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Bíblia em um ano Dia 188/365

Dia 188

Mq 5–7; Jl 1 · Rm 5 · Sl 105,41-48 (106) · cerca de 14 min

  1. Antigo TestamentoMq 5–7; Jl 1
  2. Novo TestamentoRm 5
  3. Salmos e ProvérbiosSl 105,41-48 (106)
Destaque da leitura de hoje“Bendito o Senhor Deus de Israel pelos séculos dos séculos: E dirá todo o povo: Assim seja, assim seja.”Salmo 105,48 (106)

Antigo TestamentoMq 5–7; Jl 1

Miqueias 5

1Agora serás tu devastada, ó filha do ladrão: Êles puseram o cêrco sobre nós, eles ferirão com a vara a face ao juiz de Israel: 2E TU BELÉM Efrata, tu és pequenina entre os milhares de Judá: Mas de ti é que me há de sair aquêle que há de reinar em Israel, e cuja geração é desde o princípio, desde os dias da eternidade. 3Por isso Deus os abandonará até o tempo em que parirá aquela que há de parir: E então as relíquias de seus irmãos se ajuntarão aos filhos de Israel. 4E êle estará firme, e apascentará o seu rebanho na fortaleza do Senhor, na sublimidade do nome do Senhor seu Deus: E êles se converterão, porque agora se engrandecerá êle até às extremidades da terra. 5E êle será a paz: Depois que os assírios tiverem vindo à nossa terra, e quando tiverem calçado as nossas casas: Suscitaremos nós também contra êle sete pastôres, e oito homens principais. 6E apascentarão com a espada a terra de Assur, e com as suas lanças a terra de Nemrod: E êle nos livra rá de Assur, depois que tiver vindo à nossa terra, e quando puser os pés na nossa raia. 7Então as relíquias de Jacó estarão no meio de muitos povos, como um orvalho que vem do Senhor, e como umas gôtas de água que caem sôbre a erva, sem dependerem de ninguém, e sem esperarem nada dos filhos dos homens, 8E as relíquias de Jacó estarão entre às gentes no meio de muitos povos, como um leão no meio das outras alimárias dos bosques, e como um cachorro de leão entre os rebanhos das ovelhas: O qual depois que passar, e pisar aos pés, e fizer a sua prêsa, não há quem lha tire. 9A tua mão se elevará sôbre os teus inimigos, e todos os teus inimigos perecerão. 10E acontecerá isto naquele dia, diz o Senhor: Eu tirarei os teus cavalos do meio de ti, e destroçarei as. tuas quadrigas. 11E arruinarei as cidades da tua terra e destruirei todas as tuas fortificações, e te arrancarei das mãos tudo o que servia aos teus sortilégios, e não haverá mais adivinhações em ti. 12E farei perecer os teus simulacros, e as tuas estátuas do meio de ti: E nunca mais adorarás as obras das tuas mãos. 13E arraricarei os teus bosques do meio de ti: IE reduzirei em pó as tuas cidades. 14E tomarei, com furor e indignação, vingança de todas as gentes que me não ouviram.

Miqueias 6

1Ouvi o que diz o Senhor: Levanta-te, defende a lua casa em juízo contra os montes, e ouçam os outeiros a tua voz. 2Ouçam os montes o juízo do Senhor, e ouçam-no os fortes fundamentos da terra: Porque o Senhor quer entrar em juízo com o seu povo, e justificar-se-á com Israel. 3Povo meu, que é o que eu te fiz, ou em que te fui eu molesto? Responde-me, 4Será' porque eu te tirei da terra do Egito, e porque te livrei de uma casa de escravidão: E porque enviei diante de ti a Moisés, ce a Aarão, e a Maria? 5Povo meu, eu te rogo que te lembres do desígnio de Balac, rei de Moab. e do que lhe respondeu Balaão, filho de Beor, desde Cetim até Galgala. para reconhe-ceres as justiças do Senhor. 6Que oferecerei eu ao Senhor, que seja digno dêle? Encurvarei eu o joelho diante do Deus excelso? Oferecer-lhe-ei porventura holocaustos e novilhos de um ano? 7Pode-se acaso aplacar o Senhor sacrificando-se-lhe mil carneiros. ou muitos milhares de bodes gordos? Porventura sacrificar-lhe-ei eu pela minha maldade men filho primogênito, o fruto do meu ventre pelo pecado da minha alma? 8Eu te mostrarei, ó homem, o que te é bom. e o que o Senhor requer de ti: É. sem dúvida, que tu obres segundo a justiça, e que ames a misericórdia, e que andes solicito com o teu Deus. 9A voz do Senhor clama à cidade, e terão a salvação os que temem o teu Nome: Ouvi, O tribos: Mas quem aprovará isto? 10Os tesouros da iniquidade ainda estão na casa do ímpio, como um fogo. e a desfalcada medida está cheia da ira. 11Acaso poderei eu não condenar a balança injusta, e os pesos enganosos do saquitel? 12Pelos quais meios é que os ricos da cidade estão cheios de iniquidade, e os que habitam nela falavam a mentira, e a língua deles é enganadora na bôca dêles. 13Por isso é, pois, que cu comecei a ferir-te de um golpe mortal por causa dos teus pecados. 14Tu comerás. e não te fartarás: E achar-se-á a tua humildade no meio de ti: E tu tomarás nos braços a teus filhos, e não os salvarás: E os que salvares, eu os entregarei ao gume da espada. 15Tu semearás, e não segarás: Tu espremerás a azeitona, e não terás azeite com que te ungir: E tu pisarás os cachos, e não lhes beberás o vinho. 16li tu guardaste os preceitos de Amri, e todos os estilos da casa de Acab: Ii andaste pelos rastos da vontade deles. para que eu te entregasse a ti à perdição, e às vaias dos outros, aos que habitam nela, e vós trareis sobre vós o opróbrio do meu povo.

Miqueias 7

1Ai de mim, porque estou feito como um que anda ao rabisco de algum cacho no fim do outono depois de feita a vindima: Eu não achei nem sequer um caçho para comer; em vão desejou a minha alma alguns figos tem-porãos. 2Faltou o santo da terra, e entre os homens não há um que seja reto: Todos armam traições para derramarem o sangue, cada um amla ú caça de seu irmão para lhe dar a morte. 3Êles chamam bem ao mal que obram as suas mãos: O príncipe pede obrigando, e o juiz torna como lhe fazem: E o grande manifestou o desejo da sua alma, e êles lha perturbaram. 4O ótimo dentre êles é como um tójo: E o reto é como o espinho de uma sebe. E” chegado o dia dos teus Atalaias, veio a tua visita: Agora será a destruição dêles. 5Não creiais no amigo: IE não conficis no governador; fecha as portas da tua bôca ainda àquela que dorme no teu seio. 6Porque o filho faz afronta a seu pai, e a filha se levanta contra sua mãe, a nora contra a sua sogra: E os inimigos do homem são os seus mesmos domésticos. 7Eu porém olharei para o Senhor, eu esperarei a Deus meu salvador; o meu Deus me ouvirá. 8Não te alegres, inimiga minha, a meu respeito, por eu ter caído: Eu me tornarei a levantar, depois de ter estado assentada nas trevas; o Senhor é a minha luz. 9Eu trarei sôbre mim a ira do Senhor, porque tenho pecado contra êle, até que êle julgue a minha causa, e me faça justiça: Êle me tirará para a luz, eu verei a sua justiça. 10Então olhará a minha inimiga, e se cobrirá de confusão aquela que me diz agora: Onde está o Senhor teu Deus? os meus olhos olharão para ela: Agora será pisada aos pés, como a lama das ruas. 11Chegará o dia em que os teus pardieiros se mu-darão em edifícios: Naquele dia ficarás tu fora da lei. 12Naquele dia também se virá da Assíria até a ti, e até às tuas cidades fortificadas, e das tuas cidades fortificadas até o rio, e de um mar até a outro mar, e de um monte até outro monte. 13E a terra será posta em desolação por causa dos seus habitantes; e por causa do fruto das suas cogitações. 14Apascenta com a tua vara O teu povo, o rebanho da tua herança, os que habitam sós no bosque, no meio do Carmelo: Basan e Galaad serão apascentados, ao modo que eram nos dias antigos. 15À proporção do que cu obrei nos dias da tua saída da terra do Egito, eu lhe farei ver as minhas maravilhas. 16As gentes as verão, e elas serão confundidas com tôda a sua fortaleza: Os povos porão a mão sôbre a sua bôca, os seus ouvidos ficarão surdos. 17Êles lamberão o pó como as serpentes, êles se espantarão nas suas casas, como os réptis da terra: Êles tremerão diante do Senhor nosso Deus, e terão mêdo de ti. 18O' Deus, quem é semelhante a ti, que apagas a iniquidade, e te esqueces dos pecados das relíquias da tua herança? Êle não derramará mais o seu furor contra os seus, porque lhe apraz fazer misericórdia. 19Êle voltará, e terá compaixão de nós: Êle sepultará as nossas iniqüidades, e lançará todos os nossos pecados no fundo do mar. 20Tu mostrarás a verdade da tua promessa a Jacó, farás misericórdia a Abraão: Que é o que tu juraste a nossos pais desde os dias antigos.

Joel 1

1Palavra do Senhor que foi dirigida a Joel, filho de Fatuel. 2Ouvi isto, velhos, e vós todos os habitantes da terra, aplica; os vossos ouvidos: Se aconteceu coisa como esta em vossos dias, ou nos dias de vossos pais? 3Fazei sôbre isto uma narração a vossos filhos, e vossos filhos a seus filhos, e os filhos dêstes à outra geração. 4O gafanhoto comeu o que tinha ficado da lagarta, e o brugo comeu o que tinha ficado do gafanhoto, e a ferrugem comeu o que tinha ficado do brugo. 5Espertai-vos, embriagados, e chorai, e uivai, todos os que pondes as vossas delícias em beber do vinho: Porque êle foi tirado da vossa bôca. 6Porque um povo forte e inumerável veio sôbre a minha terra: Os seus dentes são como os dentes de um leão: E os seus queixais como os de cachorro de leão. 7Este povo reduziu a minha vida a um deserto, e tirou a casca à minha figueira: Êle a despojou despindo-a tôda, e a lançou por terra: Os seus ramos se fizeram brancos. 8Chora como uma mulher moça vestida de saco para chorar a morte do marido, com quem se tinha desposado na sua puberdade. 9Pereceu da casa do Senhor o sacrifício e a libação; os sacerdotes ministros do Senhor choraram. 10Todo o país está devastado, chorou a terra: Porque o trigo se perdeu, o vinho se turvou, o azeite faltou. 11Os lavradores estão confusos, os vinhateiros ui-varam sôbre o trigo, e a cevada, porque se perdeu a messe do campo. 12A vinha não vingou, e a figueira se secou: As romeiras, e as palmeiras, e as maceiras, e tôdas as árvores do campo secaram: Por cujo motivo esmoreceu a alegria dos filhos dos homens. 13Cingi-vos, sacerdotes, e chorai, dai uivos, ministros do altar: Entrai, deitai-vos no saco, ministros do meu Deus: Porque da casa do vosso Deus faltou o sacrifício, e a libação. 14Santificai um jejum, convocai a assembléia, congregai os anciãos, todos os habitantes do país para a casa do vosso Deus: E clamai ao Senhor. 15Ai, ai, ai, que dia! Porque o dia do Senhor está perto, e virá uma como assolação da parte do Poderoso. 16Acaso não têm diante de vossos olhos faitado da casa do nosso Deus os alimentos, a alegria, e o rego-. zijo? 17Os animais apodreceram entre os seus estercos, os celeiros foram destruídos, os armazéns arruinados: Porque se perdeu o trigo. 18Por que gemeu o animal, berraram os bois da manada? Porque não têm pastos: E até os rebanhos das ovelhas pereceram. 19Eu clamarei a ti, Senhor: Porque o fogo devorou tudo o que havia de belo no deserto, e a chama, queimou tôdas as árvores do campo. 20Mas ainda as mesmas alimárias do campo levantaram as cabeças para ti, como a terra sequiosa pede a chuva: Porque as nascenças das águas se secaram, e o fogo devorou tudo o que havia de belo no deserto.

Novo TestamentoRm 5

Romanos 5

1Justificados pois pela Fé, tenhamos paz com Deus' por meio de nosso Senhor Jesus Cristo: 2Pelo qual temos também acesso pela Fé a esta graça, na qual estamos firmes, e nos gloriamos na esperança da glória dos filhos de Deus. 3E não sômente nesta esperança, mas também nas tribulações nos gloriamos: Sabendo que a tribulação produz paciência: 4E a paciência experiência, e a experiência esperança. 5E a esperança não traz confusão: Porque a caridade de Deus está derramada em nossos corações pelo Espirito Santo, que nos foi dado. 6A que fim pois, quando nós ainda estávamos enfermos, morreu Cristo, no tempo prescrito por uns ímpios? 7Porque apenas há quem morra por um justo, ainda que algum se atreva talvez a morrer por um bom. 8Mas Deus faz brilhar a sua caridade em nós: Porque ainda quando éramos pecadores em seu tempo, 9morreu Cristo por nós: Pois muito mais agora, que somos justificados pelo seu sangue, seremos salvos da ira por êle mesmo. 10Porque se, sendo nós inimigos, fomos reconciliados com Deus pela morte de seu Filho: Muito mais estando já reconciliados, seremos salvos por sua vida. 11E não só fomos reconciliados: Mas também nos gloriamos em Deus por nosso Senhor Jesus Cristo, por quem agora temos recebido a reconciliação. 12Portanto assim como por um homem entrou o pecado neste mundo, e pelo pecado a morte, assim passou também a morte a todos os homens por um homem, no. qual todos pecaram. 13Porque até à lei o pecado estava no mundo: Mas não era. imputado o pecado, quando não havia lei. 14Entretanto reinou a morte desde Adão até Moisés, ainda -sôbre aqueles que não pecaram por uma transgressão semelhante à de Adão, o qual é figura do que ha-. via de vir. 15Mas não é assim o dom como o pecado: Porque se pelo pecado de um morreram muitos: Muito mais a graça de Deus, e o dom pela graça de um só homem, que é Jesus Cristo, abundou sôbre muitos. 16E não foi assim o dom como o pecado por um: Porque o juízo na verdade se originou de um pecado para condenação: Mas a graça procedeu de muitos delitos para a justificação. 17Porque se pelo pecado de um, reinou a morte por um só homem: Muito mais reinarão em vida por um só, que é Jesus Cristo, os que recebem a àbundância da graça, e do dom e da justiça. 18Pois assim como pelo pecado de um só, incorre-ram todos os homens na condenação: Assim também pela justiça de um só, recebem todos os homens a justificação da vida. 19Porque assim como pela desobediência de um só homem, foram muitos feitos pecadores: Assim também pela obediência de um só, muitos se tornarão justos. 20E sobreveio a lei para que abundasse o pecado. Mas onde abundou o pecado, superabundou a graça. 21Para que assim como o pecado reinou para a morte: Assim reina também a graça pela justiça para a vida eterna, por meio de Jesus Cristo nosso Senhor.

Salmos e ProvérbiosSl 105,41-48 (106)

Salmo 105 (106)

Numeração da Vulgata. Nas Bíblias atuais: Salmo 106.

41E os entregou em poder das gentes: E os domi naram aquêles que os aborreciam. 42E angustiaram-nos os seus inimigos, e foram humilhados debaixo do seu poder: 43Muitas vêzes o livrou. Mas êles o irritaram com o seu intento: E foram humilhados pelas suas maldades. 44E olhou-os quando estavam em angústia: E ouviu a sua oração. 45E lembrou-se do seu pacto: E se enterneceu segundo a multidão da sua misericórdia. 46E empregou nêles as suas misericórdias à vista de todos aquêles que os haviam cativado. 47Salva-me, Senhor nosso Deus: E congrega-nos de entre as nações: Para que confessemos o teu santo nome: E nos gloriemos no teu louvor. 48Bendito o Senhor Deus de Israel pelos séculos dos séculos: E dirá todo o povo: Assim seja, assim seja.

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Texto bíblico da tradução do Pe. Antônio Pereira de Figueiredo (1725–1797), em domínio público, conforme a edição de 1950 da Editora das Américas (São Paulo), com Nihil Obstat e Imprimatur, na ortografia daquela edição. Numeração dos versículos segundo a Vulgata. Sem as notas de rodapé.

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