Dia 229
Ez 21–22 · 2Cor 8 · Sl 129–130 · cerca de 14 min
Destaque da leitura de hoje“Portanto dai para com êles ante a face das igrejas mostras do vosso: amor, e de que sois a nossa glória.”2 Coríntios 8,24
Antigo TestamentoEz 21–22
Ezequiel 21
1E foi-me dirigida a palavra do Senhor, a qual dizia: 2Filho do homem, põe o teu rosto em Jerusalém, e fala para o Santuário, e profetiza contra a terra de Israel: 3Dirás pois à terra de Israel: Isto diz o Senhor Deus: Eis-me aqui contra ti, e tirarei a minha espada da sua bainha, e matarei do meio de ti o justo, e o ímpio. 4E porque eu devo exterminar do meio de ti o justo, e o ímpio, por isso a minha espada sairá da sua bainha para atacar tôda a carne, desde o Meio-Dia até o Aquilão:, 5A fim de que tôda a carne saiba que eu o Senhor tirei a minha espada da sua bainha, para a não tornar a meter nela. 6Tu pois, filho do homem, dá gemidos até te arre-bentarem os rins, e geme na presença dêles com amargura do teu coração. 7E quando eles te disserem: Por que gemes tu? tu lhes dirás: Pelo que ouço: Porque o inimigo vem, e todos os corações se mirrarão de mêdo, e tôdas as mãos ficarão sem fôrças, e todos os espíritos -se abaterão, e as águas correrão por todos os joelhos: Ei-lo aí vem, e assim sucederá, diz o Senhor Deus. 8E foi-me dirigida a palavra do Senhor, a qual dizia: 9Filho do homem, profetiza, e dirás: Isto diz o Senhor Deus: Fala: A espada, sim, a espada está aguçada e polida. 10Ela está aguçada para matar as vítimas: Está polida para reluzir: Tu, espada, que abates o ceptro de meu filho, cortaste pelo pé tôdas as árvores. 11E eu a dei a polir, para a ter na mão: Esta espada está aguçada, e ela está polida, para estar na mão do que deve fazer a matança. 12Grita, e uiva, filho do homem, porque esta espada está desembainhada contra o meu povo, ela o está contra todos os príncipes de Israel, que tinham fugido dela: Êles foram entregues a esta espada com o meu povo, tu pois dá pancadas na tua coxa.: 13Porque esta espada foi aprovada por mim: E isto ainda quando ela destruir o ceptro, para mais não subsistir, diz o Senhor Deus. 14Tu pois, filho do homem, profetiza, e bate com as mãos uma na outra, e dobrem-se os golpes desta espada, e tresdobrem-se os golpes desta mesma espada matadora; esta é a espada da grande matança, que os faz pasmar, 15e que lhes faz mirrar os corações, e multiplica as ruínas. Eu pus a turbação em tôdas as suas portas, à vista desta espada penetrante, e polida para reluzir, afiada para matar. 16Aguça, ó espada, a tua ponta, vai para a direita ou para a esquerda, para onde quer que o apetite de mortes te chamar. 17E ainda eu mesmo te aplaudirei, batendo com as mãos uma na outra, e satisfarei a minha indignação, eu o Senhor é que falei. 18E foi-me dirigida a palavra do Senhor, a qual dizia: 19E tu, filho do homem, representa-te dois caminhos, por onde a espada do rei de Babilônia pode vir: De uma mesma terra sairão ambos: E com a mão deitará sortes, no tópo do caminho da cidade as deitará. 20Figurarás um caminho, por onde esta espada vá atacar a Rabat dos filhos de Amon, e outro por onde vá para Judá, a atacar a fortíssima cidade de Jerusalém. 21Porque o rei de Babilônia parou na encruzilhada, no tôpo dos dois caminhos, procurando adivinhação, misturando as setas: Perguntou aos seus ídolos, consultou as entranhas. 22Caiu a sorte sôbre Jerusalém, fazendo-o tomar à direita, para dispor os aríetes, para intimar por sua bôca mortandade, para levantar a voz com alarido, para pôr os arietes contra as portas, para levantar marachões, e edificar fortins. 23E será isto aos olhos dêles como quem consulta em vão um Oráculo, e como quem imita o descanso dos seus sábados: Mas êle se lembrará da iniqüidade para os cativar. 24Portanto isto diz o Senhor Deus: Pelo motivo de que vos tendes jactado da vossa iniqüidade, e haveis descoberto as vossas prevaricações, e se patentearam os vossos pecados em todos os vossos pensamentos: Pelo motivo, digo, de vos terdes jactado disso, vós ficareis à fôrça de armas prisioneiros. 25Tu porém, ó profano, tu, ó ímpio príncipe de Israel, a quem chegou o dia assinado no tempo da tua iniquidade: 26Isto diz o Senhor Deus: Tira a tiara, depõe a coroa: Não é esta a que levantou ao humilde, e humilhou ao soberbo? 27Eu farei ver a injustiça, a injustiça, a injustiça dela: Mas isto não se fêz, menos que não viesse aquêle a quem pertence o juízo e eu lhe entregarei uma e outra. 28E tu, filho do homem, profetiza, e dize: Isto diz o Senhor Deus aos filhos de Amon, e ao opróbrio dêles, e lhes dirás: Espada, espada, desembainha-te, para matares, pule-te, para matares, e para luzires. 29Ao tempo que para ti se viam coisas vãs, e se adivinhavam mentiras: Para que fôsses descarregada sôbre os pescoços dos ímpios feridos, cujo dia predefinido chegou no tempo da sua iniquidade. 30Torna a recolher-te à tua bainha no lugar em que fôste criada, eu te julgarei na terra da tua nascença. 31E derramarei sôbre ti a minha indignação: Asso-prarei contra ti no fogo do meu furor, e te entregarei às mãos de uns homens insensatos, e que fabricam a morte. 32Servirás de pasto ao fogo, derramado será o teu sangue no meio da terra, ficarás entregue ao esquecimento: Porque eu, o Senhor, é que falei.
Ezequiel 22
1Foi-me dirigida a palavra do Senhor, a qual dizia: 2E tu, filho do homem, não julgas, não julgas a cidade dos sangues? 3Mostrar-lhe-ás pois tôdas as suas abominações, e dirás: Isto diz o Senhor Deus: Esta é a cidade que derrama o sangue no meio dela, para que depressa chegue o dia da sua destruição: E a que formou ídolos contra si mesma, para se manchar. 4Tu te fizeste culpável pelo sangue, que por ti foi derramado: E te manchaste pelos teus ídolos, que fabricaste: E fizeste avizinhar os teus dias, e abreviaste o espaço dos teus anos: Por isso eu te fiz o opróbrio das nações, e o ludíbrio de tôda a terra. 5Os povos vizinhos, e os povos distantes triunfa-rão de ti: Imunda, famosa, grande pela tua ruína. 6Eis-aí está que os príncipes de Israel se firmaram cada um na fôrça do seu braço, para derramarem o sangue no meio de ti. 7Êles trataram com afrontas no meio de ti a seu pai, e a sua mãe, caluniaram o estrangeiro no meio de ti, e entristeceram em tua casa o pupilo e a viúva: 8Desprezaste o meu santuário, e profanaste os meus sábados. 9No meio de ti houve homens caluniadores para derramarem o sangue, e entre ti comeram sôbre os montes, cometeram a maldade no meio de ti. 10Descobriram as mais recatadas partes de seu pai no meio de ti, humilharam no meio de ti a mulher na ocasião do seu mênstruo: 11E cada um desonrou a mulher do seu próximo com abomináveis atos, e o sogro corrompeu com um horrível incesto a sua nora, O irmão fêz violência à própria irmã, à filha de seu pai, no meio de ti. 12Êles receberam presentes no meio de ti para derramarem o sangue: Tu recebeste ganhos e interêsses ile-gitimos, e levado da avareza caluniavas a teus próximos: E tu te esqueceste de mim, diz o Senhor Deus. 13Por isso eu bati com as mãos uma na outra, declarando-me contra a tua avareza, que exercitaste, e contra O sangue que se derramou no meio de ti. 14Porventura estará firme o teu coração, ou prevalecerão as tuas mãos contra mim nos calamitosos dias que eu farei vir sôbre ti? eu o Senhor o disse, e o farei. 15E te espalharei por entre as nações, e te deitarei ao vento para diversas terras, e farei cessar em ti a tua impureza. 16E te possuirei à vista das gentes: E tu saberás que eu sou o Senhor. 17E foi-me dirigida a palavra do Senhor, a qual dizia: 18Filho do homem, a casa de Israel se tornou para mim em escória: Todos êles são como o cobre, e o estanho, e o ferro, e o chumbo no meio da fornalha: êles se fizeram como a escória da prata. 19Por cuja causa isto diz o Senhor Deus: Pelo motivo de que vos tornastes todos em escória, por isso eis-ai vou eu a congregar-vos no meio de Jerusalém, 20como quando se lançam de mistura a prata, e o cobre, e o estanho, e o ferro, e o chumbo no meio da fornalha: De sorte que acenderei nela o fogo para vos fundir: Assim é que eu vos ajuntarei no meu furor, e na minha ira, e eu me satisfarei: E vos fundirei. 21E eu vos ajuntarei, e vos abrasarei nas chamas do meu furor, e vós sereis fundidos no meio de Jerusalém. 22Assim como a prata se funde no meio da fornalha, assim o sereis vós no meio desta cidade: E sabereis que eu sou o Senhor, quando eu tiver derramado a minha indignação sôbre vós. 23E foi-me dirigida a palavra do Senhor, a qual dizia: 24Filho do homem, dize a Jerusalém: Tu és uma terra imunda, que não foi regada das chuvas no dia do furor. 25Os profetas se conjuraram no meio dela, êles devoraram as almas, como um leão que ruge, e que arrebata a sua prêsa, receberam grandes bens e grandes recompensas, multiplicaram as suas viúvas no meio dela. 26Os seus sacerdotes desprezaram a minha lei, e mancharam o meu Santuário: Não distinguiram entre o santo e o profano: E não fizeram diferença entre o limpo e o sujo: E apartaram os seus olhos dos meus sábados, e eu era profanado no meio dêles. 27Os seus príncipes eram no meio dela como uns lôbos, que arrebatam a sua prêsa, para derramar o sangue, e para perder as almas, e para correr atrás do ganho por satisfazer a sua avareza. 28E os seus profetas lhes punham o rebôco nas paredes, sem lhe misturar nada que o segurasse, quando tinham visões falsas, e lhes profetizavam a mentira, dizendo: Isto diz o Senhor Deus, sendo que o Senhor lhes não tinha falado. 29Os povos da terra intentavam calúnias, e roubavam por violência, afligiam o pobre e o necessitado, e oprimiam com calúnias o estrangeiro, sem alguma forma de juízo. 30E busquei -entre êles um homem que se entrepu-sesse como uma sebe, e que pôsto em campo contra mim acudisse por esta terra, para eu a não destruir: E não o achei. 31Por isso eu derramei a minha indignação sôbre êles, eu os consumi no fogo da minha ira: Fiz que o seu caminho recaísse sôbre as cabeças deles, diz o Senhor Deus.
Novo Testamento2Cor 8
2 Coríntios 8
1Assim mesmo vos fazemos saber, irmãos, a graça de Deus, que foi dada nas igrejas de Macedônia. 2Como em grande prova de tribulação, tiveram êles abundância de gôsto, e a sua abatidissima pobreza abundou em riquezas da sua beneficência. 3Porque eu lhes dou testemunho, que segundo as suas fôrças, e ainda sôbre as suas fôrças têm sido voluntários. 4Rogando-nos com muito encarecimento que comu-nicássemos a graça, e serviço, que se faz para os Santos. 5E não só o fizeram como nós a esperávamos, mas ainda se deram a si mesmos, primeiro ao Senhor, depois a -nós pela vontade de Deus: 6De maneira que rogamos a Tito: Que assim como começou, assim também acabe em vós ainda esta graça. 7Para que como em tudo abundais em fé, e em palavra, e em ciência, e em tôda a diligência, e além disso no afeto que nos tendes, assim também abundeis nesta graça. 8Não. o digo como quem manda: Mas pelo cuidado acêrca dos outros, e ainda para experimentar a boa índole «da vossa caridade. 9Porque sabeis que a graça não foi a de nosso Senhor Jesus Cristo, que sendo rico, se fêz pobre por vosso amor, a fim de que vós fôsseis ricos pela sua pobreza. 10E neste particular vos dou um conselho: Porque isto é o que vos 'cumpre, se bem não só o começastes. a fazer, mas já tivestes o desígnio disso mesmo desde o ano passado. 11Agora pois cumpri-o já de fato: Para que assim como a vontade está pronta para querê-lo, assim também' o esteja para o cumprir, segundo as posses que tendes. 12Porque se a vontade está pronta para dar, segundo aquilo que tem, é aceita, não segundo aquilo que não tem. 13Não é porém minha intenção que os outros hajam de ter alívio, e vós fiqueis em apêrto, mas sim que haja igualdade. 14Ao presente a vossa abundância supra a indigência daqueles: Para que também a abundância dos tais sirva de suplemento à vossa indigência, de maneira que haja igualdade como está escrito. 15Ao que dele colheu muito, não lhe sobejou: E ao que pouco, não lhe faltou. 16E graças a Deus, que pôs no coração de Tito o mesmo cuidado por vós. 17Porque na verdade recebeu a exortação: Mas indo êle estando mais solicito, por sua vontade partiu a visitar-vos. 18Enviamos também com êle a um irmão, cujo louvor é célebre pelo Evangelho em tôdas as igrejas: 19E não somente isto, senão que pelas igrejas foi também escolhido por companheiro da nossa peregrinação; para esta graça, que por nós é ministrada para a glória do Senhor, e para mostrar a nossa pronta vontade: 20Evitando isto, que ninguém nos possa censurar nesta abundância, que por nós é ministrada. 21Porque procuramos fazer o bem não só diante de Deus, senão também diante dos homens. 22E com êles enviamos também a outro nosso irmão, o qual várias vezes temos em muitas coisas experimentado ser diligente: E agora será muito mais pela grande confiança que há de vós. 23Ou seja por causa de Tito, que é meu companheiro, e coadjutor para convosco, ou por causa dos nossos irmãos, que são Legados das Igrejas, glória de Cristo.: 24Portanto dai para com êles ante a face das igrejas mostras do vosso: amor, e de que sois a nossa glória.
Salmos e ProvérbiosSl 129–130
Salmo 129 (130)
Numeração da Vulgata. Nas Bíblias atuais: Salmo 130.
1Cântico gradual. Desde o mais profundo clamei a ti, Senhor: 2Senhor, ouve a minha voz: Estejam atentos os teus ouvidos à voz da minha deprecação. 3Se observares, Senhor, as nossas maldades: Quem, Senhor, poderá subsistir? 4Mas em ti se acha a propiciação: E pela tua lei pus em ti, Senhor, a minha confiança. A minha alma está confiada na sua palavra: 5A minha alma esperou no Senhor. 6Desde a vigília da manha até à noite: Espere Israel no Senhor. 7Porque no Senhor está a misericórdia: E nêle há copiosa redenção. 8E êle mesmo redimirá a Israel de tôdas as suas iniquidades.
Salmo 130 (131)
Numeração da Vulgata. Nas Bíblias atuais: Salmo 131.
1Cântico gradual de Davi. Senhor, o meu coração não se ensoberbeceu: Nem os meus olhos se elevaram. Não andei em grandezas, nem em magnificências sôbre a minha sorte. 2Se eu não tinha sentimentos humildes: E pelo contrário elevei o meu coração: Como o menino apartado já do peito da mãe está em seus braços, assim seja o galardão na minha alma. 3Espere Israel no Senhor desde agora e para sempre.