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Bíblia em um ano Dia 16/365

Dia 16

Gn 38–39 · Mt 12,1-18 · Sl 11 (12) · cerca de 10 min

  1. Antigo TestamentoGn 38–39
  2. Novo TestamentoMt 12,1-18
  3. Salmos e ProvérbiosSl 11 (12)
Destaque da leitura de hoje“Salva-me, Senhor, porque faltou homem santo: Porque vieram a menos as verdades entre os filhos dos homens.”Salmo 11,2 (12)

Antigo TestamentoGn 38–39

Gênesis 38

1Neste mesmo tempo deixou Judá seus irmãos, e veio para casa dum homem de Odolão que, se chamava Hiras. 2E como naquele lugar visse a filha de um homem cananeu, chamado Sué, tomou-a por mulher, e coabitou com ela. 3Concebeu ela, e pariu um filho, a quem chamou Her. 4E tendo concebido segunda vez, teve outro filho, a quem chamou Onan. 5Pariu ainda um terceiro, a quem chamou Sela, depois do qual cessou de parir. 6Casou Judá a Her, seu filho primogênito, com uma mulher, chamada Tamar. 7Êste Her, filho primogênito de Judá, foi um péssimo homem, e o Senhor o feriu de morte. 8Disse pois Judá a seu segundo filho Onan: Desposa-te com a mulher de teu irmão, e coabita com ela, a fim de suscitares filhos a teu irmão. 9Porém Onan sabendo que os filhos, que houvessem de nascer dêste matrimônio, não haviam de ser seus, impedia com uma ação execrável, que a mulher concebesse, para que não nascessem filhos, que usassem do nome do seu irmão. 10Por isso o Senhor o feriu de morte, porque êle fazia uma coisa detestável, 11Disse pois Judá a Tamar, sua nora: Fica viúva em casa de teu pai, até que meu filho Sela seja grande. Porque temia Judá não morresse também Sela, como os outros irmãos. Pelo que Tamar se retirou a viver em casa de seu pai. 12Passados muitos dias, morreu a filha de Sué, que era mulher de Judá. E êste. depois de a ter chorado a ela, e de se ter consolado a si desta perda, ia a Tanas com Hiras de Odolão, pastor do seu rebanho, ver os tos-quiadores das ovelhas. 13Tendo-se dito a Tamar, que Judá seu sogro ia a Tanas fazer tosquiar as suas ovelhas: 14largou ela os vestidos de viúva cobriu-se com um grande véu, e em trajo disfarçado se assentou numa encruzilhada do caminho, que guia para Tanas: porque achando-se Sela em idade de casar, Judá não lho tinha dado por marido. 15Judá tendo-a visto, imaginou que era alguma mulher de má vida: porque ela tinha coberto o rosto para. não ser conhecida. 16E chegando-se a ela, falou-lhe, provocando-a a que consentisse com o mau desejo, que êle tinha: porque não sabia Judá que ela era sua nora. Respondeu-lhe ela Que me hás de tu dar por gozares de mim? 17Mandar-te-ei, disse êle, um cabrito do meu re-: banho. Replicou ela: E u 'consentirei no que tu queres,. contanto que tu me dês algum penhor até me mandares o que prometes. 18Que queres tu que eu te dê em penhor, lhe: disse Judá? Ela lhe respondeu: Dá-me o teu anel, o teu bracelete, e o bordão, que tens na mão. Tendo-se pois ajuntado com Judá uma só vez, concebeu dêle a mulher. 19e foi-se logo: e largando o hábito, que tomara, se revestiu dos seus vestidos de viúva. 20Passado isto, mandou Judá o cabrito pelo seu pastor de Odolão, para êste recobrar o penhor, que êle tinha dado à mulher. Mas como o pastor a não achasse, 21perguntou aos habitantes daquele lugar: Onde está aquela mulher, que estava assentada na encruzilhada? Responderam-lhe todos, que naquele lugar não tinha estado mulher alguma prostituta. 22Assim voltou o mensageiro para Judá e lhe disse: Eu não a achei: e os mesmos homens daquele lugar me disseram, que nunca naquele lugar estivera assentada mulher de má vida. 23Então disse Judá: Tenha ela o que tiver, ao menos não me poderá acusar de que faltei à minha palavra. Eu lhe mandei o cabrito, que lhe tinha prometido, e tu a não achaste. 24Porém três meses depois vieram dizer a Judá: Sabe que Tamar, tua nora, caiu em fornicação: porque pelo avultado do ventre se percebe que ela concebeu. Respondeu Judá: fazei-a sair a público para ser queimada. 25E quando êles a levavam ao suplício, mandou ela dizer a seu sogro: Eu concebi daquele, de quem são êstes penhores. Vede de quem são êste anel, êste bracelete, e êste bordão. 26Judá como conhecesse o que lhe tinha dado, disse: Ela tem mais justiça do que eu, porque eu a não casei com meu filho Sela. Êle contudo a não conheceu mais. 27Estando Tamar a ponto de dar à luz, pareceu que ela tinha no ventre dois gêmeos: 28e ao tempo que os infantes estavam quase a sair, um dêles deitou a mão de fora, a qual a parteira atou uma fita encarnada, dizendo: Êste sairá primeiro. 29Mas tornando êste infante a recolher a mão, saiu o outro. Então disse a parteira. por que se dividiu o muro por tua causa? Por isso foi êle chamado Farés. 30Depois saiu seu irmão, o que tinha a fita encarnada na mão: E foi chamado Zara.

Gênesis 39

1Conduzido pois José ao Egito, Putífar egípcio, eunuco de Faraó, e general de suas tropas. o comprou aos ismaelitas, que o tinham lá levado. 2O Senhor era com êle, e tudo lhe sucedia pròs-peramente, e êle habitava em casa de seu senhor, 3o qual sabia muito bem que o Senhor era com êle, e que êste o favorecia, e abençoava em tôdas as suas ações. 4José pois tendo achado graça diante de seu senhor, todo se dedicou a servi-lo; e feito por êle intendente geral de sua casa, êle a governava, e-êle cuidava de tudo o que se lhe tinha entregado. 5Abençoou o Senhor a casa do egípcio por atenção a José, e multiplicou todos os seus bens, assim na cidade, como no campo: 6De sorte, que seu amo não tinha outro cuidado mais, do que pôr-se à mesa, e comer. Ora José era muito gentil de rosto, e de uma presença por extremo agradável. 7Passado muito tempo, lançou sua ama os olhos sôbre êle, e disse-lhe: Dorme comigo. 8Mas José tendo horror de cometer uma tão abominável ação, lhe disse: Tu vês que meu amo me tem confiado tudo; que êle nem ainda sabe o que tem em sua casa; 9que nela não há nada, que não esteja em meu poder; e que êle tendo entregado tudo nas minhas mãos, só reservou para si a ti, que és sua mulher. Como logo poderei eu cometer um tão grande crime, e pecar contra o meu Deus? 10Continuou a mulher muitos dias a solicitar José com palavras semelhantes, e êle a resistir ao seu infame desejo. 11Ora sucedeu um dia, que tendo José entrado em casa, e estando fazendo certa coisa, sem ninguém se achar ali presente, 12sua ama lhe pegou pela capa, e lhe disse: Dorme comigo. Então José largando-lhe a capa nas mãos, fugiu, e saiu para fora. 13A mulher vendo-se com a capa nas mãos, com a dor de ter sido desprezada, 14chamou pela gente de sua casa, e disse-lhes: Êle me introduziu aqui êste hebreu para zombar de nós: o hebreu chegou a mim com intento de me corromper; e como eu gritei, 15êle ao ouvir a minha voz, deixou-me a sua capa, que eu sustinha, e fugiu para fora. 16Quando pois o marido voltou para sua casa, ela por prova da sua fidelidade lhe mostrou a capa, com que tiriha ficado, 17e lhe disse: Êste escravo hebreu, que tu me trouxeste, entrou aqui para me fazer violência, 18e como me ouvisse gritar, deixou-me a sua capa, que eu sustinha e fugiu para fora. 19O amo demasiadamente crédulo nas acusações de sua mulher, ao ouvir estas palavras, encheu-se de furor, 20e fêz meter José na prisão, onde se guardavam os que O rei mandava prender. Pelo que estava êle ali fechado. 21Mas o Senhor estêve com José, compadeceu-se dêle, e fêz que êle achasse: graça diante do governador do cárcere, 22que o encarregou de ter cuidado de todos os presos que ali estavam encarcerados. E nada se fazia sem sua ordem. 23E como o dito governador lhe tinha confiado tudo, não se metia com coisa alguma que fôsse. Porque o Senhor era com José, e fazia que tôdas as coisas lhe sucedessem felizmente.

Novo TestamentoMt 12,1-18

Mateus 12

1Naquele tempo, num dia de sábado, saiu Jesus caminhando ao longo dos pães: E seus discípulos, que-tinham fome, começaram a colhêr espigas, e a comer delas. 2E vendo isto os fariseus, lhe disseram: Eis-aí estão fazendo os teus discípulos o que não é permitido fazer nos sábados. 3Porém êle lhes disse: Não tendes lido o que fêz Davi, quando êle teve fome, e os que com êle estavam: 4Como entrou na casa de Deus, e comeu os pães da proposição, os quais não era lícito comer, nem a êle, nem aos que com êle estavam, mas únicamente' aos sacerdotes?. 5Ou não tendes lido na lei, que os: sacerdotes nos sábados no templo quebrantam o sábado, e ficam sem pecado? 6Pois digo-vos, que aqui está o que é maior que o templo. 7E se vós soubésseis o que é: Misericórdia quero, e não sacrifício, jamais condenarieis aos inocentes: 8Porque o Filho do homem é Senhor até do sábado mesmo. 9E depois de partir dali, veio à sinagoga deles. 10E eis-que aparece um homem, que tinha ressecada uma das mãos, e êles, para terem de que o argúir, lhe fizeram esta pergunta, dizendo: E” porventura lícito “curar nos sábados? 11E êle lhes disse: Que homem haverá por acaso entre nós, que tenha uma-ovelha, e que se esta lhe cair no sábado em uma cova, não lhe lance a mão para dali a tirar? 12Ora quanto mais excelente é um homem, do que uma ovelha? Logo é lícito fazer bem nos dias de sábado. 13Então disse para o homem: Estende a tua mão. E êle a estendeu, e lhe foi restituida sã como a outra. 14Mas os fariseus saindo dali, consultavam contra êle, como o fariam morrer. 15E Jesus sabendo-o, se retirou daquele lugar, e foram muitos após êle, e os curou a 'todos: 16E lhes pôs preceito, que não descobrissem quem êle era. 17Para que se cumprisse o que foi anunciado pelo profeta Isaías, que diz: 18Eis-aqui o meu servo, que eu escolhi, o meu amado, em quem a minha alma tem pôsto a sua complacência. Porei o meu espírito sôbre êle, e êle anunciará às gentes a justiça.

Salmos e ProvérbiosSl 11 (12)

Salmo 11 (12)

Numeração da Vulgata. Nas Bíblias atuais: Salmo 12.

1Ao regente do côro, com vozes de baixo, salmo de: Davi. 2Salva-me, Senhor, porque faltou homem santo: Porque vieram a menos as verdades entre os filhos dos homens. 3Cada um deles falou coisas vãs ao seu próximo: Lábios dolosos com coração dobrado. 4Destrua o Senhor todos os lábios dolosos, e a língua audaz. 5Os que disseram: Queremos soltar livres a nossa língua, nossos lábios de nós são, quem é nosso Senhor? 6Pela miséria dos desvalidos, e o gemido dos pobres agora me levantarei, diz o Senhor. Eu os porei em salvo: Nisto eu obrarei confiadamente. 7As palavras do Senhor, palavras sinceras: Prata purificada ao fogo, acendrada em crisol, passada sete vêzes por ardente prova. 8Tu, Senhor, nos guardarás: E nos preservarás desta geração para sempre. 9Os ímpios andam ao derredor: Segundo o teu altíssimo conselho, multiplicaste os filhos dos homens.

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Texto bíblico da tradução do Pe. Antônio Pereira de Figueiredo (1725–1797), em domínio público, conforme a edição de 1950 da Editora das Américas (São Paulo), com Nihil Obstat e Imprimatur, na ortografia daquela edição. Numeração dos versículos segundo a Vulgata. Sem as notas de rodapé.

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