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Bíblia em um ano Dia 219/365

Dia 219

Br 6 · 1Cor 15,22-40 · Sl 118,125-135 (119) · cerca de 12 min

  1. Antigo TestamentoBr 6
  2. Novo Testamento1Cor 15,22-40
  3. Salmos e ProvérbiosSl 118,125-135 (119)
Destaque da leitura de hoje“Olha para mim, e compadece-te de mim, segundo o juízo que usas com os que amam o teu nome.”Salmo 118,132 (119)

Antigo TestamentoBr 6

Baruc 6

1POR CAUSA dos pecados, que cometestes diante de Deus, vós sereis levados cativos a Babilônia por Nabucodonosor, rei dos babilônios. 2Nestes têrmos, depois de haverdes entrado em Babilônia, estareis ali muitos anos, e largos tempos, até sete gerações: E depois disto vos tirarei dali em paz. 3Mas agora vereis em Babilônia, que são levados aos ombros deuses de ouro, e de prata, e de pedra, e de madeira, metendo mêdo às gentes. 4Vêde pois não suceda que também vos torneis semelhantes no procedimento aos estrangeiros, e que temais. êstes deuses e vos deixeis possuir do seu temor. 5Quando virdes pois por detrás, e diante dêles a turba, que os adora, dizei em vossos corações: Tu, Senhor, é que deves ser adorado. 6Porque o meu anjo está convosco: E eu mesmo terei cuidado das vossas almas. 7Porque a língua dêles polida pelo escultor, e êles dourados, e prateados são uns falsos' representativos. que não podem falar. 8E assim como se fazem adornos a uma donzela apaixonada por enfeites: Assim depois de fabricados eles se revestem com o ouro, que recebem. 9Os deuses dêles têm por certo coroas de ouro sôbre as suas cabeças: Mas os sacerdotes os despojam do ouro, e da prata, e o gastam em seus próprios usos. 10E ainda dão dêste ouro às prostitutas e enfei-tam as meretrizes: E depois de haverem tomado outra vez das meretrizes, adornam com de os seus deuses. 11Mas êstes não se livram da ferrugem, nem da traça. 12E depois de os trajarem de um vestido de púrpura, lhes limpam os rostos. por causa do pó que se levanta no lugar onde estão, que entre êles é muito. 13Tem também um cetro na mão como homem, à maneira de um juiz de província, mas êle não mata a quem o ofende. 14Tem também na mão espada, e cutelo, mas não se pode livrar a si mesmo da guerra, nem dos ladrões. Por onde seja-vos êste um manifesto argumento de que não são deuses. 15Portanto não os temais. Porque assim como uma vasilha, se se quebra, fica inútil ao homem, tais são também os deuses dêles: 16Postos êles numa casa, os seus olhos se enchem de pó féito levantar pelos pés dos que entram. 17E assim como a algum que ofendeu ao rei se lhe fecham as portas: Ou como a um morto que foi levado ao sepulcro: Do mesmo modo seguram os sacerdotes as portas com fechaduras, e ferrolhos, para que não sejam despojados pelos ladrões. 18Acendem-lhes lâmpadas, e na verdade muitas, das quais não podem ver nenhuma: Porque são como as vigas nas casas. 19E dizem que as serpentes que saem na terra lhes lambem os corações, quando os róem a êles, e aos seus vestidos, e não no sentem. 20Negras se tornam as suas caras com o fumo, que se faz na casa, 21Sôbre o sen corpo, e sôbre a sua cabeça voam os mochos, e as andorinhas, e outras aves ainda do mesmo modo, até as gatas. 22Daqui sabei que não são deuses: E assim não os temais. 23Também o ouro que êles têm, é para o adôrno. Se alguém lhes não limpar a ferrugem, não reluzirão: Pois nem ainda quando os fundiam, o sentiam. 24A todo o preço são comprados, e não há espírito algum nêles. 25Sem pés são levados sôbre os ombros, mostrando aos homens a sua vileza. Sejam também confundidos os que os adoram. 26Por cuja causa se eles cairem em terra, não se levantam por si mesmos: E se algum os puser direitos, não se terão por si mesmos, mas pôr-lhes-ão diante, como mortos, os donativos que lhes oferecerem. 27Os seus sacerdotes vendem as oferendas dêles, e fazem delas um mau uso: E assim mesmo as mulheres dêles encetando-as, não dão disso coisa alguma nem ao enfermo, nem ao mendigo, 28elas prenhes, e no seu estado de impureza tocam os sacrifícios dêles. Assim que sabendo vós por êstes princípios que não são deuses, não os temais. 29Pois por que lhes chamam deuses? Porque as nulheres fazem oferendas a deuses de prata, e de ouro. de madeira: 30E nas suas casas estão assentados os sacerdotes, endo as túnicas rasgadas, e as cabeças, e a barba rapa-la e as suas mesmas cabeças descobertas. 31E rugem, fazendo alaridos diante dos seus deu-es como na ceia de um morto. 32Os sacerdotes lhes tiram os seus vestidos, e com eles vestem as suas mulheres, e a seus filhos. 33Nem, se êles experimentam algum mau tratamento da parte de qualquer, ou algum obséquio, lhe poderão dar o pago: Nem podem pôr um rei, nem tirá-lo. 34Nem tão pouco podem dar riquezas, nem retribuir o mal. Se algum lhes fizer um voto, e o não cumprir: Nem isto êles requerem. 35Não livram a um homem da morte, nem defendem ao fraco do mais poderoso. 36Não restituem a vista a um homem cego, não livrarão ao homem da sua necessidade. 37Não se compadecerão da viúva, nem farão bem aos órfãos. 38Os deuses dêles são semelhantes às pedras do monte, sendo feitos de madeira, e de pedra, e de ouro, e de prata: Mas os que os adoram serão confundidos. 39Como se pode pois ajuizar, ou dizer, que eles são deuses? 40Porque ainda os mesmos caldeus os desonram: Os quais depois de terem ouvido que um mudo não pode falar, apresentam-no a Bel, pedindo-lhe que lhe dê fala: 41Como se pudessem sentir os que não têm movimento, ainda êles mesmos, quando se desenganarem, os desampararão: Visto não terem os mesmos deuses deles sentimento algum. 42Também se vêem umas mulheres cingidas de cordas, que estão assentadas nos caminhos, queimando caroços de azeitona. 43E quando alguma delas, atraida por algum pas-sageiro, dormir com êle, lança em rosto à sua vizinha que ela não fôra julgada digna de honra como ela, nem a sua corda se quebrara. 44E tôdas as coisas que se fazem para eles, são falsas. Como se pode logo ajuizar, ou dizer que eles são deuses? 45Por estatuários pois, e ourives do ouro foram êles feitos. Nenhuma outra coisa serão, senão aquilo que querem que sejam os sacerdotes. 46Também os mesmos artífices que as fazem, não são de muita duração. Pois como podem ser deuses aquelas coisas, que por êles mesmos foram fabricadas? 47E não deixaram outra coisa que engano, e opróbrio aos que hão de vir depois. 48Porque depois de lhes sobrevir alguma guerra, e quaisquer males: Consultam os sacerdotes entre si, onde se hão de esconder com êles. 49Como deve logo crer-se que são deuses os que nem se podem livrar da guerra, nem defender-se das calamidades? 50Porque como êles sejam de madeiros dourados, e prateados, vir-se-á a saber algum dia por tôdas as nações e reis, que são falsos: O que faz ver claramente que não são deuses, senão obras de mãos de homens, e não há nêles operação alguma de Deus. 51De onde se pode saber logo que não são deuses, senão obras de mãos de homens, e que não há virtude alguma de Deus nêles? 52Não põem rei a província alguma, nem darão chuva aos homens. 53Assim mesmo não decidirão pleito, nem livrarão as províncias da injúria: Porque nada podem, como as gralhas que voam entre o céu e a terra. 54Pois se se atear fogo na casa dos deuses de madeira, de prata, e de ouro, os seus sacerdotes por certo fugirão, e se livrarão: Mas êles, como as vigas no meio das chamas, se queimarão. 55Mas nem a um rei, nem numa guerra farão resistência. Como se pode logo ajuizar, ou admitir que são deuses? 56Não se poderão defender dos ladrões, nem dos salteadores uns deuses de madeira, e de pedra, e dourados, e prateados, quando os tais que podem mais do que êles, 57os despojarão do ouro, e da prata, e dos vestidos de que estão cobertos, e se irão com êle, e não se poderão valer a si mesmos. 58De tal sorte que melhor é ser um rei, que os-tenta as suas fôrças: Ou uma vasilha útil em uma casa, com a qual se contente o que a possui: Ou uma porta em qualquer casa, que guarda o que há dentro dela, que ser um dêstes falsos deuses. 59O sol por certo, e a lua, e as estrêlas, sendo resplandecentes, e destinadas para vários usos, obedecem. 60Da mesma sorte o relâmpago também quando fuzilar, se deixa ver: E da mesma maneira até o vento que assopra por tôda a região. 61E as nuvens, quando por Deus lhes fôr mandado que corram todo o mundo, cumprem o que lhes é mandado. 62O fogo também que é enviado de cima, para que consuma os montes, e os bosques, faz o que se lhe tem ordenado. Mas êstes não se assemelham a nenhuma coisa daquelas, nem em parecer, nem em poder. 63Por onde não se deve ajuizar, nem dizer, que êles são deuses, quando não podem nem fazer justiça, nem valer em coisa alguma aos homens. 64Assim que sabendo vós que não são deuses, em conseqüência disto não os temais. 65Porque êles não amaldiçoarão, nem abençoarão os reis. 66Nem tão pouco mostram no céu às gentes os sinais dos«tempos, nem luzirão como o sol, nem alumia-rão como a lua. 67Melhores do que êles são os animais, que podem refugiar-se debaixo de coberta, e servir a si de proveito. 68Assim que.é para nós manifesto, que de nenhuma maneira são deuses: Por cujo motivo não os temais. 69Porque assim como o espantalho em um meloal o não guarda: Por êste modo são os deuses deles de madeira, e de prata, e dourados. 70Do mesmo modo são também como o espinheiro branco em um jardim, sôbre o qual vêm pousar tôdas as aves. Da mesma sorte se assemelham até a um morto lançado em trevas os deuses deles de madeira, e dourados, e prateados:. 71Também pela púrpura e escarlata, que a traça rói em cima dêles, sabereis finalmente que não são deuses. Êles mesmos nesta conformidade vêm por último a ser comidos, e serão o opróbrio em tôda uma região. 72Melhor é o homem justo, que não tem ídolos: Porque estará longe de opróbrios.

Novo Testamento1Cor 15,22-40

1 Coríntios 15

22E assim como era Adão morrem todos, assim também todos serão vivificados em Cristo, 23mas cada um em sua ordem: as primícias foi Cristo: Depois os que são de Cristo, que creram na sua vinda. 24Depois será o fim: Quando tiver entregado o Reino a Deus e ao Padre, quando houver destruído todo o principado, e poder, e virtude. 25Porque é necessário que êle reine até que ponha todos os seus inimigos debaixo dos seus pés. 26Ora, o último inimigo destruído será a morte: Porque tôdas as coisas sujeitou debaixo dos pés dêle. E quando diz: 27Tudo está sujeito a êle, excetua-se sem dúvida aquêle que lhe sujeitou a êle tôdas as coisas. 28E quando tudo lhe estiver sujeito: Então ainda o mesmo Filho estará sujeito. àquele que sujeitou a êle, tôdas as coisas, para que Deus seja tudo em todos. 29De outra sorte, que farão os que se batizam pelos mortos, se absolutamente os mortos não ressuscitam? Pois por que até se batizam por êles? 30Por que nos expomos também nós a perigos a tôda a hora? 31Cada dia, irmãos, morro pela vossa glória, a qual tenho em Jesus Cristo Senhor nosso. 32Se (como homem) eu batalhei com as feras em Efeso, que me aproveita isso, se não ressuscitam os mortos? comamos, e bebamos, porque amanhã morreremos. 33Não vos deixeis enganar: As rúins conversa-ções corrompem os bons costumes. 34Vigiai, justos, e não pequeis: Porque alguns não têm o conhecimento de Deus, para vergonha vossa o digo. 35Mas dirá algum: Como ressuscitarão os mortos? ou em que qualidade de corpo virão? 36Como és insipiente! O que tu semeias, não se vivifica, se primeiro não morre. 37E quando tu semeias, não semeias o corpo da planta que há de nascer, senão o mero grão, como, por exemplo, de trigo, ou de algum dos outros. 38Porém Deus lhe dá o corpo como lhe apraz: E a cada uma das sementes o seu próprio corpo. 39Nem tôda a carne é uma mesma-carne, mas uma certamente é a dos homens, e outra a dos animais, uma a das aves e outra a dos peixes. 40E corpos há celestiais, e corpos terrestres: Mas uma é por certo a glória dos celestiais, e outra a dos terrestres:

Salmos e ProvérbiosSl 118,125-135 (119)

Salmo 118 (119)

Numeração da Vulgata. Nas Bíblias atuais: Salmo 119.

125Eu sou teu servo: Dá-me inteligência, para que saiba os teus testemunhos. 126É tempo de assim o fazeres, Senhor: Êles dissiparam a tua lei. 127Por isso amei os teus mandamentos mais do que o ouro e o topázio. 128Pelo que me tenho dirigido a todos os teus mandamentos: E aborreci todo o caminho mau. 129Phe. Maravilhosos são teus testemunhos: Por isso os tem investigado a minha alma. 130A exposição das tuas palavras alumia: E dá inteligência aos pequeninos. 131Abri a minha bôca, e atraí o ar. Porque desejava os teus mandamentos. 132Olha para mim, e compadece-te de mim, segundo o juízo que usas com os que amam o teu nome. 133Encaminha os meus passos segundo a tua palavra: E não me predomine iniquidade alguma. 134Redime-me das injúrias dos homens: Para que guarde os teus mandamentos. 135Faze que a luz do teu rosto reluza sôbre o teu servo: E ensina-me as tuas justificações.

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Texto bíblico da tradução do Pe. Antônio Pereira de Figueiredo (1725–1797), em domínio público, conforme a edição de 1950 da Editora das Américas (São Paulo), com Nihil Obstat e Imprimatur, na ortografia daquela edição. Numeração dos versículos segundo a Vulgata. Sem as notas de rodapé.

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