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Bíblia em um ano Dia 166/365

Dia 166

Is 3–5 · At 19,1-15 · Sl 95 (96) · cerca de 11 min

  1. Antigo TestamentoIs 3–5
  2. Novo TestamentoAt 19,1-15
  3. Salmos e ProvérbiosSl 95 (96)
Destaque da leitura de hoje“Cantai ao Senhor, bendizei o seu nome: Anunciai de dia a sua salvação.”Salmo 95,2 (96)

Antigo TestamentoIs 3–5

Isaías 3

1Eis-aqui pois que o Soberano Senhor dos Exércitos está para tirar de Jerusalém e de Judá ao valente e ao forte, a tôda a fôrça do pão, e a tôda a fôrça de água: 2Ao homem forte, e ao guerreiro, ao juiz, e ao profeta, e ao adivinho, e ao ancião: 3Ao capitão de cinquenta, e ao respeitável pela sua presença, e ao conselheiro, e ao perito entre os arqui-tetos e ao que conhece a linguagem mística. 4E eu lhes darei meninos para príncipes, e domi-ná-los-ão efeminados. 5E investirá o povo, homem a homem, e cada um a seu próximo: Tumultuará o mancebo contra o velho e o plebeu contra o nobre. 6Porque tomará cada um a seu próprio irmão do-méstico de seu pai: Tu tens mcihor vestido, sê nosso príncipe, e fique esta ruína atalhada debaixo da tua mão. 7Êlc responderá naquele dia, dizendo: Não sou médico, e em minha casa não há pão, nem vestido: Não queirais constituir-me príncipe do povo. 8Pois Jerusalém se vai arruinando, e Judá caindo: Porquanto a língua dêles, e as invenções da sua fantasia são contra o Senhor, para provocarem os olhos de sua majestade. 9A mesma vista do seu semblante dá testemunho contra êles: E os tais fizeram como os de Sodoma pública ostentação do seu pecado, e não o encobriram: Ai da alma dêles, porque se lhes têm dado males em recompensa. 10Dizei ao justo que êle será bem sucedido, pois comerá o fruto dos seus conselhos. 11Ai do ímpio que corre ao mal: Porque lhe será. dada a retribuição de suas mãos. 12Ao meu povo despojaram os seus exatores, e os têm dominado mulheres. Povo meu, os que te chamam bem-aventurado, êsses mesmos te enganam, e destróem o caminho dos teus passos. 13O Senhor está para julgar, e está para julgar os povos. 14O Senhor entrará em juízo com os anciãos do seu povo, e com os seus príncipes: Porque vós tendes comido a minha vinha, e a rapina feita ao pobre se acha em vossa casa. 15Por que razão meteis vós debaixo dos pés o meu povo, e moeis às pancadas os rostos dos pobres, diz o Senhor Deus dos Exércitos? 16Ainda disse mais o Senhor: Pois que as filhas de Sião se elevaram, e andaram com o pescoço emproado, e iam fazendo acenos com os olhos, e gestos de mãos, passeavam com os seus ruidosos pés, e caminhavam a passo mesurado: 17O Senhor tornará calva a cabeça das filhas de Sião, e despojá-las-á o mesmo Senhor do seu cabelo. 18Naquele dia lhes tirará o Senhor o adôrno dos calçados, e os diademas, 19e os colares, e as gargantilhas, e os braceletes, e os garavins, 20e as barreiras, e as ligas de pernas, e as cadeias de ouro, e os vasos de essências, e as arrecadas, 21e os anéis, e os pingentes de pedras preciosas caidos sôbre a fronte. 22e os vestidos de reserva, e as charpas, e os volan-tes, e as agulhetas, 23e os espelhos, e os delicados lenços, e os listões, e as roupas de verão. 24E em lugar de suave cheiro terão hediondez, e por cinta corda, e por cabelo encrespado calva, e por faixa do peito cilício. 25Também os teus mais galhardos varões cairão mortos à espada, e os teus valentes em ação de peleja. 26E se entristecerão e enlutarão as portas dela e desolada se assentará em terra.

Isaías 4

1E naquele dia lançarão mão de um só homem sete mulheres, dizendo: Nós do nosso pão nos sustenta-remos, e dos nossos vestidos nos cobriremos: O nosso único intento é que sejamos nós chamadas do teu nome, tira o nosso opróbrio. 2Naquele dia se achará o gérmen do Senhor em magnificência e glória, e o fruto da terra elevado, e exultação para aquêles de Israel, que fôrem salvos. 3E eis-aqui o que há de acontecer: Todo o que fôr deixado em Sião, e ficar em Jerusalém, santo será chamado, todo o que está escrito na vida em Jerusalém. 4Quando o Senhor limpar as manchas das filhas de Sião, e lavar o sangue do meio de Jerusalém com espirito de justiça, e com espirito de ardor. 5E criará o Senhor sôbre todo o lugar do monte de Sião, e onde êle foi invocado, uma nuvem de dia, e fumo e resplendor de fogo chamejante de noite: Porque sôbre tôda a glória será a proteção. 6E o tabernáculo será para fazer sombra de dia contra a calma, e para segurança e guarida contra o torvelinho, e a chuva.

Isaías 5

1Cantarei ao meu amado o cântico de meu primo à sua vinha. O meu amado teve uma vinha plantada num alto fertilíssimo. 2E a cercou de uma sebe e tirou do pé dela as pedras, e a plantou de bacelo escolhido, e edificou uma tôrre no meio dela, e fêz na mesma tôrre um lagar: E esperava que desse uvas, e veio a produzir labruscas. 3Agora pois, habitadores de Jerusalém, e varões de Judá, sêde vós os juízes entre mim e a minha vinha. 4Que coisa há que eu devesse ainda fazer à minha vinha, que lhe não tenha feito? far-lhe-ia acaso injúria em esperar que ela desse boas uvas em lugar das labruscas que só produziu? 5Pois agora vos mostrarei o que eu hei de fazer à minha vinha, arrancar-lhe-ei a sebe, e ficará exposta a ser roubada: derrubar-lhe-ei o muro, e ficará sujeita a ser pisada. 6E farei com que fique deserta: Não será podada, nem cavada: E crescerão nela espinhos e abrolhos: E mandarei às nuvens que não derramem sôbre ela chuva. 7Porque a vinha do Senhor dos exércitos é a casa de Israel: E o varão de Judá o seu renôvo deleitável: E esperei que fizesse juízo, e eis-que só há iniqüidade: E que praticasse justiça, e eis-que só há clamor. 8Ai de vós os que ajuntais casa a casa, e ides acrescentando campo a campo até chegar ao fim de todo o terreno: Acaso habitareis vós só no meio da terra? 9Nos meu ouvidos estão estas coisas, diz o Senhor dos exércitos. Verdadeiramente que muitas casas grandes, e vistosas virão a ficar ermas sem habitador. 10Porque dez geiras de vinhas darão apenas um barrilzinho, e trinta alqueires de trigo semeado não darão mais que três. 11Ai de vós os que vos levantais pela manhã para seguir a embriaguez, e para beberdes até à tarde com tal excesso, que venhais a ficar de todo esquentados do vinho. 12A cítara, e a lira, e o pandeiro, e a flauta, e o vinho se acham nos vossos banquetes: E vós não olhais 13Por isso é que o meu povo foi levado cativo, porque não teve inteligência, e as suas nobres personagens morreram de fome, e a sua multidão se mirrou de sêde. 14Por isso é que o inferno alargou o seu seio, e sem têrmo algum abriu a sua bôca: E descerão a êle os seus fortes, e o seu povo, e os altos e jactanciosos dêle. 15E será incurvado o homem, e humilhado o varão, e os olhos dos altivos ficarão todos baixos. 16E será exaltado o Senhor dos exércitos no seu juízo, e o santo Deus será santificado em justiça. 17E serão apascentados os cordeiros segundo a sua ordem, e dos desertos convertidos em fertilidade comerão os estranhos. 18Ai de vós os que arrastais a iniquidade com cordas de vaidade, e o pecado como brocha de carro. 19Os que dizeis: Avie já com isso, e sem demora venha essa sua obra, para que a vejamos: E chegue-se, e cumpra-se o conselho do Santo de Israel, e saberemos qual êle seja. 20Ai de vós, os que ao mau chamais bom, e ao bom mau: Pondo trevas por luz, e luz por trevas: Pondo o amargo pelo doce, e o doce pelo amargo! 21Ai de vós, os que sois sábios a vossos olhos, e diante de vós mesmos prudentes! 22Ai de vós, os que sois poderosos para beber vinho, e varões fortes para beberdes a largos sorvos a ebrie-dade! 23Os que justificais ao ímpio pelas dádivas, e ao justo lhe tirais o seu direito! 24Por esta causa, assim como a língua do fogo devora a palha, e a abrasa o calor da chama: Assim a raiz dêles será como a faisca, e o seu renôvo subirá como o pó. Porquanto êles arrojaram de si a lei do Senhor dos exércitos e blasfemaram da palavra do Santo de Israel. 25Por isso o furor do Senhor se acendeu contra o seu povo e estendeu a sua mão sôbre êle, e o feriu: E os montes se abalaram, e os seus corpos mortos foram lançados como estêrco ao meio das praças. Com todos êstes castigos não se tem aplacado o seu furor, mas ainda está alçada a sua mão. 26E arvorará o seu estandarte em as nações de longe, e assobiará a êle desde os confins da terra: E eis que chegará velozmente apressado. 27Não há nêle quem sinta cansaço nem trabalho: Não dormitará, nem dormirá, nem se lhe desatará o cinto dos seus rins, nem se lhe romperá a correia do seu sapato. 28As suas setas são agudas, e todos os seus arcos estão entesados. As unhas dos seus cavalos são como pederneira, e as. suas rodas são como o ímpeto da tempestade. 29O seu rugido será como o do leão, rugirá como os cachorros dos leões: E rangerá com os dentes, e agar-rará a prêsa: E se abraçará com ela, e não haverá quem lha saque. 30E soará sôbre êle naquele dia um como sonido de mar: E eis que tudo serão trevas de tribulação, e a luz se obscureceu com a cerração dela.

Novo TestamentoAt 19,1-15

Atos dos Apóstolos 19

1E aconteceu que, estando Apolo em Corinto, Paulo, depois de haver atravessado as altas províncias da Ásia, veio a Éfeso e achou alguns Discípulos: 2E lhes disse: Vós recebestes já o Espírito Santo quando abraçastes a Fé? E eles lhe responderam: Antes nós nem sequer temos ainda ouvido se há Espírito Santo. 3E êle lhes disse: Em que batismo logo fostes vós batizados? Êles disseram: No batismo de João. 4Então disse Paulo: João batizou ao povo com batismo de penitência, dizendo: Que crêssem naquele que havia de vir depois dêle, isto é, em Jesus: 5Ouvindo isto, foram batizados em nome do Senhor Jesus. 6E havendo-lhes Paulo imposto as mãos, veio sôbre êles o Espírito Santo e falavam em diversas línguas e profetizavam. 7E eram por todos algumas doze pessoas. 8Tendo pois entrado dentro da Sinagoga, falou com liberdade por espaço de três meses, disputando e per-suadindo-os acerca do reino de Deus. 9Mas como alguns se endurecessem, e não crêssem, desacreditando o caminho do Senhor diante da multidão, apartando-se dêles, separou os Discípulos, disputando todos os dias na escola de um certo Tirano. 10E isto foi por dois anos, de tal maneira que todos os que moravam na Ásia, ouviram a palavra do Senhor, judeus, e gentios. 11E Deus fazia milagres, não quaisquer, por mão de Paulo: 12Chegando êstes a tal extremo, que até sendo aplicados aos enfermos os lenços e aventais, que tinham tocado no corpo de Paulo, não só fugiam dêles as doenças, mas também os espíritos malignos se retiravam. 13Ora também alguns dos exorcistas judeus que andavam de terra em terra, tentaram invocar o nome do Senhor Jesus sôbre os que se achavam possessos dos malignos espíritos, dizendo: Eu vos conjuro por Jesus, a quem Paulo prega. 14E os que faziam isto eram uns sete filhos de certo judeu, príncipe dos sacerdotes, chamado Sceva. 15Mas o espírito maligno respondendo, lhes disse: Eu conheço a Jesus e sei quem é Paulo: Mas vós quem sois?

Salmos e ProvérbiosSl 95 (96)

Salmo 95 (96)

Numeração da Vulgata. Nas Bíblias atuais: Salmo 96.

1ao Senhor um cântico novo: Cantai ao Senhor, habitantes de tôda a terra. 2Cantai ao Senhor, bendizei o seu nome: Anunciai de dia a sua salvação. 3Anunciai entre as gentes a sua glória, em todos os povos as suas maravilhas. 4Porque o Senhor é grande, e mui digno de ser louvado: Terrível é sôbre todos os deuses. 5Porque todos os deuses das gentes são demônios; Mas o Senhor fêz os céus. 6Louvor, e formosura diante dêle: Santidade, e grandeza no seu santuário. 7Tributai ao Senhor, ó famílias das gentes, tributai ao Senhor glória e honra: 8Tributai ao Senhor a glória devida ao seu nome. Tomai vítimas, e entrai nos seus átrios: 9Adorai ao Senhor no átrio do santo tabernáculo. Trema tôda a terra à sua presença: 10Dizei entre as gentes que o Senhor reinou. Porque, firmou a redondeza da terra, que não será comovida: Julgará os povos com equidade. 11Alegrem-se os céus, e regozije-se a terra, comova-se O mar, e o que êle contém: 12Alegrar-se-ão os campos, e tôdas as coisas, que dêles há. Então se regozijarão tôdas as árvores das selvas. 13Ante a face do Senhor porque veio: Porque veio a julgar a terra. Julgará a redondeza da terra com equidade, e os povos segundo a sua verdade.

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Texto bíblico da tradução do Pe. Antônio Pereira de Figueiredo (1725–1797), em domínio público, conforme a edição de 1950 da Editora das Américas (São Paulo), com Nihil Obstat e Imprimatur, na ortografia daquela edição. Numeração dos versículos segundo a Vulgata. Sem as notas de rodapé.

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