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Bíblia em um ano Dia 21/365

Dia 21

Gn 48–49 · Mt 14 · Sl 16,1-8 (17) · cerca de 11 min

  1. Antigo TestamentoGn 48–49
  2. Novo TestamentoMt 14
  3. Salmos e ProvérbiosSl 16,1-8 (17)
Destaque da leitura de hoje“Faze que sejam maravilhosas as tuas misericórdias tu que salvas aos que esperam em ti.”Salmo 16,7 (17)

Antigo TestamentoGn 48–49

Gênesis 48

1Passadas assim estas coisas, vieram dizer a José, que seu pai estava doente. Então tomando consigo a seus dois filhos Manassés, e Efraim, partiu a vê-lo. 2Disseram pois a Jacó: Eis aí te vem visitar teu filho José. Jacó recobrando forças se assentou no seu leito. 3E tendo entrado José, lhe disse: O Deus onipotente me apareceu em Luza, que é na terra de Canaã; e depois de me abençoar, me disse: 4Eu te farei crescer, e te multiplicarei; e eu te farei cabeça de uma multidão de povos; e te darei esta terra a ti, e à tua descendência depois de ti, para que vós a possuais para sempre. 5Os teus dois filhos pois, Manassés, e Efraim, que te nasceram no Egito, antes que eú viesse para ti, serão meus, e serão postos no número dos meus filhos, como Rúben, e Simeão. 6Mas os outros, que tu tiveres depois destes, se: rão teus, e terão o nome de seus irmãos nas terras que possuírem. 7Porque quando eu voltava de Mesopotâmia, perdi eu a Raquel, que morreu na terra de Canaã, vindo pelo caminho, Era então primavera, e eu me achava à entrada de Efrata, e a enterrei no caminho de Efrata, que também se chama Belém. 8Ao mesmo tempo vendo Jacó os filhos de José, perguntou-lhe: Quem são êstes? 9José lhe respondeu: São os meus filhos, que Deus me deu neste país. Faze-os chegar a mim, disse Jacó, para que eu os abençoe. 10(Porque os olhos de Israel se tinham escure-eido, por causa da sua grande velhice, e não podia ver bem:) Tendo-os feito pois chegar a êle, êle os abraçou, e os beijou. 11E disse a seu filho: Deus me deu o gôsto de te ver; e a êste ajuntou ainda o outro de ver os teus filhos. 12José tendo-os tirado dentre os braços do pai, adorou, prostrando-se por terra. 13E tendo pôsto a Efraim à sua direita, isto é, à esquerda de Israel: e a Manassés à sua esquerda, isto é, a direita de seu pai, os chegou ambos a Jacó. 14O qual estendendo a sua mão direita, a pôs sôbre a cabeça de Efraim, que era o mais moço; e pôs a sua mão esquerda sôbre a cabeça de Manassés, que era o mais velho, trocando assim as mãos. 15E abençoando aos filhos de José, disse: O Deus, em cuja presença andaram meus pais Abraão, e Isaac; o Deus, que me sustentou desde a minha mocidade até êste dia; 16o anjo, que me livrou de todos os males, abençoe êstes meninos: êles tragam o meu nome, e os nomes de meus pais Abraão, e Isaac; e êles se multipliquem cada vez mais na terra. 17Mas José, vendo que seu pai tinha pôsto a sua mão direita sôbre a cabeça de Efraim, ficou disso sentido; e, pegando na mão de seu pai, procurava tirá-la de cima da cabeça de Efraim, para a pôr sôbre a cabeça de Manassés, 18dizendo a seu pai: Não está assim bem, pai, porque êste é o primogênito: põe a tua mão direita em cima da sua cabeça. 19Mas Jacó, recusando fazê-lo, lhe disse: Eu muito bem o sei, meu filho, eu muito bem o sei: êste também será cabeça de povos, e a sua descendência se multiplicará: mas seu irmão, que é o mais moço, será maior do que êle, e a sua posteridade se multiplicará nas nações. 20Jacó pois os abençoou então, e disse: Em ti será bendito Israel; e dir-se-á: Deus te faça como fêz a Efraim, e a Manassés. Assim êle pôs Efraim adiante de Manassés. 21Depois disse a seu filho José: Tu vês que eu morro: Deus será convosco, e êle vos tornará a trazer à terra de vossos pais. 22Eu te dou de mais que a teus irmãos aquela parte da minha fazenda, que eu ganhei aos amorreus, mediante a minha espada, e o meu arco.

Gênesis 49

1Ora Jacó chamou seus filhos, e lhes disse: Ajuntai-vos todos, para que eu vos anuncie o que tem de vos acontecer nos últimos tempos. 2Vinde todos juntos, e ouvi, ó filhos de Jacó, ouvi a Israel vosso pai. 3Rúben, meu primogênito, tu és tôda a minha fôrça, e a principal causa da minha dor, o primeiro nos dons, e o maior no império. 4Tu te derramaste como água; não cresças: porque tu subiste ao leito de teu pai, e manchaste a sua cama. 5Simeão, e Levi, irmãos, instrumentos duma carniçaria cheia de injustiça. 6Não permita Deus, que a minha alma tenha alguma parte nos seus conselhos, e que a minha glória dependa de eu me coligar com êles: porque êles assinalaram o seu furor, matando homens; e assinalaram a sua vontade, destruindo muralhas. 7Maldito o seu furor, porque obstinado; e maldita a sua ira, porque inflexível: eu os dividirei em Jacó, e eu os espalharei em Israel. 8Judá, teus irmãos te louvarão: a tua mão subjugará as cervizes de teus inimigos; os filhos de teu pai te adorarão. 9Judá é como um leão ainda novo. Tu te levantaste, meu filho, para roubares a prêsa; e quando descansavas estiveste deitado como um leão, e uma leoa: Quem se atreverá a despertá-lo? 10Não se tirará o ceptro de Judá, nem o príncipe, que proceda dêle, até que venha aquêle que deve ser enviado. E êste será a expectação das gentes. 11Êle atará o seu jumentinho à vinha; atará, filho meu, a sua jumenta à videira; lavará a sua túnica no vinho, e a sua capa no sangue da uva. 12Os seus olhos são mais formosos do que o vinho, e os seus dentes mais brancos do que o leite. 13Zabulon habitará nas ribeiras do mar, e perto do pôrto dos navios, estendendo-se até Sidônia. 14Issacar, como um asno forte, e duro para o trabalho, contém-se dentro dos limites da sua repartição. 15E vendo que o descanso é bom, e que a sua terra é excelente, submeteu os seus ombros ao pêso, e suJeitou-se a pagar tributos. 16Dan julgará o seu povo, bem como as outras tribos de Israel. 17Venha a ser Dan como uma cobra no caminho, como uma cerastes na vereda, que morde a unha do cavalo, para o que vai montado nêle cair para trás. 18Senhor, eu esperarei a salvação, que tu hás de enviar. 19Gad pelejará armado na frente de Israel, e depois tornará a vir coberto das suas armas. 20O pão de Aser será excelente e os reis acharão nêle as suas delícias. 21Neftali será como um veado, que se escapule; e derramar-se-á a graça sôbre as suas palavras. 22José vai sempre crescendo, e vai sempre aumentando-se: o seu rosto é formoso, e agradável: e as moças discorrerão por cima do muro. 23Mas os que estavam armados de dardos, o picaram, e tiveram rixas com êle, e lhe cobraram uma inveja mortal. 24O seu arco teve-se no forte; e as prisões dos seus braços, e das suas mãos foram rôtas pela mão do Todo Poderoso de Jacó: e dali saiu êle para ser o pastor, e a fôrça de Israel. 25O Deus de teu pai será a tua ajuda; e o Todo Poderoso te cumulará das bênçãos de lá de cima do céu; das bênçãos do abismo das águas de cá debaixo; das bênçãos dos peitos, e do seio. 26As bênçãos, que teu pai te dá, excedem as que êle recebeu de seus maiores: e elas durarão até que seja cumprido o desejo dos outeiros eternos. Derramem-se estas bênçãos sôbre a cabeça de José, e sôbre o alto da cabeça daquele, que é como um Nazareno entre seus irmãos. 27Benjamim será como um lôbo arrebatador; êle pela manhã devorará a prêsa, e à tarde repartirá os despojos. 28Êstes são os cabeças das doze tribos. Assim é que lhes falou seu pai, e êle abençoou a cada um dêles, dando-lhes as bênçãos, que lhes eram próprias. 29Deu-lhes também esta ordem, e lhes disse: Eu vou unir-me ao meu povo: Sepultai-me com meus pais na cova dobrada, que está no campo de Efron heteu, 30que olha para Mambre no país de Canaã, e que Abraão comprou a Efron heteu com todo o campo, onde ela está, para ter nela o seu jazigo. 31Ali é que sepultaram a Abraão, e a Sara sua mulher: ali é também onde foi sepultado Isaac com a sua mulher Rebeca; e ali jaz também enterrada Lia. 32Acabadas estas ordens, e instruções, que deu a seus filhos, ajuntou Jacó os seus pés sôbre o leito, e morreu, e foi-se unir ao seu povo.

Novo TestamentoMt 14

Mateus 14

1Naquele tempo Herodes tetrarca ouviu a fama de Jesus. 2E disse aos seus criados: Êste é João Batista: Êle ressuscitou dentre os mortos, e por isso obram nele tantos milagres. 3Porque Herodes tinha feito prender a João, e ligar com cadeias: E assim o meteu no cárcere, por causa de Herodiades, mulher de seu irmão. 4Porque João lhe dizia: Não te é lícito tê-la po mulher. 5E querendo matá-lo, temia ao povo: Porque « reputavam como um profeta. 6Mas no dia em que Herodes fazia anos, bailou: filha de Herodiades diante de todos e agradou a He rodes. 7Por onde êle lhe prometeu com juramento, qu' lhe daria tudo o que lhe pedisse. 8Mas ela, preévenida por sua mãe: Dá-me, disse aqui em um prato a cabeça de João Batista. 9E o rei se entristeceu: Mas pelo juramento e pelo que estavam com êle à mesa, lha mandou dar. 10E deu ordem para que fossem degolar a João no cárcere. 11E foi trazida a sua cabeça num: prato, e dada à moça, e ela a levou a sua mãe. 12E chegando os seus discípulos, levaram o seu corpo, e o sepultaram: E foram dar a notícia a Jesus. 13E quando Jesus a ouviu, se retirou dali em uma barca a um lugar deserto: E tendo ouvido isto, as gentes foram saindo das cidades a pé em seu seguimento. 14E ao saltar em terra viu Jesus uma grande multidão de gente, e teve deles compaixão, e curou os seus enfermos. 15E vindo a tarde, se chegaram a êle os seus discípulos, dizendo: Deserto é êste lugar, e a hora é já passada: Deixa ir essa gente, para que, passando às aldeias, compre de comer. 16E Jesus lhes disse: Não têm necessidade de se ir: Dai-lhes vós outros -de comer. 17Responderam-lhe: Não temos aqui senão dnco pães e dois peixes. 18Jesus lhes disse: Trazei-mos cá. 19E tendo mandado à gente: que se recostasse sôbre o feno, tomando os cinco pães e os dois peixes, com os olhos no Céu abençoou e partiu os pães, e os deu aos discípulos, e os discípulos ao povo. 20E comeram todos, e se saciaram. E levantaram, do que sobejou, doze cestos cheios daqueles fragmentos. 21E o número dos que comeram foi de cinco mil homens, sem falar em mulheres e meninos. 22E obrigou logo Jesus a seus discípulos a que se embarcassem, e que passassem primeiro que êle à outra ribeira do lago, enquanto êle despedia a gente. 23E logo que a despediu, subiu só a um monte a orar. E quando veio a noite, achava-se ali só. 24Ea barca no meio do mar era combatida das ondas: Porque o vento era contrário. 25Porém na quarta vigília da noite, veio Jesus ter com êles, andando sôbre o mar. 26E quando o viram andar sôbre o mar, se turbaram dizendo: E” pois um fantasma, e de mêdo começaram a gritar. 27Mas Jesus lhes falou imediatamente, dizendo: Tende confiança, sou eu, não temais. 28E respondendo Pedro, lhe disse: Senhor, se tu és, manda-me que vá até onde tu estás por cima das águas. 29E êle lhe-disse: Vem. E descendo Pedro a barca, ia caminhando sôbre a água para chegar a Jesus. 30Vendo, porém, que-o vento era rijo, temeu, e quando se ia submergindo, gritou, dizendo: Senhor, põe-me a salvo. 31E no mesmo ponto Jesus estendendo a mão, o tomou por ela e lhe disse: Homem de pouca fé, por que duvidaste? 32E depois que subiram à barca, cessou o vento. 33Então vieram os que estavam na barca, e o adoraram, dizendo: Verdadeiramente tu és Filho de Deus. 34E tendo passado à outra banda, vieram para a terra de Genesar. 35E depois de o terem reconhecido os naturais daquele lugar, mandaram por todo aquele país circunvizinho, e lhe apresentaram todos quantos padeciam algum mal: 36E lhe rogavam que os deixasse tocar sequer a orla do seu vestido. E todos os que o tocaram, ficaram sãos.

Salmos e ProvérbiosSl 16,1-8 (17)

Salmo 16 (17)

Numeração da Vulgata. Nas Bíblias atuais: Salmo 17.

1Oração de Davi. Ouve, Senhor, a minha justiça: Atende ao meu humilde rogo. Chegue aos teus ouvidos a oração que te faço, não com lábios enganosos. 2Do teu rosto saia o meu juízo: Vejam teus olhos a equidade. 3Provaste o meu coração, e o visitaste de noite: No fogo me examinaste, e não se achou em mim a iniquidade. 4Para que a minha bôca não fale as obras dos ho-meus: Por amor às palavras de teus lábios tenho guardado caminhos penosos. 5Firma os meus passos nas tuas veredas: Para que os meus pés não vacilem. 6Eu clamei, porque tu me tens ouvido, ó Deus: Inclina para mim a tua orelha, e ouve as minhas palavras. 7Faze que sejam maravilhosas as tuas misericórdias tu que salvas aos que esperam em ti. 8Guarda-me dos que resistem à tua direita, como à menina do ôlho. Debaixo da sombra das tuas asas defende-me

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Texto bíblico da tradução do Pe. Antônio Pereira de Figueiredo (1725–1797), em domínio público, conforme a edição de 1950 da Editora das Américas (São Paulo), com Nihil Obstat e Imprimatur, na ortografia daquela edição. Numeração dos versículos segundo a Vulgata. Sem as notas de rodapé.

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