Dia 220
Ab 1; Ez 1 · 1Cor 15,41-58 · Sl 118,136-146 (119) · cerca de 11 min
Destaque da leitura de hoje“Porém graças a Deus, que nos deu a vitória por nosso Senhor Jesus Cristo.”1 Coríntios 15,57
Antigo TestamentoAb 1; Ez 1
Abdias 1
1Visão de Abdias. Isto diz o Senhor Deus a Edom: Nós o ouvimos do Senhor, e êle já mandou o seu legado às gentes: Levantai-vos, e conspiremos todos contra Edom, para lhe apresentarmos batalha. 2Olha que te fiz pequenino entre as gentes: Tu és desprezível em extremo. 3A soberba do teu coração te elevou a ti, que labi-tas nas fendas dos rochedes, que elevas o teu trono: Que dizes dentro no teu coração: Quem me derribará em terra? 4Se te remontares como águia, e se puseres o teu. ninho entre os astros: Eu te a;-rancarci de lá, diz o Senhor. 5Se uns ladrões, se uns salteadores entrassem de noite em tua casa, como te não deixarias tu estar em silêncio? Não se contentariam êles de te levar o que lhes bastasse? Se entrassem outros a vindimar-te a tua vinha, não te deixariam êles ao menos um cacho? 6Como esquadrinharam êles a Esaú, investigaram cs seus esconderijos? 7Êles te perseguiram até o ponto de te lançarem fora dos teus confins: Todos os varões teus aliados zom-baram de ti: Os varões de paz que se diziam teus amigos, se levantaram contra ti: Os que comem contigo, te armarão traições à falsa fé: Em Edom não há prudência. 8Acaso não é naquele dia que eu hei-de perder os sábios da Iduméia, diz o Senhor, e que eu hei-de expulsar a prudência do monte de Esaú? 9E os teus valentes do meio-dia serão tomados de mêdo, de maneira que morrerá todo o varão no monte de Esaú. 10Por causa da mortandade, e pelo agravo que fizeste a teu irmão Jacó, cobrir-te-á a confusão, e perecerás para sempre. 11No dia em que saíste contra êle, quando os estrangeiros levavam cativo o seu exército, e os estranhos entravam pelas suas portas, e deitavam sortes sôbre Jerusalém: Tu também eras como um dêles. 12Mas tu não zombarás mais de teu irmão no dia do seu trabalho, no dia em que êie fôr levado para fora do seu pais: Nem tc tornarás a alegrar sobre os filhos de Judá no dia da sua perdição: Nem se gloriará a tua bôca no dia da angústia. 13Nem entrarás pela porta do meu povo no dia da sua ruína: Nem tampouco zombarás tu dos seus males no dia da sua desolação: Nem serás enviado contra o seu exército no dia do seu desbarato. 14Nem te postarás nas saídas para matares aos que fugirem: E nãc encerrarás aos restos dos seus habitantes no dia da sua tribulação. 15Porque o dia do Senhor está perto sébre tôdas as gentes: Far-se-á contigo, como tu fizeste aos outros: Êle fará cair sôbre a tua cabeça a pena que tens merecido. 16Porque assim como vós bebestes sôbre o meu santo monte, assim também beberão de continuo tôdas as gentes: E elas beberão, e sorverão, e virão a ser como se nunca fôssem. 17Mas a salvação achar-se-á no monte de Sião, e êle será santo: E a casa de Jacó possuirá aos que a tinham possuído. 18Porque a casa de: Jacó será um fogo, e a casa de José uma chama, e a casa de Esaú uma palha sêca; que serão abrasados por êles, e êles os devorarão: E não ficarão relíquias da casa de Esaú, porque o Senhor é o que falou. 19E os que estão ao meio-dia, e os que habitam nas planícies dos filisteus, herdarão o monte de Esaú: E eles serão senhores do país de Efraim, e do território de Samaria: E Benjamim possuirá a Galaad. 20E o cativeiro dêste exército dos filhos de Israel, todos os lugares dos cananeus até Sarepta: E o cativeiro de Jerusalém, que está no Bósforo, possuirá as cidades do meio-dia. 21E os salvadores subirão ao monte de Sião, para julgarem o monte de Esaú: E ficará o reino ao Senhor.
Ezequiel 1
1E aconteceu aos trinta anos, em o quarto mês, a cinco dias do mesmo, que estando eu no meio dos cativos junto ao rio Cobar, se abriram os céus, e tive visões de Deus. 2Aos cinco dias do dito mês, é pontualmente o ano quinto da transmigração do rei Joaquim. 3Foi dirigida a palavra do Senhor a Ezequiel sacerdote, filho de Buzi, na terra dos caldeus, junto ao rio Cobar: E lá obrou a mão do Senhor sôbre êle. 4E vi, e eis-que vinha da banda do Aquilão um vento de torvelinho: E uma grande nuvem, e um fogo que se envolvia, e à roda dela um resplendor: E do meio dele, isto é, do meio do fogo, aparecia uma como espécie de esmalte. 5E no meio do fogo se via a semelhança de quatro animais: E êste era o seu aspecto, havia nêles a semelhança de um homem. 6Cada um tinha quatro rostos, e cada um quatro asas. 7Os seus pés eram pés direitos, e a planta do pé dêles era como a planta do pé de um novilho, e dêles saíam umas faiscas, de que resultava uma como representação de cobre abraseado. 8E tinham mãos de homem debaixo das suas asas aos quatro lados. E também tinham rostos, e asas pelos quatro lados. 9E quanto a estas asas, estavam as de um juntas a outro: Não se voltavam quando iam caminhando: Mas cada qual andava diante da sua face. 10E a semelhança do semblante dêles era: Rosto de homem, e rosto de leão à direita dos mesmos quatro: E rosto de boi à esquerda dos mesmos quatro, e rosto de águia no alto dos mesmos quatro. 11Os seus rostos, e as suas asas se estendiam ao alto: Duas asas de cada um se ajuntavam, e duas co-.briam os corpos dêles: 12E cada um dêles andava diante da sua face: Onde estava o ímpeto do espirito, para ali caminhavam, nem se voltavam quando iam andando. 13E a semelhança dos animais era que o seu aspecto vinha a ser como um fogo de brasas ardentes, e como uma aparência de lâmpadas. Esta era a visão que discorria no meio dos animais, resplendor de fogo, e relâmpago que saía do fogo. 14E os animais iam, e voltavam à semelhança de relâmpagos coruscantes. 15E ao tempo que eu estava olhando para êstes animais, apareceu ao pé dos tais animais uma roda sôbre a terra, a qual tinha quatro faces: 16E o aspecto das rodas, e a obra delas era como a vista do mar: E uma só a semelhança das mesmas quatro: E o aspecto delas e obras eram como se estivera uma roda no meio de outra roda. 17Elas iam igualmente pelos seus quatro lados: E não se voltavam quando iam rodando. 18Tinham também estas rodas uma grandeza, e uma altura e um aspecto horrível: E todo o corpo das mesmas quatro rodas estava cheio de olhos ao redor. 19E quando os animais andavam, andavam também ao mesmo passo as rodas ao pé deles: E quando os animais se elevavam da terra, também as rodas juntamente se elevavam. 20Para qualquer parte que o espírito ia, indo para lá o espírito, as rodas, seguindo-o, também igualmente se elevavam. Porque o espirito de vida estava nas rodas. 21Andando os animais andavam as rodas e parando êles paravam elas: E quando êles se tinham elevado da terra, também as rodas seguindo-os juntamente se elevavam: Porque o espirito de vida estava nas rodas. 22E por cima das cabeças dos animais via-se uma semelhança de firmamento, como um aspecto de cristal horrível, e estendido pela parte superior por cima de suas cabeças. 23E debaixo dêste firmamento as asas deles estavam direitas, as de um para o outro: Cada um com duas asas cobria o seu corpo, e o outro do mesmo modo estava coberto. 24E eu ouvia o sonido das suas asas, como o sonido de muitas águas, como a voz do alto Deus: Quando andavam, o tropel era como de uma multidão, como um estrondo de arraiais: E quando paravam, se abaixavam as suas asas. 25Porque quando se formava a voz sôbre o firmamento, que ficava por cima das suas cabeças, paravam, e abaixavam as suas asas. 26E sôbre êste firmamento, que ficava iminente as suas cabeças, havia uma semelhança de trono como aspecto de pedra de safira: E sôbre a semelhança do trono havia em cima dêle uma semelhança, como aspecto de homem. 27E vi uma como representação de esmalte, um como aspecto de fogo pelo interior dele em circunferência: Desde a cintura, e dai para cima, e desde a sua cintura até abaixo vi uma como aparência de fogo resplandecente ao redor. 28Como o aspecto do arco ao tempo que estiver na nuvem num dia de chuva: Êste era o aspecto do resplendor em roda.
Novo Testamento1Cor 15,41-58
1 Coríntios 15
41Uma é a claridade do sol, outra a claridade da lua, e outra a claridade das estrêlas. E ainda há diferença de estrêla a estrêla na claridade: 42Assim também a ressurreição dos mortos. Semeia-se o corpo em corrupção, ressuscitará em incorrupção. 43Semeia-se em vileza, ressuscitará em glória: Semeia-se em fraqueza, ressuscitará em vigor: 44E semeado o corpo animal, ressuscitará o corpo espiritual. Se há corpo animal, também o há espiritual, assim como está escrito: 45Foi feito o primeiro homem Adão em alma vivente, o último Adão em espírito vivificante. 46Mas não primeiro o que é espiritual, senão o que é animal; depois o que é espiritual. 47O primeiro homem formado da terra, é terreno: O segundo homem, do Céu, celestial. 48Qual foi o terreno, tais são também os terrenos: e qual é o celestial, tais são também os celestiais.: 49Pelo que, assim como trouxemos a imagem do terreno, tragamos também a imagem do celestial. 50Mas digo isto, irmãos, que a carne e o sangue não podem possuir o reino de Deus: Nem a corrupção possuirá a incorruptibilidade. 51Eis-aqui vos digo um mistério: Todos certamente ressuscitaremos, mas nem todos seremos mudados. 52Num momento, num abrir e fechar de olhos, ao som da última trombeta. Porque uma trombeta soará, e os mortós ressuscitarão incorruptíveis: E nós outros seremos mudados. 53Porque importa que êste corpo corruptível se revista da incorruptibilidade: E que êste corpo mortal se revista da imortalidade. 54E quando êste corpo mortal se revestir da imortalidade, então se cumprirá a palavra que está escrita: Tragada foi a morte na vitória. 55Onde está, ó morte, a tua vitória? Onde está, ó morte, o teu aguilhão?. 56Ora, o aguilhão da morte é o pecado: E'a fôrça do pecado é a lei. 57Porém graças a Deus, que nos deu a vitória por nosso Senhor Jesus Cristo. 58Portanto, meus amados irmãos, estai firmes, e constantes: Crescendo sempre na obra do Senhor, sabendo que o vosso trabalho não é vão no Senhor.
Salmos e ProvérbiosSl 118,136-146 (119)
Salmo 118 (119)
Numeração da Vulgata. Nas Bíblias atuais: Salmo 119.
136Rios de lágrimas derramaram os meus olhos: Porque não guardaram a tua lei. TSAD 137Sade. Tu és justo, Senhor: E é reto o teu juízo. 138Mandaste estreitamente observar os teus preceitos: Como a tua suma verdade. 139O meu zêlo me tem feito entisicar: Porque os meus inimigos se esqueceram das tuas palavras. 140A tua palavra é ardente em grande maneira: E o teu servo a tem amado. 141Eu sou mancebinho, e desprezível: Não estou esquecido das tuas justificações. 142A tua justiça é justiça eterna: E a tua lei é a mesma verdade. 143A tribulação, e a angústia me surpreenderam: Os teus mandamentos são a minha meditação. 144Os teus testemunhos são cheios duma: eterna equidade: Dá-me inteligência dêles, e viverei. 145Coph. Clamei de todo o meu coração, ouve-me, Senhor, as tuas justificações buscarei. 146Clamei a ti, salva-me: Para que guarde os teus mandamentos.