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Bíblia em um ano Dia 204/365

Dia 204

Jr 30–31 · 1Cor 2 · Sl 116 (117); Sl 117,1-10 (118) · cerca de 13 min

  1. Antigo TestamentoJr 30–31
  2. Novo Testamento1Cor 2
  3. Salmos e ProvérbiosSl 116 (117); Sl 117,1-10 (118)
Destaque da leitura de hoje“Aleluia. Louvai ao Senhor, porque êle é bom: Porque a sua misericórdia se estende a todos os séculos.”Salmo 117,1 (118)

Antigo TestamentoJr 30–31

Jeremias 30

1Esta é a palavra, que foi dirigida pelo Senhor a Jeremias, a qual dizia: 2Isto profere o Senhor Deus de Israel, dizendo: Escreve tu em um livro tôdas as palavras que eu te tenho dito. 3Porque eis-aí vêm os dias, diz o Senhor: E farei que voltem os que hão de voltar do meu povo de Israel e de Judá, diz o Senhor: E fá-los-ei voltar à terra, que dei a seus pais: 4E estas são as palavras que o Senhor disse a Israel ea Judá: 5Porquanto isto diz o Senhor: Nós ouvimos uma voz de terror: Tudo é espanto, e não há paz. 6Perguntai, e vêde se pare o varão: Pois por que tenho eu visto a mão de todo o varão sôbre o seu lombo como a que está de parto. e se lhe têm tornado as caras de todos êles em amarelidão? 7Ai. que é grande aquêle dia, nem êle tem semelhante: E tempo é de tribulação para Jacó, mas dêle será livre. 8E acontecerá isto naquele dia, diz o Senhor dos exércitos: Quebrarei o jugo dêle do teu pescoço. e romperei as suas prisões, e não o dominarão mais os estranhos: 9Mas servirão ao Senhor seu Deus, e a Davi seu rei, que eu lhes suscitarei. 10Tu pois, servo meu Jacó, não temas, diz o Senhor, nem te espantes Israel: Porque eis-aí está que eu te salvarei desta terra longínqua, e tirarei aos teus descendentes da terra do seu cativeiro: E voltará Jacó, e repousará, e abundará em todos os bens, e não haverá de quem se tema: 11Porquê eu sou contigo para te salvar, diz o Senhor: Eu destruirei pois tôdas as gentes, para entre as quais eu te arrojei disperso: A ti porém eu te não perderei inteiramente: Mas castigar-te-ei com equidade, para que tu te não tenhas por inocente. 12Porque isto diz o Senhor: Incurável é a tua fratura, malignissima a tua chaga: 13Não há quem faça juízo dela para ligá-la: Os remédios são inúteis para ti. 14Todos os que te amavam, se esqueceram de ti, e não te buscarão: Porque te tenho ferido de ferida de inimigo com cruel castigo: Pela multidão das tuas maldades se têm endurecido os teus pecados. 15Por que gritas sôbre o teu tormento? Incurável é a tua dor: Pela multidão das tuas maldades, e pela obs-tinação dos teus pecados te fiz isto. 16Por cuja causa todos aqueles que te comem, serão devorados: E todos os teus inimigos serão levados para o cativeiro: E os que destroem, serão destruídos, e eu entregarei ao saque todos os que te saqueiam. 17Porque eu fecharei a cicatriz da tua chaga, e te curarei das tuas feridas, diz o Senhor. Porquanto eles te chamaram, ó Sião, a repudiada: Esta é a que não tinha quem a buscasse. 18Isto diz o Senhor: Eis-aí farei eu voltar os cativos que habitavam nas tendas de Jacó, e terei compaixão das suas casas, e a cidade será edificada na sua altura, e o templo será fundado, segundo a sua dignidade. 19E sairá dêles o louvor, e a voz de júbilo: E os multiplicarei, e não serão diminuídos: E os glorificarei, e não serão atenuados. 20E os seus filhos serão como eram desde o princípio, e a sua congregação permanecerá diante de mim: E irei com a minha visita contra todos os que o atribulam. 21E dêle será o seu chefe: E o seu príncipe sairá do meio dêle: E o aplacarei, e êle se chegará a mim:. Quem é pois aquêle que aplique o seu coração para chegar-se a mim? diz o Senhor. 22E vós sereis o meu povo, e eu serei o vosso Deus. 23Eis-aí o redemoinho do Senhor, e seu furor imi-petuoso, a sua tempestade a ponto de romper, vai a descansar sôbre a cabeça dos ímpios. 24O Senhor não apartará a ira da sua indignação, menos. que êle não tenha executado, e cumprido todos os desígnios de seu coração: No último dos dias entendereis estas coisas.

Jeremias 31

1Naquele tempo, diz o Senhor: Eu serei o Deus de tôdas as famílias de Israel, e êles mesmos serão o meu povo. 2Isto diz o Senhor: O povo, que tinha escapado da espada, achou graça no deserto: Israel irá para o seu descanso. 3De longe se me deixou ver o Senhor. E com amor eterno te amei, por isso compadecido de ti, te atrai a mim. 4E de novo te edificarei, e serás edificada, virgem de Israel: Ainda serás adornada dos teus atabales, e sairás acompanhada dos coros dos que dançam. 5Ainda plantarás vinhas nos montes de Samaria: Plantarão os plantadores, e enquanto não chegar o tempo, não vindimarão: 6Porque virá um" dia, em que os guardas gritarão no monte de Efraim: Levantai-vos e subamos a Sião ao Senhor nosso Deus. 7Porque isto diz o Senhor: Regozijai-vos com júbilo por amor de Jacó, e dai relinchos à frente das gentes: Fazei ressoar tudo, e cantai, e dizei: Salva, Senhor, ao teu povo, as relíquias de Israel. 8Eis-aqui estou eu que os trarei da terra do Aquilão, e os congregarei das extremidades da terra; o cego e o coxo, a mulher prenhe e a de parto estarão entre eles de companhia, sendo êste um grande tropel dos que tornarem para aqui. 9Com chôro virão: Mas com misericórdia os tornarei a trazer: E os trarei por arroios de águas em caminho direito, e não tropeçarão nele: Porque eu estou feito pai de Israel, e Efraim é o meu primogênito. 10Ouvi, gentes, a palavra do Senhor, e anunciai-a às Ilhas, que estão ao longe, e dizei: O que espalhou a Israel o congregará: E guardá-lo-á como pastor ao seu rebanho. 11Porque o Senhor remiu a Jacó, e o livrou da mão do mais poderoso. 12E virão, e darão louvor no monte de Sião: E correrão aos bens do Senhor, ao trigo, e ao vinho, e ao azeite, e às crias das ovelhas e das vacas: E será a alma dêles como enxido de regadio e não terão mais fome. 13Então se alegrará a virgem na dança, os mancebos e os velhos juntamente: E trocarei o seu pranto em gôzo, e os consolarei, e regozijarei passada a sua dor. 14E embriagarei de gordura a alma dos sacerdotes: E o meu povo será cheio dos meus bens, diz o Senhor. 15Isto diz o Senhor: Foi ouvida no alto uma voz da lamentação, do pranto, e do chôro de Raquel, que chorava seus filhos, e não queria ser consolada acêrca dêles, porque não existiam. 16Isto diz o Senhor: Cesse já do chôro a tua voz, e de verterem lágrimas os teus olhos: Porque recompensa há para a tua obra, diz o Senhor: E êles voltarão da terra do inimigo. 17As tuas esperanças enfim serão cumpridas, diz o Senhor: E voltarão teus filhos para os seus limites. 18Tenho ouvido atentamente a Efraim, quando ia para o cativeiro, dizendo: Castigaste-me, e tenho sido ensinado, como novilho ainda não domado: Converte-me, e converter-me-ei: Porque tu és o Senhor meu Deus. 19Porque depois que me converteste, fiz penitência: E depois que me abriste os olhos, feri a minha coxa. Eu fiquei confuso, e me envergonhei, porque suportei o opróbrio da minha mocidade. 20Efraim verdadeiramente é para mim filho honrado, sim filho da minha ternura: Pois desde que falei dele, ainda me lembrarei dele. Por isso se comoveram as minhas entranhas por êle: Compadecido eu terei misericórdia dele, diz o Senhor. 21Faze-te uma atalaia, põe diante de ti amarguras: Dirige o teu coração ao caminho direito, em que andaste: Volta, virgem de Israel, volta a essas tuas cidades. 22Até quando te debilitarão as delícias, filha vagabunda? porque o Senhor criou um novo prodígio sôbre a terra: Uma mulher cercará a um varão. 23Isto diz o Senhor dos exércitos, o Deus de Israel: Ainda dirão esta palavra na terra de Judá, e nas. suas cidades, quando eu tiver feito voltar os cativos dêles: O Senhor te abençoe, ó formosura da justiça, O monte santo! 24E habitarão nele Judá, e tôdas as suas cidades Juntamente: Os lavradores e os que pastoreiam os rebanhos. 25Porque eu embriaguei a alma frouxa, e fartei a tôda a alma faminta. 26Por isso eu espertei como dum sono: E vi, e O meu sono foi doce para mim. 27Eis-aí vêm os dias, diz o Senhor: E eu semearei a casa de Israel e a casa de Judá de semente de homens, e de semente de animais. 28E assim como vigiei sôbre êles para desarrai-gar, e demolir, e dissipar, e arruinar, e afligir: Do mesmo modo vigiarei sobre êles para edificar, e plantar, diz o Senhor. 29Naqueles dias não dirão mais: Os pais comeram as uvas em agraço, e os dentes dos filhos são os que ficaram botos. 30Mas cada um morrerá na sua iniquidade: Todo o homem, que comer uvas em agraço, a êsse é que lhe ficarão botos os dentes. 31Eis-aí, virão os dias, diz o Senhor: E farei nova aliança com a casa de Israel, e com a casa de Judá: 32Não segundo o pacto, que eu fiz com seus pais no dia em que eu os tomei pela mão, para os tirar da terra do Egito:Pacto, que êles invalidaram, e eu mostrei o meu poder sôbre. êles, diz o Senhor. 33Mas esta será a aliança, que farei com a casa de Israel: Depois daqueles dias, diz o Senhor: Impri-mirei a minha lei nas suas entranhas, e a escreverei nos seus corações: E eu lhes serei o seu Deus, e êles me serão o meu povo. 34E.não ensinará daí em diante varão ao seu próximo, nem varão ao seu irmão, dizendo: Conhece ao Senhor: Porque todos me conhecerão desde o mais pequeno dêles até ao maior, diz o Senhor: Porque perdoarei a maldade dêles, e não me lembrarei mais do seu pecado. 35Isto diz o Senhor, que dá o sol para a luz do dia, a ordem da lua e das estrêlas para a luz da noite: O que turba o mar, e logo soam as suas ondas, o Senhor dos exércitos é o seu nome. 36Se faltarem estas leis diante de mim, diz o Senhor: Então faltará também a linhagem de Israel, para que não haja gente diante de mim todos os dias. 37Isto diz o Senhor: Se puderem ser medidos os céus para cima, e sondarem-se os fundamentos da terra para baixo: Eu também abandonarei a tôda a linhagem de Israel por tôdas as coisas que fizeram, diz o Senhor 38Eis-aí vêm os dias, diz o Senhor: E será edificada pelo Senhor a cidade desde a tôrre de Hananeel até à porta do ângulo. 39E estender-se-á mais adiante o cordei da medida à sua vista sôbre o outeiro de Gareb: E dará volta a Goata, 40e a todo o vale dos cadáveres, e da cinza, e a tôda a região da morte, até à torrente de Cedron, e até ao ângulo da porta dos cavalos, que está ao Oriente, o Santuário do Senhor: Não será arrancado êle, nem destruído dali por diante para sempre.

Novo Testamento1Cor 2

1 Coríntios 2

1E eu, quando fui ter convosco, irmãos, fui não com sublimidade de estilo, ou de sabedoria, a anunciar-vos o testemunho de Cristo. 2Porque julguei não saber coisa alguma entre vós, senão a Jesus Cristo, e êste crucificado. 3E eu estive entre vós em fraqueza, e temor, e grande tremor: 4Tanto a minha conversação, como a minha pregação não consistiu em palavras persuasivas de humana sabedoria, mas em demonstração de espírito, e de virtude: 5Para que a vossa fé não se funde em sabedoria de homens, mas na virtude de Deus. 6Isto não obstante, entre os perfeitos falamos da sabedoria: Não porém da sabedoria dêste século, nem da dos príncipes dêste século, que são destruídos: 7Mas falamos da sabedoria de Deus em mistério que está encoberta, da que predestinou antes dos séculos. para nossa glória. 8A qual nenhum dos príncipes dêste século conhic-céu: Porque se êles a conheceram, nunca crucificariam ao Senhor da Glória. 9Mas assim como está escrito: Que o olho não viu, nem o ouvido ouviu, nem jamais veio ao coração do homem, o que Deus tem preparado para aqueles que o amam: 10Porém Deus no-lo revelou a nós pelo seu espírito: Porque o espírito tudo penetra, ainda o que há de mais oculto na profundidade de Deus. 11Porque qual dos homens conhece as coisas. que são do homem, senão o espírito do homem, que nêle mesmo reside? assim também as que são de Deus, ninguém as conhece, senão o Espírito de Deus. 12Ora nós não recebemos o espírito dêste mundo, mas sim o espirito que vem de Deus, para sabermos as coisas que por Deus nos foram dadas: 13O que também anunciamos não com doutas palavras de humana sabedoria, mas com a doutrina do espírito, acomodando o espiritual ao espiritual. 14Mas o homem animal não percebe aquelas coisas, que são do espírito de Deus: Porque lhe parecem uma estultícia, e não as pode entender Porquanto elas se ponderam espiritualmente. 15Mas o espiritual julga tôdas as coisas: E êle não é julgado de ninguém. 16Porquanto quem conheceu o conselho do Senhor, -para que o possa instruir? Porém nós sabemos a mente de Cristo.

Salmos e ProvérbiosSl 116 (117); Sl 117,1-10 (118)

Salmo 116 (117)

Numeração da Vulgata. Nas Bíblias atuais: Salmo 117.

1Aleluia. Louvai tôdas as gentes ao Senhor: Louvai-o todos os povos. 2Porque sôbre nós foi confirmada a sua misericórdia: E a verdade do Senhor permanece eternamente.

Salmo 117 (118)

Numeração da Vulgata. Nas Bíblias atuais: Salmo 118.

1Aleluia. Louvai ao Senhor, porque êle é bom: Porque a sua misericórdia se estende a todos os séculos. 2Diga agora Israel que o Senhor é bom: Porque a sua misericórdia se estende a todos os séculos. 3Diga agora a casa de Aarão: Que a sua misericórdia se estende a todos os séculos. 4Digam agora os que temem ao Senhor: Que a sua misericórdia se estende a todos os séculos. 5No meio da tribulação invoquei ao Senhor: E me atendeu o mesmo Senhor desafrontando-me. 6O Senhor é o meu amparo: Não temerei o que me possa fazer o homem. 7O Senhor é o meu amparo: E eu desprezarei aos meus inimigos. 8Bom é confiar no Senhor, antes que esperar no homem. 9Bom é esperar no Senhor, antes que esperar nos príncipes. 10Tôdas as gentes me cercaram: Mas eu tomei vingança delas em Nome do Senhor.

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Texto bíblico da tradução do Pe. Antônio Pereira de Figueiredo (1725–1797), em domínio público, conforme a edição de 1950 da Editora das Américas (São Paulo), com Nihil Obstat e Imprimatur, na ortografia daquela edição. Numeração dos versículos segundo a Vulgata. Sem as notas de rodapé.

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