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Bíblia em um ano Dia 233/365

Dia 233

Ez 29–31 · 2Cor 12 · Sl 134,11-21 (135) · cerca de 15 min

  1. Antigo TestamentoEz 29–31
  2. Novo Testamento2Cor 12
  3. Salmos e ProvérbiosSl 134,11-21 (135)
Destaque da leitura de hoje“Senhor, o teu nome subsistirá eternamente: Senhor, a memória da tua glória conservar-se-á em tôdas as gerações.”Salmo 134,13 (135)

Antigo TestamentoEz 29–31

Ezequiel 29

1No dia onze do décimo mês do ano décimo, me foi dirigida a palavra do Senhor, a qual dizia: 2Filho do homem, põe o teu rosto contra Faraó, rei do Egito, e profetizar-lhe-ás tudo o que está para acontecer a êle, e ao Egito: 3Fala-lhe, e dize-lhe: Isto diz o Senhor Deus: Eis-aqui venho eu a ti, O Faraó, rei do Egito, dragão enorme, que te deitas no meio dos teus rios, e dizes: O rio é meu, e eu sou o que a mim mesmo me criei. 4E te porei nos queixos um freio: E prenderei os peixes dos teus rios às tuas escamas: E eu te tirarei para fora do meio dos teus rios, e todos os teus peixes estarão pegados às tuas escamas. 5E te lançarei para o deserto, e a todos os peixes do teu rio: Tu cairás sôbre a face da terra, não te levantarão nem te sepultarão: Eu te dei por pasto às alimárias da terra, e às aves do céu: 6E todos os habitantes do Egito saberão que eu sou o Senhor: Pois que tu fôste para a casa de Israel um bordão de cana. 7Quando êles te tomaram na mão, e tu te quebraste, e lhes rasgaste todo o ombro, e quando êles cuidavam que se seguravam em ti, tu te fizeste em pedaços, e lhes fizeste arrebentar todos os seus rins. 8Por esta causa isto diz o Senhor Deus: Eis-aí vou eu a fazer cair a espada sôbre ti: E eu matarei dentre vós os homens e as alimárias. 9E a terra do Egito será reduzida a um deserto, e, uma solidão: E êles saberão que eu sou o Senhor: Porque tu disseste: O rio é meu, e eu é que o fiz. 10Por isso eis-me aqui contra ti, e contra os teus rios: E mudarei a terra do Egito numas solidões, depois que a guerra a tiver assolado, desde a tôrre de Siene até os confins da Etiópia. 11Não passará por ela pé de homem, nem andará nela pé de alimária: E não será habitada quarenta anos. 12E porei a terra do Egito já deserta na classe dos países desertos, e as suas cidades na classe das cidades destruídas, e elas estarão desoladas quarenta anos: E espalharei para diversas nações aos egípcios, e os deitarei ao vento para várias terras. 13Porque isto diz o Senhor Deus: Depois de findos quarenta anos, eu tornarei a ajuntar os egípcios do meio dos povos, para onde êles tinham sido espalhados. 14E tornarei a trazer os cativos do Egito, e os estabelecerei na terra de Fatures, na terra da sua nascença: E êles ficarão sendo ali um reino humilde: 15O Egito será o mais humilde de todos os reinos, e se não tornará mais a levantar por cima das nações, e eu os diminuirei, para que não dominem sôbre as gentes. 16E não serão mais a confiança da casa de Israel, ensinando-lhes a iniquidade, para que fujam de mim, e os sigam: E saberão que eu sou o Senhor Deus. 17E no ano vinte e sete, no primeiro dia do primeiro mês, aconteceu isto: Foi-me dirigida a palavra do Senhor, a qual dizia: 18Filho do homem, Nabucodonosor, rei de Babilônia, me rendeu com o seu exército um grande serviço no cêrco de Tiro: Tôdas as cabeças ficaram calvas, e todos os ombros ficaram pelados: E contudo nem a êle, nem ao seu exército se deu alguma recompensa em atenção de Tiro, pelo serviço que me fêz na tomada dela. 19Por cuja causa isto diz o Senhor Deus: Eis-aí vou eu pôr a Nabucodonosor, rei de Babilônia, na terra do Egito: E lhe tomará todo o povo, e fará dele a sua: prêsa, e repartirá os seus despojos: E esta será a recompensa que terá o seu exército. 20E assim será pago do serviço que me fêz no cêrco desta cidade: I eu lhe entregarei a terra do Egito, porque êle trabalhou para mim, diz o Senhor Deus. 21Naquele dia reflorescerá o poder da casa de Israel, e eu te abrirci a bôca no meio dêles: E saberão que eu sou o Senhor.

Ezequiel 30

1E foi-me dirigida a palavra do Senhor, a qual dizia:, 2Filho do homem, profetiza e dize: Isto diz o Senhor Deus: Dai urros, ai, ai do dia: 3Porque o dia está perto, e se apropinqua o dia do Senhor: Êsse dia de nublado, que será o tempo das nações. 4E a espada virá ao Egito: E o pavor se apossará da Etiópia, quando êles caírem feridos no Egito, e fôr tirada a sua multidão, e destruídos os seus fundamentos. 5A Etiópia, e a Líbia, e os lídios, e todos os outros povos, e Cub, e os filhos da terra do concêrto, cairão com êles debaixo do gume da espada. 6Isto diz o Senhor Deus: E os que sustinham o Egito cairão e a soberba do seu império será destruída: Êles cairão aos golpes da espada no Egito desde Siene, diz o Senhor Deus dos exércitos: 7E ficarão dispersos no meio de terras desoladas, e as suas cidades serão postas na classe das cidades desertas. 8E êles saberão que eu sou o Senhor: Quando eu tiver pôsto fogo ao Egito, e fôrem desfeitos todos os que lhe davam auxílio. 9Naquele dia sairão de diante da minha face mensageiros embarcados em galés para quebrar a ousadia da Etiópia, e haverá espanto entre êles no dia do Egito, porque êste dia chegará sem dúvida. 10Isto diz o Senhor Deus: Eu farei cessar a multidão do Egito pela mão de Nabucodonosor, rei de Babilônia. 11Êle mesmo, e o seu povo com êle, os mais fortes das gentes serão levados para perderem a terra: E de-sembainharão as suas espadas sôbre o Egito: E encherão a terra. de mortos. 12E secaréi as madres dos rios, e entregarei a terra nas mãos dos péssimos: E destruirei esta terra, e tudo o que ela contém pela mão dos estrangeiros, eu, o Senhor, é que falei, 13Isto diz o Senhor Deus: E exterminarei as es-tatuas, e farei cessar os ídolos de Mênfis: E não tornará mais a haver príncipe da terra do Egito: E eu espalharei o terror pela terra do Egito. 14E arruinarei o país de Fatures, e meterei fogo em Tafnis, e exercitarei os meus juízos em Alexandria. 15E derramarei a minha indignação sôbre Pelúsio, que é a fôrça do Egito, e farei morrer essa multidão de Alexandria. 16E meterei fogo no Egito: Pelúsio sentirá dores como a mulher que está para parir, e Alexandria será destruída, e em Mênfis haverá quotidianos apertos. 17Os mancebos de Heliópole e de Bubasto cairão mortos ao fio da espada, e as mulheres serão levadas cativas. 18E o dia se fará negro em Tafnis, quando eu quebrar ali os ceptros do Egito, e faltar nêle a soberba do seu poder: Cobri-lo-á um nublado: E as suas filhas serão levadas para o cativeiro. 19E exercitarei no Egito os meus juízos: E eles saberão que eu sou o Senhor. 20E aconteceu no ano undécimo, no primeiro mês, aos sete do mês, que me foi dirigida a palavra do Senhor, a qual dizia: 21Filho do homem, eu quebrei o braço de Faraó, rei do Egito: E eis-aí está que êle não foi envolvido, para se lhe restituir a saúde, para se atar com tiras, e se em-brulhar em toalhas, para que, tendo recobrado a fôrça, pudesse menear a espada. 22Portanto isto diz o Senhor Deus: Eis-me aqui contra Faraó, rei do Egito, e esmigalharei o seu braço forte, mas quebrado: E farei cair a espada da sua mão: 23E porei dispersos aos do Egito entre as gentes, e os lançarei ao vento por diversas terras. 24Ao mesmo tempo eu fortificarei os braços do rei de Babilônia, e meter-lhe-ei a minha espada na sua mão: E quebrarei os braços de Faraó, e darão grandes gemidos os que fôrem mortos diante de seus olhos. 25E fortificarei os braços do rei de Babilônia, e os braços de Faraó ficarão sem fôrça alguma: E eles saberão que eu sou o Senhor, quando eu meter a minha espada na mão do rei de Babilônia, e êle a estender sôbre a terra do Egito. 26E porei dispersos aos do Egito entre as nações, e lançá-los-ei ao vento para diversas terras, e êles saberão que eu sou o Senhor.

Ezequiel 31

1E aconteceu no ano undécimo, no terceiro mês, ao primeiro do mês, que me foi dirigida à palavra do Senhor, a qual dizia: 2Filho do homem, dize a Faraó, rei do Egito, e ao seu povo: À quem te tens tu assemelhado na tua grandeza? 3Eis-aí tens tu a Assur como um cedro no Líbano, formoso nos ramos, e frondoso nas fôlhas, e levantado na altura, e dentre a sua densa ramada se elevou a sua copa. 4As chuvas o criaram, um grande conjunto de águas o fêz levantar-se muito alto: Os seus rios corriam em tôrno das suas raízes, e êle mandou os seus regatos a tôdas as árvores da circunvizinhança. 5Por isso a sua altura se elevou sôbre tôdas as árvores do pais: E se multiplicaram os seus braços, e se elevaram os seus ramos por causa das muitas águas. 6E como êle atirava com a sua sombra a muito longe, tôdas as aves do céu fizeram os seus ninhos sôbre os seus ramos, e tôdas as alimárias dos bosques fizeram criação debaixo da sua copa, e um grande número de gentes habitava debaixo da sombra de suas folhas. 7E era êle formosíssimo pela sua grandeza, e pela dilatada extensão de seus braços: Porque a sua raiz estava perto de grandes águas. 8No jardim de Deus não havia cedros alguns mais altos do que êle; as faias não igualavam a sua altura, nem os plátanos lhe eram iguais na sua ramagem: Nenhuma árvore do jardim de Deus se assemelhou a êle, nem à sua formosura. 9Porquanto eu o fiz vistoso, e de muitos, e espessos ramos: E tiveram dêle emulação tôdas as árvores deliciosas, que havia no jardim de Deus. 10Por essa causa isto diz o Senhor Deus: Porque êste cedro se elevou na sua altura, e lançou tão alta a ponta dos seus verdes e copados ramos, e porque o seu coração se elevou na sua grandeza: 11Eu o entreguei nas mãos do mais forte das gentes, êle o tratará como me der na vontade: Eu o rejeitei, como a sua impiedade o merecia. 12E uns estrangeiros, e os mais cruéis de todos os povos o cortarão pelo pé, e o lançarão sobre os montes, e os seus ramos cairão de tôdas as partes ao longo dos vales, e os seus braços serão quebrados sôbre todos os rochedos da terra: E todos os povos do mundo se reti-trarão de estar debaixo da sua sombra, e o deixarão. 13Tôdas as aves do céu habitaram nas suas rui-nas, e tôdas as alimárias da terra se acolheram para debaixo da sua ramada. 14Por isso tôdas as árvores plantadas sôbre as águas, não se elevarão na sua altura, nem estenderão o seu cume por entre a reboleira dos bosques e suas rama-das, nem essas árvores tôdas, que têm o regadio das águas, se susterão na sua elevação: Porque todos foram entregues à morte, lançados no fundo da terra, no meio dos filhos dos homens, entre aquêles que descem ao lago. 15Isto diz o Senhor Deus: No dia em que êle desceu aos infernos, fiz eu que houvesse um grande luto, eu o cobri do abismo: E detive os rios que o regavam, e coibi as grandes águas: O Líbano se entristeceu com a sua caída, e tôdas as árvores do campo estremeceram. 16Eu comovi as gentes ao estampido da sua ruína, quando eu o conduzia ao inferno, com os que desciam ao lago: E se consolaram no fundo da terra tôdas as árvores de deleite, egrégias, e preclaras do Líbano, tôdas as que eram regadas com as águas. 17Porque também êsses mesmos com êle descerão ao inferno entre os que foram mortos pela espada: E o braço de cada um se assentará à sua sombra no meio das nações. 18A quem te assemelhaste tu, ó ínclito e sublime entre as árvores das delícias? Eis-aí fôste precipitado com tôdas essas árvores deliciosas no fundo da terra: Tu dormirás no meio dos incircuncidados, com os que foram mortos pela espada. Tal é a sorte de Faraó, e de todo o seu povo, diz o Senhor Deus.

Novo Testamento2Cor 12

2 Coríntios 12

1Se importa que alguém se glorie ( o que não convém na verdade): Descerei agora às visões, e às revela. ções do Senhor. 2Conheço a um homem em Cristo, que catorze anos há foi arrebatado, se foi no corpo não o sei, ou se fora do corpo, também não sei, Deus o sabe, até ao terceiro Céu. 3E conheço a esse tal homem, se foi no corpo, ou fora do corpo, não o sei, Deus o sabe: 4Que foi arrebatado ao Paraíso: E que ouviu lá palavras secretas, que não é permitido a um. homem referir. 5Dêste tal me gloriarei: Mas de mim em nada me gloriarei, senão nas minhas fraquezas. 6Porque, ainda quando me quiser gloriar, não serei insipiente: Porque direi a verdade: Mas deixo isto, para que nenhum cuide de mim fora do que vê em mim, ou ouve de mim. 7E para que a grandeza das revelações me não en-soberbecesse, permitir Deus que eu sentisse na minha carne um estímulo, que é o anjo de satanás, para me es-bofetear. 8Por cuja causa roguei ao Senhor três vezes, que êle se apartasse de mim: 9E então me disse: Basta-te a minha graça: Porque a virtude se aperfeiçoa na enfermidade. Portanto de boa vontade me gloriarei nas minhas enfermidades, para que habite em mim a virtude de Cristo. 10Pelo que sinto complacência nas minhas enfermidades, nas afrontas, nas necessidades, nas perseguições, nas angústias por Cristo: Porque quando estou enfermo, então estou forte. 11Tenho-me feito insipiente, vós mesmos me obrigastes a isso: Porque eu devia ser louvado de vós: Pois que em. nada fui inferior aos mais excelentes Apóstolos: Ainda que eu nada sou: 12Entre vós contudo se tem visto os sinais do meu Apostolado em todo o gênero de tolerância, nos milagres, e nos prodígios, e nas virtudes. 13Porque em que tendes vós sido inferiores às outras igrejas, se não é que em nada vos quis eu mesmo ser pesado? Perdoai-me esta injúria. 14Eis-aqui estou pronto terceira vez a vos ir ver: E também agora vos não gravarei. Porque eu não busco as vossas cojsas, mas a vós. Pois que não são os filhos que devem entesourar para os pais, mas os pais para os filhos. 15E eu de mui boa vontade darei o meu, e me darei a mim mesmo pelas vossas almas:Ainda que amando-vos eu mais, seja menos amado. 16Mas seja assim: Eu não vos gravei: Porém, como sou astuto, vos tomei com dolo. 17Porventura enganei-vos por algum daqueles que vos enviei? 18Roguei a Tito, e enviei com êle um irmão. Porventura enganou-vos Tito? Não andamos com o mesmo espírito? Não fomos por umas mesmas pisadas? 19Cuidais há bem tempo que nos escusamos convosco? Deus é testemunha, que em Cristo falamos: E tudo, meus muito amados, para vossa edificação. 20Porque temo que talvez quando eu vier, vos não ache quais vos eu quero: E que vós me acheis qual não quereis: Que por desgraça não haja entre vós contendas, invejas, rixas, dissensões, detrações, mexericos, altivezas, parcialidades: 21Para que não suceda que quando eu vier outra vez, me humilhe Deus entre vós, e que chore a muitos daqueles que antes pecaram, e não fizeram penitência da im-mundície, e fornicação, e. desonestidade, que cometeram.

Salmos e ProvérbiosSl 134,11-21 (135)

Salmo 134 (135)

Numeração da Vulgata. Nas Bíblias atuais: Salmo 135.

11A Seon rei dos amorreus, e a Og rei de Basan, e a todos os reinos de Canaã. 12E deu a terra dêles em herança, por herança a Israel seu povo. 13Senhor, o teu nome subsistirá eternamente: Senhor, a memória da tua glória conservar-se-á em tôdas as gerações. 14Porque o Senhor julgará ao seu povo: E se deixará vencer dos rogos dos seus servos. 15Os simulacros das gentes não são mais que prata, e ouro, obras das mãos de homens. 16Bôca têm, e não falarão: Olhos têm e não verão. 17Ouvidos têm, e não ouvirão: Porque não há respiro na sua bôca. 18Sejam semelhantes a êles os que os fazem: E todos os que confiam nêles. 19Casa de Israel, bendizei ao Senhor: Casa de Aarão, bendizei ao Senhor. 20Casa de Levi, bendizei ao Senhor: Vós os que temeis ao Senhor, bendizei ao Senhor. 21Desde Sião se bendiga ao Senhor, que habita em Jerusalém.

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Texto bíblico da tradução do Pe. Antônio Pereira de Figueiredo (1725–1797), em domínio público, conforme a edição de 1950 da Editora das Américas (São Paulo), com Nihil Obstat e Imprimatur, na ortografia daquela edição. Numeração dos versículos segundo a Vulgata. Sem as notas de rodapé.

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