Dia 215
Jr 52; Lm 1 · 1Cor 12 · Sl 118,84-94 (119) · cerca de 14 min
Destaque da leitura de hoje“Lamed. Senhor, para sempre no céu permanece a tua palavra.”Salmo 118,89 (119)
Antigo TestamentoJr 52; Lm 1
Jeremias 52
1Filho de vinte e um anos era Sedecias, quando entrou a reinar: Reinou onze anos em Jerusalém, e sua mãe se chamava Amital, filha de Jeremias de Lobna. 2E fêz o mal nos olhos do Senhor, conforme em tudo ao que havia feito Joaquim. 3Porque o furor do Senhor estava sôbre Jerusalém e sôbre Judá, até os haver lançado da sua face: E Sedecias se rebelou contra o rei de Babilônia. 4No ano nono porém do seu reinado, ao décimo dia do décimo mês, aconteceu isto: Marchou Nabucodonosor, rei de Babilônia, e êle e todo o seu exército contra Jerusalém, e lhe puseram sítio, e levantaram contra ela fortificações em seu circuito. 5E estêve cercada a cidade até o undécimo ano do reinado de Sedecias. 6Mas no mês quarto, aos nove do mês, se apoderou a fome da cidade: E não havia viveres para o povo da terra. 7E se abriu brecha na cidade, e todos os seus homens de armas fugiram, e saíram da cidade, de noite, pelo caminho da porta, que está entre os dois muros, e vai ter ao jardim do rei, (cercando os caldeus a cidade ao redor) e foram-se pelo caminho, que vai ter ao deserto. 8Mas o exército dos caldeus foi em alcance do rei: E fizeram prisioneiro a Sedecias no deserto, que está perto de Jericó: E todos os que o acompanhavam, fugiram dêle, 9E logo que prenderam ao rei o levaram ao rei de Babilônia a Reblata, que está na terra de Emat: E pronunciou contra êle a sua sentença. 10E degolou o rei de Babilônia aos filhos de Sedecias ante seus olhos: E matou também a todos os príncipes de Judá em Reblata. 11E tirou os olhos a Sedecias, e o carregou de ferros e o rei de Babilônia a conduziu a Babilônia, e o pôs na casa do cárcere até ao dia da sua morte. 12E no mês quinto aos dez do mês que é o ano. décimo nono de Nabucodonosor, rei de Babilônia, veio Nabuzardan, general do exército, que mandava pelo rei de Babilônia em Jerusalém. 13E pôs fogo à casa do Senhor, e à casa do rei, e a tôdas as casas de Jerusalém, e a tôda a casa grande abrasou com fogo. 14E todo o exército dos caldeus, que estava com o general da tropa, deitou abaixo tôdas as muralhas, que cercavam a cidade de Jerusalém. 15E ho tocante aos pobres do povo, e à demais plebe que havia ficado na cidade, e aos desertores, que se haviam passado ao rei de Babilônia, e os restantes da multidão, a todos fêz transportar Nabuzardan, general do exército. 16E de entre os pobres da terra deixou Nabuzardan, general da tropa, ficar os vinhateiros, e lavradores. 17Quebraram outrossim os caldeus as colunas de bronze, que estavam na casa do Senhor, juntamente com os seus pedestais, e o mar de bronze que estava na casa do Senhor, e todo o seu cobre levaram para Babilônia. 18Levaram também os caldeirões, e os garfos, e os saltérios, e as redomas, e os grais, e todos os vasos de cobre que haviam servido no ministério: 19os cântaros, e os ificensadores, e os jarros, e as bacias, e os candeeiros e os grais, e as taças: O que de ouro, de ouro: E o que de prata, de prata; tudo levou o general do exército: 20E duas colunas, e um mar, e doze bezerros de bronze, que estavam debaixo das bases, que havia feito o rei Salomão na casa do Senhor: Não havia pêso para o metal de todos êstes vasos. 21E quanto às colunas, cada uma delas tinha dezoito côvados de alto, e a cercava um cordão de doze côvados: Ora a sua grossura era de quatro dedos, e era ôca por dentro. 22E os capitéis sôbre uma e outra eram de bronze: A altura de cada capitel de cinco côvados: E as rêdes e as romãs sôbre a coroa ao redor, tudo de bronze. Semelhantemente da coluna segunda e romãs. 23E as romãs que se viam pendentes eram noventa e seis: E estas, por tôdas cem romãs, estavam cobertas de suas rêdes. 24Levou outrossim o general do exército a Saraias, que era o primeiro sacerdote, e a Sofonias, que era o segundo: E os três guardas do vestíbulo. 25Levou mais da cidade a um eurico, que era o inspetor dos homens de armas: E a sete pessoas das que estavam sempre diante do rei, as quais se achavam na cidade: E ao secretário intendente do exército, que tinha à sua conta formar os soldados bisonhos: E a sessenta homens do povo da terra que se acharam no meio da cidade. 26E pegou em todos o general da tropa Nabuzardan, e os levou a Reblata ao rei de Babilônia. 27E o rei de Babilônia os feriu, e fêz matar a todos em Reblata, no país de Emat: E Judá foi transferido para fora da sua terra. 28Esta é a gente que transferiu Nabucodonosôr: No sétimo ano do seu reinado, transferiu êle três mil e-vinte e três judeus. 29No ano décimo oitavo de seu reinado, transferiu êle de Jerusalém oitocentas e trinta e duas almas: 30No ano vigésimo terceiro do reinado de Nabucodonosor, transferiu Nabuzardan, general do seu exército, setecentos e quarenta e cinco judeus: Assim o número de todos os que foram transferidos, foi de quatro mil e seiscentos. 31E aconteceu no ano trigésimo sétimo da transmigração de Joaquim, rei de Judá, no dia vinte e cinco do duodécimo mês, que Evilmerodac, rei de Babilônia, no mesmo ano do seu reinado, aliviou a pessoa de Joaquim, rei de Judá, e o tirou da casa do cárcere. 32E lhe falou com muita afabilidade, e mandou pôr o trono do mesmo Joaquim acima dos tronos dos reis, que eram abaixo dêle em Babilônia. 33Fêz-lhe também mudar os vestidos que tinha no cárcere, e comia pão na sua mesa sempre todos os dias da sua vida: 34E lhe era dada a ração pelo rei de Babilônia, ração perpétua, assinada para cada dia, até ao da sua morte, para todos os dias da sua vida.
Lamentações 1
1Aleph. Como assim solitária está assentada uma cidade cheia de povo: Chegou a ser como viúva a Senhora das Gentes: A princesa das províncias ficou sujeita ao tributo. 2Beth. Chorou sem cessar durante a noite, e as suas lágrimas correm pelas faces: Não há quem a console entre todos os seus: amados: Todos os seus amigos a desprezaram, e se lhe tornaram inimigos. 3Ghimel. A filha de Judá passou a outro país por causa da aflição, e grandeza da servidão: Ela habitou entre as gentes, e não achou repouso: Todos os seus perseguidores se apoderaram dela no meio das suas angústias. 4Daleth. As ruas de Sião choram, porque não há quem venha às solenidades: Tôdas as suas portas se acham destruídas: Os seus sacerdotes gemendo: As: suas virgens esquálidas, e ela oprimida de amargura. 5He. Os seus adversários se assenhorearam dela, enriqueceram-se os seus inimigos: Porque o Senhor falou contra ela pela multidão das suas iniquidades: Os seus filhinhos foram levados para o cativeiro ante a face do que os atribulava. 6Vau. E desterrou-se da filha de Sião tôda a sua formosura: Os seus príncipes ficaram sendo como carneiros, que não acham pastagens: E foram caminhando todos fracos diante do inimigo que os perseguia. 7Zain. Jerusalém se recordou dos dias da sua aflição, e da prevaricação de tôdas as suas coisas apetecíveis, que tivera desde os dias antigos, quando o seu povo caia debaixo da mão inimiga, e não havia quem lhe acudisse: Os seus inimigos a viram, e fizeram escárnio dos seus sábados. 8Heth. Jerusalém cometeu um grande pecado, por isso ela se tornou errante: Todos os que a honravam a desprezaram, porque viram a sua ignomínia: E ela gemendo voltou o rosto para trás. THETH 9Teth. As suas impuridades apareceram nos seus pés, e ela se não recordou do seu fim: Ela foi pasmosamente abatida sem ter consolador: Vê, Senhor, a minha aflição, porque o inimigo se elevou. 10Jod. Lançou o inimigo a sua mão a tôdas as coisas mais preciosas dela: Porque viu entrar no seu santuário as gentes, acêrca das quais tu havias mandado que não entrassem na tua Igreja. 11Caph. Todo seu povo está gemendo, e mendigando pão: Eles deram tudo o que tinham de precioso a trôco de alimento para sustentar a vida: Vê, Senhor, e considera o vilipêndio, a que estou reduzida. 12Lamed. O' vós todos os que passais pelo caminho, atendei, e vede, se há dor semelhante à minha dor: Porque me vindimou como falou o Senhor no dia da ira do seu furor. 13Mem. Êle enviou lá do alto um fogo sôbre meus ossos, e me ensinou: Estenderei uma rêde aos meus pés, fêz-me cair para trás: Pôs-me em desolação, afogada em tristeza todo o dia. 14Nun. Estêve em vigia o jugo das minhas maldades: Com a sua mão foram elas encadeadas, e postas sôbre o meu pescoço: Enfraqueceu-se a minha fôrça: Entregou-me o Senhor em uma mão, pelo pêso da qual não poderei jamais levantar-me. 15Samech. Tirou o Senhor todos os meus magnates do meio de mim: Chamou contra mim o tempo, para quebrantar os meus escolhidos: O Senhor calcou o lagar à virgem filha de Judá. 16Ain. Por isso eu choro, e os meus olhos derramam rios de lágrimas: Porque se alongou de mim o consolador, que podia tornar-me a vida: Os meus filhos se perderam, porque prevaleceu o inimigo. 17Phe. Estendeu Sião as suas mãos, não há quem a console: Enviou o Senhor contra Jacó os seus inimigos em roda dêle. Tornou-se Jerusalém entre êles como uma mulher, que está imunda com as purgações mêns-truas. 18Sade. Justo é o Senhor, porque eu rebelde aos seus preceitos o provoquei à ira: Ouvi, eu vos rogo, todos os povos, e vêde a minha dor: As minhas virgens, e os meus mancebos foram para o cativeiro. 19Coph. Chamei os meus amigos, e êles me enganaram: Os meus sacerdotes, e os meus anciãos foram consumidos na cidade: Quando êles queriam buscar algum mantimento com que sustentassem a vida. 20Res. Olha, Senhor, que estou atribulada, turbadas estão as minhas entranhas: Conturbado está o meu coração dentro de mim mesma, porque estou cheia de amargura: De fora me mata a espada, e de dentro há uma imagem da morte. 21Sin. Ouviram que eu suspiro, e não há quem me console: Todos os meus inimigos souberam a minha desventura, alegraram-se porque tu o fizeste: Trouxeste o dia da consolação, e tornar-se-ão semelhantes a mim. 22Thau. Entre todo o mal dêles diante de ti: E vindima-os, como a mim me vindimaste, por causa de todas as minhas iniquidades: Porque muitos são os meus gem:- dos, e o meu coração está magoado.
Novo Testamento1Cor 12
1 Coríntios 12
1E sôbre os dons espirituais, não quero, irmãos, que vivais em ignorância. 2Sabeis que quando ereis gentios, concorríeis aos simulacros, mudos conforme éreis levados. 3Portanto vos faço saber que ninguém, que fala pelo espírito de Deus, diz anátema a Jesus. E ninguém pode dizer Senhor Jesus senão pelo Espírito Santo. 4Há pois repartição de graças, nas um mesmo é o espírito: 5E os ministérios são diversos, mas um mesmo é o Senhor 6Também as operações são diversas, mas um mesmo Deus é o que obra tudo em todos. 7E a cada um é dada a manifestação do espírito para proveito. 8Porque a um pelo espírito é dada a palavra de sabedoria: A outro porém a palavra de ciência, segundo o mesmo espírito: 9A outro a fé pelo mesmo espírito: A outro graça de curar as doenças em um mesmo espirito: 10A outro a operação dos milagres, a outro a profecia, a outro o discernimento dos espíritos, a outro a variedade de línguas, a outro a interpretação das palavras. 11Mas tôdas estas coisas obra só um e o mesmo espirito repartindo a cada um como quer. 12Porque assim como o corpo é um, e tem muitos membros, e todos os membros do corpo, ainda que sejar. muitos, são contudo um só corpo: Assim também Cristo. 13Porque num mesmo espirito fomos batizados todos nós, para sermos um mesmo corpo, ou sejamos judeus, ou gentios, ou servos, ou livres: E todos temos bebido em um mesmo espírito. 14Porque também o corpo não é um só membro, mas muitos. 15Se disser o pé: Porque não sou mão, não sou do corpo: Acaso deixa êle por isso de ser do corpo? 16E se a orelha disser: Uma vez que eu não. sou ôlho, não sou do corpo: Porventura deixa ela por isso de ser do corpo? 17Se o corpo todo fôsse ôlho: Onde estaria o ouvido? Se fôsse todo ouvido: Onde estaria o olfato? 18Agora porém Deus pôs os membros no corpo, cada um dêles assim como quis. 19Se todos os membros porém fôssem um só membro, onde estaria o corpo? 20Mas a verdade é que são muitos os membros, e um só corpo. 21Ora, o ôlho não pode dizer à mão: Eu nãone-cessito do teu préstimo: Nem também a cabeça pode dizer aos pés: Vós não me sois necessários. 22Antes pelo contrário, os membros do corpo, que parecem mais fracos, são os mais necessários: 23E os que temos por mais vis membros do corpo, a êsses cabrimos com mais decôro: E os que em nós são menos honestos, os recatamos com maior decência. 24Porque os que em nós são mais honestos, não têm necessidade de nada: Mas Deus atemperou o corpo, dando honra mais avultada àquêle membro que a não tinha em si, 25para que não haja cisma no corpo, mas antes conspirem mutuamente todos os membros a se ajudarem uns aos outros. 26De maneira que se algum mal padece um membro, todos os membros padecem com êle: Ou se um membro recebe glória, todos os membros se regozijam com êle. 27Vós outros pois sois corpo de Cristo, e membros uns dos outros. 28E assim a vários pôs Deus na Igreja, primeiramente os Apóstolos, secundâriamente os profetas, em terceiro lugar os doutores, depois os que têm a virtude de obrar milagres, depois os que têm a graça de curar doenças, os que têm o dom de assistir a seus irmãos, os que têm o dom -êle governar, os que têm o dom de falar diversas línguas, os que têm o dom de as interpretar. 29São porventura todos Apóstolos? São todos profetas? São todos doutores? 30Fazem todos porventura milagres? Têm todos a graça de curar doenças? Falam todos muitas línguas? Têm todos o dom de as interpretar? 31Entre êstes dons aspirai pois aos que são melhores. Mas eu ainda vou a mostrar-vos outro caminho mais excelente.
Salmos e ProvérbiosSl 118,84-94 (119)
Salmo 118 (119)
Numeração da Vulgata. Nas Bíblias atuais: Salmo 119.
84Quantos são os dias de teu servo? Quando farás juízo dos que me perseguem? 85Contaram-me os ímpios coisas frívolas: Mas não como tua lei. 86Todos os teus mandamentos são verdade: Injustamente me têm perseguido, dá-me socorro. 87Por pouco não deram cabo de mim na terra: Mas eu não abandonei os teus mandamentos. 88Segundo a tua misericórdia vivifica-me: E eu guardarei os testemunhos da tua bôca. 89Lamed. Senhor, para sempre no céu permanece a tua palavra. 90Por geração e geração subsiste a tua verdade: Tu fundaste a terra, e ela permanece. 91Por tua ordem persevera o dia: Porque tôdas as coisas te servem. 92Se a tua lei não houvera sido a minha meditação: Então decerto houvera eu perecido na minha aflição. 93Nunca jamais me esquecerei das tuas justificações: Porque nela me vivificaste. 94Eu sou teu, salva-me: Porque as tuas justificações busquei ansioso.