Dia 17
Gn 40–41 · Mt 12,19-50 · Sl 12 (13) · cerca de 15 min
Destaque da leitura de hoje“Até quando encherei a minha alma de desígnios, cada dia com dor no meu coração?”Salmo 12,2 (13)
Antigo TestamentoGn 40–41
Gênesis 40
1Depois disto aconteceu que dois eunucos do rei do Egito, o seu copeiro-mor, e o seu padeiro-mor, ofenderam a seu senhor. 2E Faraó irado contra êstes oficiais, dos quais um presidia aos copeiros, outro aos padeiros, 3os mandou meter no cárcere do general das suas tropas, onde José estava preso; 4e o governador do cárcere os entregou a José que os servia, e tinha cuidado dêles. Era passado algum tempo, e êles continuavam sempre a estar presos. 5Uma mesma noite tiveram ambos um sonho, que sendo explicado, denotava o que havia de suceder a cada um dos dois. 6Pela manhã entrou José onde êles estavam; e como Os visse tristes, 7Perguntou-lhes a causa, e lhes disse: Por que motivo estais vós hoje com os semblantes mais tristonhos do que costumais? 8Êles lhe responderam: Tivemos um sonho, e não temos ninguém, que no-lo explique. Disse-lhes José: Porventura não é a Deus que pertence o dar as interpretações? Dizei-me, que é o que vós vistes? 9O copeiro-mor foi o primeiro, que contou o seu sonho. Parecia-me que via adiante de mim uma cêpa de vinha, 10onde havia três varas, que cresciam pouco a pouco, lançando primeiramente os gomos, depois flores, e por fim cachos maduros; 11e que eu tendo na mão o copo de faraó, tomei os cachos, e expremi-os no copo, que sustinha, e dei a beber dêle a Faraó. 12José lhe disse: Eis-aqui a interpretação do teu sonho. Às três varas da cêpa denotam três dias: 13depois dos quais se lembrará Faraó, do serviço, que tu lhe fazias, restituir-te-á ao teu primeiro cargo; e tu lhe apresentarás para beber o copo, segundo era o teu costume pelo ofício, que antes ocupavas. 14O que só te peço, é que depois que te suceder esta ventura, te lembres tu de mim, é me faças o favor de suplicar a Faraó, que se digne sua majestade de me tirar da prisão em que me acho: 15porque eu fui trazido a furto dà terra dos hebreus, e aqui metido no cárcere, estando inocente. 16O padeiro-mor vendo que José tinha interpretado sàbiamente êste sonho, disse-lhe: Eu também tive um sonho. Parecia-me que levava à cabeça três cêstos de farinha, 17e que naquele, que ia por cima dos outros, havia de tudo o que se pode fazer dè massa para se pôr numa mesa. e que as aves vinham comer dêle. 18Respondeu José: Eis-aqui a interpretação dêste sonho. Os três cêstos denotam três dias; 19depois dos quais te mandará Faraó tirar a cabeça. e suspender-te numa cruz; e as aves do céu despedaçarão as tuas carnes. 20O terceiro dia seguinte eia o dia do nascimento de Faraó, que deu um grande banquete aos seus criados, durante o qual se lembrou êle do copeiro-mor, e do padeiro-mor. 21Um restituiu êle ao seu cargo para continuar no ofício de lhe ministrar o copo; 22outro mandou êle pendurar num patíbulo: o que verificou a interpretação, que José tinha dado aos seus sonhos. 23Entretanto o copeiro-mor, tendo outra vez entrado a ser favorecido depois da sua desgraça, esqueceu--se do seu intérprete.
Gênesis 41
1Passados dois anos teve Faraó um sonho. Parecia-lhe que estava sôbre o rio, 2do qual saíam sete vacas por extremo formosas e gordas, que pastavam nuns lugares palustres. 3Que depois saíam do rio outras sete tôdas desfiguradas, e extremamente magras, que pastavam na ribanceira do mesmo rio, nuns lugares cheios de erva. 4E que estas últimas devoraram as primeiras, que eram por extremo formosas e bem anafadas. Faraó tendo acordado, a 5tornou a adormecer, e teve outro sonho. Eram sete espigas muito gradas, e muito formosas, que saíam de uma mesma cana. 6Apareciam também outras sete muito chupadas, por causa de um vento abrasador, que as batera. 7E estas últimas devoraram as primeiras, que eram formosíssimas. Sendo espertado Faraó, 8ficou cheio de medo; e tendo mandado logo pela manhã buscar todos os adivinhos, e todos os sábios do Egito contou-lhes o seu sonho; e não se achou ninguém, que lho interpretasse. 9Então o copeiro-mor, lembrando-se enfim de José, disse ao rei: Eu confesso a minha culpa. 10Quando vossa majestade, estando irado contra seus servos, mandou que eu com o padeiro-mor fôssemos metidos no cárcere do general de suas tropas, 11ambos nós tivemos numa mesma noite um sonho, que nos prognosticava o que nos havia de acontecer depois. 12Estava então naquele cárcere um moço hebreu, criado do mesmo general do exército de vossa majestade, ao qual tendo cada um de nós contado o seu sonho, 13êle nos disse tudo o que o sucesso depois confirmou. Porque eu fui restabelecido no meu cargo, e o padeiro-mor foi pendurado numa cruz. 14Logo por ordem do rei, foi José tirado do cárcere: tosquiaram-no, fizeram-no mudar de vestidos, e apresentaram-no diante dêste príncipe. 15Então disse Faraó para êle: Eu tive uns sonhos; e não se acha ninguém, que os decifre: Mas a mim disseram-me que tu tinhas grandes luzes para os interpretar. 16Josélhe respondeu: Deus, e não eu, será o que dê ao rei uma resposta bem favorável. 17Recontou-lhe pois Faraó o que tinha visto. Parecia-me que estava à ribanceira do rio, 18e que do rio saíam sete vacas muito formosas, e duma extremada gordura, que pastavam erva num paul: 19E que depois saíam outras sete tão desfiguradas, e duma tão prodigiosa magreza, quais eu não vira no Egito. 20Estas últimas devoraram, e consumiram as primeiras, 21sem que elas por isso mostrassem dalguma sor-te que tinham ficado fartas: Mas ficando tão magras, e tão gafentas, como dantes estavam. Tendo eu acordado,. tornei a adormecer outra vez, 22e tive segundo sonho. Eram sete espigas muito: gradas, e muito formosas, que saíam duma mesma cana. 23Apareciam também outras sete muito chupadas,. por causa dum vento abrasador, que as batera: 24E estas últimas devoraram as primeiras, que eram tão formosas. Eu contei os meus sonhos a todos os adivinhos e nãó se acha ninguém, que os explique. 25Respondeu José: Os dois sonhos de vossa majestade significam ambos a mesma coisa. Deus mostrou a vossa majestade, o que êle tem de fazer para o futuro. 26As sete vacas tão formosas, e as sete. espigas tão cheias de grão, que vossa majestade viu em sonhos, denotam uma mesma coisa, e significam sete anos de fertilidade. 27As sete vacas magras, e desfeitas, que saíram do rio depois daquelas primeiras; e as sete espigas chupadas, e arejadas dum vento abrasador, denotam outros sete anos de fome, que estão para vir. 28E isto se cumprirá desta maneira. 29Virão primeiramente sete anos duma fertilidade extraordinária em todo o Egito: 30aos quais seguir-se-ão outros sete duma tão grande esterilidade, que ela fará esquecer tôda a abundância passada: porque a fome consumirá tôda a terra: 31e aquela fertilidade tão extraordinária virá a ser como absorvida por esta extrema indigência. 32Quanto ao segundo sonho, que vossa majestade teve, e que significa a mesma coisa, êste é um sinal de que esta palavra de Deus será firme, e que ela se cumprirá infalivelmente e bem cedo. 33Da prudência logo de vossa majestade é escolher algum homem sábio, e industrioso, a quem vossa majestade dê o comando sôbre todo o Egito, 34para que êle estabeleça oficiais em tôdas as províncias, os quais enquanto durarem os sete anos de fertilidade que estão para vir, ajuntem nos celeiros públicos a quinta parte dos frutos da terra. 35Todo o trigo assim guardado esteja debaixo do poder de vossa majestade, e se conserve nas cidades, 36a fim de que êle se ache pronto para os anos da fome, que Jhá de oprimir o Egito, e não seja esta terra consumida pela fome. 37Agradou êste conselho a Faraó, e a todos os seus ministros. 38e êle lhes disse: Onde poderemos nós achar um homem, como êste que seja tão cheio, como êle o é, do «espírito de Deus? 39Disse pois Faraó a José: Pois que Deus te mostrou tudo o que tu disseste, onde poderei, eu achar alguém mais sábio do que tu, ou semelhante a ti? 40Tu serás o que tenhas a autoridade sôbre a mi-mha casa: ao que tu mandares pela tua bôca obedecerá todo o. povo: e eu não terei acima de ti senão o trono, e a qualidade de rei. 41Disse mais Faraó a José: Eu te constituo hoje governador sôbre todo o Egito. 42Ao mesmo tempo tirando o anel, que tinha na sua mão êle o meteu na de José: fê-lo vestir duma túnica de linho fino, e pôs-lhe ao pescoço um.colar de ouro. 43Depois fê-lo subir a um dos seus coches, que era o segundo abaixo do seu; e mandou que um pregoeiro denunciasse èm alta voz, que ajoelhassem todos diante dêle, e que todos o reconhecessem por governador que tinha sido estabelecido sôbre todo o Egito. 44Ainda disse mais Faraó a José: Eu sou Faraó: sem tua ordem ninguém moverá pé, nem mão em todo o Egito. 45Mudou-lhe também o seu nome, e chamou-o em língua egípcia, o salvador do mundo. Ao depois casou-o com Asenete, filha de Putífar, sacerdote de Heliópole. Depois, disto foi José dar uma vista a todo o Egito. 46Tinha êle trinta anos, quando apareceu diante do rei Faraó e êle correu em roda todo o Egito. 47Chegaram pois os sete anos de fertilidade; e tendo sido o trigo pôsto em molhos, foi depois amontoado nos celeiros do Egito. 48Tôda esta grande abundância de grão foi posta de reserva em tôdas as cidades. 49Porque foi tão grande a quantidade de trigo, que houve, que ela igualava a areia do mar, e não se podia reduzir a medida. 50Antes que chegasse a fome, teve José dois filhos de sua mulher Asenete, filha de Putífar, sacerdote de Heliópole. 51Chamou ao primogênito Manasses, dizendo: Deus me fêz esquecer de todos os meus trabalhos, e da casa de meu pai. 52Chamou ao segundo Efraim, dizendo: Deus me fêz crescer na terra da minha pobreza. 53Passados pois que foram êstes sete anos de fertilidade no Egito, 54começaram os sete anos de esterilidade, segundo a predição de José; e quando todo o resto do mundo estava aflito da fome, havia no Egito muito pão. 55O povo achando-se apertado da fome, gritou a Faraó, e lhe pediu de que viver: Êle porém lhe respondeu: ide ter com José, e fazei tudo o que êle vos disser. 56Entretanto a fome crescia todos os dias em tôda a terra; e José abrindo todos os celeiros, vendia trigo aos egiptanos: Porque êstes mesmos eram atormentados da fome. 57E de tôdas as partes vinham homens ao Egito a comprar de comer, e a buscar com que aliviarem o mal desta falta de grão.
Novo TestamentoMt 12,19-50
Mateus 12
19Não contenderá, nem clamará, nem ouvirá algum a sua voz nas praças: 20Não quebrará a cana, que está deprimida, nem apagará a torcida que fumega, até que saia vitoriosa a sua justiça. 21E as gentes esperarão no seu nome. 22Então lhe trouxeram um endemoninhado cego, e mudo, e êle o curou, de sorte que falava, e via. 23E ficaram pasmadas tôdas as gentes, e diziam: Porventura é êste o filho de Davi? 24Mas os fariseus ouvindo isto diziam: Êste não lança fora os demônios, senão em virtude de Belzebu, príncipe dos demônios. 25E Jesus sabendo os pensamentos dêles, lhes disse: Todo o reino dividido contra si mesmo, será desolado: E tôda a cidade, ou casa dividida contra si mesma, não subsistirá. 26Ora se satanás lança fora a satanás, está êle dividido contra si mesmo: Como persistirá logo o seu reino?, 27E se eu lanço fora os demônios em virtude de Belzebu, em virtude de quem os expelem vossos filhos? Por isso é que êles serão os vossos juízes, 28Se eu porém lanço fora os demônios pela virtude do espírito de Deus, logo é chegado a vós o Reino de Deus: 29Qu como pode alguém entrar na casa do valente e saquear os seus móveis, se antes não prender o valente? e então lhe saqueará a casa. 30O que não é comigo, é contra mim: li o que não ajunta comigo, dispersa. 31Portanto vos digo: Todo o pecado e blasfêmia serão perdoados aos homens, porém a blasfêmia contra o Espírito Santo não lhes será perdoada. 32E todo o que disser alguma palavra contra o Filho do homem, perdoar-se-lhe-á: Porém o que a disser contra o Espirito Santo, não se lhe perdoará, nem neste mundo, nem no outro. 33Ou fazei a árvore boa, e o seu fruto bom: Ou fazei a árvore má e o seu fruto mau: Pois que pelo fruto. é que a árvore se conhece. 34Raça de viboras, como podeis falar coisas boas, sendo maus? 'porque a bôca fala o de que está cheio o coração. 35O homem bom do bom tesouro tira boas coisas: Mas o homem mau do mau tesouro tira más coisas. 36E digo-vos, que tôda a palavra ociosa, que falarem os homens, darão conta dela no dia do Juízo. 37Porque pelas tuas palavras serás justificado, e pelas tuas palavras serás condenado. 38Então lhe tornaram alguns dos escribas, e fari- - seus, dizendo: Mestre, nós quiséramos ver-te fazer algum” prodígio. 39Êle lhes respondeu, dizendo: Esta geração má, e adúltera, pede um prodígio: Mas não lhe será dado outro prodígio, senão o prodígio do profeta Jonas. 40Porque assim como Jonas estêve no ventre da baleia três dias, e três noites; assim estará o Filho do homem três dias, e três noites no coração da terra. 41Os habitantes de Nínive se levantarão no dia do Juízo com esta geração, e a condenarão: Porque fizeram penitência com a pregação de Jonas. E eis-aqui está neste lugar quem é mais do que Jonas. 42A rainha do meio-dia se levantará no dia do Juízo com esta geração, e a condenará: Porque veio lá das extremidades da terra a ouvir a sabedoria de Salomão e eis-aqui está neste lugar quem é mais do que Salomão. 43E quando o espírito imundo tem saído de um homem, anda por lugares secos, buscando repouso, e não o acha. 44E então diz: Voltarei para minha casa, donde saí. E quando vem, a acha desocupada, varrida e ornada. 45Então vai e ajunta a si outros sete espíritos piores do que êle, e entrando habitam ali: E o último estado daquele homem fica sendo pior que o primeiro. Assim também acontecerá a esta geração péssima, 46Estando êle ainda falando ao povo, eis-que se achava da parte de fora sua mãe, e seus irmãos, que procuravam falar-lhe. 47E um lhe disse: Olha que tua mãe, e teus irmãos estão ali fora, e te buscam. 48E êle respondendo ao que lhe falava, lhe disse: Quem é minha mãe, e quem são os meus irmãos? 49E estendendo a mão para seus discípulos, disse: Eis-ali minha mãe, e meus irmãos: 50Porque todo aquêle que fizer a vontade de meu Pai, que está nos Céus: Êsse é meu irmão, e irmã e mãe.
Salmos e ProvérbiosSl 12 (13)
Salmo 12 (13)
Numeração da Vulgata. Nas Bíblias atuais: Salmo 13.
1Ao regente do côro, salmo de Davi. Até quando, Senhor, te esquecerás de mim para sempre? Até quando apartarás de mim a tua face? 2Até quando encherei a minha alma de desígnios, cada dia com dor no meu coração? 3Até quando será o meu inimigo exaltado sôbre mim? 4Olha para mim, e ouve-me, Senhor Deus meu. Alumia os meus olhos para que cu não durma jamais na morte: 5Para que nunca o meu inimigo diga: Eu prevaleci contra êle. Os que me atribulam, exultarão se eu fôr abalado: 6Porém eu esperei na tua misericórdia. O meu coração exultará na salvação que me virá de ti: Cantarei ao Senhor que me deu bens: E entoarei salmos ao nome do Senhor altíssimo.