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Bíblia em um ano Dia 22/365

Dia 22

Gn 50; Ex 1–2 · Mt 15,1-22 · Sl 16,9-15 (17) · cerca de 12 min

  1. Antigo TestamentoGn 50; Ex 1–2
  2. Novo TestamentoMt 15,1-22
  3. Salmos e ProvérbiosSl 16,9-15 (17)
Destaque da leitura de hoje“Êles me receberam como leão preparado à presa: E como um cachorro do leão, que habita nos lugares ocultos.”Salmo 16,12 (17)

Antigo TestamentoGn 50; Ex 1–2

Gênesis 50

1José, vendo que seu pai tinha expirado, lançou-se sôbre o seu rosto, e o beijou, chorando. 2Mandou aos médicos, que tinha em seu serviço, que embalsamassem o corpo de seu pai. 3E êles executaram a ordem, que José lhes tinha dado, no que se passaram quarenta dias: porque êste é o costume, empregar-se todo êste tempo em embalsamar os corpos dos mortos. E o Egito chorou a Jacó setenta dias. 4Acabado que foi o tempo do nojo, disse José aos oficiais de Faraó: Se eu achei graça diante de vós, rogo-vos, que representeis ao rei, 5que meu pai me disse: Tu vês que eu morro: promete-me pois com juramento que me hás de sepultar no jazigo, que eu fiz abrir para mim na terra de Canaã. Eu pois irei sepultar meu pai, e tornarei logo. 6Faraó lhe disse: Vai, e sepulta teu pai, visto ter-te êle obrigado a isso com juramento. 7E quando José foi, acompanharam-no todos os primeiros oficiais da casa de Faraó, e todos os grandes do Egito, 8com a casa de José e com todos os seus irmãos, que o seguiram, deixando na terra de Gessen os seus meninos, e todos os seus rebanhos. 9Teve também José na sua comitiva carruagens, e cavaleiros; de sorte, que se viu nesta função um numeroso concurso de pessoas. 10Depois que chegaram à eira de Atad, a qual está situada da banda de além do Jordão, celebraram ali o funeral por sete dias com grandes prantos, e altos gritos. 11O que tendo visto os habitantes da terra de Canaã, disseram: Grande pranto é êste dos egípcios. Por isso se ficou chamando aquêle lugar o Pranto do Egito. 12Cumpriram pois os filhos de Jacó o que êle lhes tinha mandado: 13E tendo o levado à terra de Canaã, o sepultaram na caverna dobrada. que Abraão tinha comprado a Efron heteu, com êste campo, que olha para Mambre, para dela fazer o seu jazigo. 14Tanto que José sepultou seu pai, tornou êle a vir para o Egito com seus irmãos, e tôda a comitiva. 15Depois da morte de Jacó tiveram mêdo os irmãos de José, e disseram uns para os outros: Poderá José lembrar-se agora da injúria, que padeceu, e tornar-nos todo o mal, que nós lhe fizemos. 16Mandaram êles pois dizer-lhe: Teu pai antes de morrer ordenou-nos, 17que da sua parte te disséssemos: Eu te conjuro, que te esqueças do crime de teus irmãos, e daquela negra maldade, que êles usaram contra ti. Nós te suplicamos também, que perdoes esta iniquidade aos servos do Deus de teu pai. José, tendo ouvido estas palavras, chorou. 18E seus irmãos, tendo-o vindo buscar, se prostraram diante dêle, adorando-o, e lhe disseram: Nós somos teus servos. 19Aos quais êle respondeu: Não tenhais mêdo: Acaso podemos nós resistir à vontade de Deus? 20Vós intentastes fazer-me mal: Mas Deus trocou êsse mal em bem, para me exaltar a mim, como vós presentemente vêdes, e para salvar a muitos povos. 21Não temais logo: Eu vos sustentarei a vós, e aos vossos filhinhos. E êle os consolou, falando-lhes com muita brandura, e muito carinho. 22Assistiu José no Egito com tôda a casa de seu pai, e viveu cem anos. Êle viu os filhos de Efraim até à terceira geração. Maquir, filho de Manassés, também teve filhos, que ao nascerem foram recebidos sôbre os Joelhos de José. 23Ao depois disse José a seus irmãos: Deus vos há de visitar depois da minha morte, e vos há de fazer passar desta terra para a que êle jurou que havia de dar a Abraão, a Isaac, e a Jacó. 24Êle pois os obrigou com juramento, dizendo: Deus vos há de visitar: Transportai então os meus ossos convosco dêste lugar. 25Depois morreu em idade de cento e dez anos completos, e o seu corpo, tendo sido embalsamado, foi pôsto num caixão no Egito.

Êxodo 1

1Eis-aqui os nomes dos filhos de Israel, que vieram para o Egito com Jacó, e que nêle entraram cada um com a sua família. 2Rúben, Simeão, Levi, Judá, 3Issacar, Zabulon, Benjamim, 4Dan, Neftali, Gad, e Aser. 5Todos os que tinham saído de Jacó faziam o número de setenta pessoas: José porém estava no Egito. 6Depois da morte de José, e da de todos seus irmãos, e de tôda esta parentela, 7cresceram os filhos de Israel, e como uns renovos se multiplicaram, e feitos em extremo fortes, encheram todo o país. 8Entretanto se levantou no Egito um novo rei, que não conhecia a José, 9e que disse ao seu povo: Vós bem vedes que o povo dos filhos de Israel está muito numeroso, e que é mais forte do que nós. 10Oprimamo-lo pois com manha, para que não suceda, que êle se multiplique ainda mais; e se sobrevier alguma guerra, se una com os nossos inimigos, e depois de nos vencerem, saiam do Egito. 11Constituiu pois o rei sôbre êles certos intendentes de obras, a fim de os afligir com carregos: e os israelitas edificaram a Faraó as cidades das Tendas, Fitom, e Ramessés. 12Mas quanto êle mais os oprimia, tanto os israelitas mais se multiplicavam, e cresciam. 13Pelo que os egípcios aborreciam os filhos de Israel, e os afligiam com insultos. 14Faziam-lhes amargosa a vida, ocupando-os no penoso trabalho de acarretarem cal traçada. e tijolo, e constrangendo-os a cultivar-lhes seus campos. 15Ora o rei do Egito falou às parteiras dos hebreus, das quais uma se chamava Séfora, outra Fua, 16e lhes deu esta ordem: Quando vós partejardes as mulheres dos hebreus, tanto que a criança nascer, se fôr macho, matai-a; se fôr fêmea, deixai-a viver. 17Mas as parteiras temeram a Deus, e não fizeram o que o rei do Egito lhes tinha mandado, antes pelo contrário conservaram' os meninos machos. 18O rei, tendo-as mandado vir à sua presença, lhes disse: Que é isto que vós quisestes fazer, perdoando aos meninos machos? 19Elas lhe responderam: As mulheres dos hebreus não são como as dos egípcios: Porque elas mesmas se sabem partejar, e, antes de nós chegarmos, parem. 20Galardoou Deus pois estas parteiras, e o Povo foi crescendo, e fortificando-se extraordinariamente. 21E porque as parteiras temeram a Deus, êle lhes estabeleceu as suas casas. 22Então pôs Faraó a todo o povo êste preceito: Lançai no rio todo o que nascer macho, e não reserveis senão as fêmeas.

Êxodo 2

1Algum tempo depois um homem da tribo de Levi casou com uma mulher da sua estirpe. 2Esta mulher concebeu, e deu à luz um filho; e vendo que o menino era de belo parecer, teve-o escondido três meses. 3Como porém não pudesse por mais tempo ter esta coisa encoberta, tomou um cestinho de junco, bar-rou-o de betume, e de pez, meteu nêle o menino, e expô-lo nuns canaviais, que estavam na ribanceira do rio; 4ficando uma irmã do menino a observar de longe o que depois sucedia. 5Neste tempo veio a filha do Faraó banhar-se no rio, acompanhada das suas damas, que caminhavam ao longo da borda da água. E como desse com os olhos no cestinho entre as canas, mandou a uma delas que lho trouxesse. 6Trazido que foi, abriu-o, e achou dentro um menino chorando. Do que compadecida disse: Este é algum dos meninos dos hebreus. 7Então chegando-se a irmã do menino, disse para a princesa: E” vossa alteza servida, que eu vá buscar alguma mulher dos hebreus, que crie êste menino? 8Disse-lhe ela: Vai. Partiu pois a moça, e fêz que viesse sua mãe. 9A filha de Faraó lhe falou, e disse: Toma êste menino, e cria-mo, que eu te pagarei êste trabalho. Tomou a mãe o menino, criou-o e depois de grande tornou-o a dar à filha de Faraó, 10a qual o adotou por seu filho, e lhe pôs o nome de Moisés, dizendo: Porque eu o tirei da água. 11Neste tempo, sendo Moisés já homem, foi êle ver seus irmãos. Observou a aflição, em que êles estavam, e viu que um hebreu era ultrajado por um egiptano. 12Então olhando para tôdas as partes, e vendo que não estava por ali ninguém, matou ao egípcio, e o escondeu na areia. 13Ao outro dia achou dois hebreus bulhando, e disse ao que fazia o ultraje: Por que dás tu em teu irmão? 14Respondeu êle: Quem te constituiu a ti nosso príncipe, e nosso juiz? Acaso queres-me tu matar, como mataste ao egípcio? Teve Moisés mêdo, e disse: Como se descobriu isto? 15Faraó tendo notícia do caso, procurava matar a Moisés; mas êste, fugindo de diante dêle, se retirou para a terra de Madian, e se assentou junto a um poço. 16Ora em Madian havia um sacerdote, que tinha sete filhas, as quais, tendo vindo a tirar água, depois de terem enchido os canos, queriam dar de beber aos rebanhos de seu pai. 17Mas uns pastores, que sobrevieram, as lançaram para fora. Então Moisés levantando-se, e pondo-se em defesa das moças, deu de beber às suas ovelhas. 18Quando elas voltaram para casa de Raguel seu pai, disse-lhe êste: Por que viestes vós mais cedo do costumado?. 19Elas lhe responderam: Um egípcio nos livrou da violência dos pastores; e além disto tirou água conosco, e deu de beber às ovelhas. 20Onde está êle? disse o pai. Pór que deixastes vós ir êsse homem? Chamai-o, para que coma. 21Jurou pois Moisés que ficaria com êle. E depois casou com sua filha Séfora. 22E ela lhe pariu um filho, a quem êle pôs o nome de Gersão, dizendo: Eu fui viandante numa terra estrangeira. Pariu ela ainda outro filho, e êle o chamou Eliezer, dizendo: O Deus de meu pai, que é o meu socorro, me livrou da mão de Faraó. 23Muito depois morreu o rei do Egito: e os filhos de Israel gemendo debaixo do pêso das obras, que os oprimia, clamaram: e o clamor, que o excesso dos seus trabalhos lhes fazia levantar, chegou a Deus. 24Ouviu êle os seus gemidos, e lembrou-se do pacto, que tinha feito com Abraão, Isaac, e Jacó. 25E o Senhor olhou para os filhos de Israel, e êle os conheceu.

Novo TestamentoMt 15,1-22

Mateus 15

1Então chegaram a êle uns escribas, e fariseus de Jerusalém, dizendo: 2Por que violam os teus discípulos a tradição dos antigos? pois não lavam as suas mãos, quando comem pão. 3E êle, respondendo, lhes disse: E vós também por que transgredis o mandamento de Deus pela vossa tradição? Porque Deus disse:, 4Honra a teu pai, e a tua mãe: E o que amaldiçoar a seu pai, ou a sua mãe, morra de morte. 5Porém vós outros dizeis: Qualquer que disser a seu pai, ou a sua mãe, tôda a oferta que eu faça a Deus, te aproveitará a ti. 6Pois é certo que o tal não honrará a seu pai, ou a sua mãe: Assim é que vós tendes feito vão o mandamento de Deus pela vossa tradição. 7Hipócritas, bem profetizou de vós outros Isaías, quando diz:, R. 8ste povo honra-me com os lábios: Mas o seu coração está longe de mim. 9Em vão pois me honram, ensinando doutrinas e mandamentos, que vêm dos homens. 10E chamando a si as turbas, lhes disse: Ouvi, e entendei. 11Não é o que entra pela bôca, o que faz imundo o homem: Mas o que sai da bôca, isso é o que faz imundo o homem. 12Então chegando-se a êle seus discípulos, lhe -disseram: Sabes que os fariseus, depois que ouviram o que disseste, ficaram escandalizados? 13Mas êle, respondendo, lhes disse: Tôda a planta que meu Pai celestial não plantou, será arrancada pela raiz. 14Deixai-os: Cegos são o condutores de cegos: E se um cego guia a outro cego, ambos vêm. a cair no barranco. 15E respondendo, Pedro lhe disse: Explica-nos essa parábola. 16E respondeu Jesus: Também vós outros estais ainda sem inteligência? 17Não compreendeis que tudo o que entra pela bôca, desce ao ventre, e se lança depois num lugar escuso? 18Mas as coisas que saem da bôca vêm do coração, e essas são as que fazem o homem imundo: 19Porque do coração é que saem os maus pensamentos, os homicídios, os adultérios, as fornicações, os furtos, e os falsos testemunhos, as blasfêmias. 20Estas coisas são as que fazem imundo o homem. O comer porém com as mãos por lavar, isto não faz imundo o homem. 21E tendo saído daquele lugar, retirou-se Jesus para as partes de Tiro, e de Sidônia. 22E eis que uma mulher cananéia, que tinha saído daqueles confins, gritou, dizendo-lhe: Senhor, filho de Davi, tem compaixão de mim: Que está minha filha miseravelmente atormentada do demônio.

Salmos e ProvérbiosSl 16,9-15 (17)

Salmo 16 (17)

Numeração da Vulgata. Nas Bíblias atuais: Salmo 17.

9da face dos ímpios que me afligiram. Os meus inimigos cercaram a minha alma, 10cerraram as suas entranhas: A sua bôca falou com soberba. 11Depois de me terem lançado fora me cercam agora: E resolveram abaixar os seus olhos para a terra. 12Êles me receberam como leão preparado à presa: E como um cachorro do leão, que habita nos lugares ocultos. 13Levanta-te, Senhor, vem antes dêle, e prostra-o: Livra a minha alma do ímpio, tua espada, 14dos inimigos da tua destra. Separa-os, Senhor, em vida dêles, dos que são poucos sôbre a terra: De tuas coisas escondidas sc tem re-pleto o seu ventre. Fartaram-se de filhos: Deixaram suas sobras aos seus pequeninos. 15Mas eu com justiça comparecerei na tua presença: Saciar-me-ei quando aparecer a tua glória.

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Texto bíblico da tradução do Pe. Antônio Pereira de Figueiredo (1725–1797), em domínio público, conforme a edição de 1950 da Editora das Américas (São Paulo), com Nihil Obstat e Imprimatur, na ortografia daquela edição. Numeração dos versículos segundo a Vulgata. Sem as notas de rodapé.

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