem ouvido, nem praticado as ordenações, que Moisés, servo do Senhor, lhes havia prescrito. 13No ano décimo quarto do rei Ezequias, veio Senaquerib, rei dos assírios, atacar tôdas as cidades fortes de Judá: E as tomou. 14Então mandou Ezequias, rei de Judá, mensageiros ao rei dos assírios a Laquis, dizendo: Eu pequei, retira-te das minhas terras: E eu sofrerei tudo o que tu me impuseres. O rei pois dos assírios impôs a' Ezequias, rei de Judá, trezentos talentos de prata, e trinta talentos de ouro. 15E Ezequias lhe deu tôda a prata que se achou na casa do Senhor, e nos tesouros do rei. 16Nesta ocasião despedaçou Ezequias as duas meias portas do templo do Senhor, e as chapas de ouro, de que êle mesmo as tinha forrado, e deu-as ao rei dos assírios. 17E o rei dos assírios enviou de Laquis a Tartan, e a Rabsaris, e a Rabsaces ao rei Ezequias, com grande poder contra Jerusalém: Os quais, tendo subido, vieram a Jerusalém, e fizeram alto ao pé do aqueduto da piscina superior, que está em o caminho do campo do lavandeiro. 18E chamaram o rei: Saiu pois a ter com eles Eliacim filho de Helcias, mordomo-mor da casa do rei, e Sobna secretário de estado, e Joaé filho de Asaf cronista-mor. 19E Rabsaces lhes disse: Dizei a Ezequias: Eis-aqui o que diz o grande rei, o rei dos assírios: Que confiança é esta, em que tu te estribas? 20Acaso tomaste a resolução de te preparares para a batalha? Em que confias, para ousares resistir-me? 21Esperas porventura no Egito que é um bordão de cana e rachada, sobre a qual se o homem se firmar esmigalhada se lhe meterá pela mão, e a traspassará? Assim é Faraó rei do Egito para todos os que confiam nele. 22Se vós me disserdes: -Nós temos a nossa confiança no Senhor nosso Deus: Cujos altares e altos destruiu Ezequias: E ordenou a Judá e a Jerusalém: Diante dêste altar vós adorareis em Jerusalém? 23Marchai pois agora contra o rei dos assírios meu amo. e eu vos darei dois mil cavalos, e vêde se podeis achar homens para montar nêles. 24E como podereis vós ter-vos diante dum só capitão dos últimos servos de meu amo? Acaso tens confiança no Egito por causa das carroças e cavaleiros? 25Porventura sem a vontade de Deus vim eu a esse lugar para o destruir? O Senhor me disse: Entra nesta terra, e arrasa-a. 26Disseram pois a Rabsaces Eliacim, filho de El-cias, e Sobna, e Joaé: Nós te suplicamos que fales a teus servos em siríaco: Porque entendemos esta língua: E não nos fales em língua judaica, ouvindo o povo, que está em cima do muro. 27E Rabsaces lhes respondeu, dizendo: Meu amo me mandou a teu amo e a ti, para assim falar, e não antes aos homens que estão sôbre o muro, para que comam os seus excrementos, e bebam o seu mijo convosco. 28Rabsaces pois se pôs em pé, e gritou em alta voz, em língua judaica, e disse: Ouvi as palavras do grande rei, do rei dos assírios. 29Eis-aqui o que diz o rei: Não vos seduza Ezequias: Porque êle vos não poderá livrar da minha mão. 30Nem vos faça confiar sôbre o Senhor dizendo: O Senhor infalivelmente nos livrará, e esta cidade não será entregue na mão do rei dos assírios. 31Não queirais ouvir a Ezequias. Porque eis-aqui o que diz o rei dos assírios: Tratai comigo o que vos é útil, e vinde para mim: E cada um de vós comerá da sua vinha, e da sua figueira, e bebereis das águas das vossas cisternas, 32até que cu venha: E vos transfira para uma terra, que é semelhante à vossa terra, para uma terra frutífera, e fértil de vinho, terra de pão e de vinhas, terra de olivais, e de azeite e de mel, e vivereis, e não morrereis. Não queirais dar ouvidos a Ezequias, que vos engana, dizendo: O Senhor vos livrará. 33Acaso os deuses das gentes livraram as suas terras da mão do rei dos assírios? 34Que é feito do deus de Emat, e do deus de Arfad? Oue é do deus de Sefarvaim, e de Ana, e de Ava? Acaso livraram eles da minha mão a Samaria? 35Quais são êles entre todos os deuses das terras, que livraram da minha mão o seu próprio país, para que o Senhor possa livrar da minha mão a Jerusalém? 36Calou-se pois o povo, e não lhe respondeu uma só palavra: Porque êles tinham recebido ordem do rei, para que lhe não respondessem. 37E veio Eliacim, filho de Helcias, mordomo-mor, e Sobna secretário do estado, e Joaé, filho de Asaf, cronista-mor, ter com Ezequias, rasgados os vestidos, e lhe referiram as palavras de Rabsaces.

4 Reis 19

1O que tendo ouvido o rei Ezequias, rasgou os seus vestidos, e cobriu-se de saco, e entrou na casa do Senhor. 2E mandou a Eliacim, mordomo-mor da sua casa, e a Sobna, secretário de estado, e aos mais velhos dos sacerdotes cobertos de sacos, ao profeta Isaías, filho de A mós. 3Os quais lhe disseram: Eis-aqui o que diz Ezequias: Êste dia é um dia de tribulação, e de increpação, e de blasfêmia: Os filhos chegaram ao ponto de nascer, porém a que está com as dores, não tem forças. 4O Senhor teu Deus talvez terá ouvido as palavras de Rabsaces, a quem enviou o rei dos assírios seu amo, para blasfemar o Deus vivo, e para o insultar com palavras, que o Senhor teu Deus ouviu: Faze pois oração ao Senhor por êste resto que ainda se acha. 5Foram pois os servos do rei Ezequias ter com Isaías. 6E Isaías lhes respondeu: Direis a vosso amo o seguinte: Não temas essas palavras, que ouviste, nas quais os servos do rei dos assírios me blasfemaram. 7Eu estou para lhe enviar um espírito, e êle ouvirá uma nova, e voltará para a sua terra, e eu o farei perecer à espada na sua terra. 8Voltou pois Rabsaces, e achou o rei dos assírios sitiando a Lobna: Porque tinha sabido que o rei se havia retirado de Laquis. 9E como Senaquerib tivesse ouvido aos que diziam de Taraca, rei da Etiópia: Olha que êle saiu para pelejar contra ti: E indo contra êle, enviou mensageiros a Ezequias, dizendo: 10Direis a Ezequias, rei de Judá: Vê não te seduza O teu Deus, no qual tens confiança: Nem digas: Jerusalém não será entregue nas mãos do rei dos assírios. 11Porque tu mesmo tens ouvido o que os reis dos assírios fizeram a tôdas as terras, e como se arruinaram: Acaso pois tu só te poderás salvar? 12Porventura os deuses das gentes livraram os povos, que meus pais devastaram, a saber, a Gozan, e a Haram, e a Resefe, e aos filhos de Eden, que estavam em Telassar? 13Que é feito do rei de Emat e do rei de Arfad, e do rei da cidade de Sefarvaim, de Ana e de Ava? 14Ezequias pois tendo recebido a carta da mão dos mensageiros, e lendo-a foi para a casa do Senhor, e estendeu a carta diante dó Senhor, 15e fêz a sua oração diante dele, dizendo: Senhor Deus de Israel, que estás assentado sôbre os querubins, tu és só o que és o Deus de todos os reis da terra: Tu fizeste o céu e a terra. 16Inclina a tua orelha, e ouve: Abre, Senhor, os teus olhos, e vê: Ouve tôdas as palavras de Senaquerib, que mandou se blasfemasse diante de nós o Deus vivente. 17E na verdade, Senhor, os reis dos assírios destruíram as nações e as terras de todos. 18E lançaram os seus deuses no fogo: Porque eles não eram deuses, mas obras das mãos dos homens, de pau e de pedra, e deram cabo deles. 19Salva-nos pois agora, Senhor nosso Deus, das suas mãos, para que todos os reinos da terra saibam que só tu és o Senhor Deus. 20Mandou pois dizer Isaías, filho de Amós, a Ezequias: Eis-aqui o que diz o Senhor Deus de Israel: Eu ouvi a oração que tu me fizeste tocante a Senaquerib, rei dos assírios. 21Eis-aqui o que o Senhor disse dele: A virgem filha de Sião te desprezou, e te escarneceu: Jerusalém sacudiu a sua cabeça por trás de ti: 22A quem insultaste, e de quem blasfemaste? Contra quem levantaste a tua voz, e ergueste ao alto os teus olhos? Contra o Santo de Israel. 23Tu blasfemaste o Senhor por meio dos teus ser-vos, e disseste: Com a multidão das minhas carroças, subi ao alto dos montes no cume do Líbano, e deitei abaixo os seus altos cedros, e as suas mais formosas, e as suas mais notáveis faias. E penetrei até os seus limites e até o bosque do seu Carmelo, 24eu o cortei. È bebi as águas estrangeiras e sequei com as plantas de meus pés tôdas as águas que estavam. fechadas. 25Tu logo não ouviste dizer o que eu fiz desde o princípio? Desde os dias antigos eu formei este projeto, e agora o executei: E as fortes cidades serviram de ruína dos outeiros que pelejam. 26E os que nelas habitam, abatidas as forças, se atemorizaram, e ficaram confundidos, tornaram-se como o feno dos campos, e como a erva verde dos telhados, que se secou antes de amadurecer. 27Eu previ a tua habitação, e a tua saída, e a tua entrada, e o teu caminho, e o teu furor contra mim. 28Tu te fizeste louco contra mim, e a tua soberba subiu até às minhas orelhas: Eu te porei pois um círculo nos teus narizes, e uma mordaça nos teus beiços, e te farei voltar pelo caminho por onde vieste. 29Tu porém, ó Ezequias, terás este sinal: Come neste ano o que achares: No seguinte ano, o que nascer por si mesmo: Mas no terceiro, semeai e recolhei: Plantai vinhas, e comei os frutos delas. 30E tudo o que ficar da casa de Judá, lançará raízes para baixo, e produzirá o seu fruto para cima. 31Porque de Jerusalém sairão as relíquias, e do monte de Sião o que será salvo: O zêlo do Senhor dos exércitos fará isto. 32Portanto eis-aqui o que do rei dos assírios diz o Senhor: Êle não entrará nesta cidade, nem despedirá setas contra ela, nem será investida pela fôrça dos escii-dos, nem será cercada de trincheiras. 33Êle voltará pelo caminho, por onde veio: E não entrará nesta cidade, diz o Senhor. 34E eu protegerei esta cidade, e á salvarei por amor de mim, e por amòr de meu servo Davi. 35Aconteceu pois que naquela noite veio o anjo do Senhor, e matou no campo dos assírios cento e oitenta e cinco mil homens. E Senaquerib tendo-se levantado ao amanhecer, viu todos estes corpos dos mortos: E retirando-se, foi-se, 36e retirou-se Senaquerib, rei dos assírios, e ficou em Nínive. 37E quando êle adorava no templo a Nesroc sett deus, Adramelcc e Sarasar, seus filhos, o mataram às estocadas, e fugiram para a terra dos armênios, e em lugar dele reinou seu filho Asaradon.

Novo TestamentoAt 13,1-17

Atos dos Apóstolos 13

1Havia pois-na Igreja, que era de Antioquia, vários profetas e doutores, entre êles Barnabé e Simão, que tinha por apelido o Negro, e Lúcio de Cirene, e Mana-en; o qual era colaço de' Herodes o tetrarca, e Saulo. 2A tempo porém que êles ofereciam o sacrifício ao Senhor e jejuavam, disse-lhes o Espírito Santo: Separai-me a Saulo e a Barnabé para a obra a que eu os hei destinado. 3Depois que jejuaram e oraram, e lhes impuseram as mãos, os despediram. 4E êles assim enviados pelo Espírito Santo foram a Selêucia, e dali navegaram até Chipre. 5E quando chegaram a Salamina, pregavam a palavra de Deus nas Sinagogas dos judeus. Tinham pois êles também a João no ministério. 6E tendo discorrido por tôda a ilha até Pafos, acharam um homem mago, falso profeta, judeu, que tinha por nome Barjesus. 7O qual estava com o procônsul Sérgio Paulo, varão prudente. ste, havendo feito chamar a Barnabé e a Saulo, desejava ouvir a palavra de Deus. 8Ivlas Elirnas, o mago (porque assim se interpreta o seu nome) se lhes opunha, procurando apartar da fé ao procônsul. 9Porém Saulo, que é também chamado Paulo, cheio do Espírito Santo, fixando nele os olhos, 10disse: O” homem cheio de todo o engano e de tôda a astúcia, filho do diabo, inimigo de tôda a justiça, tu não deixas de perverter os caminhos retos do Senhor. 11Pois agora eis aí está sobre ti a mão do Senhor, e serás cego, que não verás o sol até certo tempo. E logo caiu sobre êle uma obscuridade e trevas, e andando à roda buscava quem lhe desse a mão. 12Então o procônsul quando viu êste fato, abraçou a fé, admirando a doutrina do Senhor.: 13E tendo Paulo e os que com êle se achavam, desaferrado de Pafos, vieram a Perge na Panfília. Mas João apartando-se dêles,. voltou a Jerusalém. 14E êles passando por Perge vieram a Antioquia de Pisídia: E tendo entrado na Sinagoga em dia de sábado, assentaram-se. 15E depois da lição da lei, e dos profetas, mandaram-lhes dizer os chefes da Sinagoga: Varões irmãos, se vós tendes que fazer alguma exortação ao povo, fazei-a. 16E levantando-se Paulo e fazendo com a mão sinal de silêncio, disse: Varões israelitas, e os que temeis a Deus, ouvi: 17O Deus do povo dé: Israel escolheu nossos pais e exaltou a êste povo, sendo êles estrangeiros na terra -do Egito, donde os tirou com o excelso poder do seu braço.

Salmos e ProvérbiosSl 88,26-35 (89)

Salmo 88 (89)

Numeração da Vulgata. Nas Bíblias atuais: Salmo 89.

26E estenderei a sua mão sôbre o mar: E a sua destra sôbre os rios. 27Êle me invocará, dizendo: Tu és meu Pai: Deus meu, e amparador da minha salvação: 28E eu o estabelecerei por primogênito excelso sôbre os reis da terra. 29Eternamente o guardará a minha misericórdia: E a minha aliança será estável com êle. 30E farei que a sua descendência subsista por todos os séculos: E o seu trono como os dias do Céu. 31Mas se seus filhos abandonarem a minha lei: E não andarem nos meus preceitos: 32Se violarem as minhas justiças, e não guardarem os meus mandamentos. 33Visitarei com vara as suas maldades: E com açoites os seus pecados. 34Mas não apartarei dêle a minha misericórdia: Nem lhe faltarei em minha verdade: 35Nem violarei a minha aliança: Nem farei vãs as promessas que saem dos meus lábios.

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Texto bíblico da tradução do Pe. Antônio Pereira de Figueiredo (1725–1797), em domínio público, conforme a edição de 1950 da Editora das Américas (São Paulo), com Nihil Obstat e Imprimatur, na ortografia daquela edição. Numeração dos versículos segundo a Vulgata. Sem as notas de rodapé.

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