Dia 247
Dn 5–6 · Fl 1 · Sl 143,9-15 (144) · cerca de 15 min
Destaque da leitura de hoje“Graça seja a vós outros, e paz da parte de Deus nosso Pai, e da do Senhor Jesus Cristo.”Filipenses 1,2
Antigo TestamentoDn 5–6
Daniel 5
1O rei Baltasar deu um grande banquete a mais de mil grandes da sua côrte: E cada um bebia nêle conforme a sua idade. 2Estando pois já bem cheio êle vinho, mandou que lhe trouxessem os vasos de ouro e de prata, que Nabucodonosor, seu pai, tinha transportado do templo de Jerusalém, para beberem por eles o rei, e os grandes da sua córte, e as mulheres dêle, e concubinas. 3No mesmo ponto foram trazidos os vasos de ouro e de prata, que tinha transportado do templo de Jerúsa-lém: E por êles beberam o rei, e os grandes da sua côrte, as mulheres dele, e concubinas. 4Êles bebiam do vinho, e louvavam os seus deuses de ouro, e de prata, e de metal, de ferro, e de pau, e de pedra. 5Na mesma hora apareceram uns dedos, como de mão de homem, que escrevia defronte do candeeiro na superfície da parede da sala do rei: E o rei via os movi-mentos das juntas dos dedos da mão que escrevia. 6Então o semblante do rei se mudou, e os seus pensamentos o perturbavam: E as juntas dos seus rins se relaxaram, e os seus joelhos batiam um no outro. 7O rei pois deu um grande grito, ordenando que fizessem entrar os mágicos, os caldeus, e os agoureiros. E falando o rei disse aos sábios de Babilônia: Todo o que ler esta escritura, e me fizer manifesta a sua interpretação, será vestido de púrpura, e trará um colar dé ouro ao pescoço, e será O terceiro no meu reino. 8Então depois de terem entrado todos os sábios do rei à sua presença, não puderam nem ler esta escritura, nem dar ao rei a sua interpretação. 9Por cujo motivo ficou o rei Baltasar em grande maneira perturbado, e o seu rosto se mudou: E os grandes da sua córte se achavam também sobressaltados. 10Mas a rainha, movida do que tinha acontecido ao rei, e aos grandes que estavam ao pé dêle, entrou na sala do banquete: E falando-lhe disse: O' rei, vive eternamente: Não te turbem os teus pensamentos, nem se mude o teu rosto. 11No teu reino há um homem que tem em si o espírito dos Deuses Santos: E nos dias de teu pai se acharam nêle a ciência e a sabedoria: Por isso até o rei N abu-codonosor, teu pai, o constituiu príncipe dos mágicos, dos encantadores, dos caldeus, e dos agoureiros, teu pai, digo, ó rei, o constituiu acima de todos êles: 12Porque um espirito superior ao dos outros, e prudência, e inteligência e interpretação de sonhos, e declaração de segredos, e solução de dificuldades, tudo se achou nêle, isto é, em Daniel: A quem o rei pôs o nome de Baltasar: Agora pois chama-se Daniel, e êle interpretará esta escritura. 13Logo à presença do rei foi introduzido Daniel: Ao qual falando em primeiro lugar o rei disse: És tu Daniel, um dos cativos dos filhos de Judá, que o rei meu pai trouxe da Judéia? 14Ouvi dizer de ti, que tens o espírito dos deuses: E que em ti se achou mais ciência, e inteligência, e sabedoria, do que em algum outro. 15E ainda agora entraram à minha presença mágicos, sábios, para lerem esta escritura, e me darem a interpretação dela: E não puderam decifrar o sentido daquelas palavras. 16Mas de ti ouvi eu dizer, que tu podes interpretar as coisas escuras, e desembrulhar as implicadas: Se tu logo podes ler esta escritura, e dar-me a sua interpretação, tu serás vestido de púrpura, e trarás um colar de ouro à roda do teu pescoço, e serás o terceiro dentre os príncipes no meu reino. 17Daniel respondendo a isto, disse ao rei em sua presença: Às tuas dádivas sejam para ti, e dá as honras da tua casa a outro: Eu pois te lerei, ó rei, esta escritura e te farei patente a sua significação. 18O Deus altíssimo, ó rei, deu a Nabucodonosor teu pai, o reino, e a grandeza, a glória e a honra. 19E por causa dêste grande poder que lhe tinha dado, todos os povos, tôdas as tribos, e tôdas as nações de qualquer língua o respeitavam, e tremiam diante dêle: Aos que queria, matava: E aos que queria, feria com o castigo: E aos que queria, exaltava: E aos que queria, os abatia. 20Porém depois que o seu coração se elevou, e o seu espírito se confirmou na soberba, êle foi deposto do trono do seu reino, e lhe foi tirada a sua glória: 21E foi lançado da sociedade dos filhos dos homens, e até o seu coração ficou sendo como o dos brutos, ea sua habitação era com os asnos montezinhos: Comia também feno como boi, e o seu corpo foi molhado do orvalho do céu, até que reconheceu que o Altíssimo tem um poder soberano sôbre os reinos dos homens: E que levantará sôbre o trono a quem muito quiser. 22E tu, Baltasar, que és seu filho, também. não humilhaste o teu coração, sendo que sabias tôdas estas coisas. 23Antes pelo contrário te elevaste contra o dominador do céu: E tu fizeste vir para diante de ti os vasos de sua casa: E bebeste por êles do vinho, tu, e os grandes da tua córte, e as tuas mulheres, e as tuas concubinas: Ao mesmo tempo louvaste os teus deuses de prata, e de ouro, e de metal, de ferro, e de pau, e de pedra, que não vêem, nem ouvem, nem sentem: E não deste glória ao Deus, que tem na sua mão o teu alento, e todos os teus caminhos. 24Por isso é que êle mandou os dedos desta mão que escreveu o que está assinalado na parede. 25Esta é pois a escritura, que ali está disposta: 26E esta é a interpretação das palavras. MANE: Deus contou os dias do teu reinado, e lhe pôs têrmo. 27TECEL: Tu fôste pesado na balança, e achou-se que tinhas menos do pêso. 28FARES: O teu reino se dividiu, e foi dado aos medos, e aos persas. 29Então por mandado do rei, foi Daniel vestido de púrpura, e cingiu-se-lhe ao pescoço um colar de ouro, e deitou-se bando, que êle teria poder no seu reino, como a terceira pessoa dêle. 30Naquela mesma noite foi morto Baltasar, rei dos caldeus. 31E Dario medo lhe sucedeu no reino, tendo sessenta e dois anos de idade,
Daniel 6
1Foi do agrado de Dario, e por êste seu beneplácito constituiu cento e vinte sátrapas com intendência sôbre o público expediente, para que governassem em todo o seu reino. 2Porém pôs por cima dêles a três príncipes, dos quais Daniel era um: A fim de que êstes sátrapas lhes dessem conta dos negócios, e o rei não padecesse moléstia. 3Daniel pois se avantajava a todos os príncipes e sátrapas: Porque era nele mais abundante o espirito de Deus. 4Ora o rei cuidava em o estabelecer sôbre todo o reino: Motivo por que os príncipes, e os sátrapas buscavam ocasião de o acusar em coisa que tocasse com o rei: Mas não puderam achar pretexto algum, ou razão por onde o fizessem suspeito, porque êle era fiel, e não se achava nêle culpa alguma, nem suspeita dela. 5Disseram pois aquêles homens entre si: Nós não acharemos ocasião alguma de acusar a êste Daniel, se não talvez pelo que diz respeito à lei do seu Deus. 6Então os príncipes, e os sátrapas surpreenderam o rei, e lhe falaram assim: O” rei Dario, vive eternamente; 7Todos os príncipes do teu reino, os magistrados. e os sátrapas, os senadores, e os juízes, são de parecer que se promulguce um decreto imperial, e um edito ordenando: Que todo o homem, que por espaço de trinta dias pedir o que quer que fôr. a qualquer deus, ou a qualquer homem que não fôres tu, ó rei, que seja lançado no lago dos leões. 8Agora pois, ó rei, confirma esta sentença, e passa este decreto: Para que se não altere o que se acha estabelecido pelos medos, e pelos persas, sem que seja permitido a ninguém violá-lo. 9O rei Dario pois fêz publicar êste edito, e assim o mandou. 10O que tendo sabido Daniel: Isto é, que se fizera esta lei, entrou na sua casa: E abrindo as janelas da sua câmara que ficavam contra Jerusalém, cada dia em três diferentes horas se punha de joelhos, e adorava o seu Deus, e lhe rendia ações de graças, como também antes costumava fazer. 11Nestes têrmos aquêles homens, espiando-o com o maior cuidado, acharam a Daniel orando, e fazendo rogativas ao seu Deus. 12E chegando-se êles ao rei lhe falaram acêrca do edito, dizendo: Ó rei, não ordenaste tu que, durante o espaço de trinta dias, todo o homem, que fizesse oração a qualquer dos deuses, ou dos homens, que não fôsses tu, ó rei, fôsse lançado no lago dos leões? O rei, respondendo-lhes, disse: O que vós dizeis é verdade, conforme a ordem dos medos, e dos persas, que a ninguém é permitido violar. 13Então respondendo êles disseram diante do rei: Pois Daniel, um dos cativos dentre os filhos de Judá, não se lhe deu da tua lei, nem do edito, que promulgaste: Antes cada dia em três horas diferentes êle se põe a orar fazendo as suas rogativas. 14Tendo ouvido o rei estas palavras, ficou bastan-temente entristecido: E a favor de Daniel propôs dentro no seu coração livrá-lo, e até ao pôr do sol trabalhou pela salvar. 15Mas aquêles homens, reconhecendo a tenção do rei, lhe disseram: Sabe, ó rei, que é uma lei dos medos, e dos persas, que todo o decreto que o rei passar, não é permitido mudar nada dêle. 16Então passou o rei as ordens: E êles trouxeram a Daniel, e o deitaram no lago dos leões. E o rei disse a Daniel: O teu Deus, que incessantemente adoras, êle te livrará. 17Ao mesmo tempo trouxeram uma pedra, e a puseram sôbre a bôca do lago: À qual o rei selou com o seu anel, e com o anel dos grandes da sua córte, para que se não fizesse coisa alguma contra Daniel. 18E o rei se foi para o seu palácio, e se meteu na cama sem ter ccado, e não se lhe puseram diante manjares alguns, até de mais a mais fugiu dele o sono. 19Ao outro dia, levantando-se o rei logo ao romper da manhã, com grande pressa foi ao lago dos leões: 20E apropinquando-se ao lago, chamou por Daniel com uma voz lacrimosa, e lhe disse: Daniel: servo do Deus vivente, dar-se-ia caso que o teu Deus, a quem tu incessantemente serves, te pudesse livrar dos leões? 21E Daniel respondendo ao rei disse: O” rei, vive eternamente: 22O meu Deus enviou o seu anjo, e fechou as bó-cas aos leões, e eles me não fizeram mal algum: Porque foi achada em mim justiça diante dele: Como também eu diante de ti, ó rei, não cometi delito algum. 23Então ficou o rei sobremaneira cheio de prazer a sei: respeito, e mandou que Daniel fôsse tirado do lago: E Daniel foi tirado do lago, e nêle se não achou lesão al-gumia, porque êle creu no seu Deus. 24E por mandado do rei foram trazidos aquêles homens, que tinham acusado a Daniel: E foram lançados no lago dos leões, êles, e seus filhos, e as suas mulheres: E não tinham bem chegado ao pavimento do lago, quando os leões os apanharam entre os dentes, e lhes fizeram em migalhas todos os ossos. 25Então o rei Dario escreveu a todos os povos, a tôdas as tribos, e nações de qualquer língua, que habitavam em tôda a terra: A paz se multiplique entre vós. 26Eu tenho passado um decreto, para que em todo o meu império e reino adorem os homens com tremor e temor ao Deus de Daniel. Porque êle mesmo é o Deus vivente, e eterno por todos os séculos: E o seu reino não será dissipado, e o seu poder passará até à eternidade. 27Êle é que é o libertador e o salvador, que faz prodígios e maravilhas no céu e na terra: Êle o que livrou Daniel do lago dos leões. 28Ora Daniel perseverou sempre em dignidade até o reinado de Dario, e o reinado de Ciro persa.
Novo TestamentoFl 1
Filipenses 1
1Paulo, e Timóteo, servos de Jesus Cristo, a todos os Santos em Jesus Cristo, que sé acham em Filipos, com os bispos, e diáconos. 2Graça seja a vós outros, e paz da parte de Deus nosso Pai, e da do Senhor Jesus Cristo. 3Graças dou a meu Deus, cada vez que me lembro de vós. 4Fazendo sempre deprecações com gôsto por todos vós em tôdas as minhas orações. 5Sôbre a vossa comunicação no Evangelho de. Cristo desde o primeiro dia até agora. 6Tendo por certo isto mesmo, que quem começou em vós a boa obra a aperfeiçoará até o dia de Jesus Cristo. 7Como é justo que eu sinta isto de todos vós: Porque vos tenho no coração, e me acho convosco nas minhas prisões, e na defensa e confirmação do Evangelho, por serdes todos vós companheiros do meu gôsto. 8Porque Deus me é testemunha, de quão ternamente eu vos amo a todos na entranhas de Jesus Cristo. 9Eo que eu lhe peço é que a vossa caridade cresça mais e mais em ciência, e em todo o conhecimento. 10Para que aproveis o melhor, para que sejais sinceros e sem tropêço para o dia de Cristo. 11Cheios de frutos de justiça por Jesus Cristo, para glória e louvor de Deus. 12Quero pois, irmãos, que vós saibais que tôdas as coisas que passam comigo, têm contribuido mais ao proveito do Evangelho. 13De maneira que as minhas prisões se têm feito notórias em Cristo, por tôda a côrte do imperador, e em todos os outros lugares. 14TE muitos dos irmãos no Senhor cobrando ânimo com as minhas prisões, têm ousado mais alentadamente falar a palavra de Deus sem temor. 15E verdade que alguns pregam a Cristo até por inveja e por emulação: Mas outros o fazem também por uma boa vontade. 16Outros por caridade: Sabendo que eu tenho sido pôsto para. defensa do Evangelho. 17Mas outros pregam a Cristo por contenção, não sinceramente, crendo acrescentar aflição às minhas cadeias. 18Mas que importa? Contanto que Cristo em tô das as maneiras seja anunciado, ou por pretexto, ou por verdade: Não só nisto me alegro, mas ainda me alegrarei. 19Porque sei que isto se me converterá em salvação, pela vossa oração, e pelo socorro do espírito de Jesus Cristo, 20segundo as minhas ânsias e esperanças, que tenho, de que em nenhuma. coisa serei confundido: Antes com tôda a coníiança, assim como sempre, também agora será Cristo engrandecido no meu corpo, ou seja pela vida, ou pela morte. 21Porque para mim o viver é Cristo, e o morrer lucro. 22E se o viver em carne, êste é para mim fruto do trabalho, não sei na verdade que devo escolher. 23Pois me vejo em apêrto por duas partes: Tendo desejo de ser desatado da carne, e estar com Cristo, que é sem comparação muito melhor. 24Mas o permanecer em carne, é necessário por amor de vós. 25E persuadido disto, sei que ficarei, e permanecerei com todos vós, para proveito vosso, e gôzo da fé. 26A fim de que o vosso regozijo abunde por mim em Cristo Jesus, pela minha nova ida a vós outros. 27Somente vos recomendo que vos porteis confor-me ao Evangelho de Cristo: Para que, ou seja que eu vá ver-vos, ou que esteja ausente, ouça de vós que permaneceis unânimes em um mesmo espírito, trabalhando concordemente na fé do Evangelho. 28E-em nada tenhais medo dos vossos adversários: O que para êles é motivo de perdição, é para vós outros de salvação, e isto vem de Deus: 29Porque a vós vos é dado por Cristo, não sômente que creiais nele, senão que padeçais também por êle. 30Sofrendo o mesmo combate, qual vós também vistes em mim, e agora tendes ouvido de mim.
Salmos e ProvérbiosSl 143,9-15 (144)
Salmo 143 (144)
Numeração da Vulgata. Nas Bíblias atuais: Salmo 144.
9Ó Deus, eu tc cantarei uma nova canção: Com o saltério de dez cordas te louvarei. 10Tu que dás saúde aos reis: Que redimiste a Davi teu servo da espada maligna, 11livra-me, e tira-me da mão dos filhos estranhos, cuja bôca falou vaidade e a direita dêles é direita de iniquidade: 12Cujos filhos são como plantas novas na sua mocidade. As suas filhas andam compostas: Adornadas tôdas como simulacro de Templo. 13Atulhadas estão as suas dispensas, arrevesatido de umas para outras. As suas ovelhas são fecundas, abundantes nas suas saídas: 14As suas vacas são gordas. Não há ruína de muro, nem passagem na sua cêrca: Nem estrondo nas suas praças. 15Bem-aventurado chamaram ao povo, que tem estas coisas: Bem-aventurado o povo, que tem ao Senhor por seu Deus.