Dia 246
Dn 4 · Ef 6 · Sl 142,8-12 (143); Sl 143,1-8 (144) · cerca de 11 min
Destaque da leitura de hoje“Senhor, que é o homem, pois tu a êle te manifestaste? ou o filho do homem para tu assim oestimares?”Salmo 143,3 (144)
Antigo TestamentoDn 4
Daniel 4
1Eu, Nabucodonosor, estava sossegado em minha casa, e florescente no meu palácio. 2Tive um sonho, que me atemorizou: E estando na minha cama, os meus pensamentos, e as visões da minha cabeça me deixaram todo assustado. 3Por esta causa publiquei eu um decreto pelo qual mandava que viessem à minha presença todos os sábios de Babilônia, e isto a fim de me darem a explicação do meu sonho. 4Então vieram à minha presença os adivinhos, os mágicos, os caldeus, e os agoureiros e eu contei o meu sonho na sua presença: Mas êles me não deram a sua solução: 5Até que chegou à minha presença o colega Daniel, que tem por nome Baltasar segundo o nome do meu Deus, o qual Daniel tem em si mesmo o espirito dos Deuses Santos: E diante dêle expus assim o meu sonho. 6Baltasar, príncipe dos adivinhos, como eu sei que tu tens em ti o espirito dos Deuses Santos, e que não há segrêdo que tu não possas deslindar: Expõe-me as visões dos meus sonhos que tive, e dá-me a explicação delas. 7A visão da minha cabeça, estando eu na minha cama, é esta: Parecia-me que via no meio da terra uma árvore, e era a sua altura desmarcada. 8Era uma árvore grande e forte: E cuja altura chegava até ao céu: A sua vista se estendia até às extremidades de tôda a terra. 9As suas fôlhas eram formosissimas, e o seu fruto copioso em extremo: E dela se podiam sustentar tôdas as castas de animais domésticos e selvagens, que habitavam debaixo dela, e as aves do céu pousavam sôbre os seus ramos: E dela se sustentava tôda a carne. 10Eu estava vendo isto na visão da minha cabeça sôbre o meu leito, e eis-que o Vigia e o Santo desceu do Céu. 11Êle clamou com uma voz forte, e disse assim: Deitai abaixo pelo pé esta árvore, e cortai-lhe os ramos: Fazei-lhe cair as fôlhas, e desperdiçai-lhe os pomos: Afu-gentem-se as alimárias, que estão debaixo dela, e enxo-tem-se as aves de cima dos seus ramos. 12Deixai todavia na terra o tronco com as suas raízes, e êle fique ligado com umas cadeias de ferro e de bronze entre as ervas que estão fora no campo, e seja molhado do orvalho do céu, e a sua sorte seja com as feras na erva da terra. 13Mude-se-lhe o seu coração de homem, e dê-se-lhe um coração de fera: E passem sete tempos por cima dele. 14Por sentença dos Vigias foi assim decretado, e esta a palavra e a petição dos Santos: Até que conheçam os viventes, que o Excelso é o que tem a dominação sôbre os reinos dos homens, e dá-los-á a quem quiser, e porá nêle ao mais abatido dos homens. 15Êste é o sonho que eu, rei Nabucodonosor, vi: Tu pois, Baltasar, dá-te pressa a mo interpretar: Porque nenhum dos sábios do meu reino me pode dizer o que significa: Tu, porém, sim, porque o espírito dos Deuses Santos está em ti. 16Então Daniel, por outro nome Baltasar, começou a pensar consigo mesmo em silêncio quase uma hora: E os pensamentos que lhe vinham o perturbavam. Mas respondendo, o rei lhe disse: Baltasar, não te turbe o sonho, nem a sua interpretação: Baltasar lhe respondeu, e disse: Meu Senhor, o sonho seja contra os que te têm ódio, e a sua interpretação seja contra os teus inimigos. 17A árvore que tu viste alta e robusta, cuja altura chegava até o céu e cuja vista parecia estender-se por tôda a terra: 18E os seus ramos eram formosissimos, e os seus frutos em extremo copiosos, e todos achavam nela de que se sustentar, alimárias do campo habitavam debaixo dela e as aves do céu pousavam sôbre os seus ramos: 19Esta árvore, digo, és tu, ó rei, que tens sido engrandecido, e que te fizeste poderoso: IE cresceu a tua grandeza e chegou até o céu, e o teu poder até os têrmos de tôda a terra. 20E quanto ao ter visto o rei ao Vigia e ao Santo baixar do céu e dizer: Deitai abaixo esta árvore, e cortai-lhe os ramos, deixai todavia na terra o tronco com as suas raízes, e êle fique ligado com umas cadeias de ferro e de bronze entre as ervas que estão fora no campo, e seja molhado do orvalho do céu, e o seu pasto seja com as feras, até se terem passado sete tempos por cima dêle: 21Eis-aqui a interpretação desta sentença do Altis-simo, que foi pronunciada contra o rei meu senhor: 22Lançar-te-ão fora da companhia dos homens, e a tua habitação será com as alimárias e feras, e comerás feno como o boi, e serás molhado do orvalho do céu: Passar-se-ão também sete tempos por cima de ti, até que tu reconheças que o Excelso tem debaixo da sua dominação os reinos dos homens e os dá a quem lhe apraz. 23Quanto porém ao que mandou, que se conservasse o gérmen das suas raízes, isto é, da árvore: Quer dizer, que o teu reino se ficará conservando para se te tornar a dar depois que tu tiveres reconhecido, que todo o poder vem do céu. 24Portanto segue, ó rei, o conselho que te dou, e resgata os teus pecados com esmolas, e as tuas iniquidades com obras de misericórdia para com os pobres: Talvez que o Senhor te perdoe os teus delitos. 25Tôdas estas coisas vieram sôbre o rei Nabucodonosor. 26Depois, ao cabo de doze meses, passeava êle no palácio de Babilônia. 27E respondeu o rei e disse: Não é esta aquela grande Babilônia, que eu edifiquei para córte do meu reino, com a fôrça do meu poder, e com a glória da minha majestade? 28E como não tivesse o rei acabado ainda de proferir estas palavras, veio do céu retinindo esta voz: Isto é o que a ti, ó rei Nabucodonosor, se intima: O teu reino passará de ti a outro possuidor. 29E lançar-te-ão da companhia dos homens, e a tua habitação será com as alimárias e ícras: Comerás feno como boi, e sete tempos passarão por cima de ti, até que reconheças que o Excelso tem um poder absoluto sôbre os reinos dos homens, e que os dá a quem lhe apraz. 30Na mesma hora se cumpriu esta palavra na pessoa de Nabucodonosor, e êle foi lançado da companhia dos homens, e comeu feno como o boi e o seu corpo foi molhado do orvalho do céu: De sorte que lhe cresceram os cabelos e o pêlo, como as plumas das águias, e as suas unhas se fizeram como as garras das aves. 31Portanto depois que se cumpriu o tempo, levantei eu, Nabucodonosor, os meus olhos ao céu, e tornou-me a vir o sentido: e eu bendisse ao Altíssimo e louvei, e glorifiquei ao que vive eternamente: Porque o seu poder é um poder eterno, e o seu reino se estende de geração em geração. 32E todos os habitantes da terra são reputados diante dêle como um nada: Porque êle faz tudo o que quer, tanto nas virtudes do céu, como nos habitadores da terra: E não há quem resista à sua mão, e lhe diga:Por que fizeste tu assim? 33Ao mesmo tempo me tornou a vir o meu juízo, e eu recobrei o esplendor, e tôda a glória do meu reino: E foi-me restituída a minha primeira figura, e os grandes da minha córte, e os meus magistrados me vieram buscar. e fui restabelecido no meu reino: E fiquei sendo maior do que nunca. 34Agora pois, eu Nabucodonosor louvo, e engran-deço, e glorifico ao rei do céu: Porque tôdas as suas obras são verdadeiras, e os seus caminhos cheios de justiça, e êle pode humilhar os que andam na soberba. CAP!TULO s
Novo TestamentoEf 6
Efésios 6
1Filhos, obedecei a vossos pais no Senhor: Porque isto é justo. 2Honra a teu pai e tua mãe, que é o primeiro man-lamento com promessa. 3Para que te vá bem e sejas de larga vida sôbre a terra. 4E vós outros, pais, não provoqueis a ira a vossos filhos: Mas criai-os em disciplina, e correção do Senhor. 5Servos, obedecei a vossos senhores temporais com temor, e tremor, na. sinceridade de vosso coração, como a Cristo: 6Não os servindo ao ôlho, como por agradar a homens, senão como servos de Cristo, fazendo de coração a vontade de Deus. 7Servindo-os com boa vontade, como ao Senhor e não como a homens. 8Sabendo que cada um receberá do Senhor a paga do bem que tiver feito, ou seja escravo, ou livre. 9E vós outros os senhores fazei isso mesmo com êles, deixando as ameaças: Sabendo que o Senhor, tanto dêles, como vosso, está nos Céus: E que não há acepção de pessoas para êle. 10Quanto ao mais, irmãos, fortalecei-vos no Senhor, e no poder da sua virtude. 11Revesti-vos da armadura de Deus, para que possais estar firmes contra as ciladas do diabo: 12Porque nós não temos que lutar contra a carne e o sangue: Mas sim contra os principados, e potestades, contra os governadores destas trevas do mundo, contra os espíritos de malícia espalhados por êsses ares. 13Portanto tomai a armadura de Deus para que possais resistir no dia mau, e estar perfeitos em tudo. 14Estai pois firmes, tendo cingidos os vossos lom-' bos em verdade, e vestidos da couraça da justiça. 15E tendo os pés calçados, na preparação do Evangelho da paz: 16Embraçando sobretudo o escudo da fé, com que possais apagar todos os dardos inflamados do mais que maligno: 17Tomai outrossim o capacete da salvação: E a espada do espírito (que é a palavra de Deus). 18àranclo em todo o tempo com tôdas as deprecações e rogos em espírito: E vigiando para isto mesmo com todo o fervor, e rogando por todos os santos: 19E por mim, para que me seja dada no abrir da minha bôca palavra com confiança, para fazer conhecer o mistério do Evangelho 20Pelo qual ainda estando na cadeia, faço ofício de embaixador, de maneira que eu fale livremente por êle, como devo falar. 21E para que vós saibais também o estado das minhas coisas, e o que eu faço: Vos informará de tudo Ti-quico, nosso irmão muito amado, e ministro fiel no Senhor. 22A quem vo-lo enviei para isto mesmo, para que saibais o que é feito de nós, e para que console os vossos corações. 23Paz seja aos irmãos, e caridade com fé, da parte de Deus Padre, e da do Senhor Jesus Cristo. 24A graça seja com todos os que amam a nosso Senhor Jesus Cristo com tôda a pureza. Amém.
Salmos e ProvérbiosSl 142,8-12 (143); Sl 143,1-8 (144)
Salmo 142 (143)
Numeração da Vulgata. Nas Bíblias atuais: Salmo 143.
8Faze-me ouvir pela manhã a tua misericórdia: Porque em ti tenho esperado. Faze-me conhecer o caminho em que hei de andar: Porque a ti elevei a minha alma. 9Livra-me dos meus inimigos, Senhor; a ti me tenho acolhido: 10Ensina-me a fazer a tua vontade, porque tu és o meu Deus. O teu espírito que é bom me conduzirá à terra de retidão: 11Pelo teu nome, Senhor, me vivificarás segundo a tua iniquidade. Tirarás da tribulação a minha alma: 12E pela tua misericórdia dissiparás a meus inimigos. E destruirás a todos os que atribulam a minha alma: Porque eu sou teu servo.
Salmo 143 (144)
Numeração da Vulgata. Nas Bíblias atuais: Salmo 144.
1Salmo de Davi. Contra Golias. Bendito seja o Senhor Deus meu, que adestra as minhas mãos para a batalha, e os meus dedos para a guerra. 2Êle para mim é misericórdia, e o meu refúgio: Amparador meu, libertador meu: Protetor meu, e nêle esperei: Êle o que submete o meu povo à minha autoridade. 3Senhor, que é o homem, pois tu a êle te manifestaste? ou o filho do homem para tu assim oestimares? 4O homem se tem feito semelhante à vaidade: Os meus dias passam como sombra. 5Senhor, inclina os teus céus, e desce: Toca os montes, e fumegarão. 6Vibra os teus coriscos, e dissipá-los-ás: Despede as tuas setas, e conturba-los-ás: 7Envia a tua mão lá do alto, tira-me, e livra-me das muitas águas: Da mão dos filhos estranhos. 8Cuja bôca falou vaidade, e a sua direita é direita de iniquidade.