Dia 211
Jr 46–48 · 1Cor 8 · Sl 118,44-54 (119) · cerca de 14 min
Destaque da leitura de hoje“As tuas justificações eram dignas de ser cantadas por mim, no lugar da minha peregrinação.”Salmo 118,54 (119)
Antigo TestamentoJr 46–48
Jeremias 46
1Palavra do Senhor, que foi dirigida ao profeta Jeremias contra as gentes: 2Para o Egito contra o exército de Faraó Necao, rei do Egito, que estava junto ao rio Eufrates em Cárca-mis, a quem derrotou Nabucodonosor, rei de Babilônia, no ano IV de Joaquim, filho de Josias, rei de Judá. 3Preparai o escudo, e o pavez, e saí à campanha. 4Uni os cavalos e montai, cavaleiros: Apresentai-vos com elmos, açacalai as lanças, vesti-vos de couraças. 5Mas que? eu os vi medrosos, e voltar as costas, os seus valentes derrotados: Fugiram precipitados, nem para trás olharam: O espanto os cerca de tôdas as partes, diz o Senhor. 6Não fuja o ligeiro, nem espere salvar-se o valente: Para a parte do Aquilão junto ao rio Eufrates foram vencidos, e caíram por terra. 7Quem é êste que sobe como rio e se incham as suas ondas como as dos rios? 8O Egito sobe à maneira de rio, e as suas ondas se moverão como rios, e dirá: Subindo, cobrirei a terra: Destruirei a cidade, e os seus moradores. 9Montai em cavalos, e fazei alarde dos carros, e vão adiante os valentes, a Etiópia, e os de Líbia armados de escudos, e os lídios lançando mão das setas, e despedindo-as. 10E aquêle dia do Senhor Deus dos exércitos, dia será de vingança, para vingar-se de seus inimigos: Devorará a espada, e fartar-se-á, e embriagar-se-á com o sangue deles: Porque esta é a vitima do Senhor Deus dos exércitos na terra do Aquilão, junto ao rio Eufrates. 11Sobe a Galaad, e toma resina, ó virgem filha do Egito: Em vão multiplicas os remédios, não haverá cura para ti. 12Ouviram as gentes a tua ignomínia, e o teu alarido encheu a terra: Porque o forte chocou com o forte, e ambos juntos vieram à terra. 13Palavra que falou o Senhor ao profeta Jeremias, sôbre o haver de vir Nabucodonosor, rei de Babilônia, e haver de assolar a terra do Egito. 14Anunciai no Egito, e fazei ouvir isto em Magdalo, e ressoe en Mênfis, e em Tafnis, dizei: Pára, e prepara-te: Porque devorará a espada aquelas coisas que estão ao redor de ti. 15Por que apodreceu o teu valente? não se pôde ter em pé: Porque o Senhor o derribou. 16Multiplicou os que caíam, e caiu cada um sôbre o do seu lado: E dirão: Levanta-te e voltemos ao nosso povo, e à terra onde nascemos, fugindo da espada da pomba. 17Chamai daqui em diante a Faraó, rei do Egito: O tempo trouxe o tumulto. 18Vivo eu (disse o rei cujo nome é o Senhor dos exércitos) que assim como o Tabor entre os montes, e como o Carmelo sôbre o mar, assim virá. 19Prepara o trem da tua transmigração, moradora filha do Egito: Porque Mênfis será tornada em solidão, e ficará deserta, e despovoada. 20O Egito é uma novilha louçã e formosa: Do Aquilão virá quem na aguilhoe. 21E ainda os que recebiam as suas soldadas e moravam no meio dela, se tornaram como bezerros cevados, e fugiram juntos, nem puderam parar: Porque veio sôbre êles o dia do seu estrago, o tempo da visitação dêles. 22A sua voz será sonora como a do metal: Porque eles marcharão depressa com o exército, e virão a ela com machados, como os que cortam lenha. 23Cortaram as árvores do seu bosque, diz o Senhor, que não podem contar-se: Multiplicaram-se como gafanhotos, que não têm número. 24Confundida está a filha do Egito, e entregue nas mãos do povo do Aquilão. 25O Senhor dos exércitos, o Deus de Israel, disse: Eis-aqui estou eu que iref com a minha visita sôbre o tumulto de Alexandria, e sôbre Faraó, e sobre o Egito, e sôbre os seus deuses, e sôbre os seus reis, e sôbre Faraó, e sôbre aquêles que confiam nêle. 26E os entregarei nas mãos dos que procuram a sua alma, e nas mãos de Nabucodonosor, rei de Babilônia, e nas mãos dos seus servos: E depois disto será povoada, como nos dias antigos, diz o Senhor. 27E tu não temas, servo meu Jacó, e não te en-chas de pavor, Israel: Porque eis-aqui estou eu que te livrarei a ti, e a tua linhagem da terra remota do teu cativeiro: E voltará Jacó, e repousará, e será prosperado: E não haverá quem o amedronte. 28E tu não temas, servo meu Jacó, diz o Senhor: Porque eu sou contigo, pois que eu hei de consumir tôdas as gentes, para as quais te desterrei: A ti, porém, não te consumirei, mas castigar-te-ei com equidade, e não te perdoarei como a inocente.
Jeremias 47
1Palavra do Senhor, que foi dirigida ao profeta Jeremias contra os palestinos, antes que Faraó tomasse Gaza. 2Isto diz o Senhor: Olha que se levantam as águas do Aquilão, e serão como uma torrente que inunda, e cobrirão a terra, e quanto há nela, a cidade e os seus moradores: Darão brados os homens, e uivarão todos os habitadores da terra. 3Por causa do estrondo pasmoso das armas, e dos seus combatentes, por causa do movimento de seus carros, e da multidão das suas rodas. Os pais não atenderam aos filhos, perdido o vigor das mãos, 4pela chegada do dia em que serão destruídos todos os filisteus, e será arruinada Tiro, e Sidônia, com todo o resto dos seus socorros: Porque o Senhor entregou ao saque os palestinos, as relíquias da ilha de Capadócia. 5A rapadura veio sobre Gaza: Calou-se Ascalon, e as relíquias dos seus vales: Até quando te maltra-tarás? 6O" espada do Senhor, até quando deixarás de repousar? Entra na bainha, refresca-te, e põe-te em silêncio. 7Como descansará ela, se o Senhor lhe tem dado as suas ordens contra Ascalon, e contra as suas províncias maritimas, e ali lho tem prescrito?
Jeremias 48
1Isto diz a Moab o Senhor dos exércitos, o Deus de Israel: Ai de Nabo, porque foi devastada, e confundida: Cariataim foi tomada: A forte se confundiu e tremeu. 2Não há mais alegria em Moab contra Hesebon: Pensaram mal. Vinde, e acabemos com ela dentre as gentes: Pois calando emudecerás, e a espada te irá seguindo. 3Uma voz de tumulto se levantou de Oronaim: Um estrago, e ruína grande. 4Arruinada ficou Moab: Ensinai lamentos aos seus pequeninos. 5Porque pela subida de Luit chorando subirá com gemidos: E na descida de Oronaim ouviram os inimigos um alarido de estrago: 6Fugi, salvai as vossas almas: E sereis como tamargueiras no deserto. 7Pelo motivo pois de haveres pôsto a confiança nas tuas fortificações, e nos teus tesouros, também tu serás tomada: E irá Camos para o cativeiro, juntamente os seus sacerdotes, e os seus príncipes. 8E virá o roubador a tôdas as cidades, e nenhuma cidade escapará: E perecerão os vales, e serão taladas as campinas: Porque o Senhor o disse: 9Dai flores a Moab, porque florescente será transportado: E as suas cidades ficarão desertas, e despovoadas. 10Maldito o que faz a obra do Senhor com dolo: E maldito o que veda a sua espada do sangue. 11Em abundância estêve Moab desde a sua mocidade, e repousou nas suas fezes: Nem foi trasfegado de vasilha em vasilha, nem foi para o cativeiro: Por isso permaneceu o seu sabor nêle, e o seu cheiro não se mudou. 12Por esta causa eis-aí vêm os dias, diz o Senhor: E enviar-lhe-ei trasfegadores, e que ponham em ordem as suas tinas, e o trasfegarão, e despejarão as suas vasilhas, e quebrarão as suas tinas. 13E será afrontado Moab por causa de Camos, como foi afrontada a casa de Israel por Betel, na qual tinha a sua confiança. 14Como dizeis: Valentes somos, e homens fortes para pelejar? 15Destruído ficou Moab, e talaram as suas cidades: E os seus mancebos escolhidos desceram ao degoladouro: Diz o rei, cujo nome é o Senhor dos exércitos. 16A ponto está de chegar a destruição de Moab: E o seu mal virá correndo com grandíssima velocidade. 17Consolai-o todos os que estais na sua comarca, e todos os que sabeis o seu nome, dizei: Como se fêz em pedaços a vara forte, o báculo glorioso? 18Desce da glória, assenta-te em sêco, morada da filha de Dibon: Porque o devastador de Moab subiu a ti, destruiu as tuas fortificações. 19Pára no caminho, e olha, morada de Aroer: Pergunta ao que foge: E dize ao que escapou: Que aconteceu? 20Confundido foi Moab, porque ficou vencido: Uivai e gritai, publicai em Arnon, que Moab foi destruída. 21E a vingança veio sobre a terra campestre: Sôbre Helon e sôbre Jasa, e sôbre Mefaat, 22e sôbre Dibon, e sobre Nabo, e sôbre a casa de Deblataim, 23e sôbre Cariataim, e sôbre Betgamul, e sôbre Betmaon, 24e sôbre Cariot, e sôbre Bosra: E sôbre tôdas as cidades da terra de Moab, as que demoram ao longe, e as que perto. 25Cortado foi o poder de Moab, e o seu braço tem sido quebrantado, diz o Senhor. 26Embriagai-o, porque se levantou contra o Senhor: E lastimará Moab a sua mão no seu vômito, e êle será também objeto de ludíbrio: 27Porque tu escarneceste a Israel: Como se o tiveras achado entre ladrões: E assim tu serás levado cativo pelas tuas palavras, que tens falado contra êle. 28Desamparai as cidades, moradores de Moab, vivei nos penhascos: E sêde como a pomba, que faz o ninho no mais alto da bôca da gruta. 29Ouvimos a soberba de Moab, que é soberbo em extremo: À sua inchação, e a arrogância, e soberba, e altivez do seu coração. 30Eu sei, diz o Senhor, a sua jactância: E que não é conforme a ela o seu valor, nem os seus esforços têm sido conforme ao que podia fazer. 31Portanto gemerei sôbre Moab, e darei gritos por tôda Moab, aos varões do muro de ladrilho, que se estão lamentando. 32Com o pranto de Jazer chorarei por ti, vinha de Sabama: As tuas vides passaram o mar, até ao mar de Jazer chegaram: O roubador se lançou sôbre as tuas searas, e a tua vindima. 33A alegria e o regozijo se têm desterrado do Carmelo e da terra de Moab, e eu tirei o vinho dos lagares: O pisador da uva não cantará já o seu costumado celeuma. 34Com o clamor de Hesebon até Eleale, e Jasa, levantaram a sua voz: Desde Segor até Oronaim, como bezerra de três anos: As mesmas águas de Nemrim serão mui nocivas. 35E tirarei de Moab, diz o Senhor, ao que faz oferendas nos altos, e sacrifica aos seus deuses. 36Portanto o meu coração por causa de Moab ressoará como frauta: E o meu coração dará um sonido de frautas sôbre os varões do muro de ladrilho: Porque fêz mais do que pôde, por isso pereceram. 37Porque tôda a cabeça ficará calva, e tôda a barba será rapada: Em tôdas as mãos se acharão algemas, e sobre todo o espinhaço cilício. 38Sôbre tôdas as casas de Moab, e nas suas praças ouvir-se-á todo o pranto: Porquanto fiz a Moab em pedaços, como o vaso inútil, diz o Senhor. 39Como foi vencida, e deram uivos? Como abaixou Moab a cerviz, e ficou envergonhado? E será Moab objeto de ludiíbrio, e de escarmento a todos os da sua comarca. 40Isto diz o Senhor: Eis-aqui o que como águia voará, estenderá as suas asas a Moab. 41Tomada foi Cariot, e os inimigos se têm apoderado dos seus baluartes: E será o coração dos fortes de Moab naquele dia, como o coração da mulher que está com dores de parto. 42E deixará Moab de ser povo: Porque se gloriou contra o Senhor. 43O espanto, e o fôsso, e o laço está sôbre ti, O morador de Moab, diz o Senhor. 44O que fugir da face do espanto, cairá no fôsso: E o que sair do fôsso, será apanhado no laço: Porque trarei sôbre Moab o ano da visitação dêles, diz o Senhor. 45À sombra de Hesebon fizeram alto os que fugiam do laço: Porque o fogo saiu de Hesebon, e a labareda do meio de Seon, e devorará parte de Moab e a altura dos filhos do tumulto. 46Ai de ti, Moab, pereceste, O povo de Camos: Porque presos foram teus filhos, e tuas filhas para o cativeiro. 47E farei voltar os cativos de Moab, nos últimos dias, diz o Senhor. Até aqui os juízos contra Moab.
Novo Testamento1Cor 8
1 Coríntios 8
1No tocante porém às coisas que são sacrificadas aos ídolos sabemos que todos temos ciência. A ciência en-vaidece, mas a caridade edifica. 2E se algum se lisonjeia de saber alguma coisa, êste ainda não conheceu de que modo convém que êle saiba. 3Mas sc algum ama a Deus, êsse é conhecido dêle. 4Acêrca porém das viandas, que são imoladas aos ídolos, sabemos que os ídolos não' são nada. no mundo, e que não há outro Deus, senão só um. 5Porque ainda que haja alguns que se chamem deuses, ou no Céu, ou na terra (e assim sejam muitos «os deuses, e muitos os senhores: 6Para nós, contudo, há só um Deus, o Padre, de quem tiveram o ser tôdas as coisas, e nós nêle: E só um Senhor Jesus Cristo, por quem tôdas as coisas existem, e nós outros por êle. 7Mas nem em todos há conhecimento. Porque alguns até agora com consciência do ídolo, comem como do sacrificado a ídolo: E a consciência dêstes, como está en-fêrma, é contaminada. (S) 8E a comida não nos faz agradáveis a Deus. Porque nem comendo-a, seremos mais ricos: Nem seremos mais pobres, não a comendo. 9Mas vêde que esta liberdade que tendes, não seja talvez ocasião de tropeço aos fracos. 10Porque se algum vir ao que tem ciência estar assentado à mesa no lugar dos ídolos: Porventura com a sua consciência que está enferma, não se animará a comer do sacrificado aos ídolos? 11E pela tua ciência perecerá o teu "irmão fraco, pelo qual morreu Cristo? 12E dêste modo pecando - contra os irmãos, e ferindo a sua débil consciência, pecais contra Cristo. 13Pelo que se a comida serve de escândalo a meu irmão: Nunca jamais comerei carne, por não escandalizar a meu irmão.
Salmos e ProvérbiosSl 118,44-54 (119)
Salmo 118 (119)
Numeração da Vulgata. Nas Bíblias atuais: Salmo 119.
44E guardarei sempre a tua lei: Por séculos e por séculos de séculos. 45Caminhava ao largo: Porque busquei cuidadosamente os teus mandamentos. 46E falava dos teus testemunhos diante dos reis: E não me envergonhava. 47E meditava nos teus mandamentos, que amei, 48E levantei as minhas mãos aos teus mandamentos, que amei: E me exercitava nas tuas justificações. 49Zain. Lembra-te da tua palavra a favor do teu servo, na qual me tens feito esperar. 50Isto me consolou no meu abatimento: Porque a tua palavra me deu vida. 51Os soberbos obravam sem cessar iniquamente: Mas eu não me apartei da tua lei. 52Eu me lembrei dos juízos que exerceste em todos os séculos, Senhor: E me consolei. 53E desfaleci, vendo aos pecadores que deixavam a tua lei. 54As tuas justificações eram dignas de ser cantadas por mim, no lugar da minha peregrinação.